Um cabo da Polícia Militar, identificado como Johannes Kennedy Santana, foi baleado no pescoço durante uma perseguição a suspeitos de arrastões na região da Chácara Santo Antônio, Zona Sul de São Paulo, na quinta-feira, 7 de agosto de 2025. A ação, que terminou na favela de Paraisópolis, foi registrada por câmeras corporais, revelando o momento exato do disparo. Dois suspeitos, Kauan Alison Alves dos Santos, de 19 anos, e Gabriel Vieira dos Santos, de 28, foram identificados como responsáveis pelo ataque. A arma do policial foi roubada durante a fuga dos criminosos, que permanecem foragidos. A Secretaria da Segurança Pública reforçou o policiamento na região, mobilizando cerca de 300 agentes para capturar os envolvidos. Santana foi socorrido pelo helicóptero Águia e levado ao Hospital das Clínicas, onde permanece em estado estável, sem lesões em órgãos vitais. A operação policial segue sem prazo para término, com buscas intensas na comunidade. O caso está registrado no 89º Distrito Policial.

A perseguição começou após denúncias de roubos na Chácara Santo Antônio, onde ao menos dez pessoas foram vítimas de assaltantes em motocicletas. As imagens da câmera corporal do cabo Santana, obtidas por veículos de imprensa, mostram a tensão da abordagem, com o policial imobilizando um dos suspeitos antes de ser baleado. A ação criminosa gerou grande mobilização policial, com reforço de equipes da Força Tática e da Tropa de Choque.
- Criminosos agiram em três motos, roubando celulares, alianças e correntes.
- Vítimas prestaram depoimento no 89º DP, detalhando os assaltos.
- A arma roubada do PM é um dos alvos das buscas policiais na favela.
- Operação mobiliza 300 agentes, incluindo blitze na Avenida Giovanni Gronchi.
O incidente expõe a crescente violência em abordagens policiais e reacende o debate sobre a segurança nas periferias de São Paulo.
Detalhes da perseguição em Paraisópolis
A operação que culminou no ataque ao cabo Santana começou por volta das 13h05, quando policiais da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) receberam denúncias de arrastões na Chácara Santo Antônio. Criminosos em três motocicletas foram avistados na Rua África do Sul, mas fugiram ao perceber a presença policial. A perseguição se estendeu por cerca de 7 quilômetros até a favela de Paraisópolis, onde os suspeitos se dispersaram.
Na comunidade, Santana tentou abordar Kauan Alison Alves dos Santos, que resistiu e iniciou uma luta corporal. Durante o confronto, o suspeito disparou contra o cabo, atingindo-o no pescoço. Gabriel Vieira dos Santos, que aparece nas imagens da câmera corporal, aproveitou o momento para roubar a arma do policial e fugir. Mesmo ferido, Santana conseguiu acionar o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) pelo rádio, pedindo socorro.
O vídeo de 11 minutos, amplamente divulgado, mostra o desespero do agente enquanto sangrava, mas também sua determinação em comunicar a situação. Três minutos após o disparo, outros policiais chegaram ao local para prestar socorro. A rápida ação do helicóptero Águia garantiu que Santana fosse levado consciente ao hospital, onde exames iniciais descartaram danos graves.
- A perseguição começou após denúncias de roubos em série na Zona Sul.
- Santana imobilizou o suspeito antes de ser baleado no pescoço.
- O vídeo da câmera corporal foi crucial para identificar os suspeitos.
- A arma roubada aumenta a urgência das buscas na favela.
Mobilização policial e impacto na comunidade
A resposta da Polícia Militar foi imediata, com o deslocamento de cerca de 300 agentes para Paraisópolis. A operação, que inclui a Tropa de Choque e a Força Tática, foi reforçada com blitze na Avenida Giovanni Gronchi, principal acesso à comunidade. Segundo o coronel Emerson Massera, porta-voz da PM, a ação não tem prazo para acabar e só será encerrada com a prisão dos suspeitos.
Moradores da região relatam tensão com a presença massiva de policiais. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o momento do disparo e a movimentação na favela, com uma mulher alertando outros residentes para permanecerem em casa. A operação também interditou duas pistas da Avenida Giovanni Gronchi, impactando o trânsito local.
A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso está sendo investigado pelo 89º Distrito Policial, com depoimentos de vítimas e análise das imagens das câmeras corporais. A identificação dos suspeitos foi facilitada pelo vídeo, que capturou detalhes da ação criminosa.
Contexto de violência na região
A Chácara Santo Antônio, bairro de classe média na Zona Sul, tem enfrentado uma onda de arrastões em 2025. Os assaltos relatados na quinta-feira ocorreram em pontos movimentados, como as ruas Booker Pittman, Verbo Divino e Missionários. As vítimas, incluindo um casal e quatro mulheres, tiveram celulares, alianças e correntes roubados por criminosos em motos.
- Os assaltantes agiram em grupo, usando três motocicletas.
- Vítimas foram abordadas durante o horário de almoço, por volta das 13h.
- Os crimes ocorreram em ruas próximas à Avenida João Dias.
- Todas as vítimas registraram ocorrência no 89º DP.
A frequência de roubos na região tem gerado preocupação entre moradores e comerciantes, que cobram mais segurança. A PM intensificou o patrulhamento, mas a violência em abordagens policiais também levanta questionamentos sobre os métodos utilizados.
Histórico de incidentes em Paraisópolis
Paraisópolis tem sido palco de episódios violentos envolvendo a Polícia Militar. Em julho de 2025, um sargento da Rota foi baleado durante um protesto na comunidade, desencadeado pela morte de Igor Oliveira, de 24 anos. Imagens de câmeras corporais revelaram que Oliveira foi executado por PMs, mesmo estando rendido e desarmado, o que gerou revolta entre os moradores.
Outro caso marcante ocorreu em 13 de junho, quando Jeferson de Souza, um morador de rua, foi morto com três tiros de fuzil no Viaduto 25 de Março. As câmeras corporais desmentiram a versão dos policiais, que alegaram resistência da vítima. Os agentes envolvidos foram presos e respondem por homicídio doloso, falsidade ideológica e obstrução da Justiça.
- Igor Oliveira foi morto em 10 de julho, rendido e desarmado.
- Protestos após sua morte resultaram em confrontos e outra vítima fatal.
- O caso de Jeferson de Souza expôs falhas na conduta policial.
- Paraisópolis registra alta incidência de mortes em ações da PM.
Repercussão e medidas de segurança
A tentativa de homicídio contra o cabo Santana reacendeu o debate sobre a segurança dos policiais em operações de alto risco. O coronel Massera defendeu a atuação do cabo, mas destacou que a abordagem isolada não é ideal. A PM planeja revisar protocolos para evitar situações semelhantes, enquanto mantém o foco na captura dos suspeitos.
A comunidade de Paraisópolis vive um clima de apreensão, com moradores temendo represálias durante as buscas. A mobilização policial, embora necessária, impacta a rotina local, com blitze e interdições nas vias de acesso. A recuperação da arma roubada é uma prioridade, dado o risco de seu uso em novos crimes.
A Secretaria da Segurança Pública reiterou o compromisso com a prisão dos responsáveis e a proteção da população. O caso segue em investigação, com a expectativa de que as imagens das câmeras corporais forneçam mais pistas sobre os suspeitos.
Perfil dos suspeitos
Kauan Alison Alves dos Santos, de 19 anos, e Gabriel Vieira dos Santos, de 28, são os principais alvos da operação. Kauan é apontado como o autor do disparo que atingiu Santana, enquanto Gabriel teria roubado a arma do policial. Ambos são suspeitos de integrar uma quadrilha responsável por arrastões na Zona Sul.
- Kauan tem 19 anos e é acusado de atirar no cabo Santana.
- Gabriel, de 28 anos, foi filmado roubando a arma do PM.
- Os dois fugiram após o ataque e permanecem foragidos.
- A quadrilha atuava em motos, roubando pedestres na Chácara Santo Antônio.
As autoridades intensificaram as buscas, com apoio de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de vítimas. A identificação dos suspeitos foi um passo crucial, mas a captura depende de ações coordenadas na comunidade.