Em um confronto eletrizante na final da Copa América Feminina, Brasil e Colômbia empataram em 4 a 4 no estádio Casa Blanca, em Quito, neste sábado, 2 de agosto de 2025, às 18h. A partida, marcada por gols, reviravoltas e lances decisivos, terminou com as equipes disputando a taça nos pênaltis, após um empate emocionante na prorrogação. Marta, ícone do futebol brasileiro, marcou dois gols, mas perdeu um pênalti crucial, enquanto a Colômbia, liderada por Linda Caicedo e Leicy Santos, mostrou resiliência para igualar o placar. A decisão segue em aberto, com as cobranças alternadas mantendo a tensão no estádio lotado. O jogo, transmitido ao vivo, prendeu a atenção de torcedores em ambos os países, ansiosos pelo desfecho dessa batalha sul-americana.
A partida começou equilibrada, com as duas seleções buscando o ataque desde os primeiros minutos. O Brasil, comandado pela técnica de Arthur Elias, apostou na experiência de Marta e na velocidade de Amanda Gutierres, enquanto a Colômbia, sob o comando de Ângelo Marsiglia, confiou no talento de Caicedo e na força física de Mayra Ramírez. O empate no tempo normal e na prorrogação reflete a intensidade de um duelo que pode coroar um novo campeão continental.
- Principais destaques do jogo até agora:
- Marta marcou dois gols, um no tempo normal e outro na prorrogação.
- Linda Caicedo foi decisiva, com um gol nos pênaltis e assistências.
- Goleiras Lorena e Kathe Tapia brilharam com defesas importantes.
- O jogo teve nove cartões amarelos, mostrando a competitividade.
Minutos decisivos da partida
O confronto entre Brasil e Colômbia foi uma montanha-russa de emoções, com lances que mudaram o rumo do jogo em momentos cruciais. A seguir, os principais momentos da partida, destacados em uma linha do tempo com base nos eventos até as cobranças de pênaltis:
- 29′ do 1º tempo: Mayra Ramírez quase ampliou para a Colômbia em um contra-ataque, mas perdeu o controle da bola ao tentar driblar Lorena, cedendo o tiro de meta.
- 53′ do 1º tempo: Angelina converteu um pênalti para o Brasil, empatando o jogo em 1 a 1 com uma cobrança precisa, após falta confirmada pelo VAR.
- 34′ do 2º tempo: Amanda Gutierres marcou um belo gol para o Brasil, dominando no peito e chutando cruzado, colocando a seleção à frente por 2 a 1.
- 42′ do 2º tempo: Mayra Ramírez empatou para a Colômbia em um contra-ataque fulminante, após assistência de Linda Caicedo, deixando o placar em 2 a 2.
- 50′ do 2º tempo: Marta acertou um golaço de fora da área, no ângulo, recolocando o Brasil na frente por 3 a 2, em um dos momentos mais vibrantes do jogo.
- 9′ da prorrogação (2º tempo): Leicy Santos marcou de falta para a Colômbia, igualando o placar em 4 a 4 com uma cobrança magistral no ângulo direito.
A partida foi para os pênaltis após o empate na prorrogação, com as goleiras Lorena e Kathe Tapia se destacando nas cobranças.
Goleiras em destaque nas penalidades
As goleiras foram protagonistas nas cobranças de pênaltis, com defesas que mantiveram as equipes no páreo. Kathe Tapia, da Colômbia, defendeu chutes de Marta e Angelina, enquanto Lorena, do Brasil, parou Leicy Santos. A sequência de cobranças alternadas segue em andamento, com o equilíbrio predominando.
O Brasil começou bem, com Mariza e Amanda Gutierres convertendo suas cobranças, enquanto Paví, da Colômbia, desperdiçou ao chutar por cima. No entanto, a defesa de Tapia no pênalti de Marta reacendeu as esperanças colombianas. A tensão nas arquibancadas do Casa Blanca reflete a importância de cada cobrança.
- Momentos-chave nas penalidades:
- Linda Caicedo deslocou Lorena e marcou para a Colômbia.
- Marta teve seu chute rasteiro defendido por Tapia.
- Lorena defendeu a cobrança de Leicy Santos, mantendo o Brasil na disputa.
- Paví chutou por cima, desperdiçando uma chance colombiana.
- Tarciane converteu para o Brasil, acertando o canto direito.
Ataque brasileiro mostra força
O Brasil demonstrou potência ofensiva ao longo da partida, com Marta liderando as ações. A camisa 10 marcou dois gols, um no tempo normal e outro na prorrogação, reforçando sua importância para a equipe. Amanda Gutierres também foi decisiva, com um gol no segundo tempo e uma cobrança convertida nos pênaltis. A seleção brasileira criou oportunidades claras, como o chute de Kerolin que parou na trave e o escanteio fechado de Yasmim, que quase surpreendeu Tapia.
Por outro lado, a defesa brasileira enfrentou dificuldades, especialmente no gol contra de Tarciane, que empatou o jogo no segundo tempo. A entrada de Isa Haas reforçou o setor defensivo, mas a Colômbia soube explorar contra-ataques rápidos, liderados por Caicedo e Ramírez.
Resiliência colombiana em campo
A Colômbia mostrou por que chegou à final, com uma atuação aguerrida e organizada. Leicy Santos foi fundamental, marcando um gol de falta na prorrogação e criando jogadas perigosas. Linda Caicedo, apesar de jovem, demonstrou maturidade, com assistências e um gol nos pênaltis. A equipe colombiana também contou com a solidez de Kathe Tapia, que, mesmo atendida por lesão durante a prorrogação, voltou ao jogo e fez defesas cruciais.
A substituição de Mayra Ramírez no final do segundo tempo trouxe fôlego novo ao ataque, mas a Colômbia sentiu a pressão do Brasil em momentos-chave. A equipe, no entanto, não se intimidou e manteve o jogo equilibrado até os pênaltis.
- Fatores que destacaram a Colômbia:
- Contra-ataques rápidos, explorando a velocidade de Caicedo.
- Cobranças de bola parada, como o gol de falta de Leicy Santos.
- Atuação segura de Kathe Tapia nas penalidades.
Tensão no estádio Casa Blanca
O estádio Casa Blanca, em Quito, foi palco de um espetáculo vibrante, com torcedores de ambos os países criando uma atmosfera única. A final da Copa América Feminina atraiu atenção não apenas pela qualidade técnica, mas também pela rivalidade crescente entre Brasil e Colômbia no futebol feminino. A arbitragem, liderada por Dione Rissios, foi exigida ao longo do jogo, com nove cartões amarelos distribuídos, incluindo para técnicos e jogadoras reservas.
A revisão do VAR no primeiro tempo, que resultou no pênalti para o Brasil, foi um dos momentos de maior polêmica. As jogadoras colombianas protestaram, mas a decisão foi mantida, gerando ainda mais intensidade na partida.
Equilíbrio tático em campo
O confronto destacou o equilíbrio tático entre as duas equipes. O Brasil apostou em jogadas pelas laterais, com cruzamentos de Kerolin e Yasmim, enquanto a Colômbia priorizou contra-ataques e bolas paradas. A entrada de Vitória Yaya no segundo tempo deu mais dinamismo ao meio-campo brasileiro, mas a Colômbia respondeu com substituições como Restrepo, que marcou nos pênaltis.
O jogo também foi marcado por momentos de superação. Kathe Tapia, após atendimento médico, voltou ao gol e defendeu dois pênaltis, enquanto Lorena, do Brasil, segurou a pressão colombiana em momentos cruciais. A partida segue indefinida, com as cobranças alternadas mantendo a expectativa pelo campeão.
