Prazo para pagamento da taxa do CPNU 2 termina hoje às 23h59

CPNU

CPNU - Foto: Divulgação/ Agência Gov

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2) tem seu prazo final para pagamento da taxa de inscrição nesta segunda-feira, 21 de julho de 2025, às 23h59, horário de Brasília. Candidatos que já se inscreveram devem quitar a taxa de R$ 70 para confirmar participação no certame, que oferece 3.652 vagas em 32 órgãos federais. A inscrição é cancelada automaticamente se o pagamento não for realizado. Organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o concurso terá provas em 228 cidades, com etapas em 5 de outubro e 7 de dezembro. O processo visa ampliar o acesso ao serviço público com foco em inclusão e diversidade. A Guia de Recolhimento da União (GRU) é gerada na plataforma oficial, e o pagamento pode ser feito via Pix, PagTesouro ou presencialmente.

A inscrição no CPNU 2 exige atenção aos detalhes para evitar contratempos. O sistema, acessado via conta GOV.BR, permite alterações até o encerramento do prazo, mas apenas a última inscrição confirmada e paga será válida. A FGV reforça que o processo é exclusivamente online, e candidatos devem evitar links suspeitos para não cair em golpes.

O certame, coordenado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), é estruturado em nove blocos temáticos, permitindo que candidatos concorram a múltiplos cargos com uma única inscrição.

  • Vagas disponíveis: 2.480 imediatas e 1.172 para cadastro reserva.
  • Níveis de escolaridade: 3.144 vagas para nível superior e 508 para nível intermediário.
  • Provas: Objetivas em 5 de outubro e discursivas em 7 de dezembro.
  • Cidades de aplicação: 228, cobrindo todas as unidades federativas.

Formas de pagamento da taxa

O pagamento da taxa de R$ 70 é um passo crucial para validar a inscrição. A GRU, gerada ao final do processo, oferece três opções de quitação. Candidatos podem optar pelo Pix, usando o QR Code no boleto, ou pelo PagTesouro, que aceita carteira digital, boleto ou cartão de crédito. Pagamentos presenciais são permitidos em bancos, lotéricas ou agências dos Correios. Modalidades como TED, DOC, transferências ou depósitos em conta não são aceitas, e tentativas nesses formatos levam ao cancelamento da inscrição.

A FGV orienta que o pagamento seja feito com antecedência para evitar problemas de última hora, como instabilidades em sistemas bancários. Após a quitação, a confirmação é automática, e o candidato não precisa enviar comprovantes. O Cartão de Confirmação de Inscrição (CCI), com local e horário das provas, estará disponível a partir de 22 de setembro no site da FGV.

Evitar golpes é outra recomendação. Inscrições e pagamentos devem ser realizados exclusivamente pela plataforma oficial (inscricao-cpnu.conhecimento.fgv.br). Links recebidos por e-mails ou redes sociais devem ser verificados com cuidado.

Inclusão e diversidade no certame

O CPNU 2 se destaca por medidas que promovem inclusão e justiça social. Cerca de 35% das vagas são reservadas para cotas, contemplando pessoas com deficiência (5%), negras (25%), indígenas (3%) e quilombolas (2%), conforme a Nova Lei de Cotas. Um sorteio eletrônico, realizado em 27 de junho, garantiu a aplicação de cotas mesmo em cargos com uma única vaga, promovendo equidade.

  • Cotas aplicadas: Pessoas com deficiência, negras, indígenas e quilombolas.
  • Verificação: Autodeclarados serão convocados entre 30 de novembro e 8 de dezembro.
  • Sorteio: Garante inclusão em cargos com menos de cinco vagas.
  • Equidade de gênero: Paridade na convocação para a prova discursiva.

A equidade de gênero é outra inovação. Mulheres, que na primeira edição do CPNU representaram 56% dos inscritos, mas apenas 37% dos aprovados, terão convocação equilibrada na fase discursiva, sem comprometer o mérito.

Concurso público, gabarito, prova – Foto: Ann Kosolapova/ Shutterstock.com

Estrutura das provas

As provas do CPNU 2 foram planejadas para avaliar competências técnicas e alinhamento com o serviço público. A primeira fase, em 5 de outubro, consiste em provas objetivas de múltipla escolha. Para nível superior, são 90 questões, sendo 30 de conhecimentos gerais e 60 de específicos. Para nível intermediário, são 68 questões, com 20 gerais e 48 específicas.

A segunda fase, em 7 de dezembro, inclui provas discursivas, com duas questões de até 30 linhas cada, valendo 22,5 pontos, e uma redação dissertativa de 30 pontos. A classificação será baseada na Nota Final Ponderada (NFP), que considera os desempenhos em todas as etapas.

  • Prova objetiva: 5 de outubro, com 90 questões (nível superior) ou 68 (nível intermediário).
  • Prova discursiva: 7 de dezembro, com questões e redação.
  • Avaliação de títulos: Classificatória, para cargos específicos.
  • Curso de formação: Eliminatório para alguns cargos.

O gabarito preliminar da prova objetiva será divulgado em 6 de outubro, com período para recursos. O resultado final está previsto para 30 de janeiro de 2026.

Avanços em segurança e transparência

A segurança do processo seletivo foi reforçada com inovações. Cada cartão de resposta terá um código de barras individual, garantindo anonimato na correção. A logística, em parceria com os Correios, inclui identificação biométrica e rastreamento de materiais. Um grupo de gestão de crise, com órgãos federais e estaduais, monitorará todas as fases.

A aplicação em 228 cidades visa reduzir deslocamentos, com distância média de 100 km da residência dos candidatos. O atendimento especializado está garantido para quem necessita, com acessibilidade em locais de prova.

  • Segurança: Código de barras e biometria nas provas.
  • Logística: Parceria com Correios para sigilo e rastreamento.
  • Acessibilidade: Locais adequados e atendimento prioritário.
  • Monitoramento: Grupo de crise com órgãos governamentais.

Vagas e oportunidades regionais

Das 3.652 vagas, 2.480 são imediatas, sendo 1.972 de nível superior e 508 de nível intermediário. As 1.172 vagas restantes formam um cadastro reserva. A distribuição regional inclui 145 vagas no Norte, 173 no Nordeste, 820 no Sudeste, 58 no Sul e 1.012 no Centro-Oeste, com 1.444 vagas flexíveis, alocadas conforme necessidade dos órgãos.

Cargos como Analista Técnico de Justiça e Defesa (250 vagas) e Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico (250 vagas) são destaques, além de oportunidades em áreas como saúde, educação, tecnologia e regulação. Salários iniciais variam de R$ 4 mil a R$ 16.413,35, com reajustes previstos para 2026, podendo chegar a R$ 18,7 mil.

  • Cargos principais: Analista Técnico de Justiça e Defesa, Desenvolvimento Socioeconômico.
  • Salários: De R$ 4 mil a R$ 16.413,35, com reajustes em 2026.
  • Regiões: Vagas em todas as unidades federativas.
  • Blocos temáticos: Nove, incluindo saúde, educação e tecnologia.

Como se preparar para o CPNU 2

A preparação para o CPNU 2 exige planejamento. O edital, disponível no site da FGV, detalha o conteúdo programático, com disciplinas como Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Noções de Direito para conhecimentos gerais, além de temas específicos por bloco. Candidatos devem priorizar a leitura do edital e organizar estudos com base nas exigências de cada cargo.

A FGV disponibiliza suporte pelo telefone 0800 591 0452 e pelo e-mail cpnu2@fgv.br. O site oficial do MGI (www.gov.br/gestao) reúne atualizações e orientações. Evitar notícias falsas é essencial, e candidatos devem confiar apenas em canais oficiais.

  • Edital: Disponível no site da FGV e do MGI.
  • Suporte: Telefone e e-mail para dúvidas.
  • Estudo: Foco em conteúdos gerais e específicos do bloco escolhido.
  • Canais oficiais: Sites da FGV e do MGI para informações confiáveis.