Brasil

Jovens morrem em colisão com caminhão na Serra do Cadeado em Guarapuava

acidente picape
acidente picape - Foto: Polícia Rodoviária Estadual acidente picape - Foto: Polícia Rodoviária Estadual

Dois jovens, Lucas Eduardo Camargo, de 22 anos, e Henrique Ferreira Pinto, de 25 anos, perderam a vida em um grave acidente na tarde de 6 de agosto de 2025, na PR-170, na Serra do Cadeado, Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, Paraná. A picape em que estavam colidiu violentamente com um caminhão, partindo-se ao meio e ejetando ambos os ocupantes, que morreram no local. O acidente, ocorrido às 14h40 no quilômetro 390, foi causado pela perda de controle da picape após uma roda cair no degrau do acostamento, segundo relato do caminhoneiro, de 60 anos, que saiu ileso. A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) investiga as causas, enquanto a comunidade local lamenta a tragédia.

A colisão chocou a região pela violência do impacto, que destruiu completamente a picape VW/Saveiro. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros chegaram rapidamente, mas não puderam salvar as vítimas. O trecho, conhecido por suas curvas perigosas, ficou interditado por horas, gerando grande comoção em Guarapuava.

  • Local do acidente: Serra do Cadeado, PR-170, km 390.
  • Vítimas: Lucas Eduardo Camargo, 22 anos, e Henrique Ferreira Pinto, 25 anos.
  • Veículo: Picape VW/Saveiro, partida ao meio.
  • Condição do caminhoneiro: Ileso, sem necessidade de atendimento médico.

Lucas, estudante de Engenharia Agronômica no Centro Universitário Campo Real, e Henrique, ambos moradores de Guarapuava, eram conhecidos na comunidade, o que intensificou o luto local. A universidade emitiu nota de pesar, destacando a dedicação de Lucas aos estudos.

Dinâmica do acidente

A tragédia ocorreu quando a picape, que seguia no sentido Pinhão-Guarapuava, perdeu o controle após uma roda deslizar no degrau do acostamento, conforme relato do caminhoneiro aos bombeiros. O veículo invadiu a pista contrária, colidindo lateralmente com a frente do caminhão Mercedes-Benz. A força do impacto partiu a picape ao meio, arremessando os ocupantes a metros de distância. O caminhoneiro, que seguia no sentido oposto, não teve tempo de reagir, mas escapou sem ferimentos.

O trecho da Serra do Cadeado é conhecido por acidentes frequentes devido às curvas fechadas e à falta de barreiras de contenshe protection. A ausência de cintos de segurança, apontada como possível fator pela PRE, pode ter contribuído para a gravidade do acidente, já que os jovens foram ejetados. A investigação da Polícia Civil e da Criminalística está em andamento para esclarecer detalhes.

  • Causa inicial: Roda da picape caiu no degrau do acostamento.
  • Impacto: Colisão lateral com a frente do caminhão.
  • Consequência: Picape destruída, ocupantes ejetados.
  • Investigação: Polícia Civil e Criminalística apuram responsabilidades.

A PRE informou que o caso será tratado como homicídio culposo, e o laudo pericial determinará se houve imprudência ou outros fatores. Testemunhas relataram que a picape trafegava em alta velocidade, mas isso ainda não foi confirmado oficialmente.

Repercussão em Guarapuava

A morte de Lucas e Henrique gerou profunda comoção em Guarapuava, onde ambos eram conhecidos. Nas redes sociais, amigos e familiares compartilharam mensagens de luto, destacando a alegria de Henrique e o comprometimento de Lucas com os estudos. O Centro Universitário Campo Real suspendeu aulas em homenagem ao aluno e organizou um momento de oração. A comunidade local cobra melhorias na PR-170, como sinalização e barreiras de contenção.

O velório de ambos ocorreu na Capela Mortuária Umuprev, com sepultamentos no Cemitério Municipal Jardim da Paz, às 15h e 16h de 7 de agosto. Centenas de pessoas compareceram para prestar condolências, refletindo o impacto da tragédia na cidade.

  • Local do velório: Capela Mortuária Umuprev, Guarapuava.
  • Horários: Henrique às 15h, Lucas às 16h, no Cemitério Jardim da Paz.
  • Reação: Homenagens nas redes sociais e luto coletivo na cidade.
  • Demanda: Comunidade pede melhorias na segurança da rodovia.
acidente
acidente – Foto: Samu

Histórico de acidentes na Serra do Cadeado

A PR-170, especialmente no trecho da Serra do Cadeado, é conhecida por sua periculosidade. Em 2020, uma colisão entre um carro e um caminhão deixou três mortos de uma mesma família, incluindo uma adolescente de 15 anos. Em 2019, outro jovem, de 23 anos, morreu após bater na traseira de um caminhão no km 396. Esses casos reforçam a fama do trecho, com curvas sinuosas e falta de infraestrutura adequada, como guardrails.

Dados da PRE mostram que a PR-170 registra, em média, 10 acidentes graves por ano entre Guarapuava e Pinhão, com 20% resultando em mortes. A topografia montanhosa e a pista estreita contribuem para o risco, especialmente em dias de chuva ou neblina, embora o dia do acidente estivesse com condições climáticas normais.

  • Acidente de 2020: Três mortes, incluindo pai, mãe e filha, na PR-170.
  • Acidente de 2019: Jovem de 23 anos morto em colisão traseira.
  • Estatísticas: 10 acidentes graves anuais, 20% fatais.
  • Fatores de risco: Curvas, pista estreita, falta de barreiras.

Medidas de segurança em debate

A tragédia reacendeu discussões sobre a segurança na PR-170. Moradores e autoridades locais apontam a necessidade de melhorias, como alargamento da pista, instalação de guardrails e sinalização mais clara. A PRE recomenda que motoristas reduzam a velocidade no trecho, especialmente em curvas, e usem cinto de segurança, equipamento que poderia ter evitado a ejeção das vítimas.

Organizações comunitárias planejam uma campanha para conscientizar motoristas sobre a importância de dirigir com cautela na serra. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná informou que estudos para melhorias na PR-170 estão em andamento, mas não há prazo para obras. A ausência de barreiras de contenção no local do acidente foi citada como fator agravante.

  • Medidas propostas: Alargamento da pista, guardrails, sinalização.
  • Recomendações da PRE: Reduzir velocidade, usar cinto de segurança.
  • Campanha: Conscientização para direção defensiva na serra.
  • Obras: Estudos do DER em andamento, sem prazo definido.

Luto e homenagens às vítimas

A comunidade de Guarapuava se uniu para homenagear Lucas e Henrique. Amigos organizaram carreatas em memória dos jovens, com mensagens de apoio às famílias. A universidade onde Lucas estudava anunciou uma bolsa de estudos em seu nome, voltada para alunos de Engenharia Agronômica. Nas redes sociais, vídeos e fotos dos jovens circularam, com mensagens destacando suas personalidades vibrantes.

Os sepultamentos atraíram centenas de pessoas, incluindo colegas, professores e líderes comunitários. A família de Henrique pediu privacidade, enquanto a de Lucas agradeceu o apoio recebido. A tragédia reforçou a necessidade de união comunitária em momentos de luto e de pressão por melhorias nas rodovias da região.

  • Homenagens: Carreatas e bolsa de estudos em nome de Lucas.
  • Sepultamentos: Centenas de pessoas no Cemitério Jardim da Paz.
  • Redes sociais: Vídeos e fotos em memória dos jovens.
  • Pedido: Família de Henrique solicita privacidade no luto.
To Top