Em julho de 2025, milhões de trabalhadores brasileiros recebem o abono salarial PIS/Pasep, um benefício que pode alcançar até R$ 1.518. Esse pagamento, voltado para empregados do setor privado (PIS) e servidores públicos (Pasep), é calculado com base no tempo de trabalho no ano-base de 2023 e no salário mínimo vigente. Administrado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, o abono é liberado conforme o mês de nascimento do trabalhador, com saques disponíveis até 29 de dezembro. A iniciativa, que beneficia cerca de 25,8 milhões de pessoas, reforça a renda de quem ganha até dois salários mínimos, oferecendo suporte financeiro em um período de desafios econômicos. O programa, criado na década de 1970, visa promover a integração social e a distribuição de renda.
O abono salarial é um direito garantido pela Lei nº 7.998/1990, pago anualmente a trabalhadores que atendem a critérios específicos. Além disso, o benefício é uma ferramenta essencial para aliviar despesas e estimular a economia local.
- Critérios de elegibilidade incluem cadastro de pelo menos cinco anos no programa.
- Necessidade de 30 dias de trabalho formal no ano-base.
- Remuneração média de até dois salários mínimos.
- Dados corretamente informados pelo empregador no eSocial ou RAIS.
Como funciona o pagamento em 2025
O calendário de pagamento do PIS/Pasep 2025 foi unificado pelo mês de nascimento, simplificando o acesso ao benefício. A Resolução CODEFAT nº 1.011/2024 definiu as datas, começando em 17 de fevereiro para nascidos em janeiro e seguindo até 15 de agosto para os de novembro e dezembro. O valor máximo de R$ 1.518 é pago a quem trabalhou os 12 meses de 2023, enquanto valores menores são proporcionais ao tempo de serviço. Cerca de 24,4 milhões de trabalhadores do setor privado e 1,4 milhão de servidores públicos serão contemplados, com um orçamento total de R$ 30,7 bilhões. Os saques podem ser feitos até o final de 2025, garantindo flexibilidade aos beneficiários.
A unificação do calendário trouxe maior organização ao processo. Antes, servidores públicos seguiam um cronograma diferente, baseado no número de inscrição. Agora, todos seguem o mesmo sistema, facilitando a consulta e o planejamento financeiro. Para receber, o trabalhador deve verificar se seus dados foram corretamente enviados pelo empregador, evitando atrasos ou impedimentos.
Cálculo do valor do abono
O cálculo do abono salarial é simples, mas exige atenção. O valor é proporcional ao número de meses trabalhados no ano-base, com base no salário mínimo de 2025, fixado em R$ 1.518. Cada mês trabalhado equivale a R$ 126,50. Assim, quem atuou por seis meses, por exemplo, recebe R$ 759. O pagamento máximo é reservado para quem completou 12 meses de trabalho formal em 2023. Esse sistema garante justiça na distribuição, beneficiando mais aqueles com maior tempo de serviço.
Trabalhadores que não atenderem aos critérios, como empregados domésticos ou contratados por pessoas físicas, não têm direito ao abono. A exigência de cinco anos de cadastro também pode limitar o acesso de novos entrantes no mercado formal. Por isso, é fundamental que empregadores cumpram os prazos de envio de dados via eSocial ou RAIS.
Quem pode receber o benefício
Para ter direito ao PIS/Pasep, o trabalhador precisa cumprir requisitos claros, estabelecidos pela legislação. Esses critérios garantem que o benefício alcance quem realmente depende dessa renda extra. Abaixo, os principais pontos:
- Estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos, contados do primeiro vínculo formal.
- Ter trabalhado por no mínimo 30 dias, consecutivos ou não, em 2023.
- Receber, em média, até dois salários mínimos mensais (R$ 2.604 em 2023).
- Ter dados corretamente informados pelo empregador na RAIS ou eSocial até os prazos de 15/05/2024 (RAIS) ou 19/08/2024 (eSocial).
Esses requisitos excluem trabalhadores informais ou aqueles cujos empregadores não contribuem para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A correta declaração dos dados é responsabilidade do empregador, e falhas podem impedir o recebimento.

Datas de pagamento por mês de nascimento
O cronograma de pagamento é organizado para facilitar o acesso. As datas foram definidas com base no mês de nascimento, garantindo um fluxo ordenado de liberações. Confira o calendário:
- Janeiro: a partir de 17 de fevereiro.
- Fevereiro: a partir de 17 de março.
- Março e abril: a partir de 15 de abril.
- Maio e junho: a partir de 15 de maio.
- Julho e agosto: a partir de 16 de junho.
- Setembro e outubro: a partir de 14 de julho.
- Novembro e dezembro: a partir de 15 de agosto.
Os valores ficam disponíveis até 29 de dezembro de 2025. Caso o trabalhador não saque no prazo, será necessário aguardar uma convocação especial do Ministério do Trabalho e Emprego. A unificação por mês de nascimento eliminou diferenças entre PIS e Pasep, tornando o processo mais acessível.
Onde e como sacar o benefício
O saque do PIS é gerenciado pela Caixa Econômica Federal, enquanto o Pasep é pago pelo Banco do Brasil. Existem várias formas de acesso, dependendo da situação do trabalhador. Para o PIS, o pagamento pode ser creditado automaticamente em contas correntes ou poupança da Caixa. Outra opção é o uso do aplicativo Caixa Tem, que abre uma poupança social digital. Saques também são possíveis em terminais de autoatendimento, lotéricas ou agências da Caixa, com o cartão social ou documento de identificação.
No caso do Pasep, correntistas do Banco do Brasil recebem o crédito diretamente. Para os demais, o saque pode ser feito via TED em terminais de autoatendimento ou nas agências, mediante apresentação de documento oficial. A variedade de opções facilita o acesso, especialmente para quem utiliza serviços digitais.
Importância do abono para a economia
O PIS/Pasep desempenha um papel significativo no apoio financeiro a trabalhadores de baixa renda. Com um orçamento de R$ 30,7 bilhões em 2025, o programa injeta recursos diretamente na economia, estimulando o consumo em setores como comércio e serviços. Para muitas famílias, o abono é uma oportunidade de quitar dívidas, investir em necessidades básicas ou planejar gastos futuros. A iniciativa também reforça a formalização do trabalho, já que apenas contratos registrados garantem o benefício.
O programa, criado na década de 1970, tem raízes na busca por maior equidade na distribuição de renda. Embora o Fundo PIS/Pasep, extinto em 2020, tenha transferido suas cotas para o FGTS, o abono salarial permanece como um pilar de suporte aos trabalhadores. Dados do Ministério do Trabalho indicam que 24,4 milhões de beneficiários do PIS e 1,4 milhão do Pasep serão contemplados em 2025.
Consulta de elegibilidade e valores
Verificar se há direito ao abono é simples e pode ser feito por canais digitais ou presenciais. O aplicativo Carteira de Trabalho Digital e o portal gov.br são as principais ferramentas, disponíveis a partir de 5 de fevereiro de 2025. O trabalhador deve acessar a aba “Benefícios” e selecionar “Abono Salarial” para verificar valor, data e banco de recebimento. Outra opção é o telefone 158, com atendimento gratuito das 7h às 22h, de segunda a sábado, exceto feriados.
Para quem prefere atendimento presencial, as Superintendências Regionais do Trabalho oferecem suporte. Aplicativos como Caixa Trabalhador e Caixa Tem também permitem consultas para beneficiários do PIS. A Dataprev, responsável pelo processamento, atualizou o sistema em 2025 para maior para maior agilidade e confiabilidade.
Diferenças entre PIS e Pasep
Embora semelhantes, PIS e Pasep atendem públicos distintos. O PIS é voltado para trabalhadores do setor privado, enquanto o Pasep beneficia servidores públicos, incluindo funcionários de empresas estatais e militares. A gestão também difere: a Caixa Econômica Federal administra o PIS, e o Banco do Brasil, o Pasep. Ambos os programas são financiados por contribuições de empresas e órgãos públicos, destinadas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.
Antes de 2020, os programas acumulavam cotas que podiam ser sacadas em situações específicas, como aposentadoria. Com a extinção do Fundo PIS/Pasep, essas cotas foram transferidas para o FGTS, com saques disponíveis até 31 de maio de 2025. Hoje, o abono salarial é o principal benefício, pago anualmente com base no ano-base.
Curiosidades sobre o programa
O PIS/Pasep tem aspectos que poucos conhecem, mas que ajudam a entender sua relevância:
- Origem histórica: Criado em 1970, o PIS visava integrar trabalhadores ao desenvolvimento das empresas, enquanto o Pasep, de 1971, focava na formação de patrimônio para servidores.
- Financiamento: Os recursos vêm de contribuições de empresas e órgãos públicos, destinadas ao FAT, que também banca seguro-desemprego e qualificação profissional.
- Impacto social: O programa beneficia milhões de trabalhadores de baixa renda, reduzindo desigualdades e estimulando a formalização do trabalho.
- Digitalização: A consulta via aplicativos e portais reflete a modernização do acesso, facilitando a vida dos beneficiários.
Cuidados para garantir o recebimento
Para evitar problemas, o trabalhador deve confirmar que seus dados foram enviados corretamente pelo empregador. Falhas na RAIS ou no eSocial podem bloquear o pagamento. Além disso, é importante respeitar o prazo de saque, até 29 de dezembro de 2025, para não depender de convocações especiais. Verificar a elegibilidade com antecedência, por meio de canais oficiais, também evita surpresas.
O uso de plataformas digitais, como o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, é recomendado para maior praticidade. Em caso de dúvidas, o telefone 158 ou as Superintendências Regionais do Trabalho oferecem suporte gratuito. Para herdeiros de trabalhadores falecidos, a plataforma REPIS Cidadão permite consultar cotas do antigo Fundo PIS/Pasep, com saques a partir de 28 de março de 2025.
Papel do abono na formalização do trabalho
O abono salarial incentiva a formalização do emprego, já que apenas trabalhadores com carteira assinada ou contratos públicos são elegíveis. Essa exigência estimula empregadores a regularizarem seus funcionários, contribuindo para a proteção trabalhista. O programa também fortalece a economia, ao direcionar recursos para trabalhadores de baixa renda, que tendem a gastar localmente.
Em 2025, o aumento do salário mínimo para R$ 1.518 reflete o compromisso do governo em ajustar o benefício à inflação, garantindo seu poder de compra. A unificação do calendário e a digitalização dos serviços mostram avanços na gestão, tornando o processo mais eficiente e acessível.