O mercado automotivo brasileiro vive um momento de transformação com o avanço dos carros híbridos, que conquistaram 86.849 emplacamentos no primeiro semestre de 2025, alta de 9,5% em relação ao mesmo período de 2024. Liderando o ranking, o BYD Song Pro registrou 11.118 unidades vendidas, seguido de perto pelo GWM Haval H6, com 10.708. Marcas chinesas como BYD e GWM dominam as vendas, enquanto o Toyota Corolla Cross se mantém entre os mais populares. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e da Fenabrave mostram a consolidação dos híbridos plug-in, que representam 48,8% do segmento. Esse crescimento reflete a busca por veículos mais econômicos e sustentáveis, impulsionada por incentivos fiscais e maior oferta de modelos.
O avanço dos híbridos no Brasil não é surpresa. A combinação de motores a combustão com elétricos atrai consumidores que buscam eficiência sem abrir mão da autonomia. O BYD Song Pro, por exemplo, destaca-se por sua tecnologia plug-in, que permite rodar até 71 km apenas com eletricidade, segundo o Inmetro. A disputa pelo topo do mercado é acirrada, com o Haval H6 oferecendo potência combinada de 326 cv em sua versão PHEV19.
- Principais destaques do semestre:
- BYD lidera com 28,76% do mercado de híbridos.
- GWM cresce sete vezes mais que a média do setor.
- Híbridos plug-in superam os convencionais em vendas.
- Corolla Cross mantém força entre SUVs médios.
A ascensão dos híbridos reflete uma mudança de comportamento do consumidor, que prioriza economia de combustível e menor impacto ambiental. Modelos como o BYD King, com 6.257 unidades vendidas, completam o pódio, consolidando a presença chinesa no setor.

Liderança do BYD Song Pro
O BYD Song Pro assumiu o posto de híbrido mais vendido do Brasil com números impressionantes. Equipado com um motor 1.5 aspirado aliado a um elétrico, o SUV entrega 223 cv na versão de entrada GL, que custa R$ 194.800. Sua bateria de 12,9 kWh garante autonomia elétrica de até 71 km, ideal para deslocamentos urbanos. O modelo se destaca pelo consumo eficiente, alcançando 18,1 km/l na cidade, conforme testes do Inmetro. A produção local, prevista para 2025 na fábrica de Camaçari, Bahia, deve reforçar sua competitividade.
Além do desempenho, o Song Pro atrai pelo design moderno e tecnologia embarcada. A central multimídia de 15,6 polegadas, giratória, é um diferencial, assim como o sistema de abertura por NFC. A BYD também investe em preços agressivos, o que explica sua liderança no mercado. Em comparação com rivais, o modelo oferece um equilíbrio entre custo, desempenho e sustentabilidade, fatores decisivos para os consumidores brasileiros.
Haval H6: o vice-líder em alta
O GWM Haval H6, com 10.708 unidades emplacadas, ficou a apenas 410 unidades do líder. Disponível em versões híbridas plenas (HEV) e plug-in (PHEV), o SUV combina um motor 1.5 turbo com um elétrico, gerando até 326 cv na configuração PHEV19. A bateria de 19 kWh oferece autonomia elétrica de 74 km, enquanto o consumo urbano é de 13,6 km/l, segundo o Inmetro. O preço inicial de R$ 216.000 para a versão HEV2 atrai compradores que buscam potência e eficiência.
A GWM, que cresceu 20% no semestre, aposta em uma rede de 65 pontos de venda e 37 centros de distribuição no Brasil. A versão mais vendida, a HEV2, representa 31% dos emplacamentos do Haval H6, com 7.098 unidades. A estratégia da montadora inclui expansão agressiva, com investimentos de R$ 10 bilhões em dez anos, o que deve intensificar a concorrência no segmento.
Crescimento do mercado de híbridos
O mercado de veículos eletrificados no Brasil registrou 86.849 emplacamentos no primeiro semestre, dos quais 56.273 foram híbridos. A participação dos híbridos plug-in (PHEV) é significativa, com 48,8% do total, seguidos pelos híbridos convencionais (HEV), com 8,1%, e os flex (HEV Flex), com 7,9%. A ABVE destaca que o crescimento de 9,5% em relação a 2024 reflete a maior oferta de modelos e a redução de preços, especialmente de marcas chinesas.
A Fiat, com 19.978 emplacamentos, ficou em segundo lugar entre as marcas, impulsionada pelos híbridos leves Pulse e Fastback. A tecnologia micro-híbrida flex da Stellantis, presente nesses modelos, garante economia de combustível sem a necessidade de recarga externa. Já a Toyota, com 20.358 unidades em 2024, mantém relevância com o Corolla Cross, que vendeu cerca de 13.500 unidades no ano passado.
Modelos que completam o ranking
Além do Song Pro, Haval H6 e BYD King, outros modelos se destacaram no primeiro semestre. O Toyota Corolla Cross, com sua tecnologia híbrida flex, continua sendo uma opção popular, especialmente por sua confiabilidade. O Caoa Chery Tiggo 7, com 301 unidades em novembro de 2024, ganhou espaço com preços competitivos.
- Híbridos mais vendidos no 1º semestre:
- BYD Song Pro: 11.118 unidades.
- GWM Haval H6: 10.708 unidades.
- BYD King: 6.257 unidades.
- Toyota Corolla Cross: cerca de 6.000 unidades (estimativa).
- Fiat Fastback: destaque entre híbridos leves.
O Volvo XC60 e o Toyota RAV4, embora com números menores, fecham o top 10, mostrando a diversidade de opções no mercado. A presença de SUVs domina o ranking, refletindo a preferência dos brasileiros por utilitários esportivos.
Fatores que impulsionam as vendas
A popularidade dos híbridos no Brasil é impulsionada por fatores como incentivos fiscais, aumento da infraestrutura de recarga e maior conscientização ambiental. O governo brasileiro tem reduzido impostos de importação para veículos eletrificados, o que barateia os preços. Além disso, a expansão de pontos de recarga em centros urbanos facilita o uso de modelos plug-in.
A BYD, por exemplo, oferece carregadores rápidos em suas concessionárias, enquanto a GWM investe em parcerias com shoppings para instalar estações de recarga. A preocupação com o meio ambiente também pesa: os híbridos emitem menos CO2 que os veículos a combustão, atraindo consumidores preocupados com sustentabilidade.
Novidades no horizonte
Montadoras planejam lançar novos híbridos em 2025, intensificando a concorrência. A Ford prepara o Territory híbrido plug-in, com motor 1.5 turbo de 150 cv combinado a um elétrico de 82 cv, para rivalizar com o Song Pro e o Haval H6. A Caoa Chery iniciará a produção do Tiggo 8 PHEV em Anápolis, Goiás, no segundo semestre, enquanto o Chevrolet Tracker adotará tecnologia híbrida leve com motor 1.2 turbo de 133 cv.
A Stellantis, dona da Fiat, planeja expandir a tecnologia híbrida leve para modelos como a Fiat Toro e o Citroën C3 Aircross. A Volkswagen também entrará no segmento com o Tera, um SUV compacto com sistema híbrido leve. Essas novidades prometem diversificar ainda mais o mercado, oferecendo opções para diferentes perfis de consumidores.
Desempenho por marcas
A BYD lidera com 23.739 unidades vendidas, equivalente a 28,76% do mercado de híbridos. A Fiat segue com 24,21%, enquanto a GWM tem 16,83%. A Toyota, embora forte em 2024 com 20.358 emplacamentos, perdeu terreno para as chinesas no primeiro semestre de 2025. A Caoa Chery e a Volvo também ganham destaque, com modelos como o Tiggo 7 e o XC60.
A competição entre marcas reflete o dinamismo do setor. Enquanto a BYD aposta em preços acessíveis e tecnologia avançada, a GWM foca em potência e design agressivo. A Fiat, por sua vez, conquista consumidores com híbridos leves acessíveis, ideais para quem busca economia sem grandes investimentos.
Preferências do consumidor
Os brasileiros têm optado por SUVs híbridos devido à versatilidade e ao espaço interno. Modelos como o Song Pro e o Haval H6 combinam design robusto com eficiência energética, enquanto o Corolla Cross atrai pela reputação da Toyota. A escolha por híbridos plug-in cresce entre motoristas urbanos, que aproveitam a autonomia elétrica para trajetos curtos.
A faixa de preço também influencia. O BYD King, a R$ 179.800, é o híbrido plug-in mais barato do Brasil, enquanto o Haval H6 HEV2, a R$ 216.000, oferece potência a um custo competitivo. Esses valores, aliados à economia de combustível, tornam os híbridos uma alternativa viável frente aos carros a combustão.