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Sessão da Tarde exibe cinebiografia de Mahalia Jackson, voz do gospel e ativismo

A História de Mahalia Jackson
A História de Mahalia Jackson - Foto: Reprodução A História de Mahalia Jackson - Foto: Reprodução

A Sessão da Tarde desta quarta-feira, 23 de julho de 2025, apresenta o filme “A História de Mahalia Jackson”, uma cinebiografia que mergulha na trajetória da lendária cantora gospel norte-americana, conhecida como a Rainha do Gospel. Exibido às 15h30 na TV Globo, logo após a novela “História de Amor”, o longa dirigido por Denise Dowse e estrelado por Ledisi e Columbus Short narra a vida de Mahalia Jackson, desde sua infância em Nova Orleans até seu papel crucial no Movimento dos Direitos Civis. A produção destaca como ela transformou adversidades em música e luta social, usando sua voz para combater o racismo e inspirar mudanças. A história, marcada por superação e fé, promete emocionar o público com uma narrativa envolvente sobre resiliência e ativismo.

A exibição do filme na Sessão da Tarde, programa tradicional da Globo desde 1974, reforça a relevância de histórias que mesclam música, espiritualidade e impacto social. A escolha do longa reflete o compromisso da emissora em oferecer conteúdos familiares que unem entretenimento e reflexão.

  • Principais destaques do filme:
    • Retrata a infância difícil de Mahalia em Nova Orleans.
    • Explora sua ascensão como ícone do gospel.
    • Mostra sua amizade com Martin Luther King Jr.
    • Enfatiza seu papel no Movimento dos Direitos Civis.

Mahalia Jackson, nascida em 1911, enfrentou desafios desde cedo, mas sua voz única a tornou um símbolo de esperança. O filme combina drama, música e história, oferecendo um olhar profundo sobre sua vida.

Jornada de Mahalia Jackson na música gospel

A cinebiografia detalha como Mahalia Jackson transformou o gospel em um gênero poderoso nos Estados Unidos. Criada em Nova Orleans, ela começou a cantar aos quatro anos na Igreja Batista Mount Moriah. Sua voz marcante, que misturava emoção crua e espiritualidade, logo chamou atenção. Aos 16 anos, mudou-se para Chicago, onde integrou corais e começou a gravar. Seu maior sucesso, “Move On Up a Little Higher”, lançado em 1947, vendeu milhões de cópias e foi incluído no Registro Nacional de Gravações dos EUA.

O filme destaca momentos-chave de sua carreira, como sua apresentação histórica no Carnegie Hall em 1950, a primeira de uma cantora gospel no prestigiado palco. A produção também mostra como Mahalia usou sua música para transmitir mensagens de esperança e resistência em um país marcado pela segregação racial.

  • Marcos da carreira musical:
    • Primeira gravação de sucesso: “Move On Up a Little Higher” (1947).
    • Apresentação no Carnegie Hall em 1950.
    • Influência em artistas como Aretha Franklin e Ray Charles.
    • Quatro décadas de carreira com mais de 30 álbuns lançados.

A atuação de Ledisi, vencedora do Grammy, é um dos pontos altos do filme. Para o papel, a atriz ganhou 18 quilos e mergulhou em estudos sobre a espiritualidade de Mahalia, garantindo uma interpretação autêntica e emocionante.

Ativismo e parceria com Martin Luther King Jr.

Mahalia Jackson não foi apenas uma artista, mas uma figura central no Movimento dos Direitos Civis. Sua amizade com Martin Luther King Jr. é um dos focos do filme, que retrata como ela usou sua influência para apoiar a luta por igualdade. Em 1963, durante a Marcha sobre Washington, Mahalia cantou “I Been ‘Buked and I Been Scorned” a pedido de King, emocionando milhares de pessoas. Após o assassinato do líder em 1968, ela cantou no funeral, homenageando-o com “Precious Lord, Take My Hand”.

O longa explora como Mahalia enfrentou o racismo e as barreiras de gênero em uma sociedade segregada. Sua coragem em usar a música como ferramenta de resistência inspirou gerações. A produção também aborda sua relação tumultuada com a tia Duke, que a criou após a morte de sua mãe, mostrando como os desafios pessoais moldaram sua determinação.

A História de Mahalia Jackson
A História de Mahalia Jackson – Foto: Reprodução
  • Momentos marcantes do ativismo:
    • Performance na Marcha sobre Washington (1963).
    • Homenagem no funeral de Martin Luther King Jr. (1968).
    • Participação em eventos pela igualdade racial nos anos 1950 e 1960.
    • Uso da música para unir comunidades negras.

A narrativa do filme equilibra os triunfos e as dificuldades de Mahalia, oferecendo um retrato humano de uma mulher que transformou dor em propósito.

Impacto cultural de Mahalia Jackson

A influência de Mahalia Jackson vai além do gospel. Sua música abriu portas para outros artistas negros, como Aretha Franklin, Little Richard e Ray Charles, que citaram sua obra como inspiração. O filme destaca como ela quebrou barreiras ao se apresentar em espaços antes restritos a artistas brancos, como o Carnegie Hall. Sua discografia, com mais de 30 álbuns, inclui clássicos como “How I Got Over” e “Amazing Grace”, que continuam a ressoar em igrejas e comunidades ao redor do mundo.

Além da música, Mahalia participou de produções culturais, como o filme “Imitação da Vida” (1959), dirigido por Douglas Sirk. Sua presença na mídia reforçou sua relevância como ícone cultural. A cinebiografia também explora sua vida pessoal, incluindo decepções amorosas e problemas de saúde que marcaram seus últimos anos, culminando em sua morte em 1972, aos 60 anos, vítima de um ataque cardíaco.

  • Legado cultural de Mahalia:
    • Pioneira no gospel, influenciando gerações de artistas.
    • Participação no filme “Imitação da Vida” (1959).
    • Mais de 30 álbuns gravados ao longo da carreira.
    • Reconhecida como uma das vozes mais influentes do século XX.

A produção da Sessão da Tarde celebra esse legado, trazendo à tona a força de uma mulher que usou a arte para transformar vidas.

Preparação de Ledisi para o papel

A escolha de Ledisi para interpretar Mahalia Jackson foi um acerto. A cantora e atriz, conhecida por sua voz poderosa, trouxe autenticidade ao papel. Para se preparar, Ledisi estudou a vida de Mahalia, incluindo sua religiosidade e técnica vocal. Ela também participou do filme “Selma – Uma Luta pela Igualdade” (2014), onde já havia interpretado a cantora em uma breve aparição.

O processo de transformação incluiu uma mudança física significativa. Ledisi ganhou peso para refletir a aparência de Mahalia, além de mergulhar em sua espiritualidade. “Eu estudei a Bíblia e a técnica vocal dela. Foi um desafio capturar sua essência”, revelou a atriz em entrevistas. Sua performance é descrita como comovente, capturando tanto a força quanto a vulnerabilidade da Rainha do Gospel.

  • Detalhes da preparação de Ledisi:
    • Ganhou 18 quilos para o papel.
    • Estudou a Bíblia para entender a espiritualidade de Mahalia.
    • Analisou a técnica vocal da cantora para replicar sua performance.
    • Participou de “Selma” (2014) como Mahalia Jackson.

A dedicação de Ledisi eleva o filme, tornando-o uma homenagem fiel à trajetória de Mahalia.

Sessão da Tarde e a escolha do filme

A exibição de “A História de Mahalia Jackson” na Sessão da Tarde reforça a relevância do programa, que desde 1974 oferece filmes que misturam entretenimento e reflexão. O longa, lançado em 2022, combina drama biográfico com elementos musicais, atraindo públicos diversos. A escolha do filme para a programação de quarta-feira, 23 de julho, alinha-se com a proposta da Globo de destacar histórias de superação durante as férias escolares.

A Sessão da Tarde é exibida de segunda a sexta, geralmente às 15h30, após a novela das 15h. A semana de 21 a 25 de julho de 2025 inclui outros filmes como “O Jogo de Uma Vida” (segunda), “Dolittle” (terça), “Tô Ryca” (quinta) e “Fada Madrinha” (sexta), mostrando a diversidade de gêneros do programa. “A História de Mahalia Jackson” se destaca por sua carga emocional e histórica, ideal para quem busca inspiração.

  • Programação da semana na Sessão da Tarde:
    • Segunda (21/07): “O Jogo de Uma Vida” – drama esportivo.
    • Terça (22/07): “Dolittle” – aventura familiar.
    • Quarta (23/07): “A História de Mahalia Jackson” – cinebiografia.
    • Quinta (24/07): “Tô Ryca” – comédia brasileira.
    • Sexta (25/07): “Fada Madrinha” – conto moderno.

O filme é uma oportunidade para o público brasileiro conhecer ou revisitar a história de uma figura que marcou a música e a luta por direitos civis.

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