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Itália supera Brasil e leva Liga das Nações com campanha invicta

Seleção italiana
Seleção italiana - Foto: Instagram Seleção italiana - Foto: Instagram

A Seleção Brasileira de Vôlei Feminino lutou intensamente, mas não conseguiu superar a Itália na final da Liga das Nações (VNL) 2025, disputada neste domingo, 27 de julho, em Lodz, na Polônia. Com parciais de 25/22, 18/25, 22/25 e 22/25, a equipe italiana, líder do ranking mundial, manteve sua invencibilidade de 29 jogos e conquistou o título, igualando os Estados Unidos como maior campeã da competição. O Brasil, que buscava seu primeiro troféu na VNL, ficou com a medalha de prata pela quarta vez desde a criação do torneio, em 2018. A oposta italiana Antropova, substituta de Paola Egonu, foi o destaque da partida, com 18 pontos, enquanto Gabi Guimarães, capitã brasileira, enfrentou forte marcação. A derrota reflete o alto nível da competição, mas também a consistência do Brasil, que chegou à final após superar o Japão nas semifinais.

O jogo foi marcado por momentos de equilíbrio, especialmente no primeiro set, conquistado pelo Brasil. A Itália, porém, ajustou sua estratégia, explorando falhas no passe e no ataque brasileiro. A torcida em Lodz, que lotou a arena, também testemunhou a vitória da Polônia sobre o Japão na disputa pelo bronze, encerrada em 3 a 1.

  • Parciais do jogo: 25/22 (Brasil), 18/25, 22/25, 22/25 (Itália).
  • Destaque: Antropova (Itália), com 18 pontos.
  • Local: Arena Lodz, Polônia.

Estratégia e desempenho na final

O Brasil entrou em quadra com a formação titular que venceu o Japão, com Macris como levantadora. O primeiro set foi dominado pela Seleção, que abriu vantagem explorando erros italianos e contou com a eficiência de Gabi Guimarães e Julia Bergmann. A entrada de Roberta e Helena no final da parcial foi decisiva para a vitória por 25 a 22, com um saque forte e bloqueio bem ajustado. No entanto, a Itália reagiu rapidamente, ajustando a marcação sobre Gabi e dificultando o ataque brasileiro.

No segundo set, a Seleção enfrentou problemas no passe, com Macris e Diana sem sintonia no meio. A lesão da ponteira italiana Degradi, que deixou a quadra carregada, não abalou o time adversário, que venceu por 25 a 18 com Antropova começando a se destacar. O técnico Zé Roberto tentou alternativas, como o retorno de Rosamaria, mas a Itália manteve o controle nos sets seguintes, liderada pela oposta substituta.

  • Mudanças táticas: Entrada de Roberta e Helena no 1º set; retorno de Rosamaria no 3º set.
  • Problemas brasileiros: Passe instável e marcação pesada sobre Gabi.
  • Destaque italiano: Antropova, com 8 pontos no 3º set e 5 no 4º.

Histórico do Brasil na VNL

Desde a criação da Liga das Nações, em 2018, o Brasil chegou a quatro finais (2019, 2021, 2024 e 2025), conquistando a prata em todas. A consistência da Seleção é notável, mas o título inédito segue como objetivo. A equipe, que venceu a Itália na fase preliminar de 2024, não conseguiu repetir o feito na final. O retrospecto contra as italianas em finais de VNL é desfavorável, com duas derrotas em dois encontros decisivos.

O Brasil, no entanto, mantém sua posição como uma das potências do vôlei mundial, ocupando o 2º lugar no ranking da FIVB. A campanha na VNL 2025 incluiu vitórias expressivas contra Turquia, China e Japão, consolidando o trabalho de Zé Roberto, que comanda a equipe desde 2003.

Força da Itália na competição

A Itália chegou à final com uma campanha impecável, sem perder nenhum jogo na VNL 2025. A invencibilidade de 29 partidas, iniciada em 2024, reflete a força do elenco comandado por Julio Velasco. A oposta Antropova, de 24 anos, foi peça-chave na final, assumindo a responsabilidade no lugar de Paola Egonu, poupada em parte do jogo. O bloqueio italiano, liderado por Danesi e Fahr, também foi decisivo, neutralizando as principais armas ofensivas do Brasil.

A equipe italiana conquistou seu segundo título na VNL, igualando os Estados Unidos, que também têm dois troféus. A consistência das italianas é reforçada por sua liderança no ranking mundial, com 410 pontos, contra 380 do Brasil.

  • Invencibilidade: 29 jogos sem derrota desde 2024.
  • Títulos da Itália: 2022 e 2025 na VNL feminina.
  • Destaques: Antropova (18 pontos), Danesi (bloqueio) e Sylla (ataque).

Momentos decisivos do jogo

O terceiro set foi marcado pela tentativa brasileira de recuperar o ritmo. Rosamaria, que voltou à quadra, trouxe mais opções ao ataque, mas a Itália, com Antropova inspirada, manteve a liderança. O Brasil reduziu a diferença no final, mas perdeu por 25 a 22. No quarto set, Kisy entrou bem, e o bloqueio brasileiro voltou a funcionar, equilibrando a parcial. Mesmo assim, Antropova, com pontos de ataque, bloqueio e saque, garantiu a vitória italiana por 25 a 22, selando o título.

A partida teve momentos de tensão, como a lesão de Degradi, que emocionou o público e as jogadoras. Apesar do revés, o Brasil mostrou resiliência, com Julia Bergmann e Kisy se destacando em momentos cruciais, embora a marcação sobre Gabi tenha limitado o volume ofensivo.

Preparação para os próximos torneios

A prata na VNL 2025 mantém o Brasil entre as principais forças do vôlei mundial, mas também evidencia a necessidade de ajustes táticos. A forte marcação sobre Gabi Guimarães, peça central do time, exige que Zé Roberto desenvolva novas opções ofensivas. A levantadora Roberta, que entrou bem no jogo, pode ganhar mais espaço, enquanto jovens como Kisy e Helena mostram potencial para o futuro.

A Itália, por sua vez, consolida sua hegemonia e se prepara para os Jogos Olímpicos de 2028 com um elenco renovado e experiente. A VNL serviu como teste para ambas as equipes, que agora focam na temporada de clubes e nos próximos compromissos internacionais.

  • Próximos passos do Brasil: Reforçar opções ofensivas e ajustar o passe.
  • Destaques jovens: Kisy e Helena como apostas para o futuro.
  • Itália em 2028: Favorita para os Jogos Olímpicos de Los Angeles.

Impacto da final para o vôlei brasileiro

A medalha de prata reforça a tradição do Brasil no vôlei, mas também acende o debate sobre a busca pelo título inédito na VNL. A Seleção Feminina conquistou três ouros olímpicos (2008, 2012 e 2020), mas a Liga das Nações segue como um desafio. A torcida brasileira, que acompanhou o jogo pela SporTV e pela plataforma Volleyball World, expressou apoio nas redes sociais, destacando a garra da equipe apesar da derrota.

A final também teve grande audiência, com a arena em Lodz lotada e milhões de espectadores acompanhando as transmissões. A partida pelo bronze, entre Polônia e Japão, também atraiu atenção, consolidando a VNL como um dos principais torneios do vôlei mundial.

Curiosidades da final da VNL

A final de 2025 trouxe momentos marcantes e fatos históricos para a competição:

  • Invencibilidade italiana: 29 jogos sem derrota, recorde na VNL feminina.
  • Antropova em ascensão: Substituta de Egonu, marcou 18 pontos na final.
  • Quarta prata do Brasil: Finalista em 2019, 2021, 2024 e 2025.
  • Público em Lodz: Arena lotada com mais de 12 mil torcedores.
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