Novak Djokovic deu uma aula de tênis em 3 de julho de 2025, ao derrotar o britânico Daniel Evans, wildcard, por 6-3, 6-2, 6-0, na segunda rodada de Wimbledon, na quadra central do All England Club. O sérvio, heptacampeão e número 6 do mundo, exibiu sua forma implacável, com 11 aces e 88% de aproveitamento nos pontos de primeiro saque em pouco mais de duas horas. Evans, 154º do ranking, lutou no primeiro set, mas sucumbiu à precisão e intensidade de Djokovic, que conseguiu seis quebras de serviço. A vitória contundente, diante de uma torcida britânica lotada, consolidou Djokovic como favorito ao oitavo título em Wimbledon, igualando o recorde de Roger Federer. O desempenho reforça sua busca pelo 25º Grand Slam.
O jogo foi um lembrete do domínio de Djokovic na grama, onde perdeu apenas duas vezes nos últimos 42 jogos. Evans, impulsionado por uma vitória na primeira rodada e pelo apoio local, tentou repetir o feito de 2021, quando venceu Djokovic em Monte Carlo, mas não encontrou brechas no jogo impecável do sérvio. Após um 2024 marcado por lesões, Djokovic mostrou contra Evans estar no auge, com apenas duas duplas faltas e 50 winners. O resultado pavimenta o caminho para uma campanha emocionante rumo a mais um marco em sua carreira lendária.
- Destaques da vitória de Djokovic:
- Totalizou 97 pontos, quase o dobro dos 52 de Evans.
- Ganhou 85% dos pontos no segundo saque, contra 31% de Evans.
- Converteu 6 de 16 chances de quebra.
O desempenho de Djokovic eletrizou o All England Club, com os fãs presenciando um jogador determinado a consolidar seu legado. Seu foco agora se volta para a terceira rodada, onde pretende manter sua trajetória impecável.
Doubling up 2️⃣
— Wimbledon (@Wimbledon) July 3, 2025
Djokovic takes the second set against Dan Evans 6-3, 6-2#Wimbledon pic.twitter.com/Of4MJlV6yq
Primeiro set com resistência
O set inicial viu Evans se segurar nos primeiros games, mantendo o placar equilibrado até o quarto jogo. Djokovic, porém, encontrou seu ritmo com uma quebra crucial, usando um backhand na linha para liderar por 3-2. O saque do sérvio foi quase impecável, com 90% dos pontos de primeiro serviço vencidos, fechando o set em 6-3 em 38 minutos. Evans, conhecido por seus slices, tentou atrapalhar o ritmo de Djokovic, mas as devoluções profundas e o jogo agressivo de base do sérvio mantiveram o britânico na defensiva. Os aplausos da torcida por cada ponto de Evans não conseguiram mudar o ímpeto.
A capacidade de Djokovic de elevar o nível em momentos decisivos ficou evidente. Ele enfrentou apenas um break point no set, neutralizado com um ace preciso. O set mostrou por que Djokovic segue sendo uma força formidável, combinando potência e precisão para superar o adversário.
Segundo set exibe domínio
O segundo set marcou um ponto de virada, com Djokovic liberando todo seu arsenal. Quebrando o saque de Evans no terceiro game após um rali de 12 golpes, ele abriu 3-1. O saque do sérvio continuou dominante, com 17 winners e apenas um erro não forçado no set. Evans, com dificuldades para acompanhar o ritmo, viu sua taxa de pontos no segundo saque cair para 30%, permitindo outra quebra e o fechamento do set em 6-2.
A versatilidade tática de Djokovic brilhou. Ele misturou forehands potentes com drop shots sutis, mantendo Evans desorientado. As tentativas do britânico de subir à rede foram frustradas pelos passing shots de Djokovic, que arrancaram suspiros da torcida. Ao fim do set, Djokovic havia vencido 7 games consecutivos, prenunciando a goleada que viria.
Terceiro set sela a goleada
O set final foi uma demonstração da pressão implacável de Djokovic. Evans, desgastado pelos ralis longos anteriores, cometeu oito erros não forçados, enquanto Djokovic correu para um 6-0. O sérvio quebrou o saque três vezes, finalizando a partida com um ace estrondoso que ecoou pela quadra central. Seus 48 pontos em devoluções superaram os 9 de Evans, evidenciando a diferença de execução.
A torcida, apesar da decepção com o favorito local, aplaudiu a genialidade de Djokovic. O set, que durou apenas 25 minutos, destacou sua superioridade física e mental, mantendo a intensidade mesmo com o placar desigual. A atuação foi uma clara declaração de intenções para o restante do torneio.
A busca de Djokovic por história
A vitória sobre Evans é um passo crucial na busca de Djokovic por seu oitavo título em Wimbledon. Após perder as últimas duas finais para Carlos Alcaraz, o jogador de 38 anos está determinado a reconquistar o troféu que levantou pela última vez em 2022. Sua campanha de 2025 começou com uma vitória suada contra Alexandre Muller, superando um problema estomacal. Contra Evans, ele não mostrou fraquezas, com 90% de pontos vencidos no primeiro saque e 22 aces no torneio até agora.
- Histórico de Djokovic em Wimbledon:
- Sete títulos (2011, 2014, 2015, 2018, 2019, 2021, 2022).
- 98 vitórias no torneio, a duas de alcançar 100.
- Invicto antes das quartas de final desde 2008.
Seu próximo adversário, Miomir Kecmanovic ou Peter Eubanks, enfrentará um desafio árduo. O domínio de Djokovic na grama, aprimorado ao longo de duas décadas, o coloca como favorito para avançar longe na chave.
O esforço valente de Evans
Aos 35 anos, Daniel Evans entrou em Wimbledon como wildcard após cair para o 154º lugar no ranking ATP. Sua vitória na primeira rodada contra Jay Clarke, por 6-1, 7-5, 6-2, reacendeu esperanças de uma boa campanha, especialmente após atuações fortes em Eastbourne contra Frances Tiafoe e Tommy Paul. Contra Djokovic, porém, Evans não encontrou ritmo, vencendo apenas 58% dos pontos no primeiro saque e 31% no segundo.
Apesar da derrota, Evans segue sendo um favorito do público por seu estilo aguerrido e jogo na rede. Sua vitória em Monte Carlo 2021 sobre Djokovic, por 6-4, 7-5, é um marco na carreira, mas a grama de Wimbledon em 2025 favoreceu o sérvio. Evans pode agora mirar as duplas, onde já teve sucesso em temporadas passadas.
Momentos críticos que definiram a partida
O momento de virada veio no terceiro game do segundo set, quando Djokovic quebrou o saque de Evans com um forehand cruzado após um rali exaustivo. Outro ponto chave foi no início do terceiro set, com Djokovic salvando um break point com um saque de 210 km/h, esmagando as esperanças de Evans. Os 50 winners do sérvio, contra 20 de Evans, mostraram sua capacidade de controlar trocas cruciais.
A vantagem física de Djokovic também foi clara. Enquanto Evans se desgastou após os ralis longos do primeiro set, o sérvio manteve a intensidade, cobrindo a quadra com facilidade. Seus 12 pontos consecutivos no terceiro set foram prova de seu foco e resistência.
O caminho à frente para Djokovic
Avançando para a terceira rodada, Djokovic segue no caminho para um título histórico. Sua capacidade de neutralizar adversários com potência, precisão e força mental o torna um oponente temido. Ele venceu 83 de 84 jogos em Wimbledon ao conquistar o primeiro set, um dado que reforça suas chances na campanha.
A torcida do All England Club, embora apoiando Evans, reconheceu a genialidade de Djokovic com uma ovação de pé. À medida que avança, os holofotes se intensificarão sobre sua busca por igualar o recorde de Federer e gravar ainda mais seu nome na história do tênis.
Atmosfera dos fãs e contexto do jogo
Os 15 mil espectadores da quadra central criaram uma atmosfera vibrante, com os fãs britânicos aplaudindo cada ponto de Evans. Gritos e aplausos atingiram o auge quando Evans salvou break points no primeiro set, mas o domínio de Djokovic acabou silenciando a torcida. A partida, a mais curta do dia na quadra central, com 2 horas e 10 minutos, manteve os fãs vidrados com ralis longos e jogadas espetaculares.
- Fatos notáveis da partida:
- Os 11 aces de Djokovic elevaram seu total no torneio para 22.
- O sérvio venceu 88% dos pontos no primeiro saque, recorde pessoal em uma segunda rodada de Wimbledon.
- Evans enfrentou Djokovic como o primeiro britânico desde Andy Murray em 2017.
Por que essa vitória importa
A goleada de Djokovic sobre Evans vai além de uma vitória na segunda rodada; é uma declaração de sua intenção de dominar Wimbledon 2025. Seus 97 pontos totais, 48 pontos em devoluções e 6 quebras de saque destacam uma atuação quase perfeita. Com uma chave favorável à frente, o sérvio está bem posicionado para lutar pelo título, podendo enfrentar Alcaraz ou Sinner nas rodadas finais. Sua capacidade de atingir o auge no momento certo faz dessa vitória uma base sólida para sua campanha.