Em 2025, o Volvo EX30 conquista o topo da lista dos carros com as revisões mais acessíveis no Brasil, com custo de apenas R$ 849 para a manutenção programada, segundo dados do Qual Comprar. A pesquisa, realizada com base em tabelas oficiais das montadoras, destaca que nove dos dez modelos com menor custo de manutenção são elétricos, evidenciando a vantagem econômica desses veículos. Divulgada em julho de 2025, a lista considera revisões básicas em concessionárias para carros com até cinco anos de uso. Volvo domina o pódio, com EX30, EX40 e EC40, enquanto o Honda Civic é o único híbrido no ranking. A análise reforça a importância de considerar os custos de manutenção ao comprar um veículo, impactando diretamente o bolso do consumidor.
A escolha de um carro vai além do preço inicial. As revisões programadas representam um gasto significativo ao longo dos anos, e modelos com manutenção mais barata podem gerar economia substancial. A lista de 2025 revela uma tendência clara: os elétricos, com menos peças móveis e sistemas mais simples, oferecem custos de manutenção reduzidos em comparação com veículos a combustão.
- Volvo EX30: Revisão de R$ 849, a mais barata do ranking.
- Honda Civic: Único híbrido, com revisões a R$ 2.753.
- Mini Cooper SE: Fecha o top 10 com R$ 3.158.
Por que os elétricos dominam o ranking?
Os veículos elétricos lideram a lista devido à sua mecânica simplificada. Diferentemente dos carros a combustão, que exigem trocas frequentes de óleo, filtros e componentes do motor, os elétricos têm menos peças sujeitas a desgaste. A Volvo, por exemplo, adota uma estratégia agressiva, cobrando apenas uma revisão (a 4ª) em seus modelos EX30, EX40 e EC40, com as demais gratuitas. Essa política reduz significativamente os custos para o proprietário.
A manutenção de elétricos também é menos frequente. Enquanto carros a combustão exigem revisões a cada 10 mil km ou anualmente, muitos elétricos, como os da Volvo, têm intervalos de 30 mil km ou dois anos. Essa diferença reflete diretamente no bolso do consumidor, especialmente em um contexto de alta nos preços de peças e serviços.
- Menos componentes: Elétricos não precisam de óleo, velas ou correias.
- Intervalos maiores: Revisões a cada 30 mil km em alguns modelos.
- Políticas das montadoras: Gratuidade em revisões iniciais reduz custos.
Além disso, a tecnologia dos elétricos permite diagnósticos mais precisos, muitas vezes feitos remotamente, o que diminui a necessidade de visitas às concessionárias. No entanto, a desvantagem está na infraestrutura limitada para reparos especializados no Brasil, o que pode encarecer consertos fora do plano de manutenção.
Volvo no pódio: EX30, EX40 e EC40
A Volvo se destaca no ranking com três modelos no pódio. O EX30, com revisão de R$ 849, é o líder absoluto. Equipado com um motor elétrico de 272 cv e autonomia de até 338 km, o SUV compacto combina desempenho e economia. A estratégia da montadora sueca, que cobra apenas a 4ª revisão, torna o modelo imbatível em custo-benefício.
O EX40 e o EC40, ambos com revisões a R$ 1.099, ocupam o segundo e terceiro lugares. O EX40, antes conhecido como XC40, oferece versões com 238 cv (entrada) e 408 cv (Ultra), com autonomia de até 393 km. Já o EC40, com carroceria cupê, tem opções de 238 cv ou 408 cv, com tração integral na versão topo de linha. A política de revisões gratuitas nas primeiras etapas é um diferencial competitivo da Volvo, que busca atrair consumidores preocupados com os custos de longo prazo.
- EX30: R$ 849, apenas 4ª revisão cobrada, autonomia de 338 km.
- EX40: R$ 1.099, até 393 km de alcance na versão Ultra.
- EC40: R$ 1.099, tração integral e 408 cv na topo de linha.

Honda Civic: o único híbrido da lista
O Honda Civic, único modelo não totalmente elétrico do ranking, aparece em sétimo lugar com revisões custando R$ 2.753. O sedã híbrido combina um motor 2.0 a gasolina de 143 cv com um elétrico de 184 cv, garantindo eficiência impressionante: quase 30 km/l. Os preços das revisões variam entre R$ 415,48 e R$ 902,88, com a primeira e a última sendo as mais acessíveis.
A presença do Civic no ranking reforça a competitividade dos híbridos em termos de manutenção. Embora não tão baratos quanto os elétricos, os sistemas híbridos modernos exigem menos intervenções do que os motores a combustão tradicionais, especialmente em modelos bem projetados como o Civic.

Mini e BMW: elétricos premium com manutenção acessível
A Mini aparece duas vezes na lista, com o Cooper SE (10º, R$ 3.158) e o Countryman SE ALL4 Exclusive (4º, R$ 2.474). O Cooper SE, com 218 cv e 303 km de autonomia, tem revisões com valores discrepantes: a primeira custa R$ 1.029,88, enquanto a terceira e a quinta saem por apenas R$ 98,66. Já o Countryman, com 306 cv e 320 km de alcance, segue a mesma lógica, com revisões mais caras na segunda e quinta etapas.
A BMW iX2, em nono lugar (R$ 2.977), também adota revisões baratas em algumas etapas (R$ 98,66), mas a segunda e a quarta custam R$ 1.340,38. Com 313 cv e autonomia de até 337 km, o modelo é uma opção premium com manutenção competitiva.
- Mini Cooper SE: R$ 3.158, revisões baratas na 3ª e 5ª etapas.
- Mini Countryman: R$ 2.474, 306 cv e 320 km de autonomia.
- BMW iX2: R$ 2.977, até 25% mais autonomia no modo Max Range.

JAC E-JS1 e Renault Kwid E-Tech: opções compactas
O JAC E-JS1, em oitavo lugar (R$ 2.787), é o elétrico mais acessível da lista em termos de preço de compra, embora sofra com alta desvalorização e autonomia limitada (161 km). Suas revisões, entre R$ 489 e R$ 660, são equilibradas, mas o motor de 62 cv o torna ideal apenas para uso urbano.
O Renault Kwid E-Tech, em quinto lugar (R$ 2.514), é outro compacto elétrico com revisões acessíveis. Com 65 cv e 265 km de autonomia, o modelo tem a quarta revisão mais cara (R$ 1.083,89), mas as demais custam entre R$ 313,66 e R$ 401,22. Sua posição no ranking reflete a estratégia da Renault de oferecer um elétrico econômico para o dia a dia.

Hyundai Ioniq 5: recém-chegado com manutenção competitiva
O Hyundai Ioniq 5, sexto colocado (R$ 2.616), é um destaque recente no mercado brasileiro. Vencedor do Carro do Ano Premium 2025, o modelo oferece 325 cv e 374 km de autonomia. A primeira revisão gratuita é um atrativo, mas a quarta revisão, mais cara, eleva o custo total. Ainda assim, o Ioniq 5 se posiciona como uma opção premium com manutenção acessível.
Tendência dos elétricos no mercado brasileiro
A predominância de elétricos no ranking reflete uma mudança no mercado automotivo brasileiro. Com incentivos fiscais, como o IPI Verde, e a crescente demanda por veículos sustentáveis, as montadoras estão investindo em modelos elétricos com custos de manutenção reduzidos. A Volvo, por exemplo, lidera essa tendência com políticas que eliminam custos em revisões iniciais, enquanto marcas como Hyundai e Renault apostam em modelos acessíveis para atrair novos consumidores.
A infraestrutura para elétricos, porém, ainda é um desafio. A limitada rede de eletropostos e oficinas especializadas pode encarecer reparos fora da manutenção programada. Mesmo assim, a economia nas revisões e o menor consumo de energia tornam os elétricos uma escolha atraente para quem busca reduzir custos a longo prazo.
- Incentivos fiscais: IPI Verde reduz preços de elétricos e híbridos.
- Crescimento do mercado: Vendas de elétricos subiram 15% em 2025.
- Desafios logísticos: Rede de eletropostos ainda é limitada no Brasil.
Comparação com carros a combustão
Embora os elétricos dominem o ranking, os carros a combustão ainda são maioria no Brasil. Modelos como o Hyundai HB20, que quase entrou na lista com revisões de R$ 3.173, têm custos de manutenção mais altos devido à complexidade mecânica. A diferença de preços nas revisões entre elétricos e combustão pode chegar a 50% em alguns casos, reforçando a vantagem financeira dos primeiros.
A longo prazo, a economia com manutenção e combustível torna os elétricos mais competitivos, especialmente para quem roda muito em áreas urbanas. No entanto, o alto preço inicial de compra ainda é uma barreira para muitos consumidores, apesar dos incentivos fiscais.
O que considerar ao escolher um carro?
Ao comprar um veículo, o custo de manutenção deve ser um fator central. Além do preço das revisões, é importante avaliar a desvalorização, o consumo de energia ou combustível e a disponibilidade de peças. Os elétricos, embora mais caros na compra, oferecem economia significativa em manutenção e operação, especialmente em marcas como Volvo e Hyundai, que combinam tecnologia avançada com políticas de revisão acessíveis.
Para quem busca um equilíbrio entre preço inicial e custos de longo prazo, modelos como o Renault Kwid E-Tech e o Honda Civic híbrido são opções viáveis. A escolha depende do perfil de uso, da infraestrutura local e do orçamento disponível.
- Custo inicial: Elétricos têm preço mais alto, mas manutenção barata.
- Desvalorização: Modelos como o JAC E-JS1 sofrem maior depreciação.
- Uso urbano: Elétricos são ideais para quem roda em cidades.