Um engenheiro de 60 anos e sua filha de 24 foram sequestrados na noite de 14 de julho de 2025, por volta das 19h15, no estacionamento do Shopping ABC, em Santo André, na Grande São Paulo. Os criminosos, armados, abordaram a família após uma tentativa de comemoração do aniversário da jovem. Em quase duas horas, os bandidos realizaram transferências bancárias que totalizaram R$ 82 mil das contas das vítimas. A ação, planejada e executada por três criminosos, envolveu ameaças constantes e o uso de um segundo veículo para a fuga. Pai e filha foram libertados na Vila Guarani, e o carro da família foi abandonado em outro bairro. As investigações estão em andamento para identificar os responsáveis, com perícias sendo realizadas no veículo.
A família havia estacionado o carro no Shopping ABC para um jantar especial. Dois dos criminosos, armados, abordaram as vítimas no momento em que saíam do veículo. Sob ameaça, o engenheiro e sua filha foram obrigados a retornar ao carro, enquanto um dos bandidos assumia o volante e outro permanecia no banco traseiro.
O uso de uma TAG de estacionamento facilitou a saída dos criminosos do shopping sem levantar suspeitas, já que não foi necessário passar por guichês de pagamento. A ação criminosa, marcada por tensão, envolveu a transferência das vítimas para outro veículo, onde um terceiro comparsa aguardava.
- A abordagem ocorreu às 19h15 no estacionamento do Shopping ABC.
- Os criminosos usaram armas para ameaçar as vítimas durante todo o sequestro.
- Transferências bancárias foram feitas via celular do engenheiro.
- A família foi libertada após quase duas horas, na Rua Miguel Calmon.
Detalhes da ação criminosa
Os criminosos demonstraram organização durante o sequestro. Após sair do shopping, o carro da família foi levado até uma rua próxima, onde um segundo veículo, com um terceiro bandido, já aguardava. A transferência das vítimas para o outro carro foi um dos momentos mais tensos, segundo relatos. Sob ameaça constante, pai e filha foram forçados a fornecer acesso às suas contas bancárias.
Um dos bandidos realizou uma videochamada com um comparsa, que dava instruções detalhadas sobre como acessar as contas e para onde transferir o dinheiro. As transações, que somaram R$ 82 mil, foram concluídas em menos de duas horas. A precisão da ação sugere que os criminosos tinham conhecimento prévio de técnicas para acessar sistemas bancários rapidamente.
O carro da família, utilizado inicialmente pelos bandidos, foi abandonado na Rua Itabuna, no bairro Vila Floresta. A polícia realizou buscas no veículo para coletar impressões digitais e outras evidências que possam levar à identificação dos criminosos.
Investigação em andamento
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o caso está sendo investigado pelo 1º Distrito Policial de Santo André. Perícias foram solicitadas no local onde o carro foi abandonado, e as diligências continuam para identificar os autores do crime.
- O caso foi registrado como roubo com retenção de vítimas.
- A polícia busca impressões digitais no veículo abandonado.
- Investigações incluem análise de câmeras de segurança do shopping.
- Nenhum suspeito foi identificado até o momento.
Os investigadores estão analisando imagens de câmeras de segurança do Shopping ABC e de ruas próximas para rastrear o trajeto dos criminosos. A polícia também busca possíveis conexões com outros crimes semelhantes na região, já que sequestros relâmpago têm sido registrados com frequência na Grande São Paulo.
Reação da comunidade local
Moradores de Santo André expressaram preocupação com a segurança em locais públicos após o incidente. O Shopping ABC, conhecido como um ponto de encontro para famílias e eventos na cidade, agora enfrenta questionamentos sobre a segurança em seu estacionamento. Frequentadores relatam sentir insegurança ao acessar áreas menos movimentadas do local, especialmente à noite.
A falta de posicionamento oficial do Shopping ABC até o momento da publicação desta matéria também gerou críticas. Frequentadores cobram medidas como maior presença de seguranças e melhoria no monitoramento por câmeras. A administração do shopping foi procurada, mas não respondeu aos pedidos de esclarecimento.
- A comunidade pede mais câmeras de segurança no estacionamento.
- Frequentadores relatam insegurança em áreas isoladas do shopping.
- Moradores cobram ações preventivas após o crime.
Contexto de crimes na região
Sequestros relâmpago, como o ocorrido em Santo André, têm sido uma preocupação constante na Grande São Paulo. Criminosos frequentemente aproveitam locais movimentados, como shoppings e centros comerciais, para abordar vítimas em momentos de distração. A facilidade de acesso a tecnologias de pagamento, como transferências via aplicativos bancários, tem atraído quadrilhas especializadas nesse tipo de crime.
A polícia alerta que ações como a do Shopping ABC exigem planejamento prévio, o que pode indicar a atuação de grupos organizados. Além disso, a proximidade de vias de fuga, como as ruas próximas ao shopping, facilita a ação dos criminosos.
Medidas de prevenção para frequentadores
Autoridades recomendam que a população adote cuidados extras ao frequentar locais como shoppings e estacionamentos. Algumas medidas podem reduzir o risco de ser vítima de crimes semelhantes.
- Estacione em áreas bem iluminadas e próximas a entradas principais.
- Evite deixar objetos de valor visíveis dentro do veículo.
- Fique atento a movimentações suspeitas no entorno.
- Use aplicativos de localização para compartilhar sua posição com familiares.
- Em caso de abordagem, mantenha a calma e evite reagir.
A orientação é que, em situações de risco, as vítimas priorizem sua segurança e evitem confrontos com criminosos armados. A polícia também incentiva denúncias anônimas para auxiliar nas investigações.
Impacto nas vítimas e próximos passos
O trauma causado pelo sequestro relâmpago é um dos principais desafios enfrentados por vítimas desse tipo de crime. Pai e filha, embora libertados sem ferimentos físicos, podem lidar com sequelas emocionais após a experiência. Especialistas recomendam acompanhamento psicológico para lidar com o estresse pós-traumático.
A investigação segue com foco na identificação dos criminosos e na recuperação dos valores roubados. A polícia também trabalha para mapear possíveis conexões com outros casos na região, visando desmantelar quadrilhas especializadas em sequestros relâmpago.

