A Rainha Elizabeth II, em seus últimos dias no Castelo de Balmoral, expressou desaprovação sobre Meghan Markle, chamando sua união com o Príncipe Harry de “completa catástrofe”. As declarações, feitas quatro dias antes de sua morte em 8 de setembro de 2022, foram reveladas pela jornalista Sally Bedell Smith, com base em relatos da prima da monarca, Lady Elizabeth Anson. A conversa ocorreu durante um momento privado, em meio a drinques antes de um jantar, e expôs a tristeza da rainha com a postura de Harry e Meghan. A notícia, publicada na newsletter ‘Royal Extras’, reacende debates sobre a relação da realeza britânica com o casal, que renunciou às funções reais em 2020 e vive nos Estados Unidos.
As tensões entre Meghan, Harry e a Família Real não são novidade, mas as palavras da rainha, ditas em um contexto tão pessoal, trazem nova luz ao tema. Lady Elizabeth Anson, confidente próxima, relatou que a monarca ficou particularmente abalada com o comportamento de Harry antes do casamento em 2018. A saída do casal da realeza, conhecida como “Megxit”, marcou um ponto de inflexão na monarquia, e as críticas de Elizabeth II sugerem um desconforto que persistiu até o fim de sua vida.
- Pontos destacados na conversa de Balmoral:
- A rainha viu Meghan “de perto” e formou sua opinião com base em interações diretas.
- A união de Harry e Meghan foi descrita como um “desastre” pela monarca.
- O comportamento de Harry em 2018 foi considerado “desrespeitoso” por Elizabeth II.
A divulgação dessas informações pela jornalista Sally Bedell Smith, conhecida por suas fontes confiáveis na realeza, intensifica a curiosidade pública sobre os bastidores da monarquia britânica.
Contexto da relação de Meghan e Harry com a realeza
A trajetória de Meghan Markle na Família Real foi marcada por momentos de tensão desde o início. Anunciado em 2017, o noivado com Harry trouxe uma onda de otimismo, com Meghan sendo vista como uma figura moderna que poderia renovar a imagem da monarquia. No entanto, relatos de desentendimentos com outros membros da realeza, incluindo Kate Middleton e o Príncipe William, começaram a surgir antes mesmo do casamento. O evento, realizado em maio de 2018 na Capela de São Jorge, foi assistido por milhões, mas, segundo Lady Elizabeth Anson, a rainha já percebia sinais de problemas.
Após o casamento, Harry e Meghan assumiram papéis ativos na realeza, participando de eventos oficiais e fundando a Sussex Royal, uma marca para suas iniciativas filantrópicas. Contudo, a pressão da mídia britânica, que frequentemente criticava Meghan, somada a atritos internos, levou o casal a anunciar sua saída das funções reais em janeiro de 2020. A decisão chocou o mundo e gerou um comunicado oficial da rainha, que expressou apoio, mas também tristeza pela escolha.
As últimas semanas de Elizabeth II
Em setembro de 2022, a saúde de Elizabeth II já estava fragilizada. Aos 96 anos, a monarca passava seus últimos dias em Balmoral, na Escócia, onde recebia familiares e amigos próximos. Foi nesse ambiente íntimo que a conversa com Lady Elizabeth Anson ocorreu. Segundo a prima, a rainha, apesar de debilitada, mantinha sua clareza mental e não hesitou em compartilhar suas impressões sobre Meghan. A escolha de Balmoral como refúgio final reflete a preferência de Elizabeth por um lugar de memórias pessoais, onde ela se sentia à vontade para discutir assuntos delicados.
A morte da rainha, em 8 de setembro, marcou o fim de um reinado de 70 anos, o mais longo da história britânica. Sua última aparição pública, dois dias antes, foi para nomear Liz Truss como primeira-ministra. Mesmo em seus momentos finais, Elizabeth II permaneceu atenta aos acontecimentos da monarquia, incluindo a situação de Harry e Meghan, que viviam em Montecito, na Califórnia, com seus filhos, Archie e Lilibet.
Reações ao relato de Sally Bedell Smith
A newsletter ‘Royal Extras’, publicada por Sally Bedell Smith, trouxe à tona um lado menos conhecido das opiniões de Elizabeth II. A jornalista, autora de biografias sobre a realeza, é reconhecida por seu acesso a fontes confiáveis, o que dá credibilidade ao relato. No entanto, a ausência de comentários oficiais dos assessores da Família Real e dos representantes de Harry e Meghan mantém a história no campo das especulações. A decisão de não responder publicamente é comum na monarquia, que evita alimentar polêmicas.
A revelação também gerou debates nas redes sociais, onde fãs do casal e defensores da realeza expressaram opiniões divididas. Alguns veem as críticas de Elizabeth II como um reflexo de choques culturais entre Meghan, uma americana com carreira em Hollywood, e as tradições rígidas da monarquia. Outros acreditam que a rainha, conhecida por sua discrição, só expressaria tamanha desaprovação em um momento de grande frustração.
- Fatos sobre a newsletter de Sally Bedell Smith:
- Publicada em 2025, com base em conversas com Lady Elizabeth Anson.
- Foca em detalhes inéditos das opiniões de Elizabeth II sobre Meghan.
- Não foi contestada oficialmente por representantes da realeza ou do casal.
A vida de Harry e Meghan após o ‘Megxit’
Desde que deixaram a realeza, Harry e Meghan construíram uma nova vida nos Estados Unidos. Em Montecito, o casal vive com os filhos, Archie, nascido em 2019, e Lilibet, nascida em 2021, cujo nome homenageia a rainha. Eles fundaram a Archewell, uma organização voltada para causas sociais, e assinaram contratos com plataformas como Netflix e Spotify para produzir conteúdo. Apesar do sucesso financeiro, a relação com a Família Real permanece distante, com raras aparições públicas ao lado de outros membros da monarquia.
Em 2021, a entrevista do casal com Oprah Winfrey intensificou as tensões, com acusações de racismo dentro da realeza e relatos de falta de apoio a Meghan. O livro de memórias de Harry, ‘Spare’, lançado em 2023, também expôs detalhes de desentendimentos com o irmão, William, e o pai, Charles III. Esses eventos consolidaram a imagem de Harry e Meghan como figuras polêmicas, admiradas por alguns e criticadas por outros.
O papel de Lady Elizabeth Anson
Lady Elizabeth Anson, prima de Elizabeth II, era uma figura discreta, mas influente, na corte britânica. Conhecida por sua proximidade com a rainha, ela organizava eventos reais e mantinha laços estreitos com a família. Sua morte, em 2020, não impediu que suas conversas com Sally Bedell Smith fossem registradas, oferecendo um raro vislumbre das opiniões de Elizabeth II. A confiança da rainha em Anson sugere que a conversa em Balmoral foi um momento de desabafo, longe dos holofotes.
A relação de Anson com a monarquia também incluía a organização do casamento de Harry e Meghan, o que a colocou em posição privilegiada para observar o casal. Seus relatos reforçam a ideia de que a rainha, apesar de pública em seu apoio inicial a Meghan, nutria reservas que só compartilhou em privado.

A percepção pública de Meghan Markle
Meghan Markle, antes de se tornar duquesa, era conhecida por seu papel na série ‘Suits’ e por seu ativismo em causas como igualdade de gênero. Sua entrada na realeza foi inicialmente celebrada, mas a cobertura da mídia britânica, frequentemente crítica, destacou supostos conflitos com a equipe do Palácio de Kensington e outros membros da família. Essas narrativas contribuíram para a decisão do casal de se afastar da vida real.
A revelação das críticas de Elizabeth II pode reforçar a percepção de que Meghan nunca foi plenamente aceita pela monarquia. No entanto, apoiadores do casal argumentam que ela enfrentou preconceitos por sua origem americana e ascendência afro-americana, o que dificultou sua integração.
- Momentos-chave da trajetória de Meghan na realeza:
- 2017: Anúncio do noivado com Harry.
- 2018: Casamento na Capela de São Jorge.
- 2020: Renúncia às funções reais e mudança para os EUA.
- 2021: Entrevista com Oprah Winfrey, expondo tensões com a realeza.
O legado de Elizabeth II e a monarquia moderna
Elizabeth II reinou por sete décadas, enfrentando mudanças sociais e políticas que transformaram o Reino Unido. Sua habilidade de manter a monarquia relevante, mesmo em momentos de crise, como o divórcio de Charles e Diana ou o ‘Megxit’, foi amplamente reconhecida. No entanto, as críticas a Meghan, reveladas postumamente, mostram que até a rainha, conhecida por sua imparcialidade, tinha opiniões firmes sobre o futuro da instituição.
A monarquia sob Charles III enfrenta desafios semelhantes, incluindo a necessidade de se adaptar a uma sociedade mais diversa e questionadora. A distância de Harry e Meghan, somada às tensões públicas, continua sendo um ponto sensível para a Coroa, que busca equilibrar tradição e modernidade.
A ausência de respostas oficiais
A falta de comentários dos representantes de Harry, Meghan e da Família Real mantém a narrativa de Sally Bedell Smith como uma peça isolada no quebra-cabeça da realeza. A estratégia de silêncio é típica da monarquia, que evita confrontos diretos com a imprensa. Enquanto isso, a história ganha tração em tabloides e redes sociais, alimentando especulações sobre o que realmente aconteceu nos bastidores de Balmoral.
A newsletter ‘Royal Extras’ não detalha outros aspectos da conversa de Elizabeth II com Lady Elizabeth Anson, mas o impacto de suas palavras já é suficiente para reacender o interesse na dinâmica entre Meghan, Harry e a realeza. O relato, embora baseado em uma fonte confiável, permanece como um fragmento de uma história maior, que talvez nunca seja totalmente esclarecida.