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Ondas de calor no Japão batem 17 marcas históricas em 24 horas

Calor Japão
Calor Japão - Foto: itakayuki/istock Calor Japão - Foto: itakayuki/istock

O Japão registrou um marco alarmante nesta segunda-feira, 4 de agosto de 2025, ao quebrar 17 recordes de temperatura em apenas um dia, conforme dados da Agência Meteorológica do Japão (JMA). Cidades como Komatsu, na região de Ishikawa, alcançaram 40,3°C, enquanto Toyama marcou 39,8°C, a maior temperatura já registrada na localidade. Esses números refletem os meses de junho e julho mais quentes desde 1898, intensificados pelas mudanças climáticas globais. O calor extremo, que também levou a temporada de chuvas a terminar três semanas antes no oeste do país, expõe a população a riscos de saúde e pressiona autoridades a emitirem alertas para os próximos meses.

A onda de calor não é um evento isolado, mas parte de uma tendência global de temperaturas cada vez mais altas, impulsionada por atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento. No dia 30 de julho, a região de Hyogo atingiu 41,2°C, a maior temperatura da história do Japão. Outras 15 localidades, incluindo vilarejos e cidades, registraram máximas entre 35,7°C e 39,8°C, segundo a JMA, que monitora mais de 900 pontos no arquipélago.

  • Impactos imediatos: Aumento de internações por insolação, com 17.229 casos em junho.
  • Alerta da JMA: Previsão de “calor severo” até o fim do verão.
  • Contexto global: Ondas de calor intensas também atingem Europa, China e Coreia do Sul.

O fenômeno reforça a urgência de ações contra as mudanças climáticas, enquanto o Japão se prepara para enfrentar semanas ainda mais quentes.

Recordes quebrados e cidades afetadas

A onda de calor de 4 de agosto marcou um dia histórico para o Japão, com 17 localidades registrando temperaturas nunca antes vistas. Komatsu, na região de Ishikawa, liderou com 40,3°C, superando registros de mais de um século. Toyama, na costa, atingiu 39,8°C, enquanto outras áreas, como Kyoto, que na semana anterior marcou 40°C pela primeira vez desde 1880, enfrentaram condições extremas.

Esses recordes refletem a intensidade do verão de 2025, que já havia sido sinalizado como excepcional. A JMA relatou que junho e julho foram os meses mais quentes desde o início dos registros em 1898, com temperaturas médias 2,89°C acima do normal em julho. O calor não apenas quebrou recordes locais, mas também sobrecarregou sistemas de saúde e infraestrutura.

  • Komatsu: 40,3°C, maior temperatura da região em mais de 100 anos.
  • Toyama: 39,8°C, recorde histórico para a cidade costeira.
  • Kyoto: 40°C na semana anterior, marco inédito desde 1880.
  • Outras regiões: 15 localidades com máximas entre 35,7°C e 39,8°C.

A concentração de recordes em um único dia evidencia a gravidade do fenômeno e a necessidade de medidas preventivas.

Mudanças climáticas como motor do calor

As temperaturas extremas no Japão são um reflexo direto das mudanças climáticas, que intensificam a frequência e a severidade das ondas de calor em todo o mundo. A queima de combustíveis fósseis e o desmatamento elevam os níveis de gases de efeito estufa, aquecendo a atmosfera e alterando padrões climáticos. No Japão, o impacto é agravado pela geografia do arquipélago, que varia de áreas subtropicais em Okinawa a regiões montanhosas em Hokkaido.

Em 2024, o Japão já havia registrado o verão mais quente da história, empatado com 2023, com temperaturas médias 1,76°C acima da média de 1991-2020. Este ano, o cenário se repetiu, com julho alcançando 2,89°C acima do normal, segundo a JMA. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou que há 80% de chance de que os próximos cinco anos superem 2024 como o mais quente já registrado, com o planeta ultrapassando 1,5°C de aquecimento em relação aos níveis pré-industriais.

O calor extremo também afeta a biodiversidade. Em Kyoto, as cerejeiras, símbolo cultural do Japão, estão florescendo fora de época devido a invernos menos rigorosos, comprometendo seu ciclo natural.

Calor Japão
Calor Japão – Foto: Hanafujikan/istock

Impactos na saúde e na sociedade

O calor extremo tem consequências diretas para a população japonesa, especialmente para os idosos, que representam uma parcela significativa do país. Em junho, 17.229 pessoas foram internadas com sintomas de insolação, o maior número registrado em um único mês desde 2010. Na última semana de julho, mais de 10.804 internações por insolação foram reportadas, com 16 mortes confirmadas.

As autoridades japonesas intensificaram os alertas, recomendando hidratação frequente, uso de ar-condicionado e suspensão de atividades ao ar livre. Escolas adotaram medidas como alertas diários para pais, orientando que crianças levem água e evitem atividades físicas intensas.

  • Insolação: 17.229 internações em junho, recorde desde 2010.
  • Mortes: 16 óbitos registrados na última semana de julho.
  • Recomendações: Hidratação, uso de ventiladores e redução de atividades externas.
  • Escolas: Alertas diários para pais e suspensão de atividades ao ar livre.

O governo também cancelou ou adiou eventos ao ar livre, enquanto a demanda por eletricidade disparou devido ao uso de sistemas de refrigeração.

Contexto global e outras regiões afetadas

O Japão não está sozinho. A onda de calor de 2025 reflete uma tendência global. Na Coreia do Sul, julho foi o segundo mês mais quente desde 1973, com média de 27,1°C. Na China, partes do país enfrentaram temperaturas acima de 40°C, adiando o início do ano escolar em algumas províncias. Na Europa, países como Espanha registraram aumento de 16% no consumo de eletricidade devido ao calor, enquanto estações no Círculo Polar Ártico marcaram temperaturas acima de 30°C.

Esses eventos reforçam a gravidade das mudanças climáticas, que alteram padrões climáticos e intensificam fenômenos extremos. A OMM destaca que cada fração de grau de aquecimento impacta economias, ecossistemas e a saúde humana, exigindo ações urgentes para reduzir emissões de gases de efeito estufa.

Medidas de adaptação e prevenção

Diante do calor extremo, o Japão implementou estratégias para mitigar os impactos. As autoridades recomendam que a população evite exposição prolongada ao sol, use roupas leves e mantenha ambientes climatizados. Em áreas urbanas como Tóquio, onde a umidade agrava a sensação térmica, a hidratação é enfatizada como medida essencial.

  • Cuidados pessoais: Beber água regularmente, mesmo sem sede.
  • Roupas: Usar tecidos leves e respiráveis, como algodão.
  • Ambientes: Priorizar locais com ar-condicionado ou ventiladores.
  • Atividades: Evitar exercícios físicos nas horas mais quentes.

Além disso, o governo japonês enfrenta desafios para equilibrar a demanda energética com a redução de emissões, especialmente após o fechamento de usinas nucleares pós-Fukushima. A transição para fontes renováveis é vista como crucial para enfrentar a crise climática a longo prazo.

Perspectivas para o futuro próximo

O Japão se prepara para um verão ainda mais desafiador, com a JMA prevendo “calor severo” até o fim da estação. A agência alerta que as temperaturas podem continuar quebrando recordes, especialmente nas regiões norte e leste do arquipélago. A combinação de calor extremo e alta umidade aumenta os riscos de insolação e sobrecarga nos sistemas de saúde e energia.

A nível global, a COP30, marcada para novembro de 2025 em Belém, será um momento crítico para revisar planos de redução de emissões. O Acordo de Paris, que visa limitar o aquecimento a 1,5°C, enfrenta desafios, já que 2024 superou essa marca e os próximos anos podem repetir o feito.

  • COP30: Foco na atualização dos planos nacionais de emissões.
  • Metas globais: Limitar o aquecimento a 1,5°C em relação ao período pré-industrial.
  • Ações locais: Investimento em energia renovável e infraestrutura resiliente.

A situação no Japão é um alerta para a necessidade de ações coordenadas contra as mudanças climáticas, com impactos que transcendem fronteiras e exigem respostas globais.

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