Matheus Bachi defende Cleber Xavier e revela conselhos de Tite no Santos

Matheus Bachi

Matheus Bachi - Foto: @raulbaretta_photo

Matheus Bachi, auxiliar técnico do Santos, defende o trabalho de Cleber Xavier e revela conversas com seu pai, Tite, sobre o clube, em meio a pressões e expectativas na Série A. Em entrevista exclusiva, ele detalha os desafios de reconstruir o elenco, a chegada de reforços e a busca por consistência, enquanto lida com críticas e a presença de Neymar no time. As trocas com Tite, mesmo à distância, trazem orientações valiosas para o jovem auxiliar, que sonha em ser treinador.

Matheus Bachi e a pressão no comando técnico do Santos
Matheus Bachi, auxiliar técnico do Santos e filho do renomado treinador Tite, vive um momento de desafios e aprendizados no clube da Vila Belmiro. Em sua primeira experiência sem o pai na comissão técnica em uma década, ele trabalha ao lado de Cleber Xavier, enfrentando críticas e a expectativa de estabilizar o time na Série A do Campeonato Brasileiro. A pressão aumentou após resultados irregulares, como a derrota para o Grêmio e o desempenho abaixo do esperado contra o Juventude, mas Bachi confia no potencial do elenco e no respaldo da diretoria para dar “passos maiores” na competição.

  • O Santos vive um momento de reconstrução após o retorno à elite do futebol brasileiro.
  • A chegada de reforços, como o zagueiro Caballero, exige tempo para adaptação.
  • A oscilação de desempenho é um desafio, mas a comissão técnica busca consistência.
  • A experiência de Neymar no elenco é vista como um diferencial para elevar o nível do time.

Bachi destaca que a diretoria reconhece o esforço diário da comissão técnica, o que fortalece a confiança no projeto. Ele aponta que o trabalho físico com o elenco já mostra resultados, e a semana cheia de treinos será crucial para ajustes técnicos.

Conversas com Tite: um mestre à distância
Mesmo estando fora do dia a dia do Santos, Tite mantém contato frequente com Matheus Bachi, oferecendo conselhos e análises sobre o desempenho do time. Essas conversas, segundo o auxiliar, são fundamentais para tomar decisões táticas e entender o comportamento da equipe em momentos de pressão. Bachi revela que Tite, com sua vasta experiência em clubes como Corinthians e na Seleção Brasileira, atua como um “mestre” que compartilha observações sobre o jogo e os atletas.

  • Tite dá feedbacks após os jogos, analisando estratégias e comportamentos do elenco.
  • As trocas com o pai ajudam Matheus a equilibrar decisões táticas e emocionais.
  • A relação profissional com Tite não interfere na independência de Bachi no Santos.

O auxiliar enfatiza que, apesar da distância, as conversas com Tite são ricas em detalhes técnicos, como posicionamento de jogadores e leitura de adversários. Essa troca de ideias reforça a confiança de Bachi em liderar o projeto ao lado de Cleber Xavier, mesmo sob críticas da torcida.

Neymar: o extraterrestre que transforma o ambiente
A presença de Neymar no Santos é um dos pontos altos da temporada, segundo Matheus Bachi. O craque, que retornou ao clube após anos no futebol europeu, é descrito como um “extraterrestre” pela qualidade técnica e pelo impacto positivo no vestiário. Bachi destaca que Neymar contagia o ambiente, elevando a moral dos companheiros e da comissão técnica.

  • Neymar disputou três jogos seguidos pela primeira vez em dois anos, contra o Juventude.
  • A estratégia é abastecer o jogador em zonas perigosas para maximizar seu impacto.
  • A inteligência tática de Neymar facilita a comunicação com os colegas em campo.
  • O desafio é ajustar o craque ao time, garantindo solidez defensiva e eficiência ofensiva.

Bachi explica que a comissão trabalha para que Neymar receba a bola em posições que potencializem sua capacidade de decisão, como foi feito na Seleção Brasileira. A evolução física do jogador, que vem ganhando minutos, é vista como um trunfo para o Santos na busca por melhores resultados.

Reconstrução do Santos: um desafio em andamento
O Santos de 2025 enfrenta o desafio de se consolidar na Série A após o acesso da Série B. Matheus Bachi reconhece que o clube foi pego em um momento delicado, com apenas quatro pontos em seis rodadas iniciais. A chegada de reforços e as saídas de jogadores complicaram a formação de um time titular consistente, mas o auxiliar vê progressos.

  • O elenco sofreu com lesões, como as de Guilherme e Arão, atrapalhando estratégias.
  • A oitava melhor campanha nas últimas dez rodadas mostra evolução, apesar de oscilações.
  • A semana cheia de treinos é essencial para trabalhar fundamentos técnicos e táticos.

Bachi acredita que a paciência da diretoria e a qualidade do trabalho da comissão técnica permitirão ao Santos alcançar maior regularidade. Ele cita a vitória contra o Flamengo como um exemplo do potencial do time, mesmo que resultados recentes, como a derrota para o Botafogo, tenham gerado críticas.

Críticas e o peso de ser filho de Tite
Ser filho de Tite, um dos maiores treinadores do futebol brasileiro, traz um peso extra para Matheus Bachi. Ele reconhece que as críticas muitas vezes vêm pelo sobrenome, e não pelo trabalho desempenhado. No entanto, o auxiliar mantém a serenidade, pedindo que os torcedores acompanhem seu dia a dia antes de julgá-lo.

  • Bachi já trabalhou com Tite em clubes e na Seleção, acumulando experiência.
  • Ele compara o futebol a outras áreas, onde filhos seguem os passos dos pais sem tanto questionamento.
  • A pressão externa é absorvida, mas o foco está na qualidade do trabalho diário.

O auxiliar sonha em ser treinador principal no futuro, mas afirma estar focado em construir sua carreira passo a passo. A experiência no Santos, ao lado de Cleber Xavier, é vista como uma oportunidade única para crescer profissionalmente.

Futuro promissor com ajustes táticos
Matheus Bachi confia que o Santos pode reduzir a oscilação de desempenho, buscando notas entre 6 e 8 em suas atuações, com picos de excelência em jogos decisivos. A chegada de reforços recentes, como Caballero e Mayke, e a recuperação física do elenco são fatores que alimentam o otimismo da comissão técnica.

  • A meta é equilibrar o desempenho defensivo e ofensivo, como visto contra o Juventude.
  • O trabalho com Neymar visa potencializar o grupo, criando jogadas decisivas.
  • A confiança da diretoria é essencial para manter a estabilidade do projeto.
  • A semana cheia de treinos será usada para corrigir falhas e explorar o potencial do elenco.

Com o próximo duelo contra o Cruzeiro no Mineirão, o Santos enfrenta um teste crucial. Bachi acredita que o time está no caminho certo, mas precisa de tempo e confiança para alcançar os resultados esperados pela torcida e pela diretoria.

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