A Samsung estuda trazer de volta o suporte à S Pen para a linha Galaxy Z Fold, após a polêmica remoção da compatibilidade no Galaxy Z Fold 7, lançada em 2025. A decisão, que gerou críticas de usuários, reflete um corte de custos, mas a empresa sul-coreana avalia reintroduzir o acessório com uma tecnologia mais moderna e fina, possivelmente em parceria com a HiDeep. O retorno, no entanto, depende da demanda do mercado e da viabilidade econômica, conforme revelou Kang Min-seok, diretor executivo da divisão MX da Samsung Electronics. A novidade pode impactar o mercado de smartphones dobráveis, reforçando a posição premium do Z Fold. A ausência da S Pen no modelo atual frustrou consumidores, que viam o acessório como diferencial. A empresa agora busca equilibrar inovação e custos para atender às expectativas.
O anúncio surge em meio a debates sobre o futuro dos dispositivos dobráveis, que enfrentam concorrência crescente de marcas como Huawei e Oppo. A Samsung, líder no segmento, quer manter sua vantagem competitiva. A possível parceria com a HiDeep promete uma caneta mais compacta, combinando digitalização e bateria em uma única peça.
- Motivos para o retorno da S Pen:
- Pressão de consumidores por recursos premium.
- Diferenciação frente a concorrentes no mercado de dobráveis.
- Avanços tecnológicos que permitem uma caneta mais fina e eficiente.
Possível retorno da S Pen ao Z Fold
A remoção do suporte à S Pen no Galaxy Z Fold 7 pegou muitos fãs da linha de surpresa. Desde o lançamento dos primeiros modelos, a caneta era um diferencial, mesmo sendo vendida separadamente. Usuários corporativos e criativos, em especial, valorizavam a funcionalidade para anotações e desenhos. A decisão da Samsung foi motivada por corte de custos, já que a tecnologia EMR da Wacom, usada na S Pen, exige uma camada digitalizadora que encarece a produção.
Kang Min-seok, em recente entrevista, destacou que a empresa está atenta às reações do público. A Samsung avalia se o investimento em uma nova tecnologia para a S Pen será justificado pela demanda. A companhia já conduz estudos internos para viabilizar o retorno do acessório, mas sem comprometer a espessura ou o preço do dispositivo.
Tecnologia inovadora em desenvolvimento
A grande novidade está na possível parceria com a HiDeep, uma empresa especializada em tecnologias de toque. A ideia é criar uma S Pen que combine a tecnologia EMR, que não exige bateria, com um sistema de digitalização alimentado por uma pequena bateria integrada. Isso permitiria uma caneta mais fina, ideal para o design compacto do Z Fold.
Atualmente, a S Pen do Galaxy Z Fold usa a tecnologia EMR da Wacom, que depende de uma camada digitalizadora na tela do dispositivo. Essa abordagem, embora eficiente, aumenta custos e peso. A nova tecnologia em estudo promete eliminar a necessidade dessa camada extra, mantendo a precisão e a funcionalidade.
- Benefícios da nova tecnologia:
- Redução no peso e espessura do dispositivo.
- Maior precisão para escrita e desenho.
- Compatibilidade com telas dobráveis mais finas.
- Menor custo de produção a longo prazo.
Reações do mercado e dos consumidores
A ausência da S Pen no Z Fold 7 gerou debates nas redes sociais e fóruns de tecnologia. Muitos usuários expressaram frustração, argumentando que o acessório era essencial para justificar o preço premium do dispositivo. A Samsung, ciente do impacto, monitora essas reações para embasar sua decisão.
Pesquisas recentes indicam que cerca de 60% dos usuários de smartphones dobráveis valorizam a compatibilidade com canetas stylus, especialmente para produtividade. Profissionais como designers e arquitetos, que usam o Z Fold para esboços rápidos, foram os mais afetados pela mudança. A volta da S Pen poderia recuperar a confiança desse público.
A concorrência também pressiona a Samsung. Marcas como Huawei, com o Mate X, e Oppo, com o Find N, oferecem suporte a canetas stylus em seus dobráveis, o que reforça a necessidade de a Samsung se manter competitiva.
Desafios técnicos e econômicos
Desenvolver uma nova S Pen não é tarefa simples. A tecnologia proposta pela HiDeep exige testes rigorosos para garantir durabilidade e precisão. Além disso, integrar uma bateria à caneta sem aumentar seu tamanho é um desafio de engenharia. A Samsung também precisa avaliar se o custo adicional será absorvido pelo mercado.
A camada digitalizadora atual, usada na tecnologia EMR, representa cerca de 5% do custo total de produção do Z Fold. Eliminá-la pode reduzir despesas, mas o desenvolvimento de uma nova caneta com bateria integrada exige investimento inicial elevado. A Samsung planeja realizar pesquisas de mercado nos próximos meses para medir o interesse dos consumidores.
- Fatores que influenciam a decisão:
- Custo de desenvolvimento da nova tecnologia.
- Demanda dos consumidores por funcionalidades premium.
- Competitividade no mercado global de dobráveis.
- Viabilidade de produção em larga escala.
Histórico da S Pen na linha Z Fold
A S Pen estreou na linha Galaxy Z Fold com o Z Fold 3, em 2021, como uma evolução natural da funcionalidade vista na série Galaxy Note. Desde então, a caneta se tornou um símbolo de produtividade, permitindo anotações, esboços e interações precisas na tela grande do dispositivo. A remoção do suporte no Z Fold 7 marcou a primeira vez que a linha perdeu essa funcionalidade.
Nos modelos anteriores, a S Pen era vendida separadamente, com preços entre R$ 500 e R$ 800 no Brasil, dependendo do modelo. Apesar do custo extra, a funcionalidade era bem recebida por usuários que buscavam versatilidade. A possível volta da S Pen pode incluir um preço mais acessível, caso a nova tecnologia reduza os custos de produção.
Concorrência e tendências no mercado
O mercado de smartphones dobráveis cresceu 40% em 2024, segundo dados da IDC, com a Samsung mantendo cerca de 50% da fatia global. No entanto, a concorrência está mais acirrada. A Huawei, por exemplo, lançou o Mate X5 com suporte a uma caneta stylus que rivaliza com a S Pen em precisão. A Oppo também investe em acessórios similares para seus dispositivos.
A tendência de incluir canetas stylus em dispositivos dobráveis reflete a demanda por funcionalidades voltadas à produtividade. Com o aumento do trabalho híbrido, consumidores buscam dispositivos que combinem mobilidade e versatilidade. A Samsung, ao considerar o retorno da S Pen, almeja reforçar sua liderança nesse segmento.
- Tendências no mercado de dobráveis:
- Crescimento da demanda por dispositivos multifuncionais.
- Aumento da concorrência em funcionalidades premium.
- Foco em designs mais finos e leves.
Próximos passos da Samsung
A Samsung planeja realizar testes com a nova tecnologia da S Pen ao longo de 2025, com possíveis anúncios no evento Galaxy Unpacked de 2026. A empresa também deve consultar consumidores em mercados-chave, como Estados Unidos, Coreia do Sul e Brasil, para avaliar a demanda.
Enquanto isso, o Galaxy Z Fold 7 segue sem suporte à S Pen, mas a Samsung oferece a caneta como acessório compatível com outros dispositivos, como o Galaxy S25 Ultra e a linha Galaxy Tab. A empresa pode lançar uma versão atualizada do Z Fold com a nova S Pen já em 2026, caso os estudos sejam concluídos com sucesso.
A decisão final dependerá de um equilíbrio entre inovação, custo e feedback do público. A Samsung está ciente de que a S Pen é um diferencial competitivo, mas precisa garantir que o investimento não comprometa a acessibilidade do Z Fold.
Impacto no mercado brasileiro
No Brasil, o Galaxy Z Fold 7 ainda não está disponível, mas a expectativa é alta. O preço do dispositivo, que deve ultrapassar R$ 12 mil, torna a ausência da S Pen ainda mais sentida, já que consumidores esperam funcionalidades premium. A volta da caneta pode impulsionar as vendas no país, onde a Samsung lidera o mercado de smartphones premium.
A nova S Pen, se confirmada, deve ser vendida separadamente, com preços a serem definidos. A Samsung também pode oferecer promoções para atrair consumidores, como descontos na compra do acessório junto com o Z Fold.
- Expectativas para o mercado brasileiro:
- Aumento na procura por dispositivos premium.
- Interesse em funcionalidades para produtividade.
- Sensibilidade a preços de acessórios.

