Se não sacar o abono salarial PIS/PASEP 2025 até 29 de dezembro, o trabalhador perderá o benefício, que será devolvido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Esse prazo, estabelecido pela Resolução CODEFAT nº 1.011/2024, afeta milhões de brasileiros elegíveis que trabalharam formalmente em 2023. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, responsáveis pelos pagamentos do PIS e PASEP, respectivamente, liberam os valores conforme o mês de nascimento ou número de inscrição. Para evitar prejuízos, é essencial consultar a elegibilidade e sacar dentro do período. O não saque implica na perda do valor, mas há passos que podem ser tomados para garantir o direito. Este artigo detalha as consequências e orienta sobre como agir.
O abono salarial é um benefício anual destinado a trabalhadores do setor privado (PIS) e servidores públicos (PASEP) que cumprem critérios específicos, como ter trabalhado ao menos 30 dias em 2023 com remuneração média de até dois salários mínimos. Em 2025, cerca de 25,8 milhões de pessoas devem receber aproximadamente R$ 30,7 bilhões, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O valor do benefício varia de R$ 126,50 a R$ 1.518, proporcional aos meses trabalhados no ano-base. A consulta está disponível desde 5 de fevereiro de 2025, por meio de canais como o aplicativo Carteira de Trabalho Digital e o portal gov.br.
Abaixo, os principais pontos sobre o abono salarial 2025:
- Quem tem direito: Trabalhadores com pelo menos cinco anos de cadastro no PIS/PASEP, que atuaram formalmente por 30 dias em 2023 e receberam até R$ 2.640 mensais, em média.
- Como consultar: Acesse o portal gov.br, o aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou ligue para o 158.
- Datas de pagamento: De 17 de fevereiro a 29 de dezembro de 2025, conforme o mês de nascimento (PIS) ou número de inscrição (PASEP).
Consequências de não sacar o abono até o prazo
Quando o trabalhador não realiza o saque até o prazo final, o valor é automaticamente transferido para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Esse fundo financia benefícios como o seguro-desemprego e outros programas sociais, mas o beneficiário perde o acesso ao dinheiro referente ao ano-base 2023. A Resolução CODEFAT nº 838/2019, no entanto, permite que o trabalhador solicite o resgate do abono não sacado em até cinco anos, por meio de um recurso administrativo junto ao MTE. Esse processo, embora viável, exige agilidade e documentação adequada.
O não saque pode ocorrer por diversos motivos, como desconhecimento do direito ao benefício, dados desatualizados no sistema ou falhas na comunicação entre empregadores e o governo. Para evitar essa situação, é fundamental que o trabalhador acompanhe o calendário de pagamentos e verifique regularmente sua elegibilidade. A Caixa Econômica Federal, responsável pelo PIS, e o Banco do Brasil, que gerencia o PASEP, oferecem canais acessíveis para consulta e saque, como aplicativos e agências bancárias.
O impacto da perda do abono pode ser significativo, especialmente para trabalhadores de baixa renda. O valor, que pode chegar a um salário mínimo, é frequentemente utilizado para quitar dívidas, realizar investimentos ou cobrir despesas essenciais. Em 2025, com o salário mínimo fixado em R$ 1.518, o benefício representa uma oportunidade financeira importante para milhões de brasileiros.
Como garantir o saque dentro do prazo
Para evitar a perda do abono salarial, o trabalhador deve adotar medidas práticas e acompanhar o processo desde a consulta até o saque. A seguir, algumas orientações fundamentais:
- Verifique a elegibilidade: Confirme se você atende aos critérios de cadastro no PIS/PASEP, tempo de trabalho e remuneração média.
- Consulte regularmente: Use o aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou o portal gov.br para checar a data de pagamento e o valor disponível.
- Atualize os dados: Certifique-se de que o empregador informou corretamente os dados na RAIS ou eSocial. Em caso de erro, entre em contato com o RH da empresa.
- Acompanhe o calendário: Os pagamentos seguem um cronograma escalonado, com datas específicas para cada mês de nascimento (PIS) ou número de inscrição (PASEP).
- Saiba onde sacar: O PIS pode ser retirado em caixas eletrônicos, lotéricas ou pelo aplicativo Caixa Tem. O PASEP é pago diretamente em conta ou por transferência no Banco do Brasil.
Além disso, é importante agir rapidamente caso o pagamento não seja liberado na data prevista. Problemas como erros na RAIS ou eSocial podem ser corrigidos, mas exigem contato com o empregador ou o MTE. A Central Alô Trabalho (158) e as Superintendências Regionais do Trabalho oferecem suporte para esclarecer dúvidas e orientar sobre o processo.
O que fazer se perder o prazo de saque
Se o prazo de 29 de dezembro de 2025 for ultrapassado, o trabalhador ainda tem uma chance de recuperar o abono. A legislação brasileira garante o direito ao resgate do benefício não sacado por até cinco anos, ou seja, até 30 de dezembro de 2030, para o ano-base 2023. Para isso, é necessário iniciar um recurso administrativo junto ao Ministério do Trabalho e Emprego. O processo pode ser realizado por meio dos seguintes passos:
- Contate a Central Alô Trabalho: Ligue para o 158, disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h, exceto feriados.
- Reúna documentos: Apresente documentos pessoais, como RG, CPF, Carteira de Trabalho e comprovantes de vínculo empregatício no ano-base.
- Solicite a revisão: Formalize o pedido de reanálise do benefício, indicando que o saque não foi realizado dentro do prazo.
- Acompanhe o processo: O MTE avaliará o caso e, se aprovado, o valor será liberado por meio da Caixa (PIS) ou do Banco do Brasil (PASEP).
Esse procedimento, embora acessível, pode ser demorado, especialmente se houver inconsistências nos dados fornecidos pelo empregador. Por isso, a prevenção é a melhor estratégia: consultar o benefício com antecedência e realizar o saque dentro do prazo evitam transtornos.
Diferenças entre PIS e PASEP e formas de pagamento
O PIS e o PASEP, embora unificados em algumas regras, têm particularidades que o trabalhador precisa conhecer. O PIS é voltado para empregados do setor privado e administrado pela Caixa Econômica Federal. Já o PASEP beneficia servidores públicos e é gerenciado pelo Banco do Brasil. As formas de pagamento também variam:
- PIS: Depositado automaticamente para correntistas da Caixa, ou acessível via Caixa Tem, lotéricas, caixas eletrônicos ou agências, com o Cartão Cidadão.
- PASEP: Creditado diretamente em conta no Banco do Brasil ou transferido via TED para outras instituições financeiras.
- Valores: Proporcionais ao tempo de trabalho, variando de R$ 126,50 (1 mês) a R$ 1.518 (12 meses).
Os trabalhadores que não possuem conta nos bancos mencionados podem realizar o saque em agências, apresentando documentos de identificação. Para facilitar o acesso, a Caixa e o Banco do Brasil disponibilizam aplicativos e portais que permitem consultar saldos e realizar transferências sem a necessidade de deslocamento.
Valores esquecidos do antigo fundo PIS/PASEP
Além do abono salarial, é importante destacar que cerca de 10,5 milhões de trabalhadores ou seus herdeiros podem ter direito a valores do antigo Fundo PIS/PASEP, extinto em 2020. Esses recursos, referentes a contribuições de 1971 a 1988, totalizam R$ 26 bilhões e devem ser sacados até 31 de maio de 2025. Após essa data, os valores serão considerados abandonados e transferidos à União.
A consulta pode ser feita pelo aplicativo FGTS ou pela plataforma REPIS Cidadão (repiscidadao.fazenda.gov.br). O saque é realizado via Caixa Econômica Federal, com valores médios de R$ 2.800 por beneficiário, corrigidos pelo IPCA-15. Herdeiros também podem solicitar o resgate, desde que apresentem documentos como certidão de dependentes ou autorização judicial.
Para evitar a perda desses recursos, o Ministério da Fazenda recomenda que trabalhadores que atuaram formalmente entre 1971 e 1988 verifiquem sua elegibilidade o quanto antes. A plataforma REPIS Cidadão, lançada em 2025, simplifica o acesso às informações e orienta sobre os procedimentos necessários.
Prevenção para evitar transtornos futuros
A melhor forma de garantir o acesso ao abono salarial e evitar a perda de valores é manter os dados atualizados e acompanhar os canais oficiais. O portal gov.br e o aplicativo Carteira de Trabalho Digital são ferramentas práticas que permitem consultar benefícios e verificar pendências. Além disso, é essencial que os empregadores cumpram os prazos de envio da RAIS e do eSocial, já que erros ou atrasos podem impedir o pagamento.
Os trabalhadores também devem estar atentos ao calendário de pagamentos, que em 2025 segue o seguinte cronograma para o PIS:
- Nascidos em janeiro: a partir de 17 de fevereiro.
- Nascidos em julho e agosto: a partir de 16 de junho.
- Demais meses: escalonados até 15 de agosto.
Para o PASEP, as datas são baseadas no número final de inscrição, com liberação entre fevereiro e agosto. Configurar lembretes no celular ou consultar regularmente os aplicativos ajudam a não perder os prazos.
O abono salarial PIS/PASEP é um direito trabalhista que pode fazer diferença no orçamento de milhões de brasileiros. Com planejamento e atenção aos prazos, é possível garantir o acesso ao benefício e evitar a devolução dos valores ao FAT. Caso o prazo seja perdido, o recurso administrativo oferece uma segunda chance, mas a prevenção continua sendo a melhor estratégia.