Em uma noite memorável no IGA Stadium, em Montréal, a jovem canadense Victoria Mboko, de apenas 18 anos, conquistou o título do WTA 1000 ao derrotar a japonesa Naomi Osaka por 2 sets a 1, com parciais de 2/6, 6/4 e 6/1, nesta quinta-feira, 7 de agosto de 2025. A partida, disputada na quadra central, marcou a primeira conquista de Mboko em um torneio deste nível, consolidando sua ascensão meteórica no tênis mundial. Impulsionada pela torcida local, a wildcard surpreendeu a ex-número 1 do mundo, que buscava seu oitavo título na carreira. A vitória coloca Mboko como uma das maiores promessas do esporte, garantindo um salto no ranking e um lugar na história do tênis canadense. O confronto, que durou pouco mais de duas horas, foi um espetáculo de resiliência e talento, com Mboko revertendo um set inicial desfavorável para dominar a reta final do jogo.
A final começou com Osaka impondo seu jogo agressivo, quebrando o saque de Mboko logo no início e fechando o primeiro set em 6/2, com cinco aces e 70% de aproveitamento no primeiro serviço. Mboko, porém, ajustou sua estratégia, usando sua velocidade e defesa para prolongar os ralis e desgastar a adversária. No segundo set, a canadense salvou break points cruciais e aproveitou um erro de Osaka no décimo game para empatar a partida em 6/4. O terceiro set foi um monólogo de Mboko, que venceu 6/1 com um jogo sólido, marcando 78% de aproveitamento no primeiro saque e 35 winners, contra apenas 20 erros não forçados. A torcida, que lotou o estádio com 12 mil pessoas, celebrou cada ponto como se fosse o último, impulsionando a jovem a uma vitória histórica.
A NEW CANADIAN SUPERSTAR IS BORN 🏆🇨🇦
— Sportsnet (@Sportsnet) August 8, 2025
Victoria Mboko defeats Naomi Osaka in a three-set battle to capture the National Bank Open title in Montreal 💥#OBN25 | @OBNmontreal pic.twitter.com/9uspi3h7d3
- Principais momentos da partida:
- Osaka dominou o primeiro set com saques potentes e quebras rápidas.
- Mboko ajustou o jogo no segundo set, focando em devoluções profundas.
- Terceiro set foi marcado pela consistência de Mboko e erros de Osaka.
- Apoio da torcida foi decisivo nos momentos de pressão.
Trajetória impressionante de Mboko
A campanha de Victoria Mboko em Montréal foi marcada por vitórias impressionantes contra adversárias de alto calibre. Como wildcard e 88ª do ranking, a jovem começou o torneio fora do top 300 no início de 2025, mas acumulou 52 vitórias na temporada, incluindo cinco títulos ITF. Em Montréal, ela derrotou Kimberly Birrell (7/5, 6/3), Sofia Kenin (6/2, 6/3), Marie Bouzkova (1/6, 6/3, 6/0), Coco Gauff (6/1, 6/4), Jessica Bouzas Maneiro (6/4, 6/2) e Elena Rybakina (1/6, 7/5, 7/6). Sua vitória contra Rybakina, salvando um match point, foi um dos momentos mais emocionantes do torneio, mostrando sua resiliência e capacidade de lidar com pressão. Mboko se tornou a quarta canadense a chegar à final de Montréal, seguindo os passos de Bianca Andreescu, campeã em 2019.
A jovem, nascida em Toronto e de ascendência camaronesa, começou a jogar tênis aos três anos, inspirada por Serena Williams. Sua trajetória no circuito juvenil já indicava potencial, mas foi em 2025 que ela se consolidou como uma força no tênis profissional. Mboko demonstrou um jogo versátil, combinando defesa sólida com golpes precisos, especialmente nas devoluções de saque. Contra Osaka, sua estratégia de prolongar os pontos e explorar erros da adversária foi fundamental. A vitória a projeta para o 34º lugar no ranking, garantindo um bye na primeira rodada do WTA 1000 de Cincinnati e consolidando seu status como uma das favoritas para o US Open.
- Destaques da campanha de Mboko:
- Vitória sobre três campeãs de Grand Slam (Kenin, Gauff, Rybakina).
- 41 aces no torneio, contra 25 de Osaka.
- 10h12 em quadra, mostrando resistência física.
- Salto de mais de 50 posições no ranking WTA.
Desempenho de Naomi Osaka
Naomi Osaka, de 27 anos, chegou à final de Montréal como a 49ª do ranking, em sua melhor campanha em um WTA 1000 desde 2022. A japonesa, que voltou às quadras em 2024 após a maternidade, superou quatro cabeças de chave no torneio, incluindo Clara Tauson na semifinal (6/2, 7/6). Conhecida por sua potência no saque e golpes de base, Osaka teve um desempenho sólido, com 70% de pontos vencidos no primeiro saque contra Tauson e uma média de sete aces por partida em 2025. No entanto, na final, ela enfrentou dificuldades para manter a consistência, cometendo 25 erros não forçados contra Mboko. Apesar da derrota, Osaka elogiou a adversária, destacando sua maturidade e potencial para o futuro.
A ex-número 1 do mundo tem sete títulos WTA, incluindo quatro Grand Slams (US Open 2018 e 2020, Australian Open 2019 e 2021). Sua experiência em quadras duras, onde conquistou todos os seus títulos, a tornava favorita, mas a energia de Mboko e o apoio da torcida local foram obstáculos difíceis. Osaka, que já enfrentou ambientes hostis, como em Indian Wells 2018, não conseguiu impor seu jogo no terceiro set, onde Mboko dominou com 82% de aproveitamento no primeiro serviço. A japonesa agora foca no US Open, onde buscará recuperar o ritmo e lutar por mais um título de Grand Slam.
- Números de Osaka na final:
- 11 aces, mas apenas 43% de pontos vencidos no segundo saque.
- 6/13 em break points convertidos.
- 7h30 totais em quadra no torneio, contra 10h12 de Mboko.
Ascensão de Mboko no tênis mundial
A vitória de Mboko marca um momento de renovação para o tênis canadense, que tem investido em jovens talentos por meio de programas de base. Nascida em Toronto, Mboko representa a diversidade do esporte, sendo uma das poucas atletas afrodescendentes a alcançar uma final de WTA 1000. Sua trajetória em 2025, com atuações destacadas em Roland-Garros e Wimbledon, já indicava seu potencial, mas o título em Montréal a coloca entre as principais promessas do circuito. A jovem destacou o apoio da torcida e de sua família como fatores decisivos para sua confiança em quadra.
Mboko também se beneficia de um sistema de apoio sólido, incluindo treinadores que a acompanham desde o circuito juvenil. Sua habilidade de enfrentar adversárias experientes, como Gauff e Rybakina, mostra uma maturidade rara para sua idade. A canadense agora se prepara para o WTA 1000 de Cincinnati, onde entrará como uma das favoritas, e para o US Open, onde pode surpreender novamente. Sua ascensão reflete o crescimento do tênis no Canadá, que já revelou nomes como Bianca Andreescu e Denis Shapovalov.
- Fatores do sucesso de Mboko:
- Jogo defensivo sólido, com devoluções precisas.
- Mentalidade madura, mesmo em momentos de pressão.
- Apoio da torcida local, que lotou o IGA Stadium.
- Experiência adquirida em torneios ITF em 2025.
Impacto no ranking e premiação
A conquista de Mboko garante 1.000 pontos no ranking WTA, além de uma premiação de US$ 752.275. Com o resultado, ela sobe para o top 30, um feito impressionante para uma jogadora que começou o ano fora do top 300. Osaka, por sua vez, leva 650 pontos e deve retornar ao top 40, consolidando seu retorno ao circuito após a maternidade. A final de Montréal, a primeira entre duas jogadoras fora do top 40 em um WTA 1000 desde 2009, destacou o equilíbrio do circuito feminino e a emergência de novos talentos.
O torneio também reforça a relevância do Canadian Open no calendário da WTA, atraindo grandes nomes e revelando novas estrelas. A vitória de Mboko, impulsionada pela torcida, foi um marco para o evento, que teve recorde de público no IGA Stadium. A jovem canadense agora carrega a expectativa de manter o nível em torneios futuros, enquanto Osaka busca recuperar sua consistência em grandes palcos.
- Mudanças no ranking e premiação:
- Mboko: top 30 com título, top 34 com vice.
- Osaka: top 21 com título, top 24 com vice.
- Premiação: US$ 752.275 para a campeã, US$ 452.000 para a vice.
- Pontos: 1.000 para a campeã, 650 para a finalista.
Reação da torcida e do circuito
A torcida canadense desempenhou um papel crucial na campanha de Mboko, especialmente na final, onde o IGA Stadium vibrou com cada ponto. Faixas e cânticos de apoio ecoaram durante a partida, criando um ambiente de pressão para Osaka, que, apesar da experiência, não conseguiu manter o ritmo no terceiro set. Após a vitória, Mboko caiu de joelhos, emocionada, e agradeceu aos fãs, destacando a importância de jogar em casa. A imprensa internacional também reagiu ao feito, com elogios à maturidade e ao potencial da jovem.
No circuito, a vitória de Mboko foi celebrada por jogadoras como Coco Gauff, que destacou sua athleticidade e positividade. A ascensão da canadense também reacende discussões sobre a renovação do tênis feminino, com jovens como Mboko, Clara Tauson e Mirra Andreeva desafiando veteranas. A final de Montréal foi transmitida pelo Tennis Channel e ESPN+, alcançando milhões de espectadores e reforçando a relevância do torneio no cenário global.
- Reações no circuito:
- Gauff: “Mboko tem um futuro brilhante pela frente.”
- Osaka: “Ela jogou como uma veterana.”
- Torcida: 12 mil pessoas lotaram o IGA Stadium.
- Imprensa: destaque para a maturidade de Mboko aos 18 anos.