A Globo confirmou o fim da reprise de História de Amor, novela de Manoel Carlos, para 5 de setembro de 2025, na faixa Edição Especial, exibida nas tardes da emissora. A trama, que trouxe Regina Duarte como Helena, conquistou o público vespertino com sua narrativa emotiva e nostálgica. Com o encerramento, a emissora avalia quatro novelas para ocupar a vaga: Anjo Mau (1997), Caras & Bocas (2009), Paraíso (2009) e o remake de Sinhá Moça (2006). A decisão, que será anunciada ainda em agosto, considera o apelo popular, desempenho no streaming e o perfil do público da faixa. Caras & Bocas lidera as preferências internas, mas as demais opções também têm apoio significativo. O objetivo é manter os altos índices de audiência e a conexão emocional com os telespectadores.
A escolha da substituta reflete a estratégia da Globo de equilibrar nostalgia e diversidade de estilos. Cada novela em disputa traz características únicas, desde o humor leve até dramas históricos. A emissora busca uma trama que mantenha o engajamento do público vespertino, que tem respondido bem às reprises.
- Anjo Mau: Drama urbano com suspense e reviravoltas.
- Caras & Bocas: Comédia romântica com o carismático macaco Xico.
- Paraíso: Romance rural com forte apelo visual.
- Sinhá Moça: Drama histórico sobre o Brasil escravocrata.
A decisão final promete movimentar os fãs de novelas, que aguardam ansiosamente o próximo título.
Por que História de Amor marcou o público
História de Amor, exibida originalmente em 1995, destacou-se pela abordagem sensível de Manoel Carlos aos dramas familiares. A personagem Helena, vivida por Regina Duarte, enfrentava conflitos emocionais e sociais que ressoaram com o público. A reprise na Edição Especial reacendeu o interesse pela trama, que mistura romance, dilemas éticos e relações humanas complexas. A novela conquistou índices sólidos de audiência, especialmente entre o público feminino e mais velho, que valoriza a nostalgia.
A trama também trouxe à tona discussões sobre temas atemporais, como amor, sacrifício e escolhas morais. A química entre Regina Duarte e José Mayer, que interpretou Carlos, foi um dos pontos altos. A reprise reforçou a força do texto de Manoel Carlos, conhecido por criar personagens femininas marcantes.
O sucesso da novela na faixa vespertina prova o potencial das reprises para atrair audiência em tempos de concorrência com streaming. A Globo aposta nesse formato desde 2020, quando a pandemia interrompeu produções inéditas, e a Edição Especial se consolidou como um espaço de nostalgia e qualidade.
As candidatas à substituição
A Globo analisa quatro novelas para substituir História de Amor, cada uma com apelo distinto. A escolha reflete a tentativa de atender a diferentes perfis de público, desde os que preferem humor até os que buscam tramas mais densas. A decisão também leva em conta o desempenho no Globoplay, onde reprises têm impulsionado assinaturas.
- Anjo Mau (1997): Escrita por Maria Adelaide Amaral, a novela mistura suspense e drama. A história da babá Nice (Glória Pires) e suas manipulações para ascender socialmente é lembrada pelo tom ousado.
- Caras & Bocas (2009): Comédia de Walcyr Carrasco, tem o macaco Xico como destaque. A trama leve e colorida, com Bianca Bin e Malvino Salvador, atraiu famílias na exibição original.
- Paraíso (2009): De Benedito Ruy Barbosa, o romance rural entre Zé Camargo (Eriberto Leão) e Maria Rita (Nathalia Dill) encanta pelo cenário campestre e pela simplicidade.
- Sinhá Moça (2006): Remake de Benedito Ruy Barbosa, aborda a escravidão no Brasil. Com Débora Falabella e Osmar Prado, a novela combina drama histórico e romance.
Caras & Bocas é a favorita internamente por sua leveza e apelo familiar, mas Anjo Mau e Paraíso também têm defensores por sua profundidade e estética marcante.
A força da faixa Edição Especial
A faixa Edição Especial, criada para exibir reprises durante a pandemia, tornou-se um trunfo da Globo. Novelas como Laços de Família, Mulheres Apaixonadas e O Clone já passaram pelo horário, todas com boa audiência. A escolha de reprises tem se mostrado acertada, especialmente para o público que busca entretenimento acessível e nostálgico.
A Globo usa dados de audiência e streaming para definir as reprises. História de Amor, por exemplo, registrou média de 12 pontos no Ibope na Grande São Paulo, um número sólido para o horário vespertino. A emissora também considera o engajamento nas redes sociais, onde fãs comentam cenas e personagens marcantes.
A faixa atrai anunciantes interessados no público feminino e nas faixas etárias acima de 35 anos. A escolha da próxima novela será crucial para manter esses números e reforçar a relevância do horário.

O impacto das reprises no Globoplay
O Globoplay tem sido um fator determinante na escolha das reprises. Novelas como História de Amor ganham nova vida na plataforma, atraindo tanto nostálgicos quanto novos espectadores. Dados recentes mostram que as reprises na TV aberta impulsionam o consumo no streaming, com aumento de até 30% nas visualizações de episódios.
Caras & Bocas, por exemplo, já tem desempenho positivo no Globoplay, o que reforça sua posição como favorita. Anjo Mau também é bem avaliada, especialmente por fãs de dramas mais intensos. A Globo analisa esses números para garantir que a próxima novela tenha apelo tanto na TV quanto no digital.
- Aumento de assinaturas no Globoplay com reprises clássicas.
- Crescimento de 25% no engajamento em redes sociais durante reprises.
- Novelas da década de 2000 têm maior apelo entre jovens no streaming.
- Dramas históricos, como Sinhá Moça, atraem por contexto educativo.
O sucesso no streaming também reflete a aposta da Globo em conteúdos que dialoguem com diferentes gerações.
O que os fãs esperam da nova novela
Nas redes sociais, o público já especula sobre a substituta de História de Amor. Fãs de Caras & Bocas destacam o humor e o carisma do macaco Xico, enquanto admiradores de Anjo Mau pedem uma trama mais densa. Paraíso e Sinhá Moça têm apelo entre quem prefere histórias rurais ou históricas.
A Globo monitora essas reações para ajustar sua estratégia. A escolha final deve equilibrar nostalgia, qualidade narrativa e potencial de engajamento. A emissora também considera a possibilidade de promover ações interativas, como enquetes no Globoplay, para envolver o público na decisão.
- Caras & Bocas: 45% das menções positivas nas redes sociais.
- Anjo Mau: 30% dos fãs pedem tramas com suspense.
- Paraíso: 15% destacam o apelo visual do interior brasileiro.
- Sinhá Moça: 10% valorizam o contexto histórico.
A decisão será anunciada até o fim de agosto, e a nova novela estreia logo após 5 de setembro.
A estratégia da Globo para o futuro
A Globo planeja manter a faixa Edição Especial como um espaço fixo na grade. A escolha de reprises permite à emissora reduzir custos em comparação com produções inéditas, enquanto mantém a audiência engajada. Além disso, a estratégia fortalece o Globoplay como uma plataforma de nostalgia, competindo com serviços como Netflix e Disney+.
A emissora também avalia incluir novelas mais recentes no futuro, mas o foco atual é em títulos que marcaram época. A escolha entre Caras & Bocas, Anjo Mau, Paraíso e Sinhá Moça reflete essa abordagem, combinando diversidade de gêneros com apelo comprovado.
O público espera uma novela que mantenha o padrão de qualidade de História de Amor. A Globo, por sua vez, quer garantir que a faixa Edição Especial continue sendo um sucesso, tanto na TV quanto no digital.