A Activision suspendeu os servidores de Call of Duty: WWII para PC em 6 de julho de 2025, após relatos de ataques hacker que exploraram vulnerabilidades no sistema do jogo, comprometendo a segurança de jogadores. A falha, identificada como uma execução remota de código (RCE), permitiu que invasores executassem comandos maliciosos nos computadores dos usuários, especialmente em partidas online. O problema, exclusivo da versão para PC, levou à retirada temporária do título da Microsoft Store e à desativação dos recursos online no PC Game Pass e na Steam. Lançado em 2017 e recentemente adicionado ao Game Pass, o jogo enfrenta críticas por sua estrutura de segurança ultrapassada. A empresa trabalha em atualizações para corrigir a brecha, enquanto jogadores são orientados a evitar o título até a resolução.
O caso gerou alerta na comunidade gamer, com relatos de comportamentos estranhos, como travamentos, abertura de documentos no Bloco de Notas e janelas do Prompt de Comando durante as partidas. A ausência de um sistema anti-cheat moderno, como o Ricochet, intensificou a vulnerabilidade do jogo. Abaixo, detalhes sobre o incidente e suas implicações.
O que aconteceu com Call of Duty: WWII
A vulnerabilidade em Call of Duty: WWII foi reportada inicialmente por jogadores no final de junho de 2025, logo após o jogo ser disponibilizado no Xbox Game Pass Ultimate, Standard e PC Game Pass. Hackers exploraram uma brecha no sistema de matchmaking peer-to-peer, que conecta jogadores diretamente, sem servidores dedicados. Essa estrutura, comum em jogos mais antigos, facilita ataques como o RCE, que permite a execução de códigos maliciosos sem interação direta do usuário.
Os relatos descrevem cenários alarmantes: durante partidas, o jogo travava, seguido pela abertura de documentos no Bloco de Notas e janelas do Prompt de Comando, que encerravam o jogo abruptamente. Um vídeo compartilhado pelo jogador Wrioh no X ilustrou o ataque, mostrando a sequência de eventos em tempo real.
A gravidade da falha levou a Activision a agir rapidamente. Além de desativar os servidores, a empresa removeu o jogo da Microsoft Store, embora ele permaneça disponível na Steam e no Game Pass, com os modos online suspensos.
- Principais impactos da falha:
- Comprometimento da segurança de computadores dos jogadores.
- Suspensão temporária dos servidores online no PC.
- Remoção do jogo da Microsoft Store.
- Alerta para evitar o jogo até correções.
Como os hackers exploraram a brecha
A técnica utilizada pelos hackers, conhecida como Remote Code Execution (RCE), é uma das mais perigosas em cibersegurança. Ela permite que invasores executem comandos em sistemas remotos, explorando falhas no código do jogo. No caso de Call of Duty: WWII, a ausência de um sistema anti-cheat robusto, como o Ricochet, implementado em títulos mais recentes da franquia, deixou o jogo vulnerável.
Um usuário identificado como Lasagne Manne, que se apresenta como especialista em Cheat Engine, revelou que o programa usado pelos hackers permite controle total do computador da vítima. Isso inclui ligar e desligar periféricos, abrir aplicativos e até reiniciar o sistema. Segundo ele, a brecha não é exclusiva de WWII, mas afeta outros jogos antigos da franquia Call of Duty, devido a semelhanças em seus códigos.
A estrutura peer-to-peer do jogo, que depende de conexões diretas entre jogadores, foi um fator crítico. Diferente de servidores dedicados, que oferecem maior controle e monitoramento, esse sistema expõe os endereços IP dos usuários, facilitando ataques direcionados.
Reações da comunidade gamer
A comunidade de jogadores reagiu com indignação e preocupação. Fóruns como Reddit e postagens no X destacaram a gravidade do problema, com relatos de invasões que comprometiam a experiência de jogo. Um streamer conhecido, TDAWG, compartilhou uma imagem enviada por um fã, mostrando a mensagem “Hackeado por adrian5909, seu pc agora é meu” exibida na tela de um jogador invadido.
Muitos criticaram a Activision por não implementar sistemas de segurança mais modernos em jogos antigos, especialmente após sua inclusão no Game Pass, que atraiu novos jogadores. A falta de resposta inicial da desenvolvedora, junto com a Sledgehammer Games e a Raven Software, aumentou a frustração dos usuários.
- Reações mais comuns entre jogadores:
- Preocupação com a segurança de dados pessoais.
- Críticas à ausência de anti-cheat em jogos antigos.
- Demanda por atualizações rápidas da Activision.
- Alertas para evitar o modo online no PC.

Por que o PC foi o alvo principal
A vulnerabilidade afetou exclusivamente a versão para PC devido às características do sistema operacional. Diferente dos consoles, que têm ambientes fechados e restrições de acesso, os computadores oferecem maior liberdade para execução de códigos, o que facilita ataques como o RCE.
Além disso, Call of Duty: WWII não utiliza servidores dedicados, o que aumenta a exposição dos jogadores em plataformas abertas. Jogos mais recentes da franquia, como Modern Warfare (2019), já contam com sistemas de segurança mais avançados, incluindo o Ricochet, que monitora atividades suspeitas e bane invasores.
O problema foi agravado pela popularidade renovada do jogo após sua inclusão no Game Pass, o que atraiu tanto jogadores novos quanto hackers em busca de alvos. A falta de atualizações regulares para títulos mais antigos também contribuiu para a situação.
Medidas tomadas pela Activision
Após os primeiros relatos, a Activision agiu para mitigar o problema. A desativação dos servidores foi a medida mais imediata, interrompendo o modo online no PC para evitar novos ataques. A remoção do jogo da Microsoft Store também sinalizou a gravidade da situação, embora a disponibilidade na Steam e no Game Pass tenha sido mantida, com a ressalva de que os recursos online estão suspensos.
A empresa anunciou que está desenvolvendo uma atualização para corrigir a vulnerabilidade, mas não divulgou uma data específica para o retorno dos servidores. Jogadores foram orientados a evitar o jogo até que as correções sejam implementadas, especialmente no modo multiplayer.
Riscos para os jogadores
Os ataques RCE representam um risco significativo, pois podem comprometer não apenas a experiência de jogo, mas também a segurança do sistema. Embora não haja relatos confirmados de danos permanentes, como perda de dados ou instalação de malware, a possibilidade de acesso não autorizado a computadores é preocupante.
Especialistas recomendam que os jogadores mantenham seus sistemas atualizados, usem antivírus confiáveis e evitem jogos com vulnerabilidades conhecidas. No caso de Call of Duty: WWII, a orientação é clara: o modo online no PC deve ser evitado até que a Activision confirme a correção da falha.
- Medidas de proteção para jogadores:
- Evitar o modo online de Call of Duty: WWII no PC.
- Manter o sistema operacional e antivírus atualizados.
- Monitorar atividades suspeitas no computador.
- Não clicar em links ou baixar arquivos de fontes desconhecidas.
Histórico de vulnerabilidades na franquia
A franquia Call of Duty já enfrentou problemas de segurança no passado, especialmente em títulos lançados antes da implementação do sistema Ricochet. Jogos como Black Ops II e Modern Warfare 3 também foram alvos de hackers devido a falhas semelhantes, como brechas no matchmaking peer-to-peer.
A inclusão de WWII no Game Pass, embora tenha aumentado sua visibilidade, expôs a fragilidade de jogos mais antigos em um contexto de cibersegurança mais exigente. A ausência de atualizações regulares para esses títulos é um ponto de crítica recorrente entre os jogadores.
O papel do Game Pass no incidente
A chegada de Call of Duty: WWII ao Game Pass em 30 de junho de 2025 foi um marco para a franquia, atraindo milhares de novos jogadores. No entanto, a popularidade do serviço também chamou a atenção de hackers, que exploraram a brecha para atingir um público maior.
O Game Pass, que inclui o jogo em suas versões Ultimate, Standard e PC, ampliou o alcance do título, mas também destacou a necessidade de maior investimento em segurança para jogos antigos. A suspensão dos servidores afetou diretamente os assinantes, que agora aguardam uma solução para retomar o modo online.
Próximos passos da Activision
A Activision está sob pressão para resolver a vulnerabilidade rapidamente, especialmente devido à popularidade do Game Pass e à reputação da franquia Call of Duty. A empresa prometeu uma atualização, mas a falta de detalhes sobre o prazo mantém os jogadores em alerta.
Enquanto isso, a comunidade continua compartilhando informações em fóruns e redes sociais, pedindo maior transparência e investimento em segurança. A situação também levanta questões sobre a manutenção de jogos antigos em plataformas modernas, um desafio crescente para a indústria de games.