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Fluminense e Al-Hilal dominam seleção das oitavas do Mundial de Clubes

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Alhilal - Foto: Instagram Alhilal - Foto: Instagram

O Mundial de Clubes 2025, disputado nos Estados Unidos, revelou surpresas nas oitavas de final, com Fluminense e Al-Hilal se destacando ao eliminar gigantes europeus. No dia 30 de junho, em Orlando, o Fluminense venceu a Inter de Milão por 2 a 0, enquanto o Al-Hilal superou o Manchester City por 4 a 3 na prorrogação. Esses resultados colocaram os dois clubes como protagonistas na seleção da fase, eleita pelo Estadão, com cinco jogadores e o técnico Renato Gaúcho representando o time brasileiro e três atletas do clube saudita. A performance tática e os talentos individuais explicam o feito, que eleva a expectativa para o confronto direto entre as equipes nas quartas de final, marcado para 4 de julho.

A campanha do Fluminense impressionou pela solidez defensiva e eficiência no ataque. Contra a Inter, vice-campeã da Liga dos Campeões, o time carioca soube neutralizar as investidas italianas com um esquema tático bem ajustado. Já o Al-Hilal, comandado por Simone Inzaghi, mostrou versatilidade ao superar o favoritismo do Manchester City em um jogo eletrizante. A seleção das oitavas reflete o impacto de ambos os clubes, com nomes como Thiago Silva, Ignácio e Marcos Leonardo entre os destaques.

Fluminense
Fluminense – Foto: Instagram
  • Feitos do Fluminense: Dois jogadores e o técnico Renato Gaúcho na seleção.
  • Destaques do Al-Hilal: Três atletas, incluindo o brasileiro Marcos Leonardo, autor de dois gols.
  • Confronto direto: As equipes se enfrentam nas quartas, em Orlando, às 16h de 4 de julho.

O Mundial de Clubes, em sua edição ampliada com 32 equipes, tem proporcionado momentos memoráveis, e a presença de brasileiros e sauditas na elite da competição reforça a competitividade global do torneio.

Destaques individuais na seleção da fase
A seleção das oitavas de final, publicada pelo Estadão, reuniu 11 jogadores que brilharam nos duelos eliminatórios. O Fluminense emplacou os zagueiros Thiago Silva e Ignácio, peças fundamentais na vitória sobre a Inter de Milão. Thiago Silva, com sua experiência de 40 anos, foi um pilar na defesa, enquanto Ignácio complementou com marcação precisa. Renato Gaúcho, técnico do Tricolor, também foi reconhecido por sua estratégia, que priorizou a solidez defensiva sem abrir mão de contra-ataques letais.

Por outro lado, o Al-Hilal contribuiu com o goleiro Bono, o zagueiro Kalidou Koulibaly e o atacante Marcos Leonardo. Bono fez defesas cruciais contra o Manchester City, enquanto Koulibaly marcou um gol na prorrogação. Marcos Leonardo, ex-Santos, foi o grande nome da partida, com dois gols que garantiram a classificação saudita. A presença de jogadores de ambos os clubes na seleção evidencia o equilíbrio entre defesa e ataque nas atuações.

Outros times também tiveram representantes. O Bayern de Munique, que eliminou o Flamengo por 4 a 2, contou com o meia Goretzka e o atacante Harry Kane, este último autor de dois gols. A Inter de Milão, apesar da derrota, teve o goleiro Sommer escalado, enquanto o Palmeiras, que venceu o Botafogo por 1 a 0, não emplacou jogadores na lista.

Tática e estratégia: o segredo do sucesso
O Fluminense adotou uma postura defensiva inteligente contra a Inter de Milão. Renato Gaúcho escalou o time no 4-2-3-1, com ênfase na compactação e transições rápidas. Germán Cano abriu o placar logo aos três minutos, aproveitando uma falha defensiva, e Hércules selou a vitória nos acréscimos. A dupla de zaga, formada por Thiago Silva e Ignácio, neutralizou as investidas de Lautaro Martínez e companhia, garantindo a classificação.

Já o Al-Hilal, sob o comando de Simone Inzaghi, utilizou um 3-5-2 que combinava posse de bola paciente com contra-ataques fulminantes. A virada sobre o Manchester City, com gols de Malcom, Marcos Leonardo e Koulibaly, demonstrou a capacidade do time saudita de explorar espaços na defesa adversária. A equipe soube resistir à pressão de Haaland e Foden, especialmente na prorrogação, onde a disciplina tática fez a diferença.

  • Fluminense: Compactação defensiva e transições rápidas com Cano e Arias.
  • Al-Hilal: Posse controlada e contra-ataques com Malcom e Marcos Leonardo.
  • Diferenças táticas: O Tricolor foca na organização; o Al-Hilal, na velocidade.

A combinação de estratégias distintas promete um duelo tático fascinante nas quartas de final, com o Fluminense buscando ditar o ritmo e o Al-Hilal apostando em transições velozes.

O caminho até as oitavas
Antes de chegarem às oitavas, Fluminense e Al-Hilal enfrentaram desafios na fase de grupos. O Tricolor terminou o Grupo F em segundo lugar, com cinco pontos, atrás do Borussia Dortmund. A campanha incluiu uma vitória por 4 a 2 sobre o Ulsan HD e um empate contra o Mamelodi Sundowns. A classificação veio com um jogo sólido contra os sul-africanos, onde o empate garantiu a vaga.

O Al-Hilal, por sua vez, ficou em segundo no Grupo H, com cinco pontos, atrás do Real Madrid. A equipe empatou com os espanhóis e o RB Salzburg, além de vencer o Pachuca por 2 a 0. A consistência na fase de grupos preparou os sauditas para o confronto épico contra o Manchester City, onde mostraram resiliência e poder ofensivo.

Ambos os clubes superaram adversários de peso para chegar às oitavas, o que reforça a qualidade de suas campanhas. O Fluminense enfrentou a pressão de um grupo equilibrado, enquanto o Al-Hilal lidou com gigantes europeus desde o início.

Confronto nas quartas: o que esperar
O duelo entre Fluminense e Al-Hilal, marcado para 4 de julho no Camping World Stadium, em Orlando, coloca frente a frente dois estilos opostos. O Tricolor, com sua posse de bola e organização, tentará controlar o jogo, enquanto o Al-Hilal apostará na velocidade de Malcom e Marcos Leonardo para surpreender. A escalação do Fluminense deve contar com Fábio no gol, Thiago Silva na zaga e Cano no ataque, enquanto o Al-Hilal terá Bono, Koulibaly e João Cancelo como pilares.

A partida promete ser equilibrada, com os brasileiros do Al-Hilal, como Renan Lodi e Malcom, adicionando um toque de rivalidade. O vencedor enfrentará Palmeiras ou Chelsea na semifinal, o que aumenta a importância do confronto. A torcida tricolor espera repetir o feito contra a Inter, enquanto os sauditas buscam consolidar sua zebra no torneio.

Jogadores pendurados: um desafio extra
O Fluminense entra em campo com um obstáculo adicional: nove jogadores estão pendurados com um cartão amarelo. Nomes como Nonato, Martinelli e Keno correm o risco de desfalcar o time em uma eventual semifinal. Renato Gaúcho terá de equilibrar a intensidade do time sem comprometer a disciplina tática.

O Al-Hilal, por outro lado, chega com o elenco completo, sem desfalques por suspensão. Jogadores como Rúben Neves, Renan Lodi e Marcos Leonardo escaparam de punições na partida contra o Manchester City, garantindo força máxima para o confronto. A ausência de desfalques dá ao time saudita uma vantagem logística, mas a experiência de Renato Gaúcho pode nivelar a disputa.

A força dos brasileiros no Al-Hilal
O Al-Hilal conta com três brasileiros que têm sido decisivos: Malcom, Renan Lodi e Marcos Leonardo. Malcom, ex-Corinthians, marcou contra o Manchester City e lidera as ações ofensivas com sua velocidade. Renan Lodi, lateral-esquerdo, oferece consistência defensiva e apoio ao ataque, enquanto Marcos Leonardo, com apenas 22 anos, já se consolida como artilheiro.

A presença desses jogadores adiciona um elemento de familiaridade ao confronto, já que conhecem bem o futebol brasileiro. Malcom, por exemplo, destacou a dificuldade de enfrentar o Fluminense, elogiando a qualidade do elenco tricolor. A conexão brasileira no Al-Hilal reforça a competitividade do duelo.

Histórico de zebras no Mundial
O Mundial de Clubes é conhecido por surpresas, e a edição de 2025 não decepciona. A eliminação do Manchester City pelo Al-Hilal ecoa outros momentos históricos, como a vitória do Corinthians sobre o Chelsea em 2012. O Fluminense, por sua vez, repete a façanha de clubes brasileiros que desafiam gigantes europeus, como o São Paulo em 2005.

O Al-Hilal já havia surpreendido em 2019, ao derrotar o Espérance e enfrentar o Flamengo na semifinal. Agora, com um elenco reforçado por estrelas internacionais, o clube saudita consolida sua posição como uma força emergente. A trajetória de ambos os clubes no torneio reforça a imprevisibilidade do futebol.

Outros confrontos das quartas
Além de Fluminense x Al-Hilal, as quartas de final do Mundial incluem duelos de peso. Palmeiras enfrenta o Chelsea, às 22h de 4 de julho, na Filadélfia, em uma reedição da final de 2021. No sábado, PSG e Bayern de Munique se enfrentam às 13h em Atlanta, enquanto Borussia Dortmund e Real Madrid fecham a fase às 22h em East Rutherford.

O Palmeiras, único outro brasileiro na competição, vem de uma vitória sólida sobre o Botafogo e busca repetir o sucesso continental. A força dos confrontos indica que as semifinais serão ainda mais disputadas, com clubes de quatro continentes na briga pelo título.

A relevância do Mundial ampliado
A edição de 2025 do Mundial de Clubes, com 32 equipes, marca uma nova era para o torneio. Realizado entre 15 de junho e 13 de julho nos Estados Unidos, o formato ampliado aumentou a competitividade e a visibilidade global. A presença de clubes como Fluminense e Al-Hilal na elite da competição destaca a diversidade do futebol atual.

O torneio tem atraído grandes públicos, com estádios lotados em cidades como Orlando, Miami e Atlanta. A média de público no mata-mata cresceu em relação à fase de grupos, refletindo o interesse pelo novo formato. A Fifa aposta na expansão para consolidar o Mundial como o principal torneio de clubes do planeta.

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