Um estudo recente conduzido pela Korean Consumer-Centered Enterprise Association (KCEA), na Coreia do Sul, revelou que o Samsung Galaxy Z Fold 7 é o celular dobrável mais fino do mundo, com apenas 8,82 mm de espessura quando aberto, superando concorrentes como Honor Magic V5, Huawei Mate X6, Vivo X Fold 5 e Xiaomi Mix Fold 4. Publicado em 28 de julho de 2025, o levantamento usou um micrômetro de alta precisão para comparar os dispositivos, contrariando propagandas de fabricantes chinesas que reivindicavam o título. Apesar da diferença milimétrica, o resultado destaca a inovação da Samsung, embora relatos apontem dificuldades na abertura do aparelho devido ao seu design ultrafino. A “guerra de espessuras” no mercado de dobráveis tem gerado debates, com usuários enfrentando desafios práticos, enquanto o Z Fold 7 também impressiona pela durabilidade e desempenho avançado.
A pesquisa da KCEA mediu os aparelhos abertos, estado em que a espessura é mais reduzida, e trouxe resultados surpreendentes. O Galaxy Z Fold 7, anunciado com 8,9 mm, apresentou 8,82 mm, enquanto o Honor Magic V5, que se promovia como o mais fino com 8,8 mm, registrou 9,34 mm. Outros modelos, como o Huawei Mate X6 (10,47 mm contra 9,85 mm prometidos), Vivo X Fold 5 (9,77 mm contra 9,2 mm) e Xiaomi Mix Fold 4 (9,61 mm contra 9,47 mm), também ficaram acima das especificações divulgadas.
- Principais destaques do estudo:
- Galaxy Z Fold 7: 8,82 mm, menor que o anunciado.
- Honor Magic V5: 9,34 mm, maior que o prometido.
- Diferença média entre aparelhos: menos de 1 mm.
- Medição realizada com micrômetro de alta precisão.
Design ultrafino eleva a concorrência
A busca por smartphones dobráveis cada vez mais finos intensificou a competição entre gigantes tecnológicas, com a Samsung saindo na frente. O Galaxy Z Fold 7, lançado globalmente em julho de 2025, combina uma espessura reduzida com avanços técnicos, como o processador Snapdragon 8 Elite for Galaxy e uma câmera principal de 200 MP, herdada do Galaxy S25 Ultra. A dobradiça reprojetada, feita de alumínio, contribui para a leveza de apenas 215 g, enquanto as telas de 6,5 polegadas (externa) e 8 polegadas (interna) oferecem maior imersão. No entanto, a espessura de 4,2 mm quando aberto, embora impressionante, trouxe desafios inesperados para os usuários.
Relatos compartilhados em redes sociais, como o Reddit, apontam que o design ultrafino, aliado a materiais escorregadios e ímãs mais fortes, dificulta a abertura do dispositivo. Usuários sugerem soluções como capas de proteção ou adesivos de vinil para melhorar a pegada. A Samsung, conhecida por ouvir o feedback dos consumidores, pode implementar mudanças em futuras gerações, como sulcos na carcaça para facilitar o manuseio, sem comprometer a estética fina.
Durabilidade surpreende em testes extremos
Apesar da espessura reduzida, o Galaxy Z Fold 7 demonstrou robustez em testes de resistência conduzidos pelo canal JerryRigEverything. O dispositivo superou provas rigorosas, incluindo flexão extrema, sem sofrer danos na dobradiça ou rachaduras no chassi. As laterais de alumínio e a dobradiça resistiram a arranhões, enquanto as telas suportaram 15 segundos de exposição a chamas antes de marcas permanentes. A certificação da Bureau Veritas também confirmou que o Z Fold 7 suporta até 500 mil dobras, um aumento de 185% em relação ao Z Fold 6, que aguentava 200 mil.
- Resultados dos testes de resistência:
- Suporta 500 mil dobras, equivalente a anos de uso intenso.
- Resiste a flexão backward sem danos estruturais.
- Tela interna risca com facilidade, exigindo cuidados.
- Alumínio nas laterais protege contra amassados.

Guerra de espessuras gera polêmicas
A disputa pelo título de “dobrável mais fino” gerou controvérsias, especialmente com a Honor, que contestou os resultados. A empresa chinesa argumentou que a espessura do Magic V5 varia devido às películas protetoras de tela, com 0,071 mm cada. Mesmo considerando três camadas (externa e interna dobrada), a espessura ajustada do Magic V5 seria 9,13 mm, ainda acima do Z Fold 7. Outras marcas, como Huawei, Vivo e Xiaomi, também enfrentaram discrepâncias, sugerindo que as especificações divulgadas podem ser otimistas. Essa “guerra de espessuras” reflete a pressão por inovações estéticas, mas levanta questões sobre a confiabilidade das informações fornecidas pelas fabricantes.
O debate também expõe um dilema: a busca por designs mais finos pode comprometer a funcionalidade? No caso do Z Fold 7, a remoção do suporte à S Pen, presente até o Z Fold 6, gerou críticas. A camada de digitalização, essencial para a caneta, foi eliminada para reduzir a espessura, frustrando usuários que valorizavam o recurso. A Samsung justificou a decisão citando a adoção de titânio na sustentação da tela, que causa interferência na S Pen, mas prometeu explorar novas tecnologias para reintegrá-la no futuro.
Vantagens e limitações do design fino
O Galaxy Z Fold 7 se destaca não apenas pela espessura, mas por equilibrar portabilidade e desempenho. Disponível no Brasil por preços a partir de R$ 13.139 na Amazon, o dispositivo oferece telas maiores, processador de ponta e uma câmera de alta resolução. Contudo, a bateria de 4.400 mAh, embora adequada, é menor que a de concorrentes chineses, como o Xiaomi Mix Fold 4, que oferece capacidades superiores. A ausência da S Pen e a dificuldade de abertura são pontos negativos, mas a Samsung aposta na combinação de leveza e durabilidade para atrair consumidores.
- Especificações principais do Z Fold 7:
- Espessura: 8,82 mm (aberto), 4,2 mm (fechado).
- Peso: 215 g, um dos mais leves da categoria.
- Câmera: 200 MP (principal), 12 MP (ultrawide), 10 MP (telefoto).
- Telas: 6,5 polegadas (externa), 8 polegadas (interna).
- Processador: Snapdragon 8 Elite for Galaxy.
Mercado de dobráveis em alta
A liderança do Galaxy Z Fold 7 na Coreia do Sul, onde superou as vendas do Z Flip 7 pela primeira vez, sinaliza uma mudança de preferência dos consumidores. Dados da FNNews indicam que o Z Fold 7 vendeu 6 unidades para cada 4 do Z Flip 7, invertendo a tendência de gerações anteriores. O sucesso pode ser atribuído ao design mais próximo de smartphones tradicionais, com maior leveza e telas ampliadas. Globalmente, a Samsung enfrenta concorrência acirrada de marcas chinesas, que oferecem preços mais competitivos e baterias maiores, mas a precisão nas especificações e a durabilidade do Z Fold 7 reforçam sua posição no mercado premium.
A “guerra de espessuras” também revela uma tendência maior: os dobráveis estão se tornando mainstream. Com avanços em durabilidade e design, esses dispositivos deixam de ser experimentais para se consolidar como alternativas viáveis a smartphones convencionais. A Samsung, pioneira no segmento desde o Galaxy Fold de 2019, continua a inovar, mas precisa equilibrar estética com funcionalidade para manter a liderança.
Soluções para desafios de usabilidade
Os relatos de dificuldade na abertura do Z Fold 7 destacam um aspecto crítico: designs ultrafinos exigem adaptações. Usuários sugerem que pequenas mudanças, como bordas texturizadas ou recortes na carcaça, poderiam melhorar a experiência sem aumentar a espessura. Enquanto isso, acessórios como capas protetoras têm sido uma solução prática, embora nem todos os consumidores queiram adicionar volume ao dispositivo. A Samsung, que já ajustou dobradiças e materiais em gerações anteriores, deve considerar essas sugestões para o Z Fold 8.
- Soluções propostas por usuários:
- Capas com textura para melhor aderência.
- Adesivos de vinil nas laterais do aparelho.
- Posicionamento diferenciado dos polegares ao abrir.
- Sulcos na carcaça para apoiar os dedos.
Futuro dos dobráveis na Samsung
A remoção do suporte à S Pen gerou debates, mas a Samsung já sinalizou esforços para reintegrar a funcionalidade. O diretor da divisão mobile da empresa afirmou que uma nova tecnologia para a caneta está em desenvolvimento, possivelmente usando fibra de carbono no Z Fold 8 para evitar interferências. Além disso, rumores apontam que o próximo modelo pode eliminar o vinco na tela interna, um problema recorrente em dobráveis. Essas inovações, combinadas com a liderança em espessura, mostram o compromisso da Samsung em refinar a experiência dos usuários.
O Galaxy Z Fold 7, com seu design revolucionário, marca um momento decisivo para os smartphones dobráveis. A conquista do título de mais fino do mundo reforça a expertise da Samsung, mas os desafios de usabilidade e a ausência de recursos como a S Pen lembram que a inovação exige equilíbrio. À medida que o mercado de dobráveis cresce, a competição por designs mais finos e funcionais deve continuar a moldar o futuro dos smartphones.