A Apple está se preparando para uma ambiciosa onda de lançamentos que promete renovar sua linha de produtos até o primeiro semestre de 2026, incluindo o iPhone 17e, novos MacBooks com chip M5, iPads atualizados e um monitor externo. A estratégia, revelada por fontes próximas à empresa e publicada pela Bloomberg, visa impulsionar o crescimento de receita após um período de vendas estagnadas. Os dispositivos, que devem chegar ao mercado entre março e junho de 2026, incluem inovações em design e desempenho, com destaque para a adoção de telas OLED em futuros MacBooks e chips mais potentes. A produção, em parte transferida para a Índia, reflete esforços para driblar tarifas comerciais. Essa ofensiva reforça a posição da Apple como líder em tecnologia, respondendo à concorrência e às expectativas dos consumidores.
A notícia gerou expectativa no mercado, com analistas apontando que a Apple busca reconquistar o interesse de consumidores após a desaceleração nas vendas de iPhones e iPads nos últimos dois anos. A empresa, sediada em Cupertino, na Califórnia, planeja atualizações significativas em seus principais produtos, mantendo o foco em inovação e desempenho.
Os lançamentos incluem:
- iPhone 17e: Um modelo econômico com chip A19, sucessor do iPhone 16e.
- MacBooks Pro e Air: Equipados com o chip M5, com mudanças de design previstas para 2027.
- iPads: Modelos de entrada e Air com chips mais rápidos, como o M4.
- Monitor externo: O primeiro desde o Apple Studio Display, previsto para 2026.
Novidades no iPhone 17e
O iPhone 17e, codinome V159, será a grande aposta da Apple no segmento de smartphones acessíveis. Com preço estimado em US$ 599 (cerca de R$ 3.330), o aparelho manterá o design do iPhone 16e, lançado em 2025, mas trará o processador A19, mais avançado, garantindo maior rapidez e eficiência energética. A câmera principal de 48 MP continuará a utilizar tecnologia de fotografia computacional para melhorar a qualidade das imagens, especialmente em baixa luminosidade.
A estratégia de lançar atualizações anuais para o modelo de entrada marca uma mudança em relação à linha iPhone SE, que recebia renovações esporádicas. A Apple espera atrair consumidores que buscam dispositivos de alto desempenho a preços mais acessíveis, especialmente em mercados emergentes. O iPhone 17e também será compatível com o Apple Intelligence, oferecendo recursos de inteligência artificial como reescrita de textos e geração de imagens.
MacBooks com chip M5
Os novos MacBooks Pro, de 14 e 16 polegadas, codinomes J714 e J716, estão previstos para o início de 2026, após um adiamento do cronograma original de 2025. Equipados com o chip M5, esses modelos manterão o design introduzido em 2021, mas serão os últimos a utilizá-lo. A partir de 2027, a Apple planeja adotar telas OLED, tecnologia já presente nos iPhones desde 2017 e no iPad Pro desde 2024, prometendo maior contraste e cores mais vibrantes.
Os MacBooks Air, codinomes J813 e J815, também receberão atualizações no primeiro semestre de 2026. Esses modelos terão melhorias significativas em desempenho, com o chip M5 oferecendo maior eficiência energética. A transição para telas OLED nesses laptops está planejada para os anos seguintes, alinhando-se às tendências do mercado de dispositivos premium.
Renovações na linha iPad
A Apple planeja atualizar seus tablets de entrada e o iPad Air, com lançamentos previstos para março ou abril de 2026. O iPad de entrada, que atualmente custa US$ 349 (cerca de R$ 1.900), manterá o design atual, mas ganhará um chip mais rápido, provavelmente o A17 Pro, garantindo maior desempenho para tarefas como edição de vídeos e jogos.
O iPad Air, que se destacou em 2024 com sua tela de 13 polegadas, será equipado com o chip M4, uma evolução em relação ao M3. A atualização trará melhorias em multitarefa e suporte a aplicativos de inteligência artificial. Já o iPad Pro, previsto para outubro de 2025, adotará o chip M5, consolidando a linha como a mais poderosa da categoria.
Monitor externo e hub doméstico
Além dos dispositivos principais, a Apple trabalha em um novo monitor externo, codinome J427, que será o primeiro desde o Apple Studio Display, lançado em 2022. Com lançamento programado para 2026, o monitor promete alta resolução e integração com o ecossistema da empresa, atendendo a profissionais criativos e usuários corporativos.
Outro projeto em desenvolvimento é o hub doméstico inteligente, codinome J490. Originalmente planejado para 2025, o dispositivo foi adiado devido a atrasos no aprimoramento da assistente Siri. O hub combinará funcionalidades de controle doméstico, videoconferências via FaceTime e integração com o Apple Intelligence, competindo com produtos como o Amazon Echo Show.
Mudanças na produção
A Apple está diversificando sua cadeia de suprimentos, reduzindo a dependência da China em meio às tensões comerciais entre os Estados Unidos e Pequim. A empresa planeja dobrar a produção de iPhones na Índia até 2026, com a meta de fabricar 80 milhões de unidades anuais. A produção em Jundiaí, São Paulo, também foi ampliada, com o iPhone 16e sendo montado localmente desde seu lançamento em 2025.
Essa estratégia responde às tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, que podem chegar a 54% sobre produtos chineses. A transferência de parte da manufatura para a Índia e o Vietnã visa reduzir custos e manter preços competitivos, especialmente para o mercado americano, onde a Apple vende mais de 60 milhões de iPhones por ano.
Inovações em software
Os novos dispositivos serão compatíveis com o iOS 26, iPadOS 26 e macOS 26, sistemas operacionais anunciados na WWDC 2025. O iOS 26 traz a tecnologia Liquid Glass, que dá uma aparência translúcida aos aplicativos, e recursos avançados de inteligência artificial, como tradução em tempo real e criação de emojis personalizados.
O Apple Intelligence, plataforma de IA da empresa, ganhará integração com aplicativos de terceiros, permitindo que desenvolvedores criem soluções personalizadas, como questionários educacionais baseados em anotações dos usuários. Essas novidades reforçam a aposta da Apple em inteligência artificial como diferencial competitivo.
Cronograma dos lançamentos
A Apple segue um cronograma bem definido para seus lançamentos, com a maioria dos produtos chegando ao mercado entre março e outubro. Para 2026, os principais marcos incluem:
- Março/abril: iPad de entrada e iPad Air.
- Primeiro semestre: MacBooks Pro, MacBooks Air e monitor externo.
- Início de 2026: iPhone 17e e hub doméstico.
- Outubro 2025: iPad Pro com chip M5.
Estratégia de mercado
A ofensiva de produtos reflete a necessidade da Apple de recuperar o crescimento após a estagnação nas vendas de iPhones, que representam mais da metade de sua receita. A empresa enfrenta concorrência acirrada de marcas como Samsung, que anunciou celulares ultrafinos em 2025, e precisa manter sua liderança em inovação.
A diversificação de preços, com o iPhone 17e acessível e MacBooks premium, visa atender diferentes perfis de consumidores, desde estudantes até profissionais. A integração de inteligência artificial em todos os dispositivos também posiciona a Apple como uma das principais players no mercado de tecnologia avançada.
Avanços em tecnologia de tela
A adoção de telas OLED nos MacBooks a partir de 2027 será um marco para a linha de laptops da Apple. A tecnologia, conhecida por sua eficiência energética e qualidade visual, já é amplamente utilizada em dispositivos móveis da marca. Nos MacBooks, as telas OLED prometem melhorar a experiência de designers, editores de vídeo e outros profissionais que dependem de cores precisas.
Enquanto isso, os modelos de 2026 continuarão com telas mini-LED, que oferecem excelente qualidade, mas consomem mais energia em comparação com o OLED. A transição gradual reflete o cuidado da Apple em balancear inovação e custos de produção.
Expectativas dos consumidores
Os anúncios geraram grande expectativa entre os fãs da marca, que aguardam dispositivos mais rápidos e eficientes. A compatibilidade com o Apple Intelligence é um dos pontos mais comentados, já que os recursos de IA prometem facilitar tarefas do dia a dia, como organização de e-mails e edição de fotos.
A decisão de manter designs conhecidos, como o do iPhone 17e e dos MacBooks Pro, pode dividir opiniões, mas a Apple aposta que as melhorias internas, como chips mais potentes, serão suficientes para atrair compradores. O monitor externo, por sua vez, é aguardado por profissionais que buscam uma alternativa de alta qualidade ao Apple Studio Display.

