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Jovem fratura pernas em acidente com 140 kg em academia de Campo Largo

Acidente academia compo largo
Acidente academia campo largo - Foto: rede Social

Em um incidente chocante ocorrido em 20 de junho de 2025, Luis Pasetti, um estudante de educação física de 23 anos, sofreu fraturas graves nas duas pernas e deslocou o pé direito enquanto realizava um agachamento com 140 quilos em uma academia de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O acidente, registrado em vídeo, aconteceu quando o jovem tentou travar a barra do equipamento Smith, mas, exausto, não conseguiu segurar a carga, que o empurrou para baixo. A cena, que viralizou nas redes sociais, expõe os riscos de treinos de alta intensidade sem supervisão adequada. Pasetti, que está em recuperação, relatou que a dor foi intensa e reconheceu que seu maior erro foi recusar a ajuda de um amigo presente no momento. O caso levanta debates sobre segurança em academias e a importância de técnicas corretas no levantamento de pesos.

O acidente ocorreu em uma academia conhecida da cidade, onde Pasetti treinava regularmente. Ele usava o Smith, um equipamento com barra guiada por trilhos, projetado para oferecer estabilidade em exercícios como o agachamento. Apesar da segurança relativa do aparelho, o jovem acredita que o cansaço o impediu de travar a barra corretamente, resultando na queda da carga.

  • Detalhes do acidente: Luis tentou travar a barra após a última repetição, mas a exaustão comprometeu sua técnica.
  • Lesões graves: Fraturas nas tíbias e fíbulas de ambas as pernas, além do deslocamento do pé direito.
  • Resgate imediato: Um amigo o auxiliou, e profissionais da academia prestaram suporte inicial.
  • Recuperação em curso: Pasetti passa por tratamento médico e fisioterapia para voltar a andar.

O caso, amplamente comentado, destaca a necessidade de maior atenção durante treinos intensos, especialmente para jovens que, confiantes em sua capacidade, podem subestimar os riscos.

Segurança em academias sob debate

O acidente de Luis Pasetti reacendeu discussões sobre a segurança em academias, especialmente no uso de equipamentos de força como o Smith. Diferentemente de barras livres, que exigem maior controle do praticante, o Smith é projetado para facilitar movimentos verticais, reduzindo o risco de desequilíbrio. Contudo, o equipamento não é infalível. Especialistas apontam que a fadiga muscular, aliada à falta de supervisão, pode transformar exercícios aparentemente seguros em situações perigosas.

Profissionais de educação física reforçam que a presença de um instrutor ou parceiro de treino é essencial, principalmente em cargas elevadas. No caso de Pasetti, a recusa em aceitar ajuda foi um fator decisivo. Ele admitiu que, por confiança excessiva, preferiu realizar o exercício sozinho, mesmo estando acompanhado.

  • Cuidados essenciais no treino de força:
    • Sempre contar com a supervisão de um profissional ou colega.
    • Avaliar o nível de fadiga antes de realizar repetições finais.
    • Garantir que o equipamento esteja travado antes de relaxar o corpo.
    • Ajustar a carga de acordo com a capacidade física do momento.

A academia onde ocorreu o acidente não foi responsabilizada por Pasetti, que destacou o suporte recebido no local. Ele afirmou que o problema não foi falha mecânica, mas sim um erro humano causado por sua exaustão e decisão de não pedir ajuda.

Impacto das lesões na vida do jovem

As fraturas nas tíbias e fíbulas, além do deslocamento do pé, exigem um longo período de recuperação. Pasetti, que é estudante de educação física, teve sua rotina drasticamente alterada. Como futuro profissional da área, ele planejava atuar em academias, mas agora enfrenta meses de fisioterapia e limitações de mobilidade. Apesar das dificuldades, o jovem mantém uma postura otimista, compartilhando sua experiência para alertar outros praticantes.

O acidente também gerou reflexões em sua família e amigos, que acompanham de perto seu tratamento. A mãe de Luis, em entrevista à imprensa local, destacou a importância de ele estar vivo, considerando a gravidade do ocorrido. O apoio emocional tem sido fundamental para que o estudante enfrente os desafios da reabilitação.

A recuperação de fraturas como as de Pasetti pode levar de seis meses a um ano, dependendo da resposta do corpo ao tratamento. Fisioterapeutas explicam que lesões nas tíbias e fíbulas requerem cuidados intensivos, incluindo imobilização inicial e exercícios graduais para restaurar a força muscular. O deslocamento do pé, por sua vez, exige atenção para evitar complicações articulares no futuro.

Riscos do treino de alta intensidade

O uso de cargas elevadas, como os 140 quilos levantados por Pasetti, é comum entre praticantes experientes de musculação, mas exige preparo físico e mental. Dados de estudos sobre lesões em academias indicam que cerca de 20% dos acidentes estão relacionados a erros de execução ou excesso de peso. No Brasil, o crescimento do interesse por treinos de força nos últimos anos aumentou a procura por academias, mas também o número de incidentes.

Especialistas recomendam que iniciantes e até atletas experientes sigam protocolos rigorosos:

  • Planejamento do treino: Definir cargas adequadas ao condicionamento atual.
  • Técnica correta: Priorizar a execução precisa em vez de aumentar o peso.
  • Descanso adequado: Evitar treinos intensos em dias de fadiga.
  • Equipamentos de proteção: Usar cintos ou faixas em exercícios pesados, se necessário.
  • Acompanhamento profissional: Contar com instrutores para corrigir movimentos.

O caso de Pasetti serve como alerta para a comunidade fitness, que muitas vezes glorifica o levantamento de pesos extremos sem destacar os riscos associados.

O papel das academias na prevenção

Embora Pasetti não tenha apontado falhas na academia, o incidente levanta questões sobre o papel desses estabelecimentos na prevenção de acidentes. Muitas academias brasileiras já adotam medidas como a obrigatoriedade de instrutores no salão de musculação e a instalação de câmeras de monitoramento. No entanto, a fiscalização do comportamento dos alunos, especialmente em treinos livres, nem sempre é rigorosa.

Alguns estabelecimentos oferecem workshops e orientações para iniciantes, mas a adesão costuma ser baixa entre praticantes experientes, como era o caso de Pasetti. A falta de regulamentação específica para academias no Brasil também dificulta a padronização de medidas de segurança. Entidades como o Conselho Federal de Educação Física (CREF) defendem maior capacitação de profissionais e campanhas educativas para reduzir acidentes.

Lições de um acidente evitável

O vídeo do acidente, que circulou amplamente, chocou frequentadores de academias e gerou debates nas redes sociais. Muitos internautas expressaram solidariedade a Pasetti, enquanto outros criticaram a cultura de “superação” que incentiva treinos arriscados. O jovem, por sua vez, aproveitou a visibilidade para compartilhar sua história, enfatizando a importância de aceitar ajuda e respeitar os limites do corpo.

A experiência de Pasetti também pode inspirar mudanças no comportamento de outros praticantes. Academias de Campo Largo relataram maior procura por orientações após o incidente, um sinal de que o caso teve impacto local. Profissionais da área esperam que a conscientização gerada pelo acidente leve a treinos mais seguros e responsáveis.

  • Medidas práticas para evitar acidentes:
    • Verificar o travamento do equipamento antes de iniciar o exercício.
    • Reduzir a carga em dias de cansaço ou após séries intensas.
    • Comunicar-se com colegas de treino para garantir suporte imediato.

O acidente de Luis Pasetti, embora trágico, oferece uma oportunidade de aprendizado para a comunidade fitness. A combinação de técnica, supervisão e bom senso pode prevenir situações semelhantes, garantindo que o esporte seja sinônimo de saúde, e não de risco.

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