A Petrobras anunciou, em 28 de julho de 2025, uma redução média de 14% no preço do gás natural vendido às distribuidoras, com impacto direto no gás canalizado e no GNV, a partir de 1º de agosto. No Rio de Janeiro, a concessionária Naturgy informou que os consumidores sentirão alívio nas tarifas, com quedas de até 7,27% para o GNV na região metropolitana. A medida, que não inclui o gás de botijão (GLP), reflete a queda de 11% no preço do petróleo Brent e a valorização de 3,2% do real frente ao dólar. A redução é parte dos ajustes trimestrais previstos nos contratos com distribuidoras, beneficiando residências, comércios, indústrias e motoristas. Desde dezembro de 2022, o preço do gás acumula queda de 32%, reforçando a competitividade do combustível.
A iniciativa deve aliviar custos para consumidores e empresas, mas o preço final depende de fatores como transporte e tributos estaduais.
- Quem é afetado: Residências, comércios, indústrias e postos de GNV.
- Onde: Redução aplicada nacionalmente, com detalhes para o Rio de Janeiro.
- Como aderir: Redução automática nas tarifas a partir de 1º de agosto.
- Por que: Queda do petróleo Brent e valorização do real.
O anúncio reforça a estratégia da Petrobras para manter preços competitivos no mercado.
Detalhes da redução no Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, a Naturgy detalhou os impactos da redução para diferentes segmentos. Na Região Metropolitana (CEG), os clientes residenciais terão uma queda média de 1,39% para consumos de 7 m³/mês, enquanto o setor comercial verá redução de 1,45% para 400 m³/mês. Os postos de GNV terão o maior desconto, de 3,73%, e as indústrias, de 3,47% para 3 milhões de m³/mês. No interior do estado (CEG Rio), as reduções são ainda mais expressivas: 3,50% para residências, 4,07% para comércios, 7,27% para GNV e 5,56% para indústrias.
A diferença nos percentuais reflete as especificidades dos contratos com a Petrobras e os custos regionais de transporte e distribuição. A Naturgy atende cerca de 1 milhão de clientes no estado, com destaque para o GNV, usado por 1,7 milhão de veículos leves.
- Residencial (CEG): Queda de 1,39% para 7 m³/mês.
- Comercial (CEG): Redução de 1,45% para 400 m³/mês.
- GNV (CEG): Desconto de 3,73% nos postos de combustíveis.
- Interior (CEG Rio): Até 7,27% de redução para GNV.
A economia deve beneficiar especialmente motoristas de aplicativos e taxistas no Rio.
Fatores que impulsionam a redução
A queda de 14% no preço do gás natural é impulsionada por fatores econômicos globais. O petróleo Brent, referência para os contratos da Petrobras, caiu 11% no último trimestre, enquanto o real se valorizou 3,2% frente ao dólar. Esses ajustes são previstos em contratos trimestrais com as distribuidoras, que vinculam os preços à cotação do petróleo e à taxa de câmbio. Além disso, mecanismos introduzidos pela Petrobras em 2024, como prêmios por desempenho e incentivos à demanda, permitem quedas ainda maiores em contratos específicos.
Desde dezembro de 2022, o preço médio da molécula de gás acumula uma redução de 32%, podendo chegar a 33% com os incentivos. A estratégia fortalece a competitividade do gás natural frente a outras fontes de energia, como o etanol e a gasolina.
- Petróleo Brent: Queda de 11% no último trimestre.
- Câmbio: Valorização de 3,2% do real frente ao dólar.
- Incentivos: Prêmios de 2024 ampliam reduções em contratos.
- Acumulado: Queda de 32% no preço da molécula desde 2022.
A redução reflete a adaptação da Petrobras às condições de mercado, beneficiando consumidores finais.

Benefícios para consumidores e indústrias
A redução no preço do gás canalizado e do GNV traz alívio para diferentes setores. No Rio, motoristas de aplicativos e taxistas, que dependem do GNV, podem economizar até 50% em relação ao etanol e à gasolina. Além disso, veículos movidos a GNV no estado têm desconto de 62,5% no IPVA, tornando o combustível ainda mais atrativo. Um carro popular percorre cerca de 14 km com 1 m³ de GNV, contra 7 km com 1 litro de etanol e 10 km com 1 litro de gasolina.
Para indústrias, a queda de até 5,56% no interior do Rio reduz custos operacionais, especialmente em setores intensivos em energia, como siderurgia e química. Residências e comércios também se beneficiam, embora o impacto seja menor devido a tributos estaduais, como o ICMS, que limitam o repasse integral da redução.
- Economia no GNV: Até 50% mais barato que etanol e gasolina.
- Desconto no IPVA: 62,5% para veículos a GNV no Rio.
- Indústrias: Redução de até 5,56% no interior do estado.
- Tributos: ICMS pode limitar o repasse total da redução.
A iniciativa deve estimular a demanda por gás natural em diversos setores.
Sustentabilidade e competitividade do GNV
O GNV se destaca não apenas pela economia, mas também pela sustentabilidade. Comparado à gasolina e ao diesel, o gás natural emite cerca de 25% menos dióxido de carbono, posicionando-o como uma alternativa na transição energética. A Petrobras ampliou a oferta de gás com o Projeto Integrado Rota 3, em Itaboraí (RJ), que processa até 21 milhões de m³/dia, reforçando a disponibilidade do combustível.
No Rio, onde 1,7 milhão de veículos leves usam GNV e mais de 700 postos estão instalados, a redução de até 7,27% deve ampliar o uso do combustível. A Naturgy oferece ferramentas como o Simulador de Economia, um aplicativo web que calcula o rendimento e a economia com GNV, além de um aplicativo móvel que localiza postos de abastecimento.
- Sustentabilidade: GNV emite 25% menos CO2 que gasolina e diesel.
- Rota 3: Processa até 21 milhões de m³/dia em Itaboraí.
- Ferramentas: Simulador de Economia e aplicativo de localização de postos.
- Uso no Rio: 1,7 milhão de veículos leves movidos a GNV.
O GNV reforça sua posição como uma opção econômica e ambientalmente viável.
Fatores que influenciam o preço final
Embora a Petrobras tenha reduzido o preço da molécula em 14%, o valor final ao consumidor depende de outros fatores. O custo de transporte até as distribuidoras, as margens de lucro das empresas e os tributos estaduais, como o ICMS, influenciam diretamente as tarifas. No caso do GNV, os postos de combustíveis também aplicam suas próprias margens, o que pode limitar o repasse da redução.
A Naturgy destacou que a molécula do gás representa cerca de 40% do preço final do gás canalizado, enquanto tributos e custos operacionais compõem o restante. A empresa trabalha com a agência reguladora do Rio, Agenersa, para garantir que as reduções sejam aplicadas de forma transparente.
- Molécula: Representa 40% do preço final do gás canalizado.
- Tributos: ICMS varia entre estados, afetando o repasse.
- Postos de GNV: Margens de lucro influenciam o preço final.
- Regulação: Agenersa supervisiona ajustes tarifários no Rio.
A transparência no processo é essencial para maximizar os benefícios aos consumidores.