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Banco Central reforça segurança do Pix com novas regras de validação a partir de julho

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Pix - Foto: Etalbr/Istock.com Pix - Foto: Etalbr/Istock.com

A partir de 1º de julho de 2025, o Banco Central do Brasil implementou novas regras para o Pix, sistema de pagamentos instantâneos, exigindo que bancos e instituições financeiras validem previamente os dados das chaves Pix junto à Receita Federal. A medida, anunciada em março, visa combater fraudes financeiras, como o uso de CPFs de pessoas falecidas ou CNPJs de empresas inativas, reforçando a segurança do sistema que já é o principal meio de transferência no país. A validação, agora obrigatória, ocorre no registro, alteração, portabilidade e reivindicação de chaves, afetando cerca de 8 milhões de cadastros irregulares. A iniciativa, que não está relacionada a pendências fiscais, busca proteger usuários e dificultar a ação de golpistas. As mudanças, detalhadas na Resolução BCB nº 457, entraram em vigor para garantir maior confiabilidade nas transações.

A obrigatoriedade da checagem cadastral marca um avanço na proteção do sistema financeiro digital. Antes, a verificação de nomes com a base da Receita Federal era recomendada, mas não mandatória. Agora, qualquer divergência, como nomes sociais não atualizados ou razões sociais desatualizadas, pode levar à exclusão imediata da chave Pix.

As instituições financeiras têm até outubro para ajustar processos de portabilidade e reivindicação de posse, quando a validação também será exigida nessas operações. A medida impacta diretamente 1% das chaves Pix cadastradas, segundo estimativas do Banco Central.

  • Objetivo principal: Prevenir fraudes com dados inconsistentes.
  • Público afetado: Usuários com cadastros desatualizados na Receita Federal.
  • Cronograma: Validação obrigatória para registros a partir de julho; para portabilidade, a partir de outubro.
  • Exceções: Pendências fiscais não bloqueiam chaves Pix.

Medidas para coibir fraudes

O foco das novas regras é aumentar a segurança do Pix, que, desde seu lançamento em 2020, transformou o cenário de pagamentos no Brasil. O sistema processa bilhões de transações anualmente, mas também atraiu a atenção de criminosos que exploram brechas cadastrais. A validação prévia impede que CPFs suspensos, cancelados, nulos ou de pessoas falecidas sejam usados em chaves Pix. Para empresas, CNPJs nas situações de “suspenso”, “inapto”, “baixado” ou “nulo” também serão barrados.

O Banco Central esclareceu que a inconformidade não está ligada ao pagamento de tributos, mas sim à regularidade cadastral. Por exemplo, um CPF suspenso pode ser regularizado diretamente no site da Receita Federal, garantindo a continuidade do uso do Pix. A medida também dificulta a prática de golpistas que utilizam dados de terceiros sem autorização para movimentações ilícitas.

Além disso, o Banco Central implementará uma segunda linha de defesa, monitorando ativamente as chaves Pix para identificar discrepâncias. Instituições que descumprirem as regras enfrentarão penalidades, reforçando a responsabilidade dos bancos na manutenção de cadastros confiáveis.

  • CPFs afetados: Suspensos (30 mil), cancelados (20 mil), nulos (100) e de titulares falecidos (3,5 milhões).
  • CNPJs afetados: Suspensos, inaptos, baixados ou nulos.
  • Ação imediata: Exclusão de chaves com divergências injustificáveis.
  • Monitoramento: Banco Central atuará proativamente para detectar irregularidades.

Mudanças nas chaves aleatórias e de e-mail

As novas normas também alteram o funcionamento de chaves aleatórias e de e-mail, visando maior controle. Chaves aleatórias, que são combinações de letras e números, não poderão mais ter suas informações atualizadas. Caso o usuário precise alterar dados vinculados, será necessário excluir a chave antiga e criar uma nova.

Para chaves de e-mail, a reivindicação de posse, que permite transferir a titularidade, foi proibida desde abril de 2025. Essa mudança busca evitar que e-mails sejam usados indevidamente em fraudes. Já as chaves vinculadas a números de celular mantêm a possibilidade de transferência, considerando a alta rotatividade de linhas, especialmente pré-pagas.

Essas restrições reforçam a rastreabilidade das transações, dificultando a manipulação de chaves por fraudadores. O Banco Central estima que as mudanças afetarão cerca de 4,5 milhões de chaves com grafias inconsistentes, além das já mencionadas com problemas cadastrais.

Impacto para os usuários

As novas regras não alteram a forma como pessoas e empresas realizam transações Pix no dia a dia, mas exigem atenção aos cadastros. Usuários com nomes sociais não atualizados no CPF ou empresas que mudaram de razão social sem atualizar os dados bancários podem enfrentar bloqueios. Para evitar transtornos, o Banco Central recomenda verificar a situação cadastral no site da Receita Federal.

A regularização de CPFs suspensos, por exemplo, pode ser feita online, preenchendo um formulário no portal da Receita. Empresas com CNPJs inaptos ou suspensos também precisam atualizar seus registros para manter as chaves Pix ativas. A medida, embora restritiva, é vista como um passo para proteger os usuários contra golpes financeiros.

  • Como verificar o CPF: Acesse o site da Receita Federal e consulte a situação cadastral.
  • Regularização: Preencha o formulário online para corrigir pendências.
  • Empresas: Atualizem a razão social nos bancos e na Receita Federal.
  • Prazo: Ajustes devem ser feitos antes de outubro para evitar exclusão de chaves.

Outras novidades no Pix para 2025

Além das regras de validação, o Pix terá novas funcionalidades em 2025, ampliando sua versatilidade. Em fevereiro, o Pix por aproximação será implementado, permitindo pagamentos via carteiras digitais, como Google Pay, ou aplicativos bancários. A tecnologia, semelhante à usada em cartões contactless, promete agilizar transações em estabelecimentos comerciais.

Outra inovação é o Pix Automático, previsto para 16 de junho de 2025. O recurso permitirá pagamentos recorrentes, como contas de luz e água, sem a necessidade de autenticação manual a cada transação. A funcionalidade, comparada ao débito automático, será oferecida sem custos adicionais, simplificando a gestão financeira de consumidores e empresas.

Essas atualizações consolidam o Pix como o principal meio de pagamento no Brasil, com mais de 80% das transações financeiras no varejo realizadas pelo sistema, segundo dados do Banco Central. A combinação de segurança reforçada e novas funcionalidades mantém o Pix alinhado às demandas de um mercado financeiro cada vez mais digital.

Proteção contra desinformação

A implementação das novas regras gerou desinformação, com mensagens falsas sugerindo que o Pix seria taxado ou que transações diárias seriam monitoradas. O Banco Central e a Receita Federal desmentiram esses boatos, esclarecendo que as medidas focam exclusivamente na segurança cadastral.

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, enfatizou que o objetivo é combater fraudes, não fiscalizar trabalhadores ou pequenos empreendedores. As instituições financeiras reportam apenas valores consolidados de movimentações acima de R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para jurídicas, sem detalhar origem ou destino, preservando o sigilo bancário.

Para evitar golpes, a Receita Federal alerta contra mensagens de SMS ou e-mails que simulam comunicados oficiais cobrando taxas pelo uso do Pix. Usuários devem consultar apenas canais oficiais, como os sites do Banco Central e da Receita Federal, para obter informações confiáveis.

  • Boatos desmentidos: Não há taxação ou monitoramento de transações diárias.
  • Canais oficiais: Banco Central e Receita Federal.
  • Alerta contra golpes: Desconfie de mensagens cobrando taxas.
  • Sigilo garantido: Apenas valores consolidados são reportados.
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