Juliana Garcia dos Santos Soares, de 35 anos, foi brutalmente agredida com 61 socos pelo namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, dentro de um elevador em um condomínio de Natal, Rio Grande do Norte, no último sábado, 26 de julho de 2025. As imagens captadas por câmeras de segurança mostram a violência extrema, que deixou Juliana com o rosto desfigurado e coberto de sangue. Cabral foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio, e a vítima, que enfrenta um edema facial, teve sua cirurgia de reconstrução adiada. O caso chocou a cidade e reacendeu debates sobre violência contra a mulher no Brasil. Agressor alegou um “surto claustrofóbico”, mas a justificativa foi amplamente rejeitada por autoridades e familiares.
A violência ocorreu em um condomínio residencial no bairro de Candelária, zona sul de Natal. Juliana foi socorrida por vizinhos e encaminhada ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, onde recebeu atendimento de emergência. Após receber alta, ela se recupera em casa, mas aguarda nova avaliação médica para realizar a cirurgia de reconstrução facial, inicialmente marcada para esta semana. O caso está sob investigação da Polícia Civil, e Cabral permanece detido.

- Principais pontos do caso:
- Agressão ocorreu em elevador, registrada por câmeras de segurança.
- Juliana sofreu fraturas na face e mandíbula.
- Cabral alegou “surto claustrofóbico” como motivo da violência.
- Vítima está estável, mas cirurgia foi adiada devido a edema.
Familiares de Juliana, que moram em Curitiba, expressaram indignação com a brutalidade. Jaqueline Garcia, tia da vítima, descreveu o agressor como um “monstro” e destacou que ele nunca demonstrou comportamento violento em encontros anteriores. A família clama por justiça, enquanto a sociedade local organiza ações de apoio à vítima.
Perfil do agressor
Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, é natural de Natal e ficou conhecido por sua trajetória no basquete. Ele integrou a seleção brasileira de basquete 3×3 nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2014, em Nanquim, China, e teve passagens pela Liga Nacional de Basquete, representando o Brasil em competições internacionais. A modalidade 3×3, conhecida por sua dinâmica e intensidade, projetou Cabral como um atleta promissor. No entanto, o caso de violência doméstica manchou sua reputação e chocou a comunidade esportiva.
A defesa de Cabral ainda não se manifestou publicamente, e ele segue preso preventivamente, acusado de tentativa de feminicídio. A brutalidade do ataque, captada em vídeo, gerou revolta nas redes sociais e em organizações de defesa dos direitos das mulheres, que cobram punição rigorosa.
- Trajetória de Igor Cabral:
- Ex-jogador de basquete 3×3, com participação olímpica em 2014.
- Representou o Brasil em torneios nacionais e internacionais.
- Natural de Natal, era visto como atleta promissor.
Impacto na vítima
Juliana Garcia dos Santos Soares enfrenta um longo processo de recuperação. O edema facial, resultado dos 61 socos, impede a realização imediata da cirurgia de reconstrução, que será remarcada após nova avaliação médica entre sexta-feira e sábado. A vítima sofreu fraturas na face e na mandíbula, além de traumas psicológicos, que demandarão acompanhamento especializado.
A tia de Juliana, Jaqueline Garcia, relatou que a família está abalada, mas unida para apoiar a recuperação da vítima. “Ninguém espera que algo assim aconteça com alguém próximo. Queremos justiça para que isso não se repita com outras mulheres”, afirmou. Juliana, que é profissional autônoma, teve sua rotina interrompida e depende de suporte familiar enquanto se recupera.
- Lesões sofridas por Juliana:
- Fraturas na face e mandíbula.
- Edema facial severo, adiando a cirurgia.
- Traumas físicos e psicológicos em tratamento.
- Recuperação em casa, com apoio familiar.
Repercussão e clamor por justiça
O caso ganhou ampla repercussão em Natal e nas redes sociais, onde vídeos da agressão circularam, intensificando a indignação pública. Organizações feministas, como o Coletivo Leila Diniz, em Natal, emitiram notas de repúdio e organizaram atos para cobrar medidas contra a violência de gênero. A hashtag #JustiçaParaJuliana foi usada por milhares de pessoas, pedindo punição ao agressor e apoio à vítima.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte informou que a investigação está em andamento, com análise das imagens e depoimentos de testemunhas, incluindo vizinhos que socorreram Juliana. O delegado responsável, Marcos Vinícius, destacou que a qualificadora de feminicídio agrava a situação de Cabral, que pode enfrentar até 30 anos de prisão, caso condenado.
- Reações ao caso:
- Protestos de grupos feministas em Natal.
- Mobilização nas redes com #JustiçaParaJuliana.
- Investigação policial com análise de vídeos e testemunhas.
- Acusação de tentativa de feminicídio contra Cabral.
Contexto da violência de gênero no Brasil
A agressão contra Juliana reflete um problema estrutural no Brasil, onde a violência contra a mulher permanece alarmante. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2024, mais de 1,4 mil casos de feminicídio foram registrados no país, um aumento de 3% em relação ao ano anterior. O Rio Grande do Norte, embora pequeno em população, figura entre os estados com altas taxas de violência doméstica, segundo o Mapa da Violência de 2024.
Especialistas apontam que casos como o de Juliana reforçam a necessidade de políticas públicas mais eficazes, como o fortalecimento da Lei Maria da Penha e a ampliação de redes de apoio às vítimas. Programas de reeducação para agressores também são defendidos como medida preventiva. Em Natal, a Casa da Mulher Brasileira, um centro de atendimento às vítimas, tem sido acionada para apoiar Juliana e outras mulheres em situação de violência.
- Dados sobre violência de gênero:
- 1,4 mil feminicídios registrados no Brasil em 2024.
- Rio Grande do Norte entre os estados com alta taxa de violência doméstica.
- Lei Maria da Penha como ferramenta central de proteção.
- Casa da Mulher Brasileira oferece suporte às vítimas.
Medidas judiciais e apoio à vítima
A prisão em flagrante de Igor Cabral foi convertida em preventiva, e ele aguarda julgamento no sistema penitenciário do Rio Grande do Norte. A Defensoria Pública do estado está acompanhando o caso, garantindo assistência jurídica à vítima. Além disso, Juliana terá acesso a suporte psicológico e social por meio de programas estaduais, como o Centro de Referência às Mulheres em Situação de Violência.
A Justiça potiguar tem priorizado casos de violência doméstica, com a criação de varas especializadas. No entanto, ativistas alertam que a lentidão em alguns processos ainda é um obstáculo. “A justiça precisa ser rápida e exemplar para desencorajar novos casos”, afirmou Maria José, coordenadora do Coletivo Leila Diniz.
- Ações judiciais e de apoio:
- Prisão preventiva de Igor Cabral confirmada.
- Defensoria Pública oferece assistência jurídica à vítima.
- Suporte psicológico via programas estaduais.
- Varas especializadas agilizam casos de violência doméstica.
Caminho para a recuperação
Juliana enfrenta um longo caminho para superar os traumas físicos e emocionais. A cirurgia de reconstrução facial, embora adiada, é essencial para restaurar sua aparência e funcionalidade. Profissionais de saúde destacam que o acompanhamento psicológico será igualmente importante, dado o impacto de tamanha violência. A comunidade local se mobilizou para arrecadar fundos que ajudem nas despesas médicas e na reintegração de Juliana à sua rotina.
A família, que veio de Curitiba para apoiá-la, reforça a importância de redes de solidariedade. “Ela é forte, mas precisa de todo o suporte possível agora”, disse Jaqueline Garcia. A sociedade civil, por sua vez, cobra medidas preventivas, como campanhas educativas e maior fiscalização de casos de violência doméstica.
- Apoio à recuperação de Juliana:
- Cirurgia de reconstrução facial a ser remarcada.
- Acompanhamento psicológico intensivo.
- Arrecadação de fundos pela comunidade local.
- Campanhas educativas contra violência de gênero.