Em um confronto eletrizante pelas quartas de final da Liga das Nações Masculina de Vôlei 2025, o Brasil venceu o terceiro set contra a China por 25 a 16, assumindo a liderança parcial de 2 sets a 1 no Ginásio Beilun, em Ningbo, nesta quarta-feira, 30 de julho. Com destaque para o oposto Alan, que já soma 19 pontos, e o decisivo ataque de Darlan, a seleção brasileira superou momentos de instabilidade e erros chineses para comandar a parcial mais tranquila do jogo até agora. Sob o comando do técnico Bernardinho, o time verde-amarelo busca garantir a vaga na semifinal, enquanto a China, anfitriã do torneio, tenta reverter o placar em um duelo que segue em aberto. A partida, marcada por intensidade e alternâncias no placar, mantém a torcida na expectativa pelo desfecho.
A seleção brasileira começou o jogo com um susto, perdendo o primeiro set por 31 a 29 após 37 minutos de disputa acirrada. No segundo set, ajustes táticos e a entrada de Lucarelli trouxeram equilíbrio, resultando em uma vitória por 25 a 19. O terceiro set consolidou a reação brasileira, com maior consistência no ataque e no bloqueio.
VIRAMOS!!!! 🇧🇷🔥
— Limite Olímpico (@LimiteOlimpico) July 30, 2025
Brasil atropela a China no terceiro set 25X16 e vira o jogo em 2X1! Vamos acelerar para fechar no quarto set!
Brasil 🇧🇷 2 X 1 China 🇨🇳 #VoleiNoSportTV #VNL pic.twitter.com/mrErSgVrtP
- Destaques do Brasil: Alan (19 pontos), Darlan (ataques decisivos), Matheus Pinta (saques e bloqueio).
- Pontos-chave da China: Yu Yuantai e Jiang Chuan lideram os ataques, mas erros de saque prejudicam.
- Momento decisivo: Sequência de pontos brasileiros no terceiro set, explorando falhas chinesas.
O jogo, que coloca frente a frente a melhor campanha da fase classificatória contra a seleção anfitriã, promete emoções até o final.
Superioridade brasileira no terceiro set
O terceiro set marcou a melhor atuação do Brasil na partida até o momento. Desde o início, a seleção verde-amarela impôs seu ritmo, aproveitando erros de saque e ataque da China. Alan, com pontos de ataque e bloqueio, foi o grande nome, enquanto Darlan sacramentou a vitória com um ataque preciso no set point. A parcial, que terminou 25 a 16, foi construída com consistência, apesar de alguns momentos de desatenção, como o erro de Cachopa no saque em um momento crucial. A China, por sua vez, teve dificuldades na recepção, especialmente contra os saques de Matheus Pinta, que anotou dois pontos diretos.
A seleção brasileira demonstrou maior entrosamento, com destaque para o bloqueio, que apareceu em momentos decisivos. Flávio e Lucarelli também contribuíram com pontos importantes, enquanto Lukas Bergmann garantiu ataques consistentes na pipe. A torcida presente no Ginásio Beilun sentiu a pressão do Brasil, que se encontrou em quadra e abriu vantagem confortável.
- Pontos de ataque: Brasil dominou com 13 pontos, contra 8 da China.
- Erros chineses: Cinco falhas de saque e três toques na rede facilitaram a vitória brasileira.
- Mudança tática: Entrada de Lucarelli trouxe maior vibração e eficiência no ataque.
Reação no segundo set foi crucial
O segundo set foi um divisor de águas para o Brasil. Após perder a primeira parcial, a equipe voltou mais agressiva, mas enfrentou dificuldades iniciais com o baixo aproveitamento nos contra-ataques. Bernardinho, visivelmente incomodado, promoveu a entrada de Lucarelli no lugar de Honorato, que teve atuação discreta. A mudança surtiu efeito, e o Brasil emplacou uma sequência impressionante de nove pontos, virando o placar de 14 a 17 para 23 a 17. Cachopa brilhou com dois aces consecutivos, enquanto Lukas Bergmann fechou o set com um ataque preciso, garantindo o empate por 25 a 19.
A China, embalada pela vitória no primeiro set, começou confiante, mas perdeu força com erros no ataque e na recepção. O bloqueio brasileiro, que demorou a funcionar na partida, foi decisivo na reta final, com Matheus Pinta e Lucarelli barrando as investidas adversárias. A vibração da equipe, ausente no início, cresceu e contagiou os jogadores, que passaram a atuar com mais fluidez.
- Virada histórica: Brasil reverteu desvantagem de três pontos em menos de cinco minutos.
- Aces de Cachopa: Dois saques diretos do levantador foram fundamentais para a vitória.
- Bloqueio eficiente: Quatro pontos de bloqueio no set, contra apenas um da China.
Primeiro set expôs fragilidades
A partida começou com o Brasil tomando a iniciativa, abrindo 5 a 1 com ataques de Alan e Flávio. No entanto, a China se recuperou rapidamente, equilibrando o placar com bloqueios sólidos e ataques precisos de Wen Zihua e Yu Yuantai. O set, que durou 37 minutos, foi marcado por alternâncias no comando do marcador. A seleção chinesa aproveitou dois bloqueios consecutivos para virar o jogo em 16 a 14, forçando Bernardinho a pedir tempo. Apesar da tentativa de reação, com pontos importantes de Alan e Darlan, o Brasil não conseguiu conter os erros, especialmente no saque e na recepção. A China fechou a parcial em 31 a 29, após cinco set points, com um bloqueio decisivo sobre Alan.
O primeiro set revelou dificuldades do Brasil em manter a consistência nos momentos cruciais. Erros de saque, como os de Darlan e Bergmann, e toques na rede comprometeram a vantagem inicial. A China, por outro lado, soube explorar os contra-ataques e manter a calma nos pontos finais, garantindo a vitória parcial.
- Duração intensa: 37 minutos, o set mais longo do jogo até agora.
- Bloqueio chinês: Três pontos de bloqueio foram decisivos para a vitória.
- Alan como destaque: O oposto brasileiro anotou nove pontos, mas não evitou a derrota.
Desfalque e ajustes táticos
O Brasil entrou em quadra com um desfalque significativo: o central Judson, fora por uma contusão nas costas. Matheus Pinta assumiu a vaga e se destacou com pontos de saque e bloqueio, especialmente no terceiro set. A escalação inicial contou com Fernando Cachopa (levantador), Alan (oposto), Lukas Bergmann e Honorato (ponteiros), Flávio e Matheus Pinta (centrais) e Maique (líbero). A substituição de Honorato por Lucarelli no segundo set trouxe nova dinâmica à equipe, com o experiente ponteiro contribuindo com pontos de ataque e bloqueio.
Bernardinho, conhecido por sua exigência tática, ajustou a equipe ao longo do jogo, cobrando maior vibração e eficiência nos contra-ataques. A entrada de Lucarelli foi um acerto, mas o treinador ainda busca corrigir a instabilidade em momentos decisivos, como visto no primeiro set. A China, apesar de ser a anfitriã e ter avançado por sediar o torneio, mostrou organização, com destaque para Yu Yuantai e Jiang Chuan, mas pecou em erros não forçados.
- Matheus Pinta: Substituiu Judson com eficiência, anotando quatro pontos no jogo.
- Lucarelli decisivo: Entrada do ponteiro mudou o ritmo da equipe no segundo set.
- China anfitriã: Time se classificou por sediar o evento, mas mostra competitividade.
O que esperar do restante do jogo
O Brasil chega ao quarto set com a vantagem parcial de 2 a 1 e a confiança renovada após a vitória dominante no terceiro set. A consistência de Alan, que lidera a pontuação com 19 pontos, e a crescente participação de Darlan e Lucarelli são trunfos para a seleção. No entanto, a China demonstrou capacidade de reação no primeiro set e pode se apoiar no apoio da torcida local para buscar o empate. O duelo segue aberto, com os brasileiros precisando manter a concentração para evitar erros que custaram caro na primeira parcial.
A Liga das Nações Masculina de Vôlei 2025 é uma competição crucial para o Brasil, que busca consolidar sua hegemonia no torneio. A equipe, líder da fase classificatória, enfrenta uma China que, apesar de não estar entre as favoritas, tem surpreendido pela organização tática. O resultado deste jogo definirá quem avança à semifinal, com a expectativa de um confronto ainda mais intenso nos sets finais.
- Chave para a vitória: Brasil precisa manter a eficiência no bloqueio e reduzir erros de saque.
- Ameaça chinesa: Yu Yuantai e Jiang Chuan são os principais perigos no ataque.
- Fator torcida: Jogar em Ningbo dá vantagem emocional à China.