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Brad Pitt volta como Cliff Booth em spin-off de “Era Uma Vez em… Hollywood”

Brad Pitt
Brad Pitt - Foto: taniavolobueva / Shutterstock.com Brad Pitt - Foto: taniavolobueva / Shutterstock.com

Brad Pitt está de volta ao papel que lhe rendeu um Oscar, o dublê Cliff Booth, em um aguardado spin-off de “Era Uma Vez em… Hollywood”, intitulado “The Adventures of Cliff Booth”. As filmagens começaram em Los Angeles, sob a direção de David Fincher, com roteiro assinado por Quentin Tarantino. Ambientada em 1977, a produção da Netflix promete explorar a Hollywood dos anos 70, focando na vida de Booth como um “faz-tudo” nos bastidores da indústria cinematográfica. A trama, mantida em sigilo, traz um tom mais maduro e mergulha nos segredos e intrigas do cinema da época. A escolha de Fincher para dirigir, em vez de Tarantino, marca um momento raro no cinema, unindo dois gigantes com estilos distintos. A expectativa é alta, com previsão de estreia para 2026.

As primeiras imagens do set mostram Pitt com o visual clássico de Cliff Booth: cabelo comprido, bigode marcante e a icônica camisa amarela. As filmagens, iniciadas em julho de 2025, ocorrem em locais como o New Beverly Cinema, de propriedade de Tarantino, reforçando a conexão com o universo do filme original. O projeto, que não é uma sequência direta, mas um derivado, promete uma abordagem nova, com Booth como protagonista em um papel mais central.

Um reencontro de gigantes no cinema

A colaboração entre Brad Pitt, Quentin Tarantino e David Fincher é um dos pontos altos do projeto. Pitt, que já trabalhou com Fincher em “Se7en” (1995), “Clube da Luta” (1999) e “O Curioso Caso de Benjamin Button” (2008), foi o responsável por levar o roteiro de Tarantino ao diretor. Tarantino, por sua vez, optou por não assumir a direção, focando em outros projetos pessoais, como a criação de seu décimo e último filme.

  • Histórico de sucesso: Pitt e Fincher formam uma dupla aclamada, com filmes que marcaram gerações.
  • Roteiro de Tarantino: Mesmo sem dirigir, Tarantino entrega um texto repleto de referências cinéfilas e diálogos afiados.
  • Mudança de tom: A visão de Fincher deve trazer um olhar mais psicológico e sombrio, contrastando com a nostalgia vibrante do filme original.
  • Investimento pesado: A Netflix desembolsou US$ 20 milhões pelo roteiro e mais de US$ 200 milhões no total, segundo a Variety.

O projeto reflete a confiança da Netflix em transformar o spin-off em um marco do streaming, com um orçamento que supera o dobro do filme original, que custou US$ 90 milhões.

A Hollywood dos anos 70 sob nova perspectiva

Ambientado oito anos após os eventos de “Era Uma Vez em… Hollywood”, o filme se passa em 1977, uma era de transição na indústria cinematográfica. A trama acompanha Cliff Booth como um “homem de confiança” dos estúdios, lidando com os bastidores de Hollywood. A escolha do período reflete mudanças culturais, com o declínio dos westerns e a ascensão dos blockbusters, como “Star Wars”.

O filme promete explorar a faceta mais madura de Booth, um veterano de guerra e dublê com um passado misterioso. Diferente do longa original, onde ele orbitava o ator Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), aqui Booth é o centro da narrativa. Rumores apontam que a história pode envolver gângsteres filipinos infiltrados na indústria, trazendo um tom de ação e suspense.

Elenco estelar e participações especuladas

O spin-off reúne um elenco de peso, com nomes confirmados e especulações que agitam os fãs. Além de Pitt, a produção conta com Carla Gugino, Yahya Abdul-Mateen II, Elizabeth Debicki e Scott Caan.

  • Carla Gugino: Conhecida por “Jogo Perigoso”, sua personagem ainda é um mistério.
  • Yahya Abdul-Mateen II: Pode interpretar uma versão ficcional de Jim Brown, segundo a Telegraph.
  • Elizabeth Debicki: Rumores indicam que ela será Roberta, gerente de um bar de luta livre.
  • Scott Caan: Traz carisma rebelde ao elenco, com um papel ainda não revelado.

Há especulações sobre participações de Leonardo DiCaprio, reprisando Rick Dalton, e Margot Robbie, como Sharon Tate. Embora não confirmadas, essas possíveis aparições alimentam a curiosidade do público. A presença de novos nomes, como Corey Fogelmanis e Karren Karagulian, sugere uma expansão do universo criado por Tarantino.

Brad Pitt em 'Era Uma Vez em... Hollywood'
Brad Pitt em ‘Era Uma Vez em… Hollywood’ – Foto: Divulgação

A visão de David Fincher no comando

David Fincher, conhecido por sua abordagem meticulosa e psicológica, promete dar um tom único ao spin-off. Diferente da estética nostálgica e vibrante de Tarantino, Fincher deve explorar os aspectos mais sombrios e existenciais de Cliff Booth. Sua filmografia, que inclui obras como “Zodíaco” e “A Rede Social”, indica que o filme pode mergulhar nas complexidades do personagem e da Hollywood da época.

O diretor já trabalhou com a Netflix em projetos como “Mank” e “O Assassino”, consolidando sua parceria com a plataforma. A escolha de Fincher foi aprovada por Tarantino, que, segundo o Omelete, deu um “talvez” inicial, mas confiou no potencial do colega para levar o projeto adiante. A colaboração entre os dois cineastas, mediada por Pitt, é vista como um marco raro no cinema contemporâneo.

Expectativas e impacto na indústria

A produção de “The Adventures of Cliff Booth” reforça a aposta da Netflix em conteúdos de alto impacto. Com um orçamento superior a US$ 200 milhões, o filme é um dos mais caros da plataforma, que também garantiu incentivos fiscais de US$ 20 milhões na Califórnia. As filmagens, iniciadas em julho de 2025, devem se estender até dezembro, com locações que transformam Los Angeles em uma cápsula do tempo dos anos 70.

O projeto também levanta discussões sobre o futuro do cinema. Enquanto “Era Uma Vez em… Hollywood” teve um lançamento nos cinemas, o spin-off será voltado principalmente para o streaming, com uma exibição limitada em salas. Essa decisão gerou debates, com veículos como a Telegraph questionando por que um filme com nomes tão grandes não terá uma estreia ampla nos cinemas.

O legado de Cliff Booth

Cliff Booth, interpretado por Pitt, é um dos personagens mais marcantes de Tarantino. No filme original, ele é descrito como um herói de guerra, especialista em combate e com um passado enigmático, incluindo rumores de ter matado a esposa. Sua performance rendeu a Pitt o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 2020, consolidando o personagem como um ícone.

O spin-off promete aprofundar a personalidade de Booth, explorando sua lealdade, coragem e os dilemas morais que o acompanham. A escolha de focar em um “faz-tudo” dos estúdios abre espaço para histórias que misturam ação, suspense e o glamour decadente de Hollywood.

  • Características de Booth: Veterano de guerra, habilidoso em combate e com um charme irresistível.
  • Conexão com Tarantino: Inspirado em figuras como o dublê Gary Kent e o lutador Gene LeBell.
  • Evolução do personagem: O filme mostra um Booth mais velho, navegando em um novo papel na indústria.
  • Impacto cultural: A volta do personagem reacende o interesse pelo universo de “Era Uma Vez em… Hollywood”.

Rumores e especulações sobre a trama

Embora a Netflix mantenha a trama sob sigilo, algumas pistas já surgiram. Segundo a Rolling Stone, o filme pode envolver Booth enfrentando gângsteres filipinos, com cenas de ação que destacam suas habilidades em artes marciais. A ambientação em 1977 sugere referências a filmes e eventos culturais da época, como a estreia de “Star Wars” e a consolidação de novos gêneros cinematográficos.

Há também especulações sobre a relação do spin-off com “The Movie Critic”, projeto anterior de Tarantino que foi cancelado. Alguns veículos, como o Omelete, sugerem que partes do roteiro original podem ter sido incorporadas a “The Adventures of Cliff Booth”. A Netflix, no entanto, não confirmou essas conexões.

Um marco para o streaming

A produção de “The Adventures of Cliff Booth” destaca o poder da Netflix em atrair talentos como Tarantino, Fincher e Pitt. O investimento de mais de US$ 200 milhões reflete a confiança da plataforma em criar um evento cinematográfico, mesmo fora das salas de cinema. A escolha de Los Angeles como locação principal reforça a autenticidade do projeto, com ruas e estabelecimentos recriados para refletir a estética dos anos 70.

O filme também marca um momento de transição para Tarantino, que planeja seu último projeto enquanto confia em Fincher para expandir seu universo. Para os fãs, a promessa é de uma obra que combina o estilo autoral de dois diretores com o carisma de Pitt, em uma história que celebra e questiona o mito de Hollywood.

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