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Repercussão negativa de post custa cargo de Henrique Gutterres no Vasco

Henrique Gutterres, agora ex-diretor de marketing do Vasco, também trabalhou no Grêmio — Foto: Grêmio/Divulgação
Henrique Gutterres, agora ex-diretor de marketing do Vasco, também trabalhou no Grêmio — Foto: Grêmio/Divulgação Henrique Gutterres, agora ex-diretor de marketing do Vasco, também trabalhou no Grêmio — Foto: Grêmio/Divulgação

O Vasco demitiu, na quinta-feira, 3 de julho de 2025, Henrique Gutterres, diretor executivo de marketing e comercial da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), após uma publicação no LinkedIn que gerou forte indignação entre torcedores. O profissional, que assumiu o cargo em novembro de 2024, foi desligado devido a erros ortográficos, uso de um escudo não oficial e menção incorreta ao nome do clube, que é Club de Regatas Vasco da Gama, em um anúncio de parcerias comerciais. A decisão foi tomada no Rio de Janeiro, sob pressão da torcida, que cobrou maior profissionalismo na representação da marca. A notícia, inicialmente divulgada pelo canal “Expresso 1923”, reflete a crise de imagem enfrentada pelo clube carioca.

A postagem de Gutterres, publicada no início da semana, buscava atrair parceiros comerciais para o departamento de futebol, mas acabou expondo fragilidades na comunicação estratégica da SAF. Torcedores, conhecidos pela paixão e engajamento, reagiram rapidamente nas redes sociais, apontando o desleixo como inaceitável. A demissão foi confirmada pelo clube horas após a repercussão negativa ganhar força, evidenciando a necessidade de proteger a credibilidade da instituição.

  • Principais falhas da publicação:
    • Uso de um escudo não oficial do clube.
    • Erros ortográficos em um texto corporativo.
    • Referência ao clube como “Clube Vasco da Gama”.
    • Imagem gerada por inteligência artificial, mal recebida pelos torcedores.

A saída de Gutterres ocorre em um momento delicado para o Vasco, que enfrenta desafios dentro e fora de campo, incluindo a busca por reforços e a reestruturação financeira. A torcida, atenta aos detalhes, espera que o clube adote medidas mais rigorosas na escolha de seus executivos.

Reação imediata da torcida vascaína

A resposta dos torcedores foi instantânea. Perfis no X, como @AnalisaCRVG e @midiavascaina, destacaram os erros da postagem, amplificando a insatisfação. O canal “Expresso 1923” não apenas noticiou a demissão em primeira mão, mas também mobilizou debates sobre a gestão de marketing do clube. A torcida vascaína, historicamente engajada, não perdoou o que considerou uma falta de respeito à identidade do clube, especialmente pelo uso de um escudo incorreto, símbolo sagrado para os cruzmaltinos.

Muitos torcedores expressaram frustração com a escolha de Gutterres para o cargo, questionando os critérios de seleção da SAF. A pressão popular, amplificada nas redes sociais, foi um fator determinante para a rápida decisão do clube. A demissão, segundo fontes próximas à diretoria, foi vista como uma resposta direta à crise de imagem desencadeada pela publicação.

A revolta não se limitou ao erro em si. A torcida cobrou maior cuidado com a comunicação oficial, exigindo que a SAF invista em profissionais alinhados com a história e os valores do clube. Esse episódio reforça a influência dos torcedores na gestão moderna do futebol, onde a transparência e o cuidado com a marca são essenciais.

Contexto da SAF e desafios de gestão

A Sociedade Anônima do Futebol do Vasco, implementada em 2022, tem como objetivo modernizar a administração do clube, atrair investimentos e fortalecer o departamento de futebol. No entanto, episódios como a demissão de Gutterres expõem desafios na execução desse plano. Desde a chegada da SAF, o clube busca equilibrar a profissionalização com o respeito às tradições, uma tarefa que exige precisão em áreas como marketing e comunicação.

Henrique Gutterres, que já havia trabalhado no Grêmio, foi contratado em novembro de 2024 sob indicação do CEO Lúcio Barbosa. Sua experiência no futebol era vista como um trunfo, mas a falta de atenção aos detalhes em uma postagem corporativa comprometeu sua trajetória no clube. O caso levanta questionamentos sobre os processos de validação de conteúdos institucionais, especialmente em um clube com uma torcida tão exigente.

  • Áreas críticas para a SAF após o episódio:
    • Revisão de processos de comunicação estratégica.
    • Seleção de executivos com conhecimento da história do clube.
    • Fortalecimento da relação com a torcida nas redes sociais.

O Vasco, que enfrenta dívidas herdadas superiores a R$ 1 bilhão, segundo informações de gestões anteriores, precisa de uma imagem institucional sólida para atrair parceiros comerciais. A falha de Gutterres, embora pontual, reflete a fragilidade de um departamento que deveria ser um dos pilares da reestruturação financeira.

Histórico de polêmicas no marketing do Vasco

O departamento de marketing do Vasco já enfrentou outras crises. Em 2012, o diretor Marcos Blanco deixou o cargo por descontentamento com a linha de trabalho do setor, evidenciando problemas estruturais. Mais recentemente, a SAF tem tentado modernizar a área, mas a demissão de Gutterres mostra que os desafios persistem. A escolha de símbolos corretos, como o escudo oficial, e o uso do nome “Club de Regatas Vasco da Gama” são questões sensíveis para os torcedores, que veem esses elementos como parte da identidade do clube, fundado em 1898.

Em 2021, o Vasco atualizou sua identidade visual, modernizando o escudo com novos monogramas e um ângulo de 45º na faixa, inspirado na estátua de Vasco da Gama em São Januário. Essa mudança foi bem recebida, mas reforçou a importância de consistência na comunicação visual. O erro de Gutterres, ao usar um escudo não oficial, foi interpretado como uma quebra dessa consistência, agravando a percepção de amadorismo.

A história do clube também registra momentos de tensão com a torcida por falhas de comunicação. Em 2018, jogadores como Wellington, Paulão, Evander e Gabriel Félix foram afastados após publicações nas redes sociais que ironizavam as vaias dos torcedores. Esses episódios mostram que a relação com a torcida exige cuidado extremo, especialmente em um clube com uma base de fãs tão apaixonada.

O que o Vasco busca agora

Com a saída de Gutterres, o Vasco deve iniciar a busca por um novo diretor de marketing. A SAF, sob a liderança de Lúcio Barbosa, enfrenta a pressão de encontrar um profissional capaz de alinhar modernização com o respeito à tradição. O próximo executivo terá a missão de reconstruir a confiança da torcida e fortalecer a imagem do clube no mercado.

  • Prioridades para o novo diretor:
    • Implementar processos rigorosos de revisão de conteúdos.
    • Desenvolver campanhas que valorizem a história do clube.
    • Atrair parcerias comerciais sem comprometer a identidade vascaína.
    • Engajar a torcida em iniciativas institucionais.

Enquanto isso, o clube segue com desafios em outras áreas. A busca por reforços, como o interesse no meia Thiago Mendes, e a reformulação do departamento de futebol, liderada pelo técnico Fernando Diniz, mostram que o Vasco está em um momento de transição. A demissão de Gutterres, embora um revés, pode ser um passo para corrigir rumos e fortalecer a gestão.

A torcida, peça central na história do clube, continuará vigilante. A paixão dos vascaínos, que já garantiu momentos históricos, como a conquista da Libertadores em 1998, é também uma força que cobra excelência. O Vasco precisa agora transformar essa energia em resultados, dentro e fora de campo, para recuperar sua grandeza.

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