O youtuber Felca publicou um vídeo em 6 de agosto de 2025 denunciando a exploração de menores na produção de conteúdo digital, apontando o influenciador Hytalo Santos como um dos envolvidos. A polêmica levou à desativação da conta de Hytalo no Instagram em 8 de agosto, em meio a investigações do Ministério Público da Paraíba (MPPB) iniciadas em 2024. Felca, com mais de 4 milhões de inscritos no YouTube, acusou Hytalo de explorar adolescentes, como Kamylla Santos, de 17 anos, em vídeos com teor sensual. O caso gerou ampla repercussão, com o vídeo de Felca alcançando 15 milhões de visualizações. O MPPB apura se os conteúdos violam o Estatuto da Criança e do Adolescente, enquanto Hytalo nega as acusações, alegando consentimento das famílias.
A denúncia de Felca destacou a prática de “adultização” de menores, expondo como conteúdos digitais podem sexualizar adolescentes para atrair engajamento. Hytalo, com mais de 20 milhões de seguidores, é conhecido por vídeos com jovens dançando e interagindo como “filhos”. A desativação de sua conta no Instagram intensificou o debate sobre a proteção de menores nas redes sociais.
- Principais pontos levantados por Felca: exploração de menores, sexualização de adolescentes, falta de regulamentação.
- Repercussão: 15 milhões de visualizações e 100 mil comentários no vídeo.
- Contexto: Hytalo já enfrentava investigações desde 2024 por denúncias similares.
A polêmica reacende discussões sobre os limites éticos na criação de conteúdo online e a responsabilidade das plataformas digitais.
Repercussão da denúncia de Felca
O vídeo de Felca, intitulado “Adultização”, trouxe à tona um debate urgente sobre a exposição de menores na internet. Com quase 50 minutos, a produção detalha casos de exploração, com destaque para Kamylla Santos, que, segundo Felca, teve sua imagem usada de forma sensual por Hytalo desde os 12 anos. A ausência de anúncios no vídeo foi elogiada por internautas, reforçando a seriedade da denúncia. A ação de Felca também gerou reações variadas, desde apoio massivo até críticas de outros influenciadores, como Bel Peres, que classificou as acusações como “fake news”.
- Impacto imediato: desativação das contas de Hytalo e Kamylla no Instagram.
- Engajamento: mais de 100 mil comentários, com apoio predominante à iniciativa de Felca.
- Reação de Bel Peres: defesa de sua trajetória e crítica à abordagem do youtuber.
A denúncia ganhou força nas redes sociais, com usuários exigindo maior fiscalização das plataformas. A Meta, dona do Instagram, não esclareceu se a remoção das contas foi por violação de diretrizes ou ordem judicial.
Investigação do Ministério Público
O Ministério Público da Paraíba conduz duas frentes de investigação contra Hytalo Santos desde 2024, nas Promotorias de João Pessoa e Bayeux. As apurações avaliam se os vídeos do influenciador, que frequentemente mostram adolescentes em danças e dinâmicas de relacionamento, violam o Estatuto da Criança e do Adolescente. O MPPB também investiga a possível omissão dos pais, que, segundo as autoridades, podem estar falhando na proteção dos menores.
- Foco da investigação: conteúdo com possível teor sexual envolvendo adolescentes.
- Locais: Promotorias de João Pessoa e Bayeux, com inquérito criminal aberto.
- Procedimentos: escuta de adolescentes, pais e análise de vídeos publicados.
Hytalo nega as acusações, afirmando que as adolescentes são emancipadas e que as mães acompanham as atividades. Ele destaca que os conteúdos têm consentimento familiar, mas as autoridades continuam analisando a legalidade das produções.
Contexto da “adultização” nas redes
A “adultização” de menores, termo central na denúncia de Felca, refere-se à exposição de crianças e adolescentes em contextos inadequados, como danças sensuais ou situações que imitam comportamentos adultos. Segundo a ONG Safernet, as denúncias de abuso e exploração sexual infantil na internet cresceram 77,1% em 2023, com 71.687 queixas registradas. O caso de Hytalo reacende o debate sobre a falta de regulamentação para a participação de menores em conteúdos digitais.
- Dados alarmantes: 71.687 denúncias de exploração infantil na internet em 2023.
- Problema central: ausência de regras claras para proteger menores nas redes.
- Exemplos citados: vídeos com adolescentes em situações sensuais ou com bebidas alcoólicas.
Especialistas apontam que a busca por engajamento pode levar influenciadores a cruzar limites éticos, especialmente ao envolver jovens em conteúdos voltados para públicos adultos. A pressão por visualizações e lucros, como no caso do “Jogo do Tigrinho” mencionado por Felca, agrava o problema.

Reações e desdobramentos
A desativação das contas de Hytalo e Kamylla Santos no Instagram marcou um desdobramento imediato da denúncia. Felca, conhecido por conteúdos humorísticos e reações, assumiu um tom sério ao abordar a questão, o que gerou elogios por sua coragem. No entanto, o youtuber também enfrentou críticas e anunciou processos contra mais de 200 pessoas por difamação, oferecendo a retirada das ações em troca de doações a instituições de caridade.
- Ação de Felca: processos contra difamadores, com opção de doação para caridade.
- Resposta de Hytalo: defesa baseada no consentimento familiar e emancipação das adolescentes.
- Repercussão pública: apoio majoritário a Felca, com críticas à omissão de plataformas.
A polêmica também levantou questionamentos sobre a responsabilidade das plataformas digitais. A Meta, até o momento, não se pronunciou sobre a desativação, enquanto o MPPB segue sem confirmar se a remoção foi ordenada judicialmente.
Papel das plataformas digitais
A ausência de regulamentação clara para conteúdos com menores é um ponto crítico no caso. Plataformas como Instagram e YouTube enfrentam pressão crescente para moderar publicações que possam explorar crianças e adolescentes. Casos como o de Hytalo destacam a dificuldade em equilibrar liberdade de expressão e proteção infantil.
- Desafios das plataformas: moderação de conteúdos com menores sem violar direitos.
- Pressão pública: exigência de maior transparência na remoção de perfis.
- Soluções propostas: regulamentação específica e ferramentas de denúncia mais eficazes.
A desativação das contas de Hytalo e Kamylla, menos de 24 horas após o vídeo de Felca, sugere uma resposta rápida da plataforma, mas sem esclarecimentos oficiais. O caso reforça a necessidade de políticas mais rigorosas para proteger menores nas redes sociais.