Ozzy Osbourne, ícone do heavy metal e vocalista do Black Sabbath, faleceu em 22 de julho de 2025, aos 76 anos, deixando um legado que revolucionou a música. A causa de sua morte, revelada em 5 de agosto pelo tabloide The Sun, aponta para uma combinação de parada cardíaca, infarto agudo do miocárdio, doença arterial coronariana e complicações do Parkinson, conforme consta em seu atestado de óbito. O cantor, conhecido como Príncipe das Trevas, morreu cercado pela família em sua mansão em Buckinghamshire, Inglaterra, após uma carreira marcada por shows memoráveis e polêmicas. Duas semanas após sua partida, um cortejo em Birmingham e um funeral privado atenderam seus desejos de uma despedida alegre. A notícia abalou fãs e artistas, que celebram sua influência no rock.
O mundo da música perdeu uma de suas figuras mais emblemáticas. Ozzy, que sobreviveu a décadas de excessos, lutou contra problemas de saúde nos últimos anos, incluindo Parkinson, diagnosticado em 2003, e complicações de uma queda em 2019.
Ozzy Osbourne’s cause of death revealed at age 76: report https://t.co/LEHFehXaCG pic.twitter.com/BcLt42h1iC
— New York Post (@nypost) August 5, 2025
- Impacto global: Fãs de mais de 50 países prestaram homenagens.
- Legado musical: Black Sabbath vendeu mais de 75 milhões de álbuns.
- Último show: Reunião histórica com a banda em 5 de julho de 2025.
Detalhes da causa da morte
A revelação da causa da morte de Ozzy Osbourne trouxe clareza sobre os desafios de saúde enfrentados pelo cantor. O atestado de óbito, obtido pelo The Sun, detalha que a parada cardíaca foi o evento final, agravada por um infarto agudo do miocárdio. A doença arterial coronariana, que compromete o fluxo sanguíneo ao coração, e o Parkinson, que afetava sua mobilidade e saúde geral, também foram fatores determinantes.
Nos últimos anos, Ozzy enfrentou batalhas públicas contra o Parkinson, que limitou suas turnês. Em 2023, ele anunciou a aposentadoria de shows internacionais, mas insistiu em se apresentar em Birmingham para o concerto “Back to the Beginning”, em 5 de julho de 2025. Esse evento, que reuniu os membros originais do Black Sabbath, foi descrito como seu “adeus perfeito” por sua esposa, Sharon Osbourne.
O cantor também lidou com complicações de uma cirurgia na coluna após uma queda em 2019, que o deixou com dores crônicas. Apesar disso, sua determinação em subir ao palco emocionou fãs e colegas, que destacaram sua resiliência.
Funeral celebra vida de Ozzy
O funeral de Ozzy Osbourne, realizado em 31 de julho de 2025, foi marcado por emoção e fidelidade aos desejos do cantor. A cerimônia privada ocorreu no terreno de sua mansão em Buckinghamshire, em um jardim de 101 hectares, conforme ele expressou em sua autobiografia “Eu Sou Ozzy”. Um arranjo floral com a frase “OZZY F—ING OSBOURNE” foi colocado próximo a um lago, simbolizando sua personalidade irreverente.
No dia anterior, um cortejo fúnebre percorreu Birmingham, sua cidade natal. Milhares de fãs lotaram as ruas, jogando rosas e cantando hinos do Black Sabbath, como “Iron Man”, acompanhados pela banda local Bostin Brass. A procissão passou pelo Black Sabbath Bridge, onde flores e mensagens formaram um memorial espontâneo. Sharon, Kelly, Jack e Aimee Osbourne, junto com netos, participaram do evento, visivelmente emocionados.
- Homenagem musical: Bostin Brass tocou clássicos do Black Sabbath.
- Presenças ilustres: Elton John, Tony Iommi e Zakk Wylde estiveram no cortejo.
- Tributo dos fãs: Mais de 10 mil pessoas compareceram em Birmingham.
- Memórias pessoais: Fãs deixaram cervejas e mensagens no memorial.
Desejos irreverentes para a despedida
Ozzy Osbourne sempre deixou claro que queria um funeral que refletisse sua personalidade vibrante. Em entrevista ao The Times em 2011, ele pediu uma celebração em vez de luto, sugerindo brincadeiras como sons de batidas no caixão ou um vídeo humorístico questionando sua morte. Ele também mencionou seu desejo de ser enterrado sob uma macieira silvestre, para que “as crianças possam fazer vinho e se divertir”.
Em 2016, ao falar com a NME, Ozzy revelou preferências musicais para o funeral. Ele descartou suas próprias canções, especialmente coletâneas, e escolheu faixas dos Beatles, como algo de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” ou “Revolver”. Sua única exigência era evitar “músicas felizes”, já que, nas suas palavras, “estarei morto”.
- Humor característico: Ozzy sugeriu brincadeiras para alegrar o funeral.
- Escolha musical: Preferiu Beatles a suas próprias canções.
- Rejeição ao luto: Queria um evento de gratidão, não tristeza.
Legado do Príncipe das Trevas
Ozzy Osbourne transformou o heavy metal com o Black Sabbath, fundado em 1968 em Birmingham. A banda, com seus riffs pesados e letras sombrias, definiu um gênero que influenciou gerações. Álbuns como “Paranoid” e “Master of Reality” venderam milhões e permanecem clássicos. Após deixar o grupo em 1979, Ozzy construiu uma carreira solo de sucesso, com hits como “Crazy Train” e “No More Tears”.
Além da música, Ozzy conquistou o público com o reality show “The Osbournes”, exibido na MTV nos anos 2000, que revelou seu lado familiar e carismático. Sua vida, marcada por excessos, polêmicas (como o incidente do morcego) e redenção, tornou-o um ícone cultural.
- Pioneirismo: Black Sabbath é considerado o pai do heavy metal.
- Carreira solo: Ozzy lançou 12 álbuns solo, vendendo milhões.
- Impacto cultural: “The Osbournes” foi um marco na TV dos anos 2000.
- Reconhecimento: Indicado ao Hall da Fama do Rock duas vezes.
Reações de fãs e artistas
A morte de Ozzy gerou uma onda de tributos. Elton John o chamou de “pioneiro” e “lenda do rock”. Tony Iommi, guitarrista do Black Sabbath, destacou que Ozzy “queria aquele último show” como despedida. Yungblud, que se apresentou no concerto final, disse estar “de coração partido” pela perda do “maior de todos os tempos”. Fãs de todo o mundo compartilharam histórias pessoais, como Ebony Rager, que viajou de Edimburgo para o cortejo após conhecer Ozzy no Comic Con.
Em Birmingham, o Black Sabbath Bridge tornou-se um ponto de peregrinação. Fãs deixaram flores, cervejas e mensagens, enquanto a cidade planeja um memorial permanente. Um filme do último show, “Back to the Beginning: Ozzy’s Final Bow”, será lançado em 2026, permitindo que fãs revivam sua despedida.
Último show e conexão com Birmingham
O concerto “Back to the Beginning”, em 5 de julho de 2025, foi um marco. Realizado no Villa Park, reuniu os membros originais do Black Sabbath e artistas como Metallica e Guns N’ Roses. Ozzy, mesmo debilitado, cantou de um trono no palco, emocionando 42 mil pessoas. O evento arrecadou £140 milhões para caridade, reforçando seu compromisso com causas sociais.
Birmingham, onde tudo começou, mantém Ozzy como um símbolo. A cidade concedeu a ele a Liberdade de Birmingham em 28 de junho de 2025, semanas antes de sua morte. O cortejo fúnebre reforçou essa conexão, com fãs cantando “War Pigs” e gritando “Ozzy!” nas ruas.
- Show histórico: Reunião com Black Sabbath após 20 anos.
- Impacto social: Concerto arrecadou milhões para caridade.
- Homenagem local: Birmingham planeja memorial permanente.
Vida marcada por desafios e vitórias
Ozzy enfrentou décadas de abuso de substâncias, mas se recuperou após se internar em reabilitação. Sua luta contra o Parkinson e lesões na coluna mostrou sua força. Ele leaves behind Sharon, sua esposa desde 1982, e cinco filhos: Aimee, Kelly, Jack, Louis e Jessica (de seu primeiro casamento). Sua autobiografia, “I Am Ozzy”, revela um homem que abraçou suas falhas e celebrou suas conquistas.
A história de Ozzy é de resiliência. De um jovem disléxico preso aos 15 anos a uma lenda global, ele viveu intensamente. Sua lápide, como ele brincou, pode mencionar o morcego, mas seu legado é muito maior: um pioneiro que deu voz ao heavy metal e inspirou milhões.