A partir de 17 de fevereiro de 2025, trabalhadores brasileiros que ganharam até R$ 2.640 em 2023 começaram a receber o abono salarial do PIS/PASEP, conforme calendário aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT). O pagamento, que pode chegar a R$ 1.518, será feito pela Caixa Econômica Federal para empregados do setor privado e pelo Banco do Brasil para servidores públicos, com datas definidas pelo mês de nascimento. O benefício é proporcional ao tempo trabalhado no ano-base e exige critérios como inscrição no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos. O programa, essencial para milhões de trabalhadores, depende de dados precisos fornecidos pelos empregadores.
O abono salarial é um dos principais programas de transferência de renda do país. Ele beneficia trabalhadores formais de baixa renda e movimenta a economia local. Para 2025, o governo ajustou o valor com base no salário mínimo de R$ 1.518. Confira os pontos-chave:
- Pagamentos organizados por mês de nascimento.
- Depósitos automáticos para correntistas da Caixa e Banco do Brasil.
- Prazo para saque até 29 de dezembro de 2025.
Elegibilidade para o benefício
Para ter direito ao abono salarial em 2025, o trabalhador precisa ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2023, recebendo, em média, até dois salários mínimos (R$ 2.640 à época). A inscrição no PIS/PASEP por pelo menos cinco anos é outro requisito obrigatório.
A precisão das informações enviadas pelo empregador à Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou ao eSocial é fundamental. Dados incorretos podem excluir o trabalhador da lista de beneficiários, o que torna essencial a conferência de informações cadastrais.
Muitos trabalhadores perdem o benefício por falta de atualização. Verificar os dados no aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou nos canais oficiais da Caixa e do Banco do Brasil é uma medida preventiva importante.
Cronograma de pagamentos
O calendário do PIS/PASEP 2025 foi estruturado para atender milhões de trabalhadores de forma organizada. Os pagamentos começam em 17 de fevereiro e seguem até 15 de agosto, conforme o mês de nascimento:
- Janeiro: a partir de 17 de fevereiro.
- Fevereiro: a partir de 17 de março.
- Março e abril: a partir de 15 de abril.
- Maio e junho: a partir de 15 de maio.
- Julho e agosto: a partir de 16 de junho.
- Setembro e outubro: a partir de 15 de julho.
- Novembro e dezembro: a partir de 15 de agosto.
O PIS é pago pela Caixa Econômica Federal, enquanto o PASEP é depositado pelo Banco do Brasil. Valores não sacados até 29 de dezembro de 2025 retornam ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Cálculo do valor do abono
O valor do abono é definido pelo tempo de serviço em 2023. Quem trabalhou os 12 meses recebe o valor máximo, equivalente ao salário mínimo de 2025 (R$ 1.518). Para períodos menores, o cálculo é proporcional: (meses trabalhados ÷ 12) × R$ 1.518. Por exemplo, três meses de trabalho geram um abono de R$ 379,50.
O ajuste do salário mínimo para 2025 reflete a correção pela inflação, garantindo que o benefício acompanhe o custo de vida. Trabalhadores com média salarial acima de R$ 2.640 em 2023 não são elegíveis, mesmo que tenham trabalhado poucos meses.
Modalidades de pagamento
Os trabalhadores do setor privado com conta na Caixa recebem o PIS automaticamente. Servidores públicos têm o PASEP creditado via TED, PIX ou em agências do Banco do Brasil. Para quem não possui conta, a Caixa cria uma poupança social digital, acessível pelo aplicativo Caixa Tem.
Saques também são possíveis em lotéricas, caixas eletrônicos ou agências, com documento de identificação. A digitalização facilitou o acesso, mas trabalhadores em regiões com pouca conectividade ainda enfrentam barreiras para utilizar plataformas digitais.
A diversidade de canais garante maior alcance, mas exige que o beneficiário esteja atento aos prazos e às orientações oficiais.
Cuidados com dados cadastrais
Erros nos dados fornecidos pelos empregadores são a principal causa de não pagamento. Informações desatualizadas na RAIS ou no eSocial podem excluir trabalhadores elegíveis. Para evitar problemas, recomenda-se:
- Conferir informações no aplicativo Carteira de Trabalho Digital.
- Validar a inscrição no PIS/PASEP nos sites da Caixa ou Banco do Brasil.
- Corrigir inconsistências diretamente com o empregador.
A regularidade cadastral também é essencial para outros benefícios, como o seguro-desemprego, o que reforça a importância de manter os dados atualizados.
Impacto econômico do abono
O abono salarial injeta bilhões de reais na economia brasileira todos os anos. Em 2025, o benefício deve impulsionar o consumo, especialmente em cidades menores, onde o comércio local depende dessa renda extra.
Muitos trabalhadores utilizam o valor para quitar dívidas, comprar bens essenciais ou investir em educação. Esse movimento fortalece a economia e promove o desenvolvimento social, especialmente em regiões menos favorecidas.
O programa também estimula a formalização do trabalho, já que apenas empregados com carteira assinada têm direito ao benefício.

Canais de consulta e suporte
A Caixa e o Banco do Brasil oferecem múltiplos canais para consulta do abono. O aplicativo Caixa Trabalhador e o site da Caixa são as principais ferramentas para o PIS, enquanto o PASEP pode ser consultado pelo aplicativo BB PASEP ou internet banking do Banco do Brasil.
Outras opções incluem:
- Central de atendimento da Caixa: 0800 726 0207.
- Central do Banco do Brasil: 4004 0001 ou 0800 729 0001.
- Atendimento presencial em agências bancárias.
Esses canais ajudam a esclarecer dúvidas sobre elegibilidade, valores e datas de pagamento.
Prazo final e alertas
O prazo para sacar o abono termina em 29 de dezembro de 2025. Valores não retirados são devolvidos ao FAT, e o trabalhador perde o direito ao benefício do ano-base 2023.
Golpes envolvendo o abono são frequentes. Os trabalhadores devem evitar compartilhar informações pessoais em sites ou aplicativos não oficiais e buscar apenas os canais autorizados da Caixa e do Banco do Brasil.
A atenção aos prazos e a verificação de dados são medidas simples que garantem o acesso ao benefício sem contratempos.
Origem e relevância do programa
Criado na década de 1970, o PIS/PASEP é um dos pilares do apoio aos trabalhadores de baixa renda. Financiado pelo FAT, o programa também custeia o seguro-desemprego e iniciativas de qualificação profissional.
O CODEFAT, formado por representantes do governo, empregadores e trabalhadores, supervisiona a gestão do fundo. A continuidade do abono depende da arrecadação do FAT e de ajustes econômicos, como o aumento do salário mínimo.
O programa se destaca por sua capacidade de promover inclusão financeira e apoiar milhões de trabalhadores anualmente.