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SUS amplia vacina meningocócica ACWY para bebês de 1 ano sem custo

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SUS - Foto: Andrzej Rostek/Shutterstock.com SUS - Foto: Andrzej Rostek/Shutterstock.com

A partir de 1º de julho de 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) implementou, em todo o Brasil, uma atualização no calendário vacinal infantil, incorporando a vacina meningocócica ACWY como reforço para crianças de 12 meses. Anunciada pelo Ministério da Saúde em Brasília, a medida substitui a vacina meningocócica C, anteriormente aplicada na mesma idade, ampliando a proteção contra quatro sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis (A, C, W e Y), responsável por meningites graves. A imunização, oferecida gratuitamente em postos de saúde, visa reduzir casos de meningite meningocócica, que registraram 1.117 casos e 110 mortes em 2023. Pais devem levar a caderneta de vacinação e agendar a aplicação em unidades do SUS. A mudança reforça a segurança de bebês em uma faixa etária vulnerável, mantendo as doses de meningocócica C aos 3 e 5 meses.

O programa de imunização do SUS, que atende 11 milhões de crianças anualmente, é reconhecido por sua eficácia e gratuidade. A inclusão da vacina ACWY, já oferecida a adolescentes desde 2020, agora beneficia bebês, ampliando a cobertura contra uma doença que pode causar sequelas neurológicas ou morte. A atualização foi motivada por estudos que mostram maior incidência de sorogrupos A, W e Y em crianças pequenas.

Vacinas incluídas no reforço de 1 ano:

  • Meningocócica ACWY (substitui a meningocócica C).
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).
  • Pneumocócica conjugada (PCV13).
  • Hepatite A.

A ampliação do calendário vacinal reforça o compromisso do SUS com a saúde infantil, garantindo proteção mais abrangente sem custos para as famílias.

Nova proteção contra meningite

A vacina meningocócica ACWY protege contra quatro sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis, que causa meningite meningocócica, uma infecção grave que afeta as membranas do cérebro e da medula espinhal. Antes da atualização, crianças recebiam duas doses da vacina meningocócica C aos 3 e 5 meses, com reforço da mesma vacina aos 12 meses. Agora, o reforço passa a ser com a ACWY, que cobre os sorogrupos A, C, W e Y, responsáveis por 80% dos casos de meningite invasiva em crianças menores de 5 anos.

Em 2023, o Brasil registrou 1.117 casos de meningite meningocócica, com taxa de letalidade de 9,8%. Os sorogrupos W e Y, menos comuns na década passada, têm crescido, especialmente em crianças pequenas, justificando a mudança. A vacina ACWY, aplicada em dose única aos 12 meses, é segura e testada, com eficácia superior a 85% contra os sorogrupos cobertos. A imunização é realizada por injeção no músculo da coxa ou braço, e os pais são orientados a monitorar reações leves, como febre ou vermelhidão no local.

A inclusão da ACWY no SUS alivia o orçamento familiar, já que a vacina custa entre R$ 300 e R$ 500 na rede privada. A medida também reduz desigualdades, garantindo acesso universal à proteção contra uma doença potencialmente fatal.

Como agendar a vacinação

A vacinação no SUS é simples e acessível. Pais ou responsáveis devem comparecer ao posto de saúde mais próximo com a caderneta de vacinação da criança e um documento com foto. A aplicação da vacina ACWY, assim como outras do calendário, é feita sem necessidade de agendamento prévio em muitas unidades, mas algumas requerem marcação online ou presencial.

O Ministério da Saúde recomenda verificar o calendário vacinal no aplicativo Conecte SUS, que permite consultar doses aplicadas e pendentes. Em 2024, 95% das crianças brasileiras receberam as vacinas recomendadas até 1 ano, mas a meta é alcançar 98% com a nova inclusão. Postos de saúde também oferecem orientações sobre possíveis reações, como febre leve, que pode ser controlada com paracetamol infantil.

Para famílias em áreas rurais, o SUS disponibiliza equipes volantes de vacinação em 2025, atendendo 2.500 comunidades remotas. A campanha de divulgação, iniciada em julho, inclui propagandas em rádios e redes sociais para incentivar a adesão.

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SUS – Foto: Andrzej Rostek/Shutterstock.com

Benefícios da vacina ACWY

A meningite meningocócica é uma doença grave, com sintomas que incluem febre alta, dor de cabeça, rigidez no pescoço e manchas roxas na pele. Em bebês, pode ser difícil identificar os sinais, que incluem irritabilidade e sonolência. A vacina ACWY reduz significativamente o risco de infecção, que pode levar a sequelas como surdez, danos cerebrais ou amputações em 20% dos casos.

A imunização em massa também promove a imunidade de rebanho, protegendo crianças não vacinadas e adultos vulneráveis. Em países como o Reino Unido, onde a ACWY foi introduzida para bebês em 2015, os casos de meningite W caíram 69% em cinco anos. No Brasil, a inclusão da vacina para adolescentes reduziu os casos em 40% desde 2020, e a extensão aos bebês deve ampliar esse efeito.

A vacina é administrada em uma única dose aos 12 meses, junto com outras imunizações, como a tríplice viral. Reações adversas são raras, afetando menos de 10% das crianças, geralmente com sintomas leves que desaparecem em poucos dias.

Histórico da vacinação contra meningite no SUS

O SUS oferece vacinas contra meningite desde 1978, com a inclusão inicial da meningocócica C. Em 2010, a vacina foi incorporada ao calendário infantil, reduzindo os casos de meningite C em 90% até 2020. A ACWY, introduzida para adolescentes em 2020, agora beneficia bebês, acompanhando a evolução epidemiológica da doença.

Em 2023, o Brasil aplicou 10 milhões de doses de vacinas contra meningite, cobrindo 92% das crianças até 5 anos. A ampliação para a ACWY reflete o aumento de casos dos sorogrupos W e Y, que representaram 30% das infecções em 2024. O investimento do Ministério da Saúde na compra de 5 milhões de doses da ACWY em 2025 garante a oferta gratuita em todo o país.

Cuidados pós-vacinação

Após a aplicação da vacina ACWY, os pais devem observar a criança por 48 horas. Reações comuns incluem:

  • Febre leve, controlada com paracetamol (2,5 ml, 120 mg/5 ml).
  • Vermelhidão ou inchaço no local da injeção.
  • Irritabilidade ou sonolência passageira.

Reações graves, como anafilaxia, ocorrem em menos de 1 em 100 mil casos e são tratadas imediatamente nos postos de saúde. O Ministério da Saúde orienta procurar atendimento médico se a criança apresentar sintomas como febre alta persistente ou manchas roxas. A caderneta de vacinação deve ser atualizada para acompanhar o calendário.

Importância da imunização precoce

Vacinar bebês aos 12 meses é crucial, pois eles são mais vulneráveis a infecções graves. A meningite meningocócica pode evoluir rapidamente, com 50% dos casos exigindo internação em UTI. A imunização precoce reduz o risco de surtos, como o ocorrido em São Paulo em 2019, que registrou 200 casos em crianças menores de 2 anos.

O SUS também recomenda a tríplice viral e a vacina contra hepatite A aos 12 meses, formando um escudo protetor contra múltiplas doenças. Em 2024, a cobertura vacinal infantil no Brasil atingiu 95% para essas vacinas, mas a meta é manter índices acima de 90% para evitar o retorno de doenças controladas.

Acesso universal no SUS

A gratuidade das vacinas no SUS é um pilar da saúde pública brasileira. Em 2025, o programa de imunização prevê atender 11 milhões de crianças, com investimento de R$ 4,5 bilhões em vacinas. A inclusão da ACWY para bebês elimina a barreira financeira, já que o custo na rede privada pode ser proibitivo para muitas famílias.

Postos de saúde estão preparados para atender alta demanda, com 38 mil unidades em funcionamento. Em áreas urbanas, como São Paulo e Rio de Janeiro, a vacina está disponível desde 1º de julho, enquanto regiões remotas contam com campanhas itinerantes. O aplicativo Conecte SUS facilita o acesso a informações sobre locais e horários de vacinação.

Monitoramento de reações adversas

O SUS mantém um sistema de vigilância para monitorar reações adversas às vacinas. Em 2024, menos de 0,5% das doses aplicadas resultaram em eventos adversos graves, todos tratados com sucesso. Os pais podem relatar sintomas pelo aplicativo Conecte SUS ou pela Ouvidoria do SUS (136). A vacina ACWY, fabricada por laboratórios como GSK e Pfizer, passa por testes rigorosos antes da distribuição.

A febre, comum em 10% das crianças vacinadas, indica que o sistema imunológico está respondendo à vacina. O uso de paracetamol infantil é recomendado para aliviar o desconforto, com doses ajustadas ao peso da criança. Casos de alergia grave são raros, mas os postos estão equipados para atendimento emergencial.

Cobertura vacinal no Brasil

A cobertura vacinal no Brasil é uma das mais altas da América Latina, com 95% das crianças imunizadas contra doenças como sarampo e pólio. A inclusão da ACWY para bebês reforça esse sucesso, alinhando o SUS a padrões internacionais. Países como Austrália e Canadá, que adotaram a ACWY na infância, reduziram os casos de meningite em 60% em uma década.

Em 2023, o SUS aplicou 180 milhões de doses de vacinas, protegendo contra 20 doenças. A meta para 2025 é alcançar 98% de cobertura para a ACWY, com campanhas educativas em escolas e comunidades. A adesão dos pais é essencial para manter o controle de doenças evitáveis.

Compromisso com a saúde infantil

A ampliação do calendário vacinal reflete o compromisso do SUS com a proteção das crianças. A meningite meningocócica, embora rara, tem alta letalidade, e a vacina ACWY é uma ferramenta eficaz para reduzir sua incidência. O Ministério da Saúde planeja avaliar a inclusão da ACWY em outras faixas etárias, com base em dados epidemiológicos.

A vacinação gratuita fortalece a equidade, garantindo que todas as crianças, independentemente da renda familiar, tenham acesso à proteção. Em 2024, o SUS economizou R$ 2 bilhões em internações por doenças evitáveis, demonstrando o impacto financeiro e social da imunização.

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