Autos

Chevrolet Captiva PHEV estreia em 2025 com 204 cv para rivalizar BYD e GWM

chevrolet
chevrolet - Foto: Divulgação chevrolet - Foto: Divulgação

A Chevrolet anunciou o lançamento do Captiva PHEV, sua primeira picape híbrida plug-in, para o quarto trimestre de 2025, com estreia no México e planos de expansão para outros mercados da América Latina. Desenvolvido pela joint venture SAIC-GM-Wuling, o modelo é baseado no Wuling Starlight S e combina um motor 1.5 a gasolina com um propulsor elétrico, entregando 204 cv e autonomia combinada de 1.000 km. Posicionado para competir com BYD Song Plus e GWM Haval H6, o Captiva PHEV oferece design futurista, central multimídia de 15,6 polegadas e tecnologias ADAS de nível 2. A General Motors planeja introduzi-lo no Brasil em 2026, aproveitando a crescente demanda por veículos eletrificados. O lançamento reforça a estratégia de eletrificação da Chevrolet, que já inclui o Captiva EV, previsto para julho de 2025.

O modelo, importado da China, terá preços competitivos, ainda não divulgados, e mira consumidores que buscam eficiência e tecnologia. A rede de 600 concessionárias da Chevrolet no Brasil é um diferencial frente às marcas chinesas.

  • Principais características do Captiva PHEV:
    • Motor 1.5 a gasolina e elétrico, com 204 cv combinados.
    • Autonomia combinada de 1.000 km, com 91 km no modo elétrico (PBEV).
    • Central multimídia de 15,6 polegadas com comandos por voz.
    • Pacote ADAS com frenagem autônoma e controle de cruzeiro adaptativo.

A chegada do Captiva PHEV marca um novo capítulo na competição com marcas chinesas no segmento de SUVs médios.

Lançamento no México

A Chevrolet escolheu o México como palco do lançamento global do Captiva PHEV, previsto para o quarto trimestre de 2025. O modelo, apresentado em junho, destaca-se pelo design com faróis LED finos interligados por uma barra escurecida e grade geométrica. A estratégia foca em mercados com alta demanda por SUVs eletrificados, onde a infraestrutura de recarga ainda é limitada.

O vice-presidente da GM México, Jorge Plata, destacou a eficiência e o design do Captiva PHEV como diferenciais para atrair consumidores. O modelo será vendido em versões com cinco lugares, com acabamentos que variam de básicos a premium. A produção na China, pela SAIC-GM-Wuling, garante custos reduzidos, enquanto a rede de concessionárias da Chevrolet, com 300 pontos no México, facilita o pós-venda.

O Captiva PHEV já despertou interesse em outros países da América Latina, com a Argentina confirmada para 2026. No Brasil, a GM avalia incentivos fiscais para viabilizar preços competitivos.

Especificações técnicas

O Captiva PHEV combina um motor 1.5 a gasolina, ciclo Atkinson, de 102 cv e 13,2 kgfm, com um propulsor elétrico de 203 cv e 31,6 kgfm, totalizando 204 cv. A bateria de 20,5 kWh oferece até 130 km de autonomia elétrica no ciclo CLTC, equivalente a 91 km no padrão brasileiro PBEV. O alcance combinado de 1.000 km o posiciona próximo ao BYD Song Plus, com 1.200 km, mas com potência inferior (235 cv).

O SUV acelera de 0 a 100 km/h em 8,9 segundos e atinge 175 km/h, com câmbio automático de acionamento elétrico. A tração é dianteira, adequada para uso urbano, mas sem capacidade off-road robusta. A bateria suporta recarga rápida, de 30% a 80% em 20 minutos, ideal para mercados com infraestrutura limitada.

Design e tecnologia

O Captiva PHEV mantém o visual do Wuling Starlight S, com ajustes para adotar a identidade Chevrolet. A dianteira traz faróis LED estreitos, grade geométrica e a “gravatinha” preta da marca. As laterais preservam as linhas do modelo chinês, com rodas de 18 polegadas exclusivas. A traseira tem lanternas translúcidas e logotipos Chevrolet.

O interior é tecnológico, com central multimídia de 15,6 polegadas, comandos por voz e atualizações over-the-air. O painel digital de 8,8 polegadas exibe dados de condução, enquanto o console flutuante oferece porta-copos e carregador por indução. O acabamento, com materiais macios, eleva a percepção de qualidade, superando o BYD Song Pro em refinamento.

  • Destaques do interior:
    • Central multimídia: 15,6 polegadas, com Android Auto e Apple CarPlay.
    • Painel digital: 8,8 polegadas, personalizável.
    • Console flutuante: Espaço para bolsa e carregador sem fio.
    • Acabamento: Vinil macio e plásticos texturizados.

Segurança avançada

O Captiva PHEV incorpora um pacote ADAS de nível 2, com frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, alerta de ponto cego e assistente de manutenção de faixa. Câmeras 360° e seis airbags são padrão, garantindo segurança para cinco ocupantes. O sistema de recarga reversa (V2L) de 3,3 kW permite alimentar dispositivos externos, como em campings.

Comparado ao GWM Haval H6, o Captiva oferece mais airbags e tecnologia de condução semiautônoma de série, enquanto o BYD Song Plus exige versões topo para recursos similares. A estrutura de alta resistência, testada na China, assegura proteção em colisões, alinhada aos padrões globais.

Hpev
Hpev – Foto: Divulgação

Estratégia para o Brasil

A General Motors planeja lançar o Captiva PHEV no Brasil em 2026, após a estreia do Captiva EV em julho de 2025. O modelo elétrico, com 510 km de autonomia (CLTC) e preços entre R$ 300 mil e R$ 400 mil, será o foco inicial, posicionado entre o Equinox a combustão (R$ 279.890) e o Equinox EV (R$ 440.190). A versão PHEV, ainda em estudo, mira consumidores que preferem híbridos em regiões com menos estações de recarga.

A rede de 600 concessionárias da Chevrolet no Brasil, contra 100 da BYD e 64 da GWM, é uma vantagem competitiva, garantindo suporte e manutenção acessíveis. A GM avalia incentivos fiscais, como isenção de impostos de importação, para reduzir preços, especialmente na Argentina e no Chile.

Concorrência no segmento

O Captiva PHEV enfrenta o BYD Song Plus, com 235 cv e 1.200 km de autonomia, e o GWM Haval H6, com 243 cv e 1.050 km combinados. O Chevrolet, com 204 cv, fica atrás em potência, mas compensa com design e tecnologia. O Song Plus parte de R$ 204.800, enquanto o Haval H6 custa R$ 245 mil, sugerindo que o Captiva PHEV terá preços na faixa de R$ 250 mil a R$ 350 mil.

A Toyota Corolla Cross, líder entre SUVs médios, não oferece versão PHEV, enquanto a Ford planeja lançar o Territory híbrido em 2026. O Captiva PHEV, com autonomia elétrica de 91 km, é ideal para uso urbano, superando o Haval H6 (80 km) e equiparável ao Song Plus (100 km).

Origem chinesa

O Captiva PHEV é uma versão reestilizada do Wuling Starlight S, produzido pela SAIC-GM-Wuling, parceira da GM na China. Lançado em 2024, o Starlight S vendeu 50 mil unidades em seis meses na Ásia, com 60% na versão PHEV. A Chevrolet adaptou o modelo com nova grade, faróis e logotipos, mantendo a carroceria original.

A estratégia de rebatizar modelos chineses, também usada no Spark EUV (Baojun Yep Plus), permite à GM competir com BYD e GWM sem desenvolver plataformas próprias. A produção na China reduz custos, enquanto a marca Chevrolet agrega confiança em mercados latinos.

  • Comparação com rivais:
    • BYD Song Plus: 235 cv, 1.200 km de autonomia, R$ 204.800.
    • GWM Haval H6: 243 cv, 1.050 km, R$ 245 mil.
    • Captiva PHEV: 204 cv, 1.000 km, preço estimado de R$ 250 mil.
    • Vantagem Chevrolet: Rede de 600 concessionárias no Brasil.

Investimento da GM

A GM investirá R$ 7 bilhões no Brasil até 2028, com cinco lançamentos em 2025, incluindo Captiva EV e Spark EUV. A fábrica de São José dos Pinhais (PR) será modernizada para montagem local de baterias, visando reduzir custos do Captiva PHEV. A estratégia de eletrificação inclui 10 modelos híbridos e elétricos até 2028, com foco em SUVs e picapes.

A produção chinesa, combinada com incentivos fiscais, permite preços competitivos. No México, a GM aposta na capilaridade de sua rede para superar BYD e GWM, que planejam fábricas locais em Iracemápolis (SP). A Chevrolet também estuda CKD (montagem local) para o Captiva PHEV no Brasil, a partir de 2027.

Expectativas para a América Latina

O Captiva PHEV será lançado na Argentina e no Chile em 2026, após o México. A GM prevê vendas de 20 mil unidades no primeiro ano na América Latina, com 30% no Brasil. A demanda por híbridos plug-in cresceu 25% na região em 2024, impulsionada por incentivos fiscais e alta nos combustíveis.

O modelo é adequado para mercados com infraestrutura limitada, como o interior do Brasil, onde estações de recarga são escassas. A autonomia elétrica de 91 km atende deslocamentos urbanos, enquanto o motor a combustão garante versatilidade em viagens longas.

To Top