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Abono PIS/Pasep 2025: 4,2 milhões recebem até R$ 1.518 em julho

Carteira de Trabalho, Pis Pasep, FGTS
Carteira de Trabalho, Pis Pasep, FGTS - Foto: Etalbr/ Istockphoto.com Carteira de Trabalho, Pis Pasep, FGTS - Foto: Etalbr/ Istockphoto.com

A partir de 15 de julho de 2025, cerca de 4,2 milhões de trabalhadores brasileiros nascidos em setembro e outubro começam a receber o abono salarial PIS/Pasep referente ao ano-base 2023, com valores de até R$ 1.518. Gerenciado pela Caixa Econômica Federal (PIS) e pelo Banco do Brasil (Pasep), o programa deve liberar R$ 30,7 bilhões ao longo do ano, beneficiando 25,8 milhões de pessoas em todo o país. O pagamento, que segue um calendário unificado por mês de nascimento, é destinado a quem trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2023, com renda média de até dois salários mínimos. A consulta ao benefício está disponível desde 5 de fevereiro pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, portal Gov.br ou telefone 158. Este abono é essencial para aliviar o orçamento de trabalhadores de baixa renda e impulsionar a economia local, especialmente em setores como comércio e serviços.

O programa PIS/Pasep é uma iniciativa consolidada no Brasil, garantindo renda extra para milhões de trabalhadores formais. Com o pagamento de julho, o governo busca atender às necessidades de uma parcela significativa da população, enquanto estimula o consumo em um cenário de inflação persistente.

  • Beneficiários: 4,2 milhões de trabalhadores nascidos em setembro e outubro.
  • Valor máximo: R$ 1.518, proporcional ao tempo trabalhado em 2023.
  • Canais de consulta: Carteira de Trabalho Digital, portal Gov.br, telefone 158.
  • Prazo de saque: até 29 de dezembro de 2025.

O abono salarial reforça a importância da formalização do trabalho, já que apenas trabalhadores com registros corretos têm direito ao benefício.

Quem tem direito ao abono salarial

Para receber o PIS/Pasep em 2025, o trabalhador precisa atender a critérios específicos estabelecidos pela Lei nº 7.998/1990. É necessário ter trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2023, com vínculo empregatício, e ter uma renda média mensal de até dois salários mínimos, equivalente a R$ 2.824 no ano-base. Além disso, o trabalhador deve estar inscrito no programa PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, ou seja, desde 2020 ou antes, com dados corretamente informados pelo empregador na RAIS ou eSocial.

Erros nos registros podem impedir o acesso ao benefício, o que torna essencial verificar as informações no aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Caso o trabalhador identifique inconsistências, ele pode recorrer ao Ministério do Trabalho pelo telefone 158 ou em Superintendências Regionais do Trabalho.

  • Inscrição no PIS/Pasep por pelo menos cinco anos.
  • Trabalho formal em 2023 por no mínimo 30 dias.
  • Renda média de até R$ 2.824 no ano-base.
  • Dados corretos na RAIS ou eSocial.
  • Exclusões: empregados domésticos e contratados por pessoa física.

A regularidade dos registros é fundamental para garantir o pagamento sem contratempos, especialmente em um programa que beneficia milhões de trabalhadores anualmente.

Como é calculado o valor do abono

O cálculo do abono salarial é baseado no salário mínimo de 2025, fixado em R$ 1.518, e é proporcional ao número de meses trabalhados em 2023. Cada mês trabalhado corresponde a 1/12 do salário mínimo, ou seja, R$ 126,50. Assim, quem trabalhou 12 meses recebe o valor máximo, enquanto períodos menores resultam em frações proporcionais.

Por exemplo, um trabalhador que atuou por seis meses em 2023 receberá R$ 759 (6 x R$ 126,50), enquanto quem trabalhou três meses terá direito a R$ 379,50. A precisão do cálculo depende dos dados fornecidos pelo empregador, o que reforça a necessidade de conferência pelos canais digitais oficiais.

  • 3 meses trabalhados: R$ 379,50.
  • 6 meses trabalhados: R$ 759.
  • 9 meses trabalhados: R$ 1.138,50.
  • 12 meses trabalhados: R$ 1.518.

A consulta ao período trabalhado pode ser feita no aplicativo Carteira de Trabalho Digital, garantindo que o trabalhador saiba exatamente o valor a receber antes do saque.

carteira de trabalho inss social
Carteira de Trabalho – Foto: Brenda Rocha/Blossom/Shutterstock.com

Formas de acesso e saque do benefício

Consultar a elegibilidade e o valor do abono é um processo simplificado. Desde 5 de fevereiro de 2025, os trabalhadores podem verificar os detalhes pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, portal Gov.br ou pelo telefone 158, que opera de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para o PIS, os aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem também fornecem informações sobre datas e valores.

Os saques variam conforme a instituição. Correntistas da Caixa ou do Banco do Brasil recebem o depósito automaticamente. Para o PIS, trabalhadores sem conta na Caixa podem sacar via Caixa Tem, lotéricas, caixas eletrônicos ou agências, usando o Cartão do Cidadão ou documento de identidade. No caso do Pasep, o saque pode ser feito por transferência (TED ou Pix) ou presencialmente no Banco do Brasil, com CPF e documento com foto.

  • Consulta: Carteira de Trabalho Digital, Gov.br ou telefone 158.
  • PIS: saque via Caixa Tem, lotéricas ou agências.
  • Pasep: transferência ou saque presencial no Banco do Brasil.
  • Prazo final: 29 de dezembro de 2025.

A digitalização facilitou o acesso, mas os trabalhadores devem estar atentos ao prazo para evitar a necessidade de convocação especial.

Impacto econômico do PIS/Pasep

O programa PIS/Pasep tem um papel crucial na economia brasileira, injetando recursos que estimulam o consumo. Em julho de 2025, cerca de R$ 4,5 bilhões serão distribuídos a 4,2 milhões de trabalhadores, segundo o Ministério do Trabalho. Esses valores impactam diretamente setores como varejo, alimentação e saúde, onde os beneficiários costumam gastar.

Para muitas famílias, o abono é uma oportunidade de quitar dívidas ou adquirir bens essenciais. “O PIS sempre ajuda a cobrir gastos com supermercado e contas atrasadas”, diz Ana Costa, auxiliar administrativa em Recife. Servidores públicos também valorizam o benefício, destacando seu impacto no orçamento mensal.

  • Injeção econômica: R$ 4,5 bilhões em julho.
  • Beneficiários: 4,2 milhões de trabalhadores.
  • Setores impactados: varejo, alimentação, saúde.
  • Uso principal: pagamento de contas e consumo essencial.

O programa reforça a formalização do trabalho, já que apenas trabalhadores com registros corretos têm acesso ao benefício Kitson.

Mudanças no calendário e desafios

A pandemia de Covid-19 causou atrasos no cronograma do PIS/Pasep, com os pagamentos de 2023 sendo realizados em 2025. A unificação do calendário por mês de nascimento, adotada em 2024, facilitou o processo, mas exige atenção às datas. A Resolução CODEFAT nº 1.011/2024 definiu o cronograma de 2025, com pagamentos de fevereiro a agosto.

Perder o prazo de saque, que vai até 29 de dezembro de 2025, exige uma convocação especial, o que pode atrasar o acesso aos recursos. A consulta em canais digitais oficiais é essencial para evitar desinformação.

  • Atraso causado pela pandemia: pagamento de 2023 em 2025.
  • Calendário unificado: por mês de nascimento desde 2024.
  • Prazo de saque: até 29 de dezembro de 2025.
  • Canais de consulta: Carteira de Trabalho Digital, Gov.br, telefone 158.

A clareza nas informações e o uso de canais oficiais garantem que os trabalhadores recebam o benefício sem complicações.

Curiosidades sobre o programa

O PIS/Pasep é um dos programas sociais mais antigos do Brasil, criado na década de 1970 para integrar trabalhadores ao sistema de seguridade social. Com o tempo, evoluiu para um benefício que complementa a renda de trabalhadores de baixa renda, com impacto significativo na economia.

  • Origem: criado em 1970 (PIS) e 1971 (Pasep).
  • Objetivo inicial: fundo de participação para trabalhadores.
  • Evolução: abono salarial passou a ser pago anualmente.
  • Abrangência: beneficia cerca de 25,8 milhões em 2025.

O programa segue como uma ferramenta essencial de suporte econômico, especialmente em momentos de alta de preços.

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