A lendária banda Black Sabbath realizou sua última apresentação em 5 de julho de 2025, no estádio Villa Park, em Birmingham, Inglaterra, marcando o fim de uma era com a formação original composta por Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward. Intitulado “Back to the Beginning”, o evento reuniu 40 mil fãs e foi transmitido para 5,8 milhões de pessoas via streaming, celebrando o legado do heavy metal. Ozzy, diagnosticado com Parkinson em 2003 e falecido em 22 de julho aos 76 anos, cantou sentado em um trono devido à sua condição de saúde. A despedida incluiu um set solo de Osbourne e performances de bandas como Metallica e Guns N’ Roses, com lucros revertidos para caridade. O show, anunciado como o maior evento de heavy metal da história, emocionou fãs e artistas, consolidando Birmingham como o berço do gênero.
O impacto do evento reverberou globalmente, com tributos de músicos e fãs nas redes sociais. A cidade de Birmingham, onde a banda foi formada em 1968, homenageou seus ícones com murais, exposições e eventos culturais. A morte de Osbourne, 17 dias após o show, intensificou o peso emocional da despedida.
- Show histórico: 40 mil pessoas no Villa Park e 5,8 milhões via streaming.
- Formação original: Primeira vez em 20 anos com Osbourne, Iommi, Butler e Ward.
- Caridade: Lucros doados a Cure Parkinson’s e hospitais infantis.
Um marco na história do heavy metal
O show “Back to the Beginning” foi planejado como uma celebração do legado do Black Sabbath, banda que definiu o heavy metal com álbuns como Paranoid (1970) e Master of Reality (1971). Realizado no estádio Villa Park, próximo ao local onde a banda foi formada, o evento reuniu a formação original pela primeira vez desde 2005. Ozzy Osbourne, apesar das limitações impostas pelo Parkinson, entregou um set solo com cinco músicas, incluindo Crazy Train e Mama, I’m Coming Home, antes de se juntar à banda para clássicos como War Pigs e Paranoid.
A produção, sob direção musical de Tom Morello, incluiu apresentações de Metallica, Slayer, Pantera, Gojira, Alice in Chains, Halestorm, Lamb of God, Anthrax e Mastodon. Um supergrupo com Billy Corgan, Slash e Fred Durst também tocou covers do Black Sabbath, reforçando a influência da banda. O evento arrecadou US$ 19 milhões para Cure Parkinson’s, Birmingham Children’s Hospital e Acorn Children’s Hospice.
A transmissão ao vivo, disponível por 48 horas via pay-per-view, alcançou fãs em mais de 100 países. A energia do público, com mosh pits e cânticos de “Ozzy, Ozzy”, marcou o encerramento de uma carreira de quase seis décadas.
- Line-up estelar: Metallica, Slayer, Pantera e outros homenagearam o Black Sabbath.
- Setlist marcante: War Pigs, Iron Man, N.I.B. e Paranoid fecharam o show.
- Impacto global: 5,8 milhões de espectadores acompanharam o streaming.
- Homenagem local: Birmingham celebrou com murais e exposições.
Saúde de Ozzy Osbourne e preparação para o show
Ozzy Osbourne enfrentava sérias limitações de saúde, incluindo Parkinson diagnosticado em 2003 e complicações de uma queda em 2019 que exigiu sete cirurgias na coluna. Nos últimos anos, ele perdeu a capacidade de andar, mas se preparou intensamente com um treinador físico para o show. Durante a apresentação, ele permaneceu sentado em um trono decorado com morcegos e caveiras, um símbolo de sua persona como “Prince of Darkness”.
Sharon Osbourne, esposa e empresária, organizou o evento para dar ao marido uma despedida digna. Em entrevistas, ela destacou que o show era uma forma de Ozzy se reconectar com os fãs e sua cidade natal. Apesar da voz fragilizada, Osbourne emocionou o público com sua entrega e carisma, especialmente em momentos como Mama, I’m Coming Home, que trouxe lágrimas a muitos espectadores.
O cantor também enfrentou boatos de morte semanas antes do show, desmentidos por sua filha Kelly em 11 de julho. Sua determinação em se apresentar, mesmo com dores crônicas, foi descrita como um ato de amor aos fãs.
Tributos e emoção no Villa Park
O evento foi mais do que um concerto; foi uma celebração da influência do Black Sabbath no heavy metal. Artistas como James Hetfield, do Metallica, e Corey Taylor, do Slipknot, creditaram à banda a criação do gênero. O público, com 40 mil pessoas no estádio e milhões online, incluiu fãs de várias gerações, muitos viajando de países como Canadá e Dinamarca.
Histórias pessoais marcaram o evento. Uma fã do Canadá espalhou as cinzas de sua afilhada no estádio, enquanto outra, grávida, planejava nomear seu filho de Ozzy. O show também teve momentos inusitados, como o pedido de casamento de Sid Wilson, do Slipknot, a Kelly Osbourne, e um “drum-off” com Travis Barker e Chad Smith.
- Tributos de artistas: Metallica, Slayer e outros tocaram covers do Black Sabbath.
- Fãs globais: Pessoas de mais de 100 países acompanharam o evento.
- Momentos únicos: Pedido de casamento e “drum-off” agitaram o público.
- Homenagens locais: Mural na estação New Street foi assinado pela banda.
Legado cultural de Birmingham
Birmingham, berço do Black Sabbath, abraçou o evento com iniciativas culturais. O Birmingham Museum and Art Gallery lançou a exposição “Ozzy Osbourne: Working Class Hero”, exibindo prêmios e memorabilia. Um mural na estação New Street, pintado por Mr Murals, foi assinado pelos membros da banda em 29 de junho. A cidade também anunciou a “Summer of Sabbath”, com eventos culturais ao longo de 2025.
O estádio Villa Park, casa do Aston Villa, time apoiado por Geezer Butler, foi decorado com elementos temáticos, como bolas de praia nas cores do clube e um baixo personalizado de Butler com o lema “Prepared”. A conexão com a cidade reforçou o caráter nostálgico do evento, que celebrou as raízes operárias do Black Sabbath.
A morte de Osbourne, semanas após o show, intensificou a reverência ao evento, descrito como “o maior show de heavy metal da história” por Tom Morello. Um documentário, Ozzy Osbourne: No Escape From Now, previsto para 2026, mostrará os bastidores da preparação.
Last Rites: o memoir póstumo
Anunciado em julho de 2025, o memoir Last Rites será lançado em outubro pela Grand Central Publishing. O livro narra a trajetória de Osbourne, desde sua infância em Birmingham até o show final, abordando sua luta contra vícios e saúde. Escrito com um ghostwriter, o memoir inclui histórias com Lemmy Kilmister e Bon Scott, além de reflexões sobre o impacto do Black Sabbath.
Osbourne descreveu o livro como um presente aos fãs, destacando sua gratidão por uma carreira que superou suas expectativas. As pré-vendas já indicam grande interesse, com o memoir prometendo ser um dos maiores lançamentos literários de 2025.
- Lançamento em outubro: Last Rites detalha a vida e o show final de Osbourne.
- Histórias pessoais: Relatos de vícios, saúde e amizades com ícones do rock.
- Gratidão aos fãs: Livro reforça o amor de Ozzy por sua audiência.
- Impacto cultural: Esperado como um marco na literatura musical.
Influência duradoura do Black Sabbath
O Black Sabbath, formado em 1968, vendeu mais de 75 milhões de álbuns e influenciou bandas de diversos subgêneros do metal. Sua sonoridade, marcada por riffs pesados de Tony Iommi e letras sombrias de Geezer Butler, criou um estilo que ecoa em grupos como Metallica e Slipknot. A carreira solo de Osbourne, com 13 álbuns, também deixou um legado, com hits como Mr. Crowley e No More Tears.
O reality show The Osbournes (2002-2005) trouxe Ozzy a um público mais amplo, mostrando sua vida familiar com Sharon, Kelly e Jack. Sua persona excêntrica, marcada por episódios como morder a cabeça de um morcego, consolidou-o como um ícone cultural. A despedida no Villa Park e sua morte reforçam a imortalidade de seu legado no heavy metal.

