PIS/PASEP 2025: como consultar e receber o abono salarial

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A partir de julho de 2025, trabalhadores brasileiros que atuaram com carteira assinada em 2023 podem consultar e receber o abono salarial PIS/PASEP, um benefício anual que pode chegar a R$ 1.518,00, conforme o tempo trabalhado. A liberação, gerenciada pela Caixa Econômica Federal para o PIS e pelo Banco do Brasil para o PASEP, beneficia cerca de 24,4 milhões de pessoas com um investimento total de R$ 30,7 bilhões. A consulta está disponível desde fevereiro, e os pagamentos seguem até 29 de dezembro, com base no mês de nascimento. Este reforço financeiro, essencial para trabalhadores formais, exige atenção a critérios específicos e prazos para garantir o saque.

O programa PIS/PASEP é uma política de complemento de renda que apoia trabalhadores de baixa renda, instituída pela Constituição Federal. Para 2025, o benefício é calculado com base no salário mínimo vigente, proporcional aos meses trabalhados em 2023. A seguir, detalhamos quem tem direito, como consultar, os valores e os cuidados necessários para assegurar o recebimento.

  • O abono é pago a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e servidores públicos (PASEP).
  • A consulta pode ser feita por canais digitais, como o aplicativo Carteira de Trabalho Digital.
  • O pagamento varia de R$ 126,50 a R$ 1.518,00, conforme o tempo de trabalho em 2023.

Quem tem direito ao abono salarial em 2025?

Para receber o abono salarial em 2025, o trabalhador deve cumprir critérios rigorosos estabelecidos pelo governo federal. É necessário ter trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2023, com remuneração média de até dois salários mínimos, equivalente a R$ 2.640,00 naquele ano. Além disso, o cadastro no PIS/PASEP deve ter pelo menos cinco anos, contados a partir do primeiro vínculo formal com empregadores contribuintes do programa.

Outro ponto crucial é a correta entrega das informações trabalhistas pelo empregador, por meio da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou do eSocial. Em 2024, o prazo para envio da RAIS foi 15 de maio, enquanto atualizações no eSocial ocorreram até 19 de agosto. Dados incorretos ou não enviados podem impedir o acesso ao benefício, exigindo que o trabalhador verifique sua situação junto ao empregador ou aos canais oficiais.

  • Inscrição no PIS/PASEP por pelo menos cinco anos.
  • Média salarial de até R$ 2.640,00 em 2023.
  • Mínimo de 30 dias de trabalho formal no ano-base.
  • Dados corretamente registrados no RAIS ou eSocial.

Como é calculado o valor do benefício?

O cálculo do abono salarial é proporcional ao tempo de trabalho no ano-base de 2023, com base no salário mínimo de 2025, fixado em R$ 1.518,00. Cada mês trabalhado equivale a 1/12 do valor total, ou seja, cerca de R$ 126,50 por mês. Períodos iguais ou superiores a 15 dias contam como um mês completo. Assim, quem trabalhou os 12 meses recebe o valor integral, enquanto seis meses de trabalho resultam em R$ 759,00.

O cálculo é simples: multiplique o número de meses trabalhados por R$ 126,50. Por exemplo, um trabalhador com quatro meses de vínculo formal em 2023 receberá R$ 506,00. Essa proporcionalidade garante que o benefício reflita o tempo de contribuição do trabalhador, sendo um incentivo para a formalização do emprego.

Canais para consultar o abono salarial

Consultar o abono salarial é um processo acessível e digitalizado, projetado para facilitar o acesso dos trabalhadores. O aplicativo Carteira de Trabalho Digital, disponível para smartphones, é uma das principais ferramentas. Após atualizar o app e fazer login com o CPF e senha do Gov.br, o trabalhador acessa a aba “Benefícios”, seleciona “Abono Salarial” e verifica o status, o valor e a data de pagamento.

Outras opções incluem o portal Gov.br, que centraliza serviços públicos, e a Central Alô Trabalho, pelo telefone 158, com atendimento gratuito de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para quem prefere atendimento presencial, as Superintendências Regionais do Trabalho oferecem suporte. Manter os dados cadastrais atualizados é essencial para evitar problemas, como atrasos ou bloqueios no pagamento.

  • Carteira de Trabalho Digital: App para consulta rápida com CPF e senha Gov.br.
  • Portal Gov.br: Plataforma online com informações detalhadas do benefício.
  • Central Alô Trabalho (158): Atendimento telefônico para dúvidas e orientações.
  • Superintendências Regionais: Atendimento presencial em unidades do Ministério do Trabalho.
Carteira de Trabalho PIS Pasep – Foto: gustavomellossa/istock

Como funciona o pagamento do PIS/PASEP?

Os pagamentos do abono salarial são gerenciados por duas instituições financeiras, dependendo do tipo de vínculo do trabalhador. Para o PIS, voltado a trabalhadores da iniciativa privada, a Caixa Econômica Federal realiza os depósitos. Correntistas da Caixa recebem o valor diretamente em conta corrente ou poupança. Para não correntistas, a Caixa abre automaticamente uma poupança social digital, acessível pelo aplicativo Caixa Tem, que permite movimentação do valor sem custos.

Já o PASEP, destinado a servidores públicos, é pago pelo Banco do Brasil. Correntistas do BB recebem o crédito em conta, enquanto os demais podem optar por PIX, transferência via TED ou saque presencial nas agências, mediante apresentação de documento com foto. Os saques também podem ser realizados em caixas eletrônicos, lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui, no caso do PIS, utilizando o Cartão Social e senha.

  • Caixa Econômica Federal (PIS): Crédito em conta ou poupança social digital via Caixa Tem.
  • Banco do Brasil (PASEP): Crédito em conta, PIX, TED ou saque presencial.
  • Canais de saque: Lotéricas, caixas eletrônicos e agências para não correntistas.
  • Prazo final: Valores disponíveis até 29 de dezembro de 2025.

Cuidados para garantir o recebimento

Para evitar contratempos, o trabalhador deve monitorar a regularidade de seus dados trabalhistas. A falha no envio das informações pelo empregador, como omissões no RAIS ou eSocial, é uma das principais causas de não liberação do benefício. Além disso, é importante acompanhar o calendário de pagamentos, que em 2025 é escalonado por mês de nascimento, começando em 17 de fevereiro e terminando em 15 de agosto. Após 29 de dezembro, saques exigem convocação especial do Ministério do Trabalho.

Outro cuidado é verificar a situação cadastral no PIS/PASEP. Trabalhadores podem consultar o número do PIS/PASEP em documentos como a Carteira de Trabalho, o Cartão Cidadão ou o site do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Em caso de divergências, é recomendável contatar o empregador ou o Ministério do Trabalho para regularização.

  • Verifique o RAIS/eSocial: Confirme se o empregador enviou os dados corretamente.
  • Atualize o cadastro: Mantenha informações pessoais atualizadas no PIS/PASEP.
  • Acompanhe o calendário: Respeite as datas de pagamento conforme o mês de nascimento.
  • Canais oficiais: Use apenas aplicativos e sites do governo para consultas.
  • Prazo final: Saques após 29 de dezembro exigem processo administrativo.

Impacto do abono salarial na economia

O abono salarial movimenta bilhões de reais anualmente, beneficiando milhões de trabalhadores e aquecendo a economia. Em 2025, o governo federal destinou R$ 30,7 bilhões para o programa, um aumento em relação aos R$ 27 bilhões de 2024. Esses recursos, injetados diretamente no orçamento de famílias de baixa renda, impulsionam o consumo em setores como comércio e serviços, especialmente em períodos de pagamento.

Para os trabalhadores, o benefício representa um alívio financeiro, ajudando a cobrir despesas essenciais ou planejar investimentos. A digitalização dos processos de consulta e pagamento, como o uso do Caixa Tem e da Carteira de Trabalho Digital, também facilita o acesso, reduzindo filas e burocracias.

  • Investimento total: R$ 30,7 bilhões para 24,4 milhões de trabalhadores em 2025.
  • Impacto econômico: Recursos fortalecem o comércio local e o consumo familiar.
  • Facilidade digital: Apps como Caixa Tem e Carteira de Trabalho agilizam o acesso.

Perguntas frequentes sobre o abono salarial

Muitos trabalhadores ainda têm dúvidas sobre o funcionamento do abono. Por exemplo, o benefício não se confunde com as cotas do Fundo PIS/PASEP, destinadas a quem trabalhou antes de 1988. Além disso, quem não sacar dentro do prazo perde o direito ao valor, que retorna ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Outra questão comum é a necessidade de conta bancária: não é obrigatório ter conta na Caixa ou no Banco do Brasil, já que o governo disponibiliza alternativas como a poupança social digital ou saques presenciais.

Para esclarecer dúvidas, o Ministério do Trabalho recomenda o uso de canais oficiais, como o telefone 158 ou o portal Gov.br. Evitar fontes não oficiais é essencial para proteger os dados pessoais e evitar fraudes.

  • Diferença com cotas: Abono é anual; cotas são para trabalhadores pré-1988.
  • Perda do prazo: Valores não sacados até 29/12 retornam ao FAT.
  • Sem conta bancária: Poupança digital ou saques presenciais são opções viáveis.
  • Canais confiáveis: Use apenas o portal Gov.br, Carteira de Trabalho Digital ou telefone 158.
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