Ozzy Osbourne, lendário vocalista do Black Sabbath e pioneiro do heavy metal, faleceu aos 76 anos em Birmingham, Inglaterra, na noite de 21 de julho de 2025. A morte foi confirmada por sua família em um comunicado oficial, que destacou que o músico estava cercado de amor e pediu privacidade. Diagnosticado com Parkinson em 2019 e enfrentando complicações de saúde, como lesões na coluna, Ozzy realizou seu último show em 5 de julho, ao lado da formação original do Black Sabbath, no festival “Back to the Beginning”. A despedida marcou a história do rock, reunindo milhares de fãs e bandas icônicas como Metallica e Slayer. A notícia abalou o mundo da música, com tributos de artistas e admiradores celebrando seu legado.
O impacto de Ozzy Osbourne transcende gerações, com uma carreira que moldou o heavy metal e influenciou a cultura pop. Sua trajetória, marcada por álbuns clássicos e uma persona carismática, deixa um vazio no cenário musical.
Ozzy Osbourne has passed away at 76. pic.twitter.com/lxGNL7UYvv
— Pop Crave (@PopCrave) July 22, 2025
- Principais marcos da carreira de Ozzy Osbourne:
- Fundador do Black Sabbath, banda que definiu o heavy metal nos anos 1970.
- Carreira solo de sucesso com hits como “Crazy Train” e “No More Tears”.
- Criação do festival Ozzfest, que lançou novas bandas do gênero.
- Participação em reality show que o transformou em ícone pop global.
A morte de Ozzy Osbourne encerra uma era para o rock, mas seu legado permanece vivo nos fãs e na música que ele ajudou a criar.
Legado de um pioneiro do heavy metal
Ozzy Osbourne, nascido John Michael Osbourne em 3 de dezembro de 1948, em Birmingham, foi muito mais do que um vocalista. Ele foi a voz de uma geração que encontrou no heavy metal uma forma de expressar rebeldia, angústia e energia. Com o Black Sabbath, formado em 1968 ao lado de Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward, ele ajudou a criar um gênero musical que misturava riffs pesados, letras sombrias e uma estética única. Álbuns como Paranoid (1970) e Master of Reality (1971) estabeleceram o padrão para o que viria a ser conhecido como heavy metal.
Após deixar o Black Sabbath em 1979, Ozzy construiu uma carreira solo igualmente lendária. Seu primeiro álbum, Blizzard of Ozz (1980), com faixas como “Crazy Train”, mostrou que ele podia brilhar fora da banda. A parceria com o guitarrista Randy Rhoads foi essencial para esse sucesso, até a trágica morte de Rhoads em 1982. Mesmo enfrentando perdas e controvérsias, Ozzy continuou lançando álbuns de impacto, como No More Tears (1991), e se reinventou com o festival Ozzfest, que se tornou uma plataforma para novas bandas do metal.
O músico também se destacou por sua autenticidade. Apesar de sua imagem de “Príncipe das Trevas”, Ozzy era visto por fãs como um homem comum, com uma conexão genuína com o público. Sua vulnerabilidade, especialmente ao falar sobre seus problemas de saúde, aproximou-o ainda mais de seus admiradores.
- Momentos marcantes da carreira solo de Ozzy:
- Lançamento de Blizzard of Ozz com Randy Rhoads em 1980.
- Criação do Ozzfest em 1996, que impulsionou bandas como Slipknot e System of a Down.
- Retorno ao Black Sabbath para álbuns como 13 (2013).
Despedida histórica em Birmingham
O último show de Ozzy Osbourne, no festival “Back to the Beginning”, foi um marco para o heavy metal. Realizado em 5 de julho de 2025, no estádio Villa Park, em Birmingham, o evento reuniu a formação original do Black Sabbath pela primeira vez em 20 anos. Apesar das limitações impostas pelo Parkinson e por lesões na coluna, Ozzy entregou uma performance emocionante, com clássicos como “War Pigs” e “Paranoid”. O festival, idealizado por sua esposa e empresária Sharon Osbourne, contou com apresentações de Metallica, Slayer, Tool, Guns N’ Roses e outros, celebrando o legado do Black Sabbath.
A apresentação foi descrita como uma celebração da história do heavy metal. James Hetfield, vocalista do Metallica, destacou a importância do Black Sabbath, afirmando que a banda foi a raiz do gênero. Tom Morello, do Rage Against the Machine e diretor musical do evento, classificou o show como “o maior dia da história do heavy metal”. A energia do público, com dezenas de milhares de fãs, refletiu o impacto cultural de Ozzy e sua banda.
O evento também teve um impacto econômico significativo, injetando cerca de R$ 140 milhões na economia de Birmingham, com hotéis registrando 89% de ocupação. Murais e exposições em homenagem ao Black Sabbath tomaram conta da cidade, reforçando o vínculo de Ozzy com sua terra natal.
Luta contra problemas de saúde
Ozzy Osbourne enfrentou desafios de saúde ao longo de sua carreira, que se intensificaram nos últimos anos. Diagnosticado com Parkinson em 2019, ele revelou o diagnóstico publicamente em 2020, durante uma entrevista no programa Good Morning America. Lesões na coluna, resultado de uma queda em 2019 e de um acidente de quadriciclo em 2003, agravaram sua condição, limitando sua mobilidade. Em julho de 2025, Ozzy declarou que não conseguia mais andar, mas manteve o otimismo, afirmando: “Apesar de todas as minhas reclamações, ainda estou vivo”.
Nos últimos anos, ele passou por múltiplas cirsurias, incluindo procedimentos na coluna e no pescoço. Em 2022, contraiu Covid-19, o que preocupou sua família, especialmente Sharon, que destacou sua fragilidade. Apesar disso, Ozzy continuou ativo, lançando dois álbuns solo bem recebidos, Ordinary Man (2020) e Patient Number 9 (2022), com participações de guitarristas como Jeff Beck e Tony Iommi.
- Principais desafios de saúde de Ozzy:
- Diagnóstico de Parkinson em 2019, anunciado publicamente em 2020.
- Cirurgias na coluna após quedas em 2003 e 2019.
- Infecção por Covid-19 em 2022, com recuperação bem-sucedida.
- Perda de mobilidade, relatada em 2025, antes de seu último show.
Impacto cultural e influência global
Ozzy Osbourne não foi apenas um músico, mas um fenômeno cultural. Nos anos 2000, ele alcançou uma nova geração com o reality show The Osbournes, que revelou sua vida familiar ao lado de Sharon, Kelly e Jack. O programa, exibido entre 2002 e 2005, transformou Ozzy em uma figura pop, mostrando seu lado humano e humorístico. Apesar das polêmicas, como acusações de satanismo nos anos 1980, ele sempre manteve uma base fiel de fãs, que viam sua rebeldia como uma forma de autenticidade.
O Black Sabbath, com Ozzy, ofereceu uma alternativa à música hippie dos anos 1960, canalizando a frustração de jovens da classe trabalhadora. Birmingham, com suas fábricas e atmosfera industrial, moldou o som pesado da banda. Lisa Meyer, curadora de uma exposição sobre o Black Sabbath em 2019, destacou que a banda deu voz a uma “raiva catártica”, conectando-se com fãs em todo o mundo.
A influência de Ozzy se estende a bandas de diversos subgêneros do metal. Lars Ulrich, do Metallica, afirmou que sem o Black Sabbath não haveria Metallica. Outros artistas, como Rob Halford, do Judas Priest, e Billy Corgan, do Smashing Pumpkins, também creditaram a Ozzy inspiração para suas carreiras.
- Influências de Ozzy Osbourne no heavy metal:
- Criação de um som pesado que definiu o gênero nos anos 1970.
- Letras que abordavam temas sombrios, como guerra e alienação.
- Popularização do metal com o Ozzfest, conectando gerações de bandas.
- Presença de palco carismática, que inspirou vocalistas ao redor do mundo.
Reações à morte de Ozzy Osbourne
A notícia da morte de Ozzy Osbourne gerou uma onda de tributos nas redes sociais e na imprensa. Fãs e músicos compartilharam mensagens de luto, destacando sua importância para o rock. Bandas como Metallica, Slayer e Alice in Chains publicaram homenagens, relembrando a influência do Black Sabbath. Um fã brasileiro, em uma rede social, escreveu: “Ozzy era o avô do metal, um cara que viveu tudo e ainda assim nos deu tanto”.
A família de Ozzy pediu privacidade, mas agradeceu o apoio dos fãs. Sharon Osbourne, que foi peça-chave na carreira do marido, não fez declarações públicas imediatas após o anúncio. A cidade de Birmingham planeja realizar eventos em memória do músico, incluindo uma exposição permanente no Birmingham Museum and Art Gallery.
O impacto de sua morte é sentido não apenas no meio musical, mas também na cultura pop. Ozzy foi mais do que um roqueiro; ele foi um símbolo de resiliência, enfrentando décadas de desafios pessoais e profissionais com um espírito indomável.
Um ícone que transcende gerações
A trajetória de Ozzy Osbourne é uma história de superação e inovação. De um jovem de Birmingham que sonhava com a música a um ícone global, ele transformou o heavy metal em um movimento cultural. Sua habilidade de se reinventar, seja com o Black Sabbath, em carreira solo ou como estrela de TV, o tornou uma figura única.
Mesmo com problemas de saúde, Ozzy nunca perdeu a conexão com seus fãs. Sua última apresentação, em 5 de julho, foi um testemunho de sua dedicação. Ele subiu ao palco sabendo que seria sua despedida, mas o fez com a energia que o tornou lendário. Birmingham, sua cidade natal, foi o cenário perfeito para esse adeus, com milhares de fãs cantando suas músicas em uníssono.
O legado de Ozzy Osbourne viverá nas gerações de músicos e fãs que ele inspirou. Sua música, marcada por riffs pesados e letras profundas, continuará a ecoar, garantindo que o “Príncipe das Trevas” nunca seja esquecido.