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Chico da Costa brilha no Mirassol com gols e um amuleto inusitado

Chico da Costa
Chico da Costa - Foto: Instagram Chico da Costa - Foto: Instagram

Chico da Costa, atacante de 30 anos, brilha no Mirassol com três gols em três jogos, trazendo experiência internacional e um amuleto inusitado: um boneco Chucky. Após uma década jogando em clubes do México, Bolívia, Paraguai e Colômbia, o gaúcho de Taquari retorna ao Brasil, marcando contra Palmeiras, Santos e Ceará na Série B. Conhecido por sua seriedade em campo e timidez fora dele, Chico conquistou títulos, como o Campeonato Boliviano de 2022, e carrega histórias de superação, incluindo episódios de racismo enfrentados no exterior. O boneco Chucky, adotado como mascote no Bolívar, virou símbolo de união e sorte.

O retorno de Chico da Costa ao futebol brasileiro tem chamado atenção. Após uma carreira internacional de destaque, o atacante de 30 anos chegou ao Mirassol, clube do interior paulista, e rapidamente se tornou o centro das atenções na Série B do Campeonato Brasileiro. Com três gols em três partidas, contra adversários de peso como Palmeiras, Santos e Ceará, o jogador já é considerado a nova sensação do Leão. Além do faro de gol, Chico traz consigo uma história rica, marcada por experiências em quatro países, conquistas de títulos e um amuleto peculiar: um boneco Chucky, adotado como símbolo de sorte no Bolívar, da Bolívia.

A trajetória do jogador, nascido em Taquari, no Rio Grande do Sul, é repleta de momentos marcantes. Depois de deixar o Brasil aos 21 anos, ele construiu uma carreira sólida na América Latina, com passagens por clubes no México, Bolívia, Paraguai e Colômbia. No Bolívar, onde atuou entre 2022 e 2024, Chico marcou 52 gols em 82 jogos, incluindo um contra o Flamengo na Libertadores de 2024. Sua volta ao Brasil, após quase uma década, é motivada pela vontade de estar mais próximo de casa e mostrar seu talento em um novo cenário.

  • Carreira internacional: Chico jogou em clubes como Inter Playa, Venados, Atlante e Querétaro, no México, além do Bolívar, na Bolívia.
  • Títulos conquistados: Destaque para o Campeonato Boliviano de 2022, onde foi decisivo na final contra o The Strongest.
  • Impacto imediato: Três gols em três jogos pelo Mirassol, mostrando adaptação rápida ao futebol brasileiro.

Um amuleto fora da curva

A história do boneco Chucky como amuleto de Chico da Costa é um dos pontos mais curiosos de sua trajetória. Tudo começou em 2022, quando o atacante comprou o boneco em um aeroporto após uma derrota do Bolívar para o Oriente Petrolero. Inicialmente uma brincadeira interna, o Chucky ganhou status de mascote extraoficial do elenco boliviano. O boneco acompanhava o time em viagens e jogos, coincidindo com uma arrancada que culminou no título nacional. Chico, responsável por cuidar do amuleto, viu o objeto ganhar o carinho da torcida, que chegou a levar réplicas para as arquibancadas do estádio Hernando Siles.

O atacante relembra com bom humor o impacto do Chucky no vestiário. A brincadeira, segundo ele, fortaleceu o espírito de equipe, criando um laço único entre os jogadores. Apesar de hoje estar guardado, o boneco permanece como uma lembrança de momentos de glória na Bolívia. A história do amuleto reflete a personalidade de Chico: sério em campo, mas capaz de abraçar momentos leves e descontraídos fora dele.

  • Origem do amuleto: Comprado em um aeroporto após uma derrota, como uma brincadeira interna.
  • Símbolo de união: O boneco acompanhava o time em momentos decisivos, como quartas, semifinais e a final do campeonato.
  • Apoio da torcida: Réplicas do Chucky apareceram nas arquibancadas, tornando-o um ícone entre os torcedores do Bolívar.
  • Guarda especial: Chico era o responsável por cuidar do boneco, que ficou em sua casa durante sua passagem pelo clube.

Enfrentando o racismo no futebol

Chico da Costa também enfrentou desafios fora das quatro linhas. Durante sua passagem pela América do Sul, o atacante viveu episódios de racismo, especialmente em clubes como o Cerro Porteño, do Paraguai, onde torcedores foram protagonistas de ofensas racistas. Um caso marcante ocorreu em 2025, quando torcedores do Cerro chamaram o jogador Luighi, do Palmeiras sub-20, de “macaco” durante a Libertadores da categoria. Chico destaca que a falta de contexto histórico em alguns países sul-americanos dificulta a compreensão da gravidade dessas atitudes.

Apesar das dificuldades, o jogador buscou o diálogo como forma de conscientização. Ele relata que tentou explicar a seus colegas de equipe a profundidade da dor causada por ofensas raciais, enfatizando que, para brasileiros negros, essas situações vão além de provocações esportivas. A experiência de Chico reforça a necessidade de ações educativas e punições mais rigorosas no futebol sul-americano para combater o racismo.

  • Casos marcantes: Episódios de racismo no Cerro Porteño, incluindo ofensas a jovens jogadores.
  • Diálogo como solução: Chico buscou contextualizar a gravidade do racismo para colegas de time.
  • Desafio cultural: A ausência de vivência histórica em outros países dificulta a compreensão do tema.

Adaptação e saudade do Brasil

A trajetória internacional de Chico também foi marcada por adaptações culturais e linguísticas. Quando deixou o Brasil, o atacante não falava espanhol, mas a imersão em países como México e Bolívia o forçou a aprender rapidamente. Ele conta histórias divertidas, como a de uma brasileira em Cancún que, após anos fora, misturava português e espanhol ao falar. Chico, no entanto, garante que nunca perdeu a fluência em português, embora tenha sentido falta de elementos típicos da cultura brasileira, como o tradicional arroz com feijão.

No México, por exemplo, o feijão é comum no café da manhã, como no prato Huevos Rancheros, mas servido de forma diferente do Brasil. A saudade da comida caseira, especialmente da farofa, acompanhou Chico durante toda sua jornada no exterior. Agora, de volta ao Brasil, ele celebra a oportunidade de estar em um ambiente familiar, mesmo em uma cidade pequena como Mirassol, com 65 mil habitantes.

  • Aprendizado linguístico: Chico aprendeu espanhol por necessidade, sem aulas formais.
  • Saudade da comida: Arroz, feijão e farofa foram os itens mais sentidos durante os anos fora.
  • Cultura mexicana: O feijão, consumido em pasta, é comum no café da manhã, mas diferente do prato brasileiro.

Impacto imediato no Mirassol

Desde sua chegada ao Mirassol, Chico da Costa tem mostrado por que é considerado uma contratação de peso. Seus três gols em três jogos, contra adversários de tradição, colocam o atacante como peça central no esquema do técnico do Leão. A cidade de Mirassol, apesar de pequena, vive um momento de otimismo com o desempenho do jogador, que rapidamente conquistou a torcida. A experiência internacional, aliada à sua capacidade de finalização, faz de Chico um reforço estratégico para o clube na luta pelo acesso na Série B.

O jogador destaca sua felicidade em voltar ao Brasil e atuar em um clube que, mesmo sem o tamanho de gigantes como Flamengo ou Palmeiras, tem uma torcida apaixonada e uma estrutura sólida. Sua adaptação rápida ao futebol brasileiro é um indicativo de que Chico pode ser um dos destaques da temporada, trazendo não apenas gols, mas também uma história de superação e carisma.

  • Gols decisivos: Três gols contra Palmeiras, Santos e Ceará, todos em jogos importantes.
  • Adaptação rápida: Chico se integrou ao elenco do Mirassol em apenas duas semanas.
  • Apoio da torcida: O jogador já é querido pelos torcedores do Leão, que veem nele um líder em campo.

O futuro de Chico no Brasil

Aos 30 anos, Chico da Costa vive um momento de auge físico e técnico. Sua experiência internacional, combinada com a motivação de jogar no Brasil após quase uma década, sugere que o atacante ainda tem muito a oferecer. No Mirassol, ele encontrou um ambiente acolhedor, onde pode mostrar seu talento e continuar escrevendo sua história. O boneco Chucky, embora guardado, permanece como um símbolo de sua jornada, marcada por desafios, conquistas e momentos inesquecíveis.

O retorno de Chico ao futebol brasileiro também reacende a discussão sobre a importância de jogadores experientes em clubes de menor porte. Sua capacidade de se destacar em um cenário competitivo como a Série B mostra que talento e dedicação podem brilhar em qualquer contexto. Para os torcedores do Mirassol, Chico é mais do que um artilheiro: é a prova de que, com ou sem amuleto, a paixão pelo futebol sempre encontra um caminho.

  • Momento de auge: Chico combina experiência e boa forma física aos 30 anos.
  • Importância para o Mirassol: O jogador é peça-chave na busca pelo acesso à Série A.
  • História inspiradora: Sua trajetória reforça a resiliência de atletas em contextos diversos.
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