Destaques

Terremoto mortal em Sındırgı, Turquia, derruba edifícios e desencadeia resgates

Terremoto Turquia
Terremoto Turquia - Foto: Reprodução/Türkiye Gazetesi Terremoto Turquia - Foto: Reprodução/Türkiye Gazetesi

Um forte terremoto de magnitude 6,1 atingiu a província de Balikesir, no oeste da Turquia, às 19h53 deste domingo (10), horário local, causando pânico em diversas cidades, incluindo Istambul. Com epicentro em Sındırgı, a 11 km de profundidade, o tremor resultou em uma morte, 29 feridos e o colapso de pelo menos 16 edifícios, segundo autoridades. Equipes de resgate trabalham para salvar pessoas soterradas, enquanto réplicas, incluindo uma de magnitude 4,6, intensificam a tensão na região. A Autoridade de Gestão de Desastres (AFAD) e o ministro do Interior, Ali Yerlikaya, monitoram a situação, que revive traumas de desastres sísmicos anteriores no país.

O abalo foi sentido em um raio amplo, alcançando cidades como Izmir, Bursa e Kocaeli. Moradores relatam momentos de pânico, com muitos saindo às ruas temendo novos tremores. Em Sındırgı, o prefeito Serkan Sak confirmou que quatro pessoas foram resgatadas de um prédio colapsado, mas ao menos duas ainda estão sob escombros. No vilarejo de Golcuk, uma mesquita teve sua torre destruída, e várias casas foram danificadas.

  • Edifícios colapsados: Pelo menos 16 construções desabaram, incluindo residências e uma farmácia.
  • Réplicas: Seis abalos secundários, com destaque para um de magnitude 4,6, foram registrados.
  • Ações de resgate: Equipes da AFAD trabalham para localizar e salvar vítimas soterradas.
  • Impacto regional: O tremor foi sentido em Istambul, a 200 km do epicentro, sem danos reportados na cidade.

A Turquia, situada sobre falhas geológicas ativas, enfrenta terremotos frequentes, o que aumenta a preocupação com a segurança estrutural de construções.

Detalhes do terremoto e resposta imediata

O sismo, registrado às 19h53 (16h53 GMT), teve epicentro em Sındırgı, na província de Balikesir, a cerca de 200 km de Istambul. Segundo a AFAD, o terremoto ocorreu a 11 km de profundidade, enquanto o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ) apontou uma magnitude de 6,19 e profundidade de 10 km. A diferença nas medições reflete a complexidade de avaliar tremores em tempo real, mas ambas confirmam a força significativa do evento. O ministro do Interior, Ali Yerlikaya, informou que equipes de emergência iniciaram inspeções imediatas em Istambul e províncias próximas, como Bursa e Kocaeli, sem relatos iniciais de danos graves nessas áreas.

Em Sındırgı, o cenário é mais crítico. O prefeito Serkan Sak relatou à emissora HaberTurk que pelo menos 16 edifícios, incluindo uma farmácia, desabaram. “Estamos focados em resgatar duas pessoas ainda presas nos escombros”, afirmou. O vilarejo de Golcuk, próximo ao epicentro, também sofreu com a destruição de casas e da torre de uma mesquita. A rápida resposta das equipes da AFAD tem sido essencial para minimizar perdas, mas a situação segue delicada devido às réplicas.

Histórico sísmico da região

A região de Mármara, onde ocorreu o terremoto, é conhecida por sua alta atividade sísmica devido à proximidade com a falha de Anatolia do Norte. Em 23 de abril de 2025, um tremor de magnitude 6,2 atingiu a costa de Silivri, em Istambul, sem vítimas, mas servindo como alerta para a vulnerabilidade da área. Eventos passados, como o terremoto de Gölcük em 1999, de magnitude 7,5, que matou 19 mil pessoas, e o de Kahramanmaraş em 2023, de magnitude 7,8, com mais de 53 mil mortes, reforçam a necessidade de preparação.

  • Terremoto de 1999: Magnitude 7,5, 19 mil mortos, milhares de edifícios destruídos.
  • Terremoto de 2023: Magnitude 7,8, mais de 53 mil mortes, danos em 11 províncias.
  • Tremor de abril de 2025: Magnitude 6,2, sem vítimas, sentido em Istambul.
  • Monitoramento: AFAD e Observatório de Kandilli acompanham a atividade sísmica.

A frequência de tremores na região mantém autoridades e moradores em alerta, especialmente em Istambul, onde milhões vivem em edifícios vulneráveis.

Esforços de resgate e segurança

As operações de resgate em Sındırgı seguem em ritmo intenso. Equipes da AFAD, apoiadas por bombeiros e voluntários, utilizam equipamentos pesados para remover escombros e alcançar vítimas. Até o momento, quatro pessoas foram resgatadas com vida, mas uma idosa de 81 anos não resistiu aos ferimentos, segundo o ministro Ali Yerlikaya. Outras 29 pessoas receberam atendimento médico, nenhuma em estado grave. O presidente Recep Tayyip Erdoğan usou as redes sociais para expressar solidariedade e reforçar o compromisso do governo com as vítimas.

A AFAD emitiu alertas para que a população evite entrar em edifícios danificados, especialmente após as réplicas. O governador de Istambul, Davut Gul, informou que a cidade não registrou danos significativos, mas inspeções continuam para garantir a segurança. Em vilarejos rurais, a falta de comunicação com algumas áreas preocupa as autoridades, que enviaram equipes para avaliar a situação.

Medidas preventivas e lições do passado

A Turquia tem investido em melhorias na infraestrutura sísmica desde o desastre de 1999, mas a tragédia de 2023 expôs fragilidades persistentes. Muitos edifícios antigos, especialmente em áreas rurais como Sındırgı, não atendem aos padrões de construção modernos. Após o terremoto de 2023, o governo intensificou inspeções, mas especialistas alertam que milhões de construções em Istambul e outras cidades permanecem em risco.

  • Normas de construção: Reforçadas após 1999, mas implementação é desigual.
  • Treinamento de resgate: Equipes da AFAD são capacitadas para resposta rápida.
  • Alertas sísmicos: Sistemas de monitoramento ajudam a prever réplicas.
  • Educação pública: Campanhas incentivam preparação para desastres.

A população de Balikesir, especialmente em Sındırgı, agora enfrenta o desafio de reconstruir enquanto lida com o trauma do terremoto. A AFAD mantém equipes no local para avaliar danos e coordenar ajuda humanitária.

Reação da população e impacto psicológico

O tremor causou pânico generalizado, com vídeos mostrando moradores correndo para as ruas em cidades como Izmir e Bursa. Em Istambul, a 200 km do epicentro, o abalo durou cerca de 20 a 30 segundos, suficiente para assustar a população. Móveis balançaram, e muitas pessoas buscaram abrigo sob mesas, conforme orientações de segurança. A memória de desastres anteriores, como o de 2023, intensifica o medo, especialmente em áreas rurais com construções precárias.

O canal NTV relatou cenas de desespero em Sındırgı, onde famílias aguardam notícias de parentes presos nos escombros. A solidariedade local tem sido crucial, com vizinhos ajudando nas buscas antes da chegada das equipes profissionais. O governo anunciou apoio psicológico para os afetados, reconhecendo o impacto emocional de eventos sísmicos.

Preparação para o futuro

A Turquia, localizada em uma das regiões mais sismicamente ativas do mundo, enfrenta o desafio constante de se preparar para terremotos. A falha de Anatolia do Norte, próxima à região de Mármara, é monitorada de perto, mas cientistas ainda não conseguem prever com precisão quando ou onde o próximo grande tremor ocorrerá. Investimentos em tecnologia de monitoramento e reforço estrutural são prioridades, mas a implementação enfrenta obstáculos logísticos e financeiros.

  • Monitoramento avançado: Sensores sísmicos ajudam a detectar tremores em tempo real.
  • Reforço de edifícios: Programa nacional visa modernizar construções antigas.
  • Simulações de emergência: Exercícios regulares preparam equipes de resgate.
  • Conscientização: Escolas ensinam protocolos de segurança para terremotos.

O terremoto em Balikesir serve como um lembrete da vulnerabilidade da região e da importância de medidas preventivas. As autoridades continuam monitorando a situação, enquanto a população tenta retomar a normalidade em meio ao medo de novas réplicas.

To Top