Djokovic brilha com 100ª vitória em Wimbledon e impulsiona João Fonseca no ranking

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Djokovic - Foto: X.com/ Wimbledon

Novak Djokovic, aos 38 anos, alcançou um feito histórico ao conquistar sua 100ª vitória em Wimbledon, neste sábado, 5 de julho de 2025, ao derrotar o compatriota Miomir Kecmanovic por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/0 e 6/4, na terceira rodada do torneio. A partida, realizada na Quadra Central do All England Club, em Londres, marcou a 17ª vez que o sérvio chega às oitavas de final do Grand Slam britânico. Além de consolidar seu legado, a vitória de Djokovic impactou diretamente o ranking mundial, beneficiando o jovem brasileiro João Fonseca, de 18 anos, que se aproxima do top 50. O sérvio, heptacampeão do torneio, agora enfrenta o australiano Alex de Minaur na próxima fase, enquanto Fonseca se prepara para o Masters 1000 de Toronto. O triunfo reforça a busca de Djokovic pelo oitavo título em Wimbledon e pelo recorde isolado de 25 Grand Slams.

A partida contra Kecmanovic foi mais do que uma simples vitória. Djokovic demonstrou domínio absoluto, especialmente no segundo set, aplicando um “pneu” (6/0), algo raro em confrontos de alto nível. O sérvio, atual número 6 do mundo, protagonizou um dos pontos mais espetaculares da temporada, com uma combinação de curtas, lobs e uma defesa aérea que levantou a torcida.

O feito de Djokovic não apenas solidifica sua posição entre os maiores da história do tênis, mas também teve um impacto indireto no cenário brasileiro. João Fonseca, eliminado na terceira rodada pelo chileno Nicolas Jarry, viu sua ascensão no ranking facilitada pela derrota de Kecmanovic, um dos tenistas que poderiam ultrapassá-lo.

  • Marcos históricos: Djokovic é o terceiro tenista a alcançar 100 vitórias em Wimbledon, atrás de Martina Navratilova (120) e Roger Federer (105).
  • Benefício ao Brasil: A vitória do sérvio garantiu que Fonseca suba ao 47º lugar, sua melhor posição na carreira.
  • Próximos passos: Enquanto Djokovic encara De Minaur, Fonseca foca no Masters 1000 de Toronto, que começa em 27 de julho.

Um marco para a história do tênis

A conquista da 100ª vitória em Wimbledon coloca Djokovic em um seleto grupo de tenistas. Apenas Martina Navratilova, com 120 triunfos, e Roger Federer, com 105, superam o sérvio no número de vitórias no torneio. Sua primeira vitória na grama londrina ocorreu em 2005, contra o argentino Juan Mónaco, e, desde então, ele construiu uma trajetória de domínio, com sete títulos (2011, 2014, 2015, 2018, 2019, 2021 e 2022).

O jogo contra Kecmanovic destacou a precisão e a consistência de Djokovic. No primeiro set, ele quebrou o saque do adversário no oitavo game, fechando por 6/3. O segundo set foi um massacre, com o sérvio vencendo todos os games em apenas 24 minutos. No terceiro, apesar de uma breve reação de Kecmanovic, Djokovic manteve o controle e selou a vitória em 1 hora e 47 minutos.

O sérvio também quebrou um recorde pessoal ao alcançar a 19ª participação na terceira rodada de Wimbledon, superando Federer. Sua longevidade impressiona, especialmente considerando os desafios físicos recentes, como a cirurgia no joelho realizada em junho de 2024, após uma lesão em Roland Garros.

O impacto no ranking de João Fonseca

A vitória de Djokovic teve um efeito cascata no ranking da ATP, especialmente para João Fonseca. O jovem carioca, de 18 anos, está em ascensão meteórica e já garantiu sua entrada no top 50. Com a derrota de Kecmanovic (49º) e do espanhol Jaume Munar (55º), eliminados na terceira rodada, Fonseca ganhou terreno.

O brasileiro, que caiu para Nicolas Jarry por 3 sets a 1, agora depende apenas do desempenho de quatro tenistas para consolidar sua posição: Marin Cilic, Kamil Majchrzak, Cameron Norrie e o próprio Jarry. A atualização do ranking, prevista para 13 de julho, deve confirmar Fonseca no 47º lugar, um marco para o tenista que, em 2024, já havia surpreendido ao alcançar a terceira rodada do Masters 1000 de Miami.

Fonseca, que nunca enfrentou Djokovic, tem se inspirado em grandes nomes do circuito. Sua participação em Wimbledon 2025, a primeira na chave principal, foi um marco, e sua próxima meta é brilhar em Toronto, onde buscará consolidar sua posição entre os melhores do mundo.

Djokovic contra De Minaur: um duelo aguardado

Na próxima segunda-feira, Djokovic enfrenta Alex de Minaur, número 11 do mundo, em um confronto que promete ser um dos destaques das oitavas de final. O australiano avançou ao derrotar o dinamarquês August Holmgren por 6/4, 7/6(5) e 6/3. No histórico entre os dois, Djokovic lidera com duas vitórias em três jogos, incluindo um triunfo em Monte Carlo, em 2024.

De Minaur, conhecido por sua velocidade e consistência, já enfrentou Djokovic em Wimbledon, mas não chegou a jogar devido a uma lesão em 2024, resultando em um W.O. O australiano também cruzou o caminho de João Fonseca em Miami, onde venceu o brasileiro na terceira rodada.

  • Histórico de confrontos: Djokovic venceu De Minaur em Monte Carlo (2024) e no Australian Open (2023).
  • Desempenho em 2025: De Minaur chegou às quartas de final de Roland Garros e venceu o ATP 250 de ‘s-Hertogenbosch.
  • Chave em Wimbledon: Uma vitória pode colocar Djokovic contra Jack Draper ou Alexander Bublik nas quartas.

A busca pelo recorde de Grand Slams

Djokovic está a um título de se tornar o maior campeão de Grand Slams em simples da história. Com 24 troféus, ele divide o recorde com Margaret Court. Um oitavo título em Wimbledon, que igualaria o recorde de Federer no torneio, também marcaria seu 25º Slam, um feito inédito.

O sérvio enfrentou desafios em 2025, como a derrota para Jannik Sinner nas semifinais de Roland Garros e a ausência de títulos desde a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Ainda assim, sua performance em Wimbledon mostra que ele segue competitivo, mesmo contra a nova geração liderada por Sinner e Carlos Alcaraz.

Momentos que roubaram a cena

Além do desempenho em quadra, Djokovic viveu momentos marcantes fora dela. Durante a entrevista após a vitória contra Kecmanovic, sua filha Tara, de 7 anos, apareceu na arquibancada e roubou a atenção do público, arrancando sorrisos do pai. A presença de sua esposa, Jelena, também foi destaque, com imagens capturadas pela imprensa mostrando seu apoio incondicional.

Outro ponto alto foi a jogada acrobática de Djokovic no segundo set. Após uma troca de curtas e lobs, ele se lançou para alcançar uma bola quase impossível, completando o ponto com uma defesa que viralizou nas redes sociais. Esse momento exemplifica a combinação de técnica, preparo físico e paixão que mantém o sérvio no topo.

A força de Wimbledon em 2025

A edição de 2025 de Wimbledon tem sido marcada por grandes atuações e surpresas. Além de Djokovic, outros favoritos como Jannik Sinner, Carlos Alcaraz e Taylor Fritz avançaram às oitavas. No entanto, a eliminação precoce de Alexander Zverev, terceiro do mundo, para Arthur Rinderknech, mostra a imprevisibilidade do torneio.

Entre as mulheres, a saída da atual campeã, Barbora Krejcikova, na terceira rodada, abriu espaço para novas candidatas ao título. Emma Navarro, dos Estados Unidos, foi a responsável pela zebra, vencendo de virada por 2/6, 6/3 e 6/4.

Próximos desafios de Fonseca

João Fonseca, apesar da derrota em Wimbledon, tem um futuro promissor. Sua participação no Masters 1000 de Toronto será uma oportunidade para ganhar experiência contra os melhores do mundo. O torneio, que começa em 27 de julho, contará com a presença de nomes como Sinner, Alcaraz e o próprio Djokovic, caso avance em Wimbledon.

O brasileiro também planeja disputar o US Open, em agosto, onde espera melhorar sua campanha de 2024, quando caiu na segunda rodada. Sua evolução tem sido acompanhada de perto por ídolos como Djokovic, que elogiou a mentalidade do jovem em entrevistas recentes.

A longevidade de Djokovic

Aos 38 anos, Djokovic desafia as expectativas. Sua recuperação após a cirurgia no joelho, realizada há pouco mais de um ano, é um testemunho de sua dedicação. O sérvio usa uma joelheira cinza como precaução, mas sua movimentação em quadra não mostra sinais de limitação.

Sua preparação para Wimbledon incluiu treinos com Carlos Alcaraz, bicampeão do torneio, e a orientação de Andy Murray, seu novo treinador desde o final de 2024. A parceria com o escocês, ex-número 1 do mundo, tem sido um diferencial, trazendo novos insights táticos.

O que esperar das oitavas

As oitavas de final de Wimbledon prometem confrontos eletrizantes. Além de Djokovic x De Minaur, outros duelos chamam a atenção, como Sinner contra Dimitrov e Alcaraz contra Rublev. O torneio, que termina em 13 de julho, definirá não apenas o campeão, mas também o rumo do ranking mundial para o segundo semestre.

Djokovic, com sua 100ª vitória, já deixou sua marca em 2025. Para João Fonseca, o caminho está apenas começando, mas o impacto do sérvio em sua trajetória é inegável.

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