A seleção brasileira feminina de vôlei foi superada pela Itália por 3 sets a 1 (parciais de 25/22, 18/25, 22/25 e 22/25) na final da Liga das Nações 2025, disputada em 27 de julho, em Lodz, Polônia, marcando o quarto vice-campeonato do Brasil na competição. Apesar de vencer o primeiro set com autoridade, liderada pela capitã Gabi Guimarães, a equipe de José Roberto Guimarães não resistiu à força de Paola Egonu, Myriam Sylla e Ekaterina Antropova, que garantiram o tricampeonato italiano. A Itália, atual campeã olímpica, completou uma campanha invicta com 15 vitórias, consolidando sua supremacia no vôlei feminino. O Brasil, que venceu 11 jogos na fase inicial, agora foca no Mundial de Vôlei, em agosto, na Tailândia.
A partida foi marcada por momentos de equilíbrio, mas erros brasileiros foram decisivos.
- Primeiro set: Brasil venceu por 25 a 22 com virada impressionante.
- Destaques italianos: Egonu, Sylla e Antropova somaram 47 pontos.
- Gabi Guimarães: Maior pontuadora do Brasil com 15 pontos.
O confronto reforçou a rivalidade histórica entre as duas seleções.
Desempenho brasileiro na final
O Brasil entrou em quadra com leveza e aproveitou erros italianos para liderar o primeiro set. Após estar atrás por 21 a 17, a equipe emplacou sete pontos consecutivos, com destaque para o bloqueio de Julia Kudiess e os ataques de Gabi Guimarães, fechando em 25 a 22. Esse foi o primeiro set perdido pela Itália desde 12 de julho, contra a Turquia, evidenciando a força inicial das brasileiras.
Nos sets seguintes, porém, a Itália ajustou sua defesa e bloqueio, liderada por Sarah Fahr e Anna Danesi. O Brasil enfrentou dificuldades no passe e na virada de bola, permitindo que as italianas dominassem com parciais de 25/18, 25/22 e 25/22. A oposta Ekaterina Antropova, entrando como reserva, foi decisiva com 18 pontos.
- Virada brasileira: Sete pontos seguidos no primeiro set.
- Bloqueio italiano: Fahr e Danesi neutralizaram ataques brasileiros.
- Pontuação de Antropova: 18 pontos, maior da partida.
- Erros do Brasil: Falhas no passe comprometeram os sets finais.
A derrota expôs pontos a serem ajustados, mas destacou a competitividade brasileira.
Rivalidade histórica Brasil x Itália
Brasil e Itália têm uma história de confrontos intensos na Liga das Nações, com nove jogos disputados desde 2018, incluindo a final de 2025. O equilíbrio é notável, com quatro vitórias para cada lado antes do confronto decisivo. A Itália venceu as finais de 2022 e 2025, ambas contra o Brasil, consolidando sua vantagem recente.
Na fase inicial de 2025, as italianas derrotaram o Brasil por 3 a 0 no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, mostrando superioridade. A campanha invicta da Itália, com 15 vitórias, contrastou com a única derrota brasileira antes da final, justamente contra as italianas.
- Confrontos na VNL: Nove jogos, com equilíbrio até 2025.
- Finais perdidas: Brasil vice em 2019, 2021, 2022 e 2025.
- Campanha italiana: 15 vitórias, incluindo EUA e Polônia no mata-mata.
- Duelo no Rio: Itália venceu Brasil por 3 a 0 na fase inicial.
A rivalidade segue como uma das mais acirradas do vôlei mundial.
Campanha do Brasil na Liga das Nações
A seleção brasileira teve uma campanha sólida na Liga das Nações 2025, com 11 vitórias e uma derrota na fase classificatória. O Brasil superou adversários como Estados Unidos, Alemanha e Japão, com destaque para a vitória no tie-break contra as japonesas na semifinal (23/25, 25/21, 25/18, 19/25, 15/8). Gabi Guimarães foi a maior pontuadora contra o Japão, com 25 pontos.
Na fase final, em Lodz, o Brasil eliminou a Alemanha nas quartas (3 a 0) antes de enfrentar o Japão. A derrota para a Itália na final foi a segunda do torneio, ambas contra as italianas, que mantiveram uma sequência de 29 vitórias consecutivas.
- Fase inicial: 11 vitórias, com destaque para 3 a 0 contra EUA.
- Semifinal: Vitória sobre o Japão em cinco sets.
- Gabi Guimarães: Líder em pontos na semifinal e final.
- Derrotas: Apenas contra a Itália, na fase inicial e final.
A campanha reforça a consistência do Brasil entre as potências do vôlei.
Destaques individuais e táticos
Gabi Guimarães foi o principal nome do Brasil, com 15 pontos na final, sendo 10 de ataque. Julia Kudiess igualou o recorde de bloqueios na competição, com atuações sólidas na rede. O técnico José Roberto Guimarães fez ajustes táticos, como a entrada de Roberta no lugar de Macris no primeiro set, mas a Itália se destacou pela eficiência coletiva, com Myriam Sylla (16 pontos) e Antropova (18 pontos) liderando o ataque.
A Itália explorou saques forçados e bloqueios, dificultando a virada de bola brasileira. O Brasil teve dificuldades no passe, especialmente no segundo set, permitindo contra-ataques decisivos das italianas.
- Gabi Guimarães: 15 pontos, com 10 de ataque na final.
- Julia Kudiess: Recorde de bloqueios na VNL 2025.
- Itália eficiente: 30 pontos combinados de Egonu e Antropova.
- Tática brasileira: Substituições de Roberta e Kisy não reverteram o jogo.
A força italiana no bloqueio e ataque foi determinante para o resultado.
Preparação para o Mundial de Vôlei
Após o vice-campeonato, o Brasil volta suas atenções para o Mundial de Vôlei Feminino, de 22 de agosto a 7 de setembro, na Tailândia. A seleção busca seu primeiro título na competição, após quatro vices (1994, 2006, 2010 e 2022). A campanha na Liga das Nações, apesar da derrota, demonstra que o Brasil está entre as principais equipes, com jogadoras como Gabi e Julia Bergmann em alta.
A Itália, com seu tricampeonato na VNL (2022, 2024 e 2025), é a equipe a ser batida no Mundial, especialmente pela consistência de Egonu e Sylla. O Brasil precisará ajustar o passe e explorar mais o ataque central para competir no mesmo nível.
- Mundial 2025: De 22 de agosto a 7 de setembro, na Tailândia.
- Histórico brasileiro: Quatro vices, sem título mundial.
- Foco do Brasil: Melhorar passe e ataque central.
- Itália favorita: Tricampeã da VNL e invicta em 2025.
O Mundial será uma nova oportunidade para o Brasil buscar um título inédito.