Uma adolescente de 15 anos viveu momentos de terror durante uma corrida de aplicativo em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, na noite de 30 de julho de 2025, quando foi assediada por um motorista da plataforma 99. A jovem, que gravou áudios do ocorrido, relatou que o homem passou a mão em sua perna, cheirou e beijou seu cabelo, além de fazer comentários abusivos, como pedir um beijo na boca e convidá-la para um motel. O caso, registrado em boletim de ocorrência, chocou a família da vítima, que recebeu apoio da empresa. O motorista, que não foi preso por estar fora do período de flagrante, teve seu perfil bloqueado na plataforma. A Polícia Militar investiga o caso, enquanto a adolescente, traumatizada, evita usar aplicativos de transporte sozinha.
A mãe da vítima relatou que a filha estava em choque ao chegar em casa, chorando muito após a experiência. A família acompanhou a localização da jovem em tempo real, temendo por sua segurança. A adolescente enviou os áudios para os pais, que registraram o caso junto às autoridades.

A empresa 99 informou que repudia qualquer forma de violência e que está oferecendo suporte psicológico à vítima. O caso levanta discussões sobre a segurança de menores em aplicativos de transporte e as medidas de proteção adotadas pelas plataformas.
Detalhes do ocorrido em Uberlândia
O incidente ocorreu por volta das 21h, quando a adolescente, que estava no bairro Laranjeiras, solicitou uma corrida para voltar ao Jardim Patrícia. Durante o trajeto, o motorista começou a fazer perguntas pessoais e comentários inadequados. A jovem, percebendo o comportamento estranho, começou a gravar a conversa. Nos áudios, é possível ouvir o homem insistindo em propostas indecorosas, mesmo após repetidas negativas da passageira.
A vítima, que agiu rapidamente ao compartilhar sua localização com a família, conseguiu chegar em casa, mas o trauma permaneceu. A mãe relatou que a filha não conseguiu voltar à escola no dia seguinte, ainda abalada pelo ocorrido.
- Comportamento do motorista: Passou a mão na perna da jovem, cheirou e beijou seu cabelo, fez comentários de cunho sexual.
- Reação da vítima: Negou as investidas, gravou os áudios e enviou sua localização aos pais.
- Apoio familiar: Os pais acompanharam o trajeto e aguardaram a filha na portaria do prédio.
O caso foi registrado como assédio sexual, e a Polícia Civil de Uberlândia conduz as investigações.
Reação da plataforma 99
A empresa 99, responsável pela corrida, agiu rapidamente ao tomar conhecimento do caso. O motorista teve seu perfil bloqueado, impedindo-o de realizar novas corridas. Além disso, uma equipe especializada entrou em contato com a família para oferecer suporte, incluindo acesso a tratamento psicológico por meio do seguro da plataforma.
A 99 destacou sua política de tolerância zero contra qualquer tipo de violência, especialmente assédio e violência sexual. A empresa afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, reforçando o compromisso com a segurança dos usuários.
- Medidas imediatas: Bloqueio do perfil do motorista na plataforma.
- Apoio à vítima: Contato com a família e oferta de suporte psicológico.
- Colaboração com a polícia: Disponibilidade para fornecer informações às autoridades.
A resposta da empresa, embora ágil, reacende o debate sobre os processos de verificação de motoristas e a proteção de passageiros vulneráveis, como menores de idade.
Impacto na vítima e na família
A adolescente, que costumava usar aplicativos de transporte para se locomover, agora enfrenta medo e insegurança. A mãe da jovem afirmou que ela não voltará a usar esses serviços sozinha, refletindo a perda de confiança na segurança das plataformas. O trauma também afetou a rotina da vítima, que se recusou a retornar à escola no dia seguinte ao incidente, ainda abalada emocionalmente.
A família, que descreveu o ocorrido como “nojento” e “assustador”, expressou indignação com a naturalidade com que o motorista fez os comentários, sugerindo que ele poderia já ter agido de forma semelhante em outras ocasiões. A mãe destacou a importância dos áudios gravados pela filha, que foram fundamentais para embasar a denúncia.
Resposta do motorista e investigação policial
Após a repercussão do caso, o motorista também registrou um boletim de ocorrência, alegando ter recebido ameaças de morte por mensagens de números desconhecidos. Ele negou as acusações de assédio, mas os áudios apresentados pela vítima contradizem sua versão. A Polícia Militar informou que não foi possível prendê-lo, pois o caso não foi registrado em flagrante.
A Polícia Civil agora analisa as evidências, incluindo os áudios e o depoimento da vítima, para determinar os próximos passos. O caso está sendo tratado como assédio sexual, e a investigação busca esclarecer se há outros registros contra o motorista.
- Alegação do motorista: Nega o assédio e relata ameaças recebidas após o caso.
- Evidências: Áudios gravados pela vítima são a principal prova do ocorrido.
- Andamento da investigação: Polícia Civil analisa o caso para determinar medidas legais.
Medidas de segurança em aplicativos de transporte
O incidente em Uberlândia reacende a discussão sobre a segurança em aplicativos de transporte, especialmente para menores de idade. Plataformas como a 99 e outras do setor têm investido em tecnologias como verificação de identidade, monitoramento de corridas em tempo real e botões de emergência. No entanto, casos como esse expõem a necessidade de medidas mais rigorosas.
Especialistas apontam que a triagem de motoristas precisa ser mais detalhada, incluindo verificações frequentes de antecedentes criminais. Além disso, a orientação para que menores sejam acompanhados por responsáveis durante as corridas é uma recomendação comum, mas nem sempre seguida.
- Verificação de motoristas: Empresas devem reforçar checagem de antecedentes.
- Recursos de segurança: Botão de pânico e compartilhamento de localização em tempo real.
- Proteção a menores: Recomenda-se que menores sejam acompanhados em corridas.
- Treinamento: Capacitação de motoristas para lidar com situações sensíveis.
A sociedade civil também cobra maior transparência das empresas sobre como lidam com denúncias e quais medidas preventivas são adotadas para evitar novos casos.
Debate público e conscientização
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e em veículos de imprensa, gerando debates sobre a segurança de mulheres e adolescentes em ambientes públicos e privados. Organizações que defendem os direitos das mulheres destacam que o assédio sexual é uma realidade persistente e que casos como esse reforçam a importância de educar a população sobre o tema.
A atitude da adolescente em gravar os áudios foi elogiada por especialistas, que veem na ação um exemplo de como a tecnologia pode ser usada para documentar abusos e buscar justiça. A família, por sua vez, espera que o caso sirva de alerta para outras jovens e incentive plataformas a reforçar a segurança.
- Repercussão nas redes: Usuários cobram mais segurança em aplicativos de transporte.
- Educação contra o assédio: Campanhas para conscientizar sobre comportamentos abusivos.
- Uso da tecnologia: Gravações e localização em tempo real como ferramentas de proteção.
O caso de Uberlândia, embora isolado, reflete um problema maior que exige atenção contínua de empresas, autoridades e da sociedade.