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Flamengo recua na contratação de Mikey Johnston após pressão da torcida

Mikey Johnston
Mikey Johnston - Foto: Instagram Mikey Johnston - Foto: Instagram

A desistência do Flamengo na contratação do atacante irlandês Mikey Johnston, de 26 anos, pegou torcedores e imprensa de surpresa no início desta semana. O jogador, que pertence ao West Bromwich, da segunda divisão inglesa, tinha um acerto com o clube carioca e estava com viagem marcada para o Rio de Janeiro nesta terça-feira, 8 de julho de 2025. No entanto, a forte reação negativa da torcida nas redes sociais, aliada à pressão de correntes políticas internas, levou o Rubro-Negro a cancelar o voo e abandonar a negociação. O valor de 5 milhões de libras (cerca de R$ 37 milhões) também foi questionado por dirigentes, que compararam Johnston a contratações contestadas, como a de Juninho. A decisão expõe a instabilidade no departamento de futebol e a influência da opinião pública em escolhas estratégicas.

O recuo foi comunicado ao jogador, que já havia se preparado para integrar o elenco comandado por Filipe Luís. A notícia gerou debates sobre a gestão de contratações no clube, especialmente após a divulgação de um relatório médico que apontava o histórico de lesões do atleta, embora sua última contusão registrada tenha ocorrido em março de 2022. A torcida, por sua vez, demonstrou insatisfação com o perfil do reforço, considerado abaixo das expectativas para um clube que busca protagonismo no cenário nacional e internacional.

Além da questão envolvendo Johnston, o Flamengo enfrenta dificuldades em outras negociações, como a do meia Jorge Carrascal, do Dínamo Moscou. A desistência reacende discussões sobre o planejamento para a próxima janela de transferências.

  • Principais pontos da desistência:
    • Reação negativa da torcida nas redes sociais.
    • Pressão de conselheiros e dirigentes da Gávea.
    • Questionamentos sobre o custo de R$ 37 milhões.
    • Relatório médico citado como justificativa oficial.

A notícia, que ganhou destaque em portais esportivos, reflete um momento de tensão no Ninho do Urubu, com a gestão de José Boto, responsável pelo scouting, sendo alvo de críticas internas.

Reação da torcida e impacto nas redes
A rejeição ao nome de Mikey Johnston começou a ganhar força assim que o acerto foi noticiado. Torcedores usaram plataformas digitais para expressar descontentamento, comparando o jogador a contratações recentes que não vingaram. A hashtag #ForaMikey chegou a figurar entre os assuntos mais comentados no Rio de Janeiro na noite de segunda-feira, 7 de julho.

Parte da torcida argumentou que o Flamengo, atual vice-campeão do Brasileirão, deveria priorizar nomes de maior impacto técnico. O perfil de Johnston, com apenas três gols e cinco assistências em 41 jogos na última temporada, foi visto como insuficiente para elevar o patamar do elenco. Um torcedor influente, com milhares de seguidores, publicou que o clube “não pode se contentar com apostas de segunda divisão inglesa”.

A pressão virtual encontrou eco dentro do clube. Conselheiros da situação e oposição questionaram a estratégia de mercado, exigindo explicações do presidente Bap e do departamento de futebol. A rapidez com que a decisão foi revertida mostra a sensibilidade da diretoria à opinião pública.

Histórico de Mikey Johnston
Nascido na Escócia, mas naturalizado irlandês, Mikey Johnston construiu sua carreira em clubes de médio porte na Europa. Ele começou no Celtic, da Escócia, onde disputou 93 partidas e marcou 13 gols entre 2017 e 2023. Em 2022, foi emprestado ao Vitória de Guimarães, de Portugal, onde teve atuações discretas, com um gol em 16 jogos.

Na última temporada, pelo West Bromwich, Johnston alternou momentos como titular e reserva. Apesar de números modestos, o jogador era visto pelo Flamengo como uma opção versátil para o ataque, capaz de atuar pelos lados do campo. Sua convocação para a seleção da Irlanda, com seis partidas disputadas, também pesou na avaliação inicial do clube.

O relatório médico, usado como argumento para o recuo, destacou uma lesão no tornozelo sofrida em 2022. O documento, segundo fontes internas, foi ampliado para justificar a decisão, já que o jogador não registra problemas físicos recentes. A estratégia, no entanto, não convenceu todos os envolvidos, que apontaram a pressão política como o principal fator.

Comparação com outras contratações
A chegada de Johnston foi comparada à de Juninho, contratado em janeiro de 2025 junto ao Qarabag, do Azerbaijão. O brasileiro, que custou R$ 20 milhões, não conseguiu se firmar no elenco e virou alvo de críticas por seu baixo rendimento. Dirigentes temiam que Johnston seguisse o mesmo caminho, especialmente pelo valor elevado da transferência.

  • Contratações questionadas recentemente:
    • Juninho: R$ 20 milhões, baixo desempenho em 2025.
    • Kenedy: Retorno em 2024, sem impacto esperado.
    • Everton Cebolinha: Investimento alto, oscilação técnica.

A comparação reforçou a resistência interna à negociação. Um conselheiro, em reunião na Gávea, teria dito que “o Flamengo não pode repetir erros do passado com apostas caras e de retorno duvidoso”. A frase resume o clima de cautela que dominou as discussões.

Pressão política no clube
A política interna do Flamengo teve papel decisivo na desistência. Correntes ligadas à oposição ao presidente Bap usaram a contratação como munição para criticar a gestão do futebol. O nome de José Boto, diretor de scouting, voltou a ser questionado, com conselheiros pedindo maior transparência nas escolhas de reforços.

A influência de grupos políticos não é novidade no Rubro-Negro. Em 2024, a contratação de um lateral sul-americano também foi barrada após pressão semelhante. A diferença, agora, é a velocidade com que a decisão foi tomada, indicando a força da opinião da torcida e de figuras influentes, como ex-dirigentes e patrocinadores.

Um episódio marcante foi a intervenção de um conselheiro próximo ao Ninho do Urubu, que telefonou diretamente para Bap na noite de segunda-feira. A conversa, segundo pessoas próximas, foi decisiva para o cancelamento da viagem de Johnston.

Outras negociações em andamento
Enquanto lida com a desistência de Johnston, o Flamengo enfrenta entraves em outra frente. A negociação pelo meia Jorge Carrascal, do Dínamo Moscou, esbarra na postura rígida do clube russo, que exige uma compensação financeira maior do que a oferecida. O colombiano, de 27 anos, é visto como uma peça-chave para reforçar o meio-campo.

O clube também monitora o mercado sul-americano, com olheiros acompanhando jogadores no Brasileirão e na Libertadores. A prioridade é contratar pelo menos dois nomes de peso antes do início da próxima temporada, mas a pressão por resultados imediatos complica o planejamento.

Perfil esperado para reforços
O recuo na contratação de Johnston revelou as expectativas da torcida e da diretoria para o perfil dos novos jogadores. O Flamengo busca atletas com experiência em competições de alto nível, preferencialmente com passagens por seleções nacionais ou clubes de primeira divisão europeia.

  • Características valorizadas:
    • Experiência em torneios continentais.
    • Capacidade de decidir jogos importantes.
    • Adaptabilidade ao estilo de Filipe Luís.
    • Custo-benefício alinhado ao mercado.

A rejeição a Johnston, segundo analistas, reflete a exigência por contratações que combinem juventude e impacto imediato. Jogadores como Arrascaeta, contratado em 2019, são citados como exemplos do padrão desejado.

Gestão de José Boto sob escrutínio
O diretor de scouting, José Boto, enfrenta um momento delicado. Responsável por mapear talentos no mercado europeu, ele foi criticado por apostas que não corresponderam às expectativas, como a de Juninho. A desistência de Johnston ampliou o desgaste, com setores do clube pedindo uma reformulação no departamento de análise de mercado.

Boto, que chegou ao Flamengo em 2023, tem no currículo passagens por clubes como o Shakhtar Donetsk. Sua permanência, no entanto, depende de acertos nas próximas contratações. A pressão por resultados é intensificada pelo calendário apertado, com a Libertadores de 2026 se aproximando.

Próximos passos do Flamengo
O clube planeja intensificar as negociações nas próximas semanas, com foco em jogadores que atendam às demandas da torcida. A janela de transferências de julho, que se estende até o dia 31, é vista como crucial para ajustar o elenco.

Além de Carrascal, o Flamengo mantém conversas com clubes sul-americanos por jovens promessas. Um atacante argentino, cujo nome ainda é mantido em sigilo, estaria na mira. A diretoria também avalia opções no mercado interno, especialmente jogadores que se destacaram no primeiro semestre de 2025.

Planejamento para a temporada
Com a desistência de Johnston, o Flamengo volta suas atenções para a preparação do elenco. O técnico Filipe Luís, em sua primeira temporada completa, busca peças que se encaixem em sua filosofia de jogo, baseada em posse de bola e transições rápidas.

O clube disputará o Brasileirão, a Copa do Brasil e a Libertadores em 2026, o que exige um elenco robusto. A torcida, ciente da importância do ano, mantém a cobrança por reforços que elevem o nível técnico e mantenham o Flamengo competitivo em todas as frentes.

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