O Atlético-MG, sob o comando do técnico Cuca, atravessa um momento de reformulação estratégica, com foco na integração de jovens talentos das categorias de base ao elenco principal. Em julho de 2025, o clube mineiro busca soluções para suprir ausências por lesões e suspensões, enquanto planeja a retomada do Brasileirão após a pausa para o Mundial de Clubes. A aposta em promessas como Gabriel Delfim, Iván Román, João Marcelo e Isaac reflete a confiança de Cuca na juventude para impulsionar o time, que ocupa a sétima posição na Série A com 20 pontos. A decisão ocorre em meio a mudanças internas, como a demissão do técnico do sub-15, e a realização de jogos-treinos, como o contra o Betim, para avaliar os novos nomes. A estratégia visa equilibrar experiência e renovação, mantendo a competitividade em três competições.
A reformulação no Atlético-MG não se limita ao campo. Nos bastidores, a diretoria trabalha para ajustar o elenco, com possíveis saídas e empréstimos, como o do zagueiro Rômulo. Cuca, conhecido por sua trajetória vitoriosa no clube, com títulos como a Libertadores e o Brasileirão, aposta em uma abordagem paciente para desenvolver os jovens. O jogo-treino contra o Betim, realizado em 5 de julho, foi um marco para testar formações e dar minutos a atletas como Isaac, que retorna de Portugal com experiência internacional.
- Jogadores em destaque no jogo-treino:
- Gabriel Delfim, goleiro de 22 anos, cotado para ser titular contra o Bahia.
- Isaac, atacante de 21 anos, reintegrado após empréstimo ao Nacional-POR.
- João Marcelo, reforço ofensivo vindo do Guarani, com oito jogos em 2025.
- Iván Román, zagueiro chileno de 18 anos, com potencial para ganhar espaço.
A confiança de Cuca nos jovens é clara, mas o treinador também enfrenta desafios, como a recuperação de jogadores lesionados e a necessidade de resultados imediatos. O próximo compromisso oficial, contra o Bahia, em 12 de julho, será um teste crucial para a nova formação do Galo.
Reformulação na base e no profissional
O Atlético-MG vive um período de transição tanto no elenco principal quanto nas categorias de base. A demissão do técnico Jonathan Silva, que comandava o time sub-15, foi motivada por uma derrota expressiva por 7 a 1 para o Coimbra, no Campeonato Mineiro da categoria. Apesar da invencibilidade até então, o resultado gerou insatisfação interna e levou o clube a buscar um novo rumo para as competições de base. A diretoria almeja recuperar a hegemonia em Minas Gerais, onde historicamente o Galo é referência na formação de atletas.
No elenco principal, Cuca lida com desfalques importantes. Jogadores como Guilherme Arana, com lesão muscular na coxa, e Tomás Cuello, também no departamento médico, são ausências sentidas. A suspensão do goleiro Everson para o jogo contra o Bahia abre espaço para Gabriel Delfim, que já atuou no Campeonato Mineiro e é visto como uma solução imediata. A aposta em jovens é uma resposta direta às limitações do elenco, mas também reflete a filosofia de longo prazo do clube, que busca mesclar juventude e experiência.
A pausa no calendário nacional, devido ao Mundial de Clubes, foi um alívio para o departamento médico. Arana e Cuello, peças-chave no esquema tático de Cuca, estão em fase final de recuperação e devem retornar em breve. Enquanto isso, o treinador utiliza jogos-treinos para avaliar o desempenho dos novatos e ajustar o time para a maratona de jogos em julho, que inclui Brasileirão, Copa Sul-Americana e Copa do Brasil.
Jogo-treino contra o Betim: um teste decisivo
Na manhã de 5 de julho, o Atlético-MG enfrentou o Betim em um jogo-treino na Cidade do Galo, com vitória por 3 a 0. Os gols foram marcados por Gustavo Scarpa, que balançou a rede duas vezes, e Hulk, reforçando a importância dos titulares. Cuca aproveitou a atividade para testar diferentes formações, começando com uma equipe reserva no primeiro tempo e escalando os principais jogadores na segunda etapa. A escalação inicial contou com nomes como Robert, Saravia, Igor Rabello, Vitor Hugo, Rômulo, Ivan Román, Patrick, Igor Gomes, Bernard, Júnior Santos e João Marcelo.
O segundo tempo trouxe uma formação mais robusta, com Gabriel Delfim, Natanael, Lyanco, Junior Alonso, Caio, Alan Franco, Rubens, Gabriel Menino, Gustavo Scarpa, Dudu e Hulk. A mudança tática mostrou a versatilidade do elenco, mas também destacou a dependência dos titulares para garantir resultados expressivos. O jogo-treino serviu como termômetro para Cuca, que observou de perto o desempenho de jovens como Isaac e Iván Román, ambos com potencial para integrar o time principal nos próximos jogos.
Apostas da base para o segundo semestre
Cuca deixou claro que o futuro do Atlético-MG no segundo semestre depende do sucesso dos jovens talentos. Em entrevista recente, o treinador destacou três nomes das categorias de base: Mateus Iseppe, Mosquito e Gabriel Veneno. Esses jogadores, que brilharam nas competições de base, são vistos como peças promissoras para reforçar o elenco. A paciência e o apoio da torcida, segundo Cuca, serão fundamentais para o desenvolvimento desses atletas.
- Promessas da base em destaque:
- Mateus Iseppe: Meio-campista com visão de jogo e habilidade técnica.
- Mosquito: Atacante veloz, conhecido por sua capacidade de driblar.
- Gabriel Veneno: Finalizador nato, com faro de gol nas categorias inferiores.
Além desses, outros jogadores estão na mira do treinador. Gabriel Delfim, com 22 anos, é a principal aposta para o gol na ausência de Everson. Iván Román, zagueiro chileno de 18 anos, pode ganhar minutos caso Igor Rabello seja negociado. João Marcelo, contratado do Guarani, já disputou oito partidas em 2025 e é uma opção para o ataque. Isaac, que retorna de um empréstimo ao Nacional de Portugal, traz experiência internacional, com três gols e uma assistência em 29 jogos.
Possíveis movimentações no elenco
A diretoria do Atlético-MG avalia saídas e empréstimos para ajustar a folha salarial e dar rodagem a jogadores com menos minutos. Rômulo, zagueiro de 21 anos, é um dos nomes na pauta. Com histórico nas seleções brasileiras de base e 14 jogos nos últimos dois anos, ele pode ser emprestado ao Sport, mas a negociação depende da permanência de Igor Rabello. O defensor titular é alvo de clubes dos Emirados Árabes, e sua saída abriria espaço para jovens como Iván Román.
Outra movimentação envolve o atacante Isaac, reintegrado após passagem pelo futebol português. Com contrato até 2028, o jogador de 21 anos é visto como uma peça estratégica para o ataque, especialmente em um momento de lesões. Sua reintegração foi aprovada pelo CSO Paulo Bracks e pela comissão técnica, que confiam em seu potencial para disputar vaga no time titular.
Desafios táticos de Cuca
Cuca enfrenta a missão de equilibrar a juventude com a experiência em um calendário apertado. Em julho, o Atlético-MG terá compromissos decisivos, começando pelo jogo contra o Bahia, no dia 12, seguido pela partida de ida dos playoffs da Copa Sul-Americana contra o Atlético Bucaramanga, na Colômbia, no dia 17. O treinador já demonstrou preocupação com a falta de eficácia no ataque, como destacou após jogos recentes, onde o time criou muitas chances, mas não converteu.
A rotação do elenco é outro desafio. Em entrevista após o empate contra o Corinthians, Cuca justificou mudanças na escalação pelo desgaste físico dos jogadores, citando problemas de saúde que afetaram nomes como Gabriel Menino e Natanael. A necessidade de rodar o elenco sem perder competitividade será crucial para o sucesso do Galo nas três competições.
Retorno de jogadores lesionados
A pausa para o Mundial de Clubes foi providencial para o departamento médico do Atlético-MG. Guilherme Arana, que sofreu uma lesão muscular, está próximo de retornar e deve reforçar a lateral-esquerda. Tomás Cuello, outro jogador importante no esquema de Cuca, também avança na recuperação. A volta desses atletas permitirá maior flexibilidade tática, reduzindo a pressão sobre os jovens em momentos decisivos.
Outros jogadores, como Cadu e Caio Maia, ainda não têm data confirmada para retorno, mas o clube monitora de perto sua evolução. A recuperação de peças experientes é essencial para manter o equilíbrio do elenco, especialmente em confrontos fora de casa, como o contra o Bahia.
Preparação para o jogo contra o Bahia
O duelo contra o Bahia, marcado para 12 de julho, será o primeiro compromisso oficial do Atlético-MG após a pausa. O jogo, válido pela 13ª rodada do Brasileirão, é uma oportunidade para o Galo subir na tabela e ganhar confiança para a sequência da temporada. Gabriel Delfim deve ser o titular no gol, enquanto jogadores como Isaac e João Marcelo podem ganhar minutos no ataque.
Cuca planeja usar o confronto para testar ajustes táticos, especialmente no setor ofensivo, onde a falta de precisão tem sido um problema recorrente. A presença de Hulk, artilheiro e líder do time, será fundamental para orientar os jovens em campo. A torcida, que lotou a Arena MRV em jogos recentes, espera um desempenho convincente para consolidar a nova fase do Galo.
História de Cuca no Atlético-MG
Cuca é uma figura icônica no Atlético-MG, com quatro passagens pelo clube e conquistas históricas, como a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores. Seu aproveitamento como mandante é impressionante, com 80% de vitórias em 136 jogos na Arena MRV e na Cidade do Galo. Em 2025, o treinador busca repetir o sucesso, apostando em um projeto que combina a tradição do clube com a renovação do elenco.
A confiança da diretoria em Cuca é evidente. Após a saída de Gabriel Milito, no final de 2024, o técnico retornou ao Galo com a missão de reestruturar o time e manter a competitividade. Sua experiência em lidar com jovens talentos, aliada à capacidade de extrair o melhor de jogadores experientes, como Hulk e Gustavo Scarpa, é um trunfo para o segundo semestre.
Expectativas para o restante da temporada
O Atlético-MG entra em julho com a meta de avançar nas três competições em disputa. Na Copa Sul-Americana, o confronto contra o Atlético Bucaramanga será um teste de fogo, com o jogo de volta em Belo Horizonte. Na Copa do Brasil, o Galo busca consolidar sua campanha, enquanto no Brasileirão a meta é encostar nos líderes. A integração dos jovens ao elenco principal será decisiva para alcançar esses objetivos.
A torcida atleticana, conhecida por sua paixão, acompanha de perto a reformulação. A expectativa é que jogadores como Gabriel Delfim, Iván Román, João Marcelo e Isaac se tornem peças regulares no time, seguindo o exemplo de outros atletas formados na base, como Rômulo. Com Cuca no comando, o Atlético-MG aposta em um futuro promissor, sem abrir mão da competitividade no presente.

