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Volkswagen Gol lidera ranking de carros mais roubados em SP em 2025

Volkswagen Gol
Volkswagen Gol - Foto: Divulgação Volkswagen Gol - Foto: Divulgação

De janeiro a maio de 2025, a Região Metropolitana de São Paulo registrou 28.524 casos de furtos e roubos de automóveis de passeio, uma queda de 8,7% em relação ao mesmo período de 2024. O Volkswagen Gol lidera o ranking dos veículos mais visados, com 1.669 ocorrências, seguido pelo Hyundai HB20, com 1.397 casos. Dados da Secretaria da Segurança Pública, compilados pela empresa de rastreamento veicular Ituran, mostram que carros com mais de dez anos são os principais alvos, representando 43,9% dos casos. A redução nos crimes reflete ações policiais mais eficazes, mas os números ainda preocupam motoristas. A capital paulista concentra a maioria das ocorrências, com destaque para o período noturno e bairros como Tatuapé e Ipiranga.

Os furtos predominam, representando 82,76% dos casos em 2025, contra 17,24% de roubos, que envolvem violência ou ameaça. Essa proporção indica uma preferência dos criminosos por crimes menos arriscados, voltados principalmente para o mercado de peças de reposição. A seguir, detalhes sobre os modelos mais visados, os locais de maior incidência e medidas para proteger seu veículo.

  • Modelos mais visados: Volkswagen Gol (1.669 casos), Hyundai HB20 (1.397), Chevrolet Onix (1.322).
  • Cidades críticas: São Paulo (13.480 casos), Campinas (1.412), Santo André (1.398).
  • Período de maior risco: Noturno, com 8.628 ocorrências.

Modelos mais visados pelos ladrões

Os carros mais antigos continuam sendo os preferidos dos criminosos, especialmente modelos populares com alta circulação e demanda por peças no mercado paralelo. O Volkswagen Gol, com 1.669 casos de furto ou roubo entre janeiro e maio de 2025, mantém a liderança pelo segundo ano consecutivo. O Hyundai HB20, com 1.397 ocorrências, segue na segunda posição, enquanto o Chevrolet Onix, com 1.322 casos, completa o pódio. Esses veículos, amplamente utilizados no Brasil, têm peças de reposição valorizadas em desmanches ilegais, o que explica sua atratividade.

Outros modelos, como Fiat Uno (1.232 casos) e Ford Ka (1.212 casos), também figuram na lista, reforçando a tendência de que carros mais acessíveis e com longa trajetória no mercado são alvos constantes. A preferência por veículos fabricados há mais de dez anos, que representam 43,9% dos casos, está ligada à dificuldade de encontrar peças originais para esses modelos, o que aumenta a procura no mercado clandestino.

  • Volkswagen Gol: 1.669 ocorrências, líder pelo segundo ano.
  • Hyundai HB20: 1.397 casos, em alta devido à popularidade.
  • Chevrolet Onix: 1.322 registros, modelo visado em áreas urbanas.
  • Fiat Uno: 1.232 casos, alvo por peças acessíveis.
  • Ford Ka: 1.212 ocorrências, comum em desmanches.

Locais e horários de maior risco

A capital São Paulo concentra a maior parte dos crimes, com 13.480 ocorrências registradas nos primeiros cinco meses de 2025. Outras cidades da Região Metropolitana, como Campinas (1.412 casos), Santo André (1.398) e Guarulhos (1.316), também apresentam números elevados. Bairros como Tatuapé, Ipiranga e Vila Matilde são hotspots na capital, com alta incidência devido à densidade populacional e grande circulação de veículos.

O período noturno, entre 18h e 0h, é o mais perigoso, com 8.628 casos, seguido pela tarde (6.773) e manhã (6.366). A madrugada, com 3.782 ocorrências, tem menor incidência, possivelmente pela redução de veículos nas ruas. Quartas-feiras lideram os dias da semana com mais crimes (5.000 casos), seguidas de quintas (4.966) e terças (4.828). Essa distribuição sugere que os criminosos aproveitam dias de maior movimento nas ruas para agir.

  • São Paulo: 13.480 casos, epicentro dos crimes.
  • Campinas: 1.412 ocorrências, segundo maior índice.
  • Santo André: 1.398 casos, alta em áreas residenciais.
  • Horário crítico: Noturno, com 8.628 registros.
  • Dia mais visado: Quarta-feira, com 5.000 casos.
Volkswagen Gol
Volkswagen Gol – Foto: Divulgação

Por que carros antigos são os mais visados?

Veículos com mais de dez anos de fabricação respondem por 43,9% dos furtos e roubos, um reflexo da alta demanda por peças no mercado paralelo. Modelos como Volkswagen Gol, Fiat Uno e Chevrolet Corsa, todos com longa trajetória no Brasil, têm componentes que já não são facilmente encontrados em concessionárias, o que os torna alvos de desmanches ilegais. A falta de microchips e insumos para a produção de carros novos, somada ao envelhecimento da frota brasileira, agrava esse cenário.

Os furtos, que não envolvem violência, predominam (82,76%) porque são crimes menos severos no Código Penal e mais difíceis de rastrear. Criminosos optam por esses veículos devido à ausência de tecnologias antifurto modernas, como alarmes avançados ou rastreadores, comuns em modelos mais recentes. Além disso, a popularidade desses carros garante um mercado constante para peças usadas, alimentando a cadeia de desmanches clandestinos.

  • Carros antigos: 43,9% dos casos, com 12.521 ocorrências.
  • Demanda por peças: Componentes de modelos antigos são raros.
  • Furtos predominam: 82,76% dos casos, menos risco para criminosos.
  • Falta de tecnologia: Modelos antigos têm menos proteção antifurto.

Medidas para proteger seu veículo

Diante do cenário, motoristas podem adotar estratégias para reduzir o risco de furtos e roubos. Investir em dispositivos de segurança, como travas adicionais, alarmes e rastreadores GPS, pode dificultar a ação dos criminosos. Evitar estacionar em locais desertos ou mal iluminados, especialmente à noite, também é uma medida eficaz. Seguradoras têm ajustado os valores de apólices com base nesses dados, aumentando os custos para modelos mais visados, como o Volkswagen Gol e o Hyundai HB20.

Outra dica é manter o veículo em bom estado de conservação, já que carros bem cuidados atraem menos atenção de ladrões, que preferem alvos menos visíveis. Além disso, a instalação de películas escuras nas janelas pode dificultar a identificação de objetos de valor dentro do carro, reduzindo o interesse dos criminosos.

  • Rastreadores GPS: Aumentam a chance de recuperação do veículo.
  • Travas adicionais: Dificultam o acesso ao carro.
  • Estacionamento seguro: Evite áreas desertas ou escuras.
  • Manutenção regular: Carros bem cuidados são menos visados.

Tendências e ações policiais

A queda de 8,7% nos furtos e roubos em 2025, em comparação com 2024, reflete o aumento de operações policiais e a instalação de câmeras de monitoramento em áreas urbanas. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo intensificou blitze em regiões críticas, como Tatuapé e Ipiranga, resultando na recuperação de milhares de veículos. Dados de anos anteriores mostram que a proporção de furtos aumentou em relação aos roubos, sugerindo que os criminosos estão evitando confrontos diretos com as vítimas.

A tecnologia também tem papel importante na redução dos crimes. Sistemas de rastreamento e alarmes mais sofisticados têm desencorajado ações contra modelos novos, empurrando os ladrões para veículos mais antigos. No entanto, a persistência de desmanches ilegais mantém a demanda por peças, o que exige ações contínuas contra o mercado clandestino.

  • Queda de 8,7%: Menos 2.726 casos em relação a 2024.
  • Operações policiais: Blitze recuperaram milhares de veículos.
  • Tecnologia antifurto: Reduz crimes contra carros novos.
  • Desmanches ilegais: Principal destino de peças roubadas.
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