O Botafogo oficializou, em 6 de julho de 2025, a contratação de Davide Ancelotti, de 35 anos, como novo técnico do clube, marcando sua estreia como treinador principal. Filho de Carlo Ancelotti, atual comandante da Seleção Brasileira, Davide chega ao Rio de Janeiro nos próximos dias para liderar o atual campeão do Brasileirão e da Libertadores. A decisão, liderada por John Textor, dono da SAF alvinegra, ocorre após a demissão de Renato Paiva, motivada pela eliminação na Copa do Mundo de Clubes. O italiano, que atuava como auxiliar da Seleção, traz experiência em clubes como Real Madrid e Bayern de Munique, mas enfrenta o desafio de implementar um estilo de jogo ofensivo em um elenco que vive momento de transição. A escolha gerou debate entre torcedores, divididos entre a ousadia da aposta e a falta de experiência de Davide.
Davide Ancelotti assume o Botafogo em um momento crucial. Após conquistas expressivas em 2024, o clube enfrenta instabilidade em 2025, com críticas ao desempenho tático e saídas de jogadores importantes. A diretoria busca com ele a consolidação do chamado “Botafogo Way”, um conceito que prioriza futebol dinâmico e vertical.
A negociação com Davide envolveu consultas à CBF, onde ele não possui vínculo fixo, facilitando sua liberação. O treinador, que estava de férias na Europa, aceitou o desafio rapidamente, sinalizando entusiasmo com o projeto.
- Principais objetivos de Davide no Botafogo:
- Implementar um estilo de jogo ofensivo e vertical.
- Adaptar táticas europeias ao elenco brasileiro.
- Recuperar a confiança da torcida após resultados irregulares.
- Preparar o time para o clássico contra o Vasco, em 12 de julho.
Filosofia tática de Davide
Davide Ancelotti traz ao Botafogo uma abordagem influenciada por sua trajetória ao lado de Carlo Ancelotti, mas com toques próprios. Em entrevista ao jornal espanhol Marca, em 2025, ele detalhou sua visão de jogo, destacando a verticalidade e a intensidade como pilares. O italiano cita o PSG de Luis Enrique como inspiração, com ênfase em pressão alta e transições rápidas.
No Real Madrid, Davide contribuiu para sistemas táticos que alternavam entre 4-3-3 e 4-4-2, adaptando-se aos adversários. No Botafogo, ele planeja explorar jogadores como Luiz Henrique e Eduardo, peças-chave para um futebol dinâmico. Sua experiência inclui sugestões táticas decisivas, como a substituição de Joselu na semifinal da Liga dos Campeões de 2024 contra o Bayern de Munique.
Apesar de sua bagagem, a falta de experiência como treinador principal levanta questionamentos. Torcedores temem que a adaptação ao futebol brasileiro, conhecido por sua intensidade e pressão por resultados, seja um obstáculo.
Reações da torcida
A contratação de Davide dividiu a torcida alvinegra. Nas redes sociais, as opiniões variam entre entusiasmo e ceticismo. Alguns elogiam a aposta em um nome jovem com vivência em clubes de elite, comparando-o a casos como Filipe Luís, que brilhou como técnico iniciante no Flamengo. Outros, porém, apontam a inexperiência como um risco para um clube em busca de estabilidade.
Um torcedor destacou: “Textor pensa fora da curva. Davide trabalhou com os melhores, pode dar certo.” Já outro criticou: “Sem experiência como técnico, é arriscado para o Botafogo.” A diretoria espera que a chegada de Davide gere engajamento, especialmente para o clássico contra o Vasco, pela 13ª rodada do Brasileirão.
Contexto da mudança
A demissão de Renato Paiva, anunciada após a derrota por 1 a 0 para o Palmeiras na Copa do Mundo de Clubes, expôs fragilidades táticas do Botafogo. Apesar dos títulos do Brasileirão e da Libertadores em 2024, o desempenho em 2025 foi irregular, com eliminações precoces e críticas ao estilo de jogo. John Textor, insatisfeito, optou por um treinador alinhado à sua visão de futebol ofensivo.
Davide será o sétimo técnico na era SAF do Botafogo, iniciada em 2021. A rotatividade é alta, com média de um treinador a cada seis meses. Luís Castro, com pouco mais de um ano no cargo, é o único que superou essa marca. A instabilidade preocupa parte da torcida, que cobra continuidade.
- Fatores que levaram à troca de treinador:
- Eliminação na Copa do Mundo de Clubes.
- Desempenho tático abaixo do esperado em 2025.
- Pressão por resultados imediatos.
- Alinhamento com a filosofia de John Textor.
Comissão técnica e reforços
Davide Ancelotti já trabalha na formação de sua comissão técnica. Ele planeja trazer especialistas em jogadas defensivas, ofensivas e bolas paradas, incluindo nomes que trabalharam com ele na Seleção Brasileira. A estrutura reflete sua intenção de implantar um modelo de jogo moderno e detalhista.
O elenco do Botafogo, apesar de talentoso, enfrenta desafios. A saída de Igor Jesus para o Nottingham Forest enfraqueceu o ataque, e Marlon Freitas é cotado pelo Besiktas. A diretoria planeja reforços na janela de transferências de julho, com foco em um zagueiro e um atacante. Luiz Henrique e Eduardo permanecem como pilares do time.
Experiência internacional
A trajetória de Davide Ancelotti é marcada por passagens em clubes de alto nível. Ele começou como preparador físico no PSG, em 2012, e a partir de 2016 atuou como auxiliar técnico em Bayern de Munique, Napoli, Everton e Real Madrid. Sua participação na Seleção Brasileira, embora breve, incluiu a vitória por 1 a 0 sobre o Paraguai, que garantiu a classificação para a Copa do Mundo de 2026.
Com a licença PRO da UEFA, obtida em 2023, Davide está apto a comandar equipes em qualquer país. Sua experiência em ambientes de alta pressão é um trunfo, mas a transição para o papel de treinador principal será um teste.
Desafios no Brasileirão
O Botafogo ocupa a oitava posição no Brasileirão 2025, com 18 pontos em 11 jogos. Além do campeonato, o clube está nas oitavas de final da Libertadores, contra a LDU, e da Copa do Brasil, contra o Bragantino. A temporada é vista como crucial para consolidar o protagonismo do clube no cenário nacional e internacional.
Davide terá pouco tempo para implementar suas ideias antes do clássico contra o Vasco, em 12 de julho. Cláudio Caçapa, auxiliar técnico, deve comandar o time nesse jogo, dando ao italiano alguns dias para conhecer o elenco e ajustar estratégias.
Influência de Carlo Ancelotti
Embora Carlo Ancelotti não tenha participado diretamente da negociação, sua presença como técnico da Seleção Brasileira eleva o interesse por métodos europeus no futebol brasileiro. Davide, que trabalhou com o pai por mais de uma década, carrega influências de sua gestão de elenco e flexibilidade tática. A conexão familiar atraiu atenção de jornais europeus, como o espanhol As, que destacaram a movimentação do Botafogo.
Expectativas para o futuro
A chegada de Davide Ancelotti representa uma aposta ousada do Botafogo. A diretoria confia que sua experiência em clubes de elite e sua visão tática inovadora podem elevar o nível do time. A torcida, embora dividida, aguarda os primeiros jogos para avaliar o impacto do novo treinador.
O clube planeja usar a contratação para aumentar o engajamento, com ações de marketing voltadas para o clássico contra o Vasco. A expectativa é que Davide consiga adaptar seu estilo ao futebol brasileiro e manter o Botafogo competitivo em múltiplas frentes.

