A Caixa Econômica Federal anunciou que o prazo para solicitar o saque calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em Pompéu, Minas Gerais, termina nesta quinta-feira, 14 de agosto de 2025. O benefício, que pode liberar até R$ 6.220 por conta vinculada, é destinado a trabalhadores cujas residências foram afetadas por chuvas intensas na região. O processo é 100% digital, realizado pelo aplicativo FGTS, e exige documentos como comprovante de residência e identidade. A medida visa apoiar moradores impactados por desastres naturais, com liberação rápida do valor para aliviar dificuldades financeiras. Pompéu está entre os municípios habilitados após reconhecimento oficial da Defesa Civil.
Moradores de Pompéu enfrentam um prazo apertado para acessar o recurso, que pode ser crucial para a recuperação após as chuvas. A Caixa reforça que a solicitação deve ser feita até o limite de 90 dias após a portaria que reconhece a calamidade, publicada em maio de 2025. A agilidade no envio dos documentos é essencial para evitar a perda do benefício.
- Quem pode solicitar: Trabalhadores com saldo no FGTS e residência em área afetada.
- Valor máximo: Até R$ 6.220 por conta, limitado ao saldo disponível.
- Prazo final em Pompéu: 14 de agosto de 2025.
Requisitos para acessar o saque calamidade
O saque calamidade é um direito previsto para trabalhadores que enfrentam perdas devido a desastres naturais, como enchentes, alagamentos ou vendavais. Em Pompéu, as chuvas intensas de 2025 justificaram a liberação do benefício. Para ter direito, o trabalhador deve residir em uma área identificada pela Defesa Civil como afetada. Além disso, é necessário possuir saldo na conta do FGTS, ativa ou inativa, e não ter solicitado outro saque por calamidade nos últimos 12 meses, exceto em casos especiais, como no Rio Grande do Sul em 2024, onde o intervalo foi suspenso por decreto.
O valor máximo de R$ 6.220 é liberado por evento de calamidade, mas depende do saldo disponível na conta do trabalhador. Se o saldo for inferior, o saque será limitado ao montante existente. A Caixa valida as informações fornecidas com base em cadastros oficiais, garantindo que apenas moradores das áreas afetadas tenham acesso ao recurso.
A documentação exigida é um ponto crítico. Sem os documentos corretos, a solicitação pode ser negada. A seguir, os itens necessários:
- Documento de identidade com foto (RG, CNH ou passaporte).
- Comprovante de residência emitido até 120 dias antes do decreto de calamidade.
- Selfie segurando o documento de identificação.
- Certidão de casamento ou união estável, se o comprovante estiver no nome do cônjuge.
Passo a passo para solicitar o saque no aplicativo FGTS
A solicitação do saque calamidade é totalmente digital, eliminando a necessidade de comparecer a uma agência da Caixa. O aplicativo FGTS, disponível para Android e iOS, permite que o trabalhador envie os documentos e acompanhe o processo. O procedimento é simples, mas exige atenção aos detalhes para evitar erros que atrasem a liberação do valor.
Para começar, o trabalhador deve baixar o aplicativo e realizar o login com CPF e senha. Caso ainda não tenha cadastro, é necessário criá-lo, informando dados pessoais e confirmando a identidade. Após o acesso, o usuário deve navegar até a seção de saques e selecionar a opção “Calamidade pública”. O sistema solicitará o nome do município (Pompéu, neste caso) e o endereço completo, incluindo CEP.
- Escolha do recebimento: Crédito em conta bancária (qualquer instituição) ou saque presencial.
- Envio de documentos: Anexar identidade, comprovante de residência e selfie.
- Prazo de análise: Até cinco dias úteis após a solicitação.
- Acompanhamento: O status pode ser verificado diretamente no aplicativo.
O processo digital é uma vantagem, pois evita custos com deslocamento e agiliza a liberação do valor. A Caixa recomenda organizar os documentos com antecedência para cumprir o prazo de 14 de agosto em Pompéu.
Alternativas para quem não tem comprovante de residência
Nem todos os trabalhadores possuem comprovantes de residência em seu nome, especialmente em situações de emergência. A Caixa oferece alternativas para esses casos, garantindo que mais pessoas possam acessar o benefício. Uma opção é apresentar uma declaração emitida pela prefeitura, atestando que o trabalhador reside na área afetada. Esse documento deve conter nome completo, CPF, data de nascimento e endereço completo, com CEP, em papel timbrado e assinado pela autoridade municipal.
Outra possibilidade é a autodeclaração, na qual o próprio trabalhador informa seus dados residenciais. A Caixa valida essas informações em cadastros oficiais do governo federal, como os do Cadastro Único. Essa flexibilidade é crucial em Pompéu, onde muitos moradores podem ter perdido documentos durante as chuvas.
- Declaração da prefeitura: Deve ser emitida em papel timbrado, com assinatura.
- Autodeclaração: Inclui nome, CPF, data de nascimento e endereço completo.
- Validação: Informações cruzadas com bases oficiais para evitar fraudes.
Outros municípios habilitados e prazos
Além de Pompéu, diversos municípios brasileiros estão habilitados para o saque calamidade em 2025, com prazos variando conforme a data de publicação das portarias. A lista é dinâmica e atualizada regularmente no site da Caixa e no aplicativo FGTS. Em Minas Gerais, cidades como Almenara (19/08/2025), Bandeira (28/08/2025) e Caiana (16/10/2025) também estão na lista. Cada município tem um prazo de 90 dias a partir do reconhecimento oficial da calamidade.
Trabalhadores devem consultar a lista oficial para verificar se sua cidade está habilitada. A Caixa orienta que a solicitação seja feita o quanto antes, já que o prazo não é prorrogado. Em Pompéu, o prazo de 14 de agosto é final, e a perda da data impede o acesso ao benefício para o evento atual.
- Consulta de municípios: Disponível no site da Caixa e no aplicativo FGTS.
- Prazo de 90 dias: Contado a partir da portaria de reconhecimento.
- Outros estados: Amazonas, Bahia, Maranhão e Rio Grande do Sul também têm cidades habilitadas.
- Atualizações frequentes: Novas cidades podem ser incluídas conforme desastres ocorrem.
Benefícios do saque calamidade para os trabalhadores
O saque calamidade é uma ferramenta essencial para apoiar trabalhadores em momentos de crise. Em Pompéu, o recurso pode ser usado para reparar danos em residências, adquirir itens essenciais ou cobrir despesas emergenciais. A liberação de até R$ 6.220 por conta vinculada representa um alívio financeiro significativo, especialmente para famílias que enfrentam perdas materiais.
A ausência de taxas para o saque é outro ponto positivo. O valor pode ser transferido para qualquer conta bancária, incluindo a Poupança Digital Caixa Tem, sem custos adicionais. Além disso, o saque calamidade não interfere em outros benefícios, como Bolsa Família ou seguro-desemprego, garantindo que o trabalhador possa acessar o recurso sem comprometer outras fontes de renda.
Dicas para evitar problemas no processo
A Caixa alerta que erros no envio de documentos são a principal causa de reprovação das solicitações. Para evitar contratempos, os trabalhadores devem verificar a validade do comprovante de residência e garantir que a selfie com o documento esteja nítida. Em caso de dificuldades com o aplicativo, a Caixa disponibiliza os telefones 4004-0104 (capitais) e 0800-104-0104 (outras regiões) para suporte.
- Documentos legíveis: Fotos nítidas, com frente e verso do documento.
- Prazo de validade: Comprovante emitido até 120 dias antes da calamidade.
- Suporte técnico: Contato com a Caixa para resolver problemas no aplicativo.
- Organização prévia: Reunir documentos antes de iniciar a solicitação.
Importância da agilidade no processo
A proximidade do prazo final em Pompéu reforça a necessidade de ação imediata. Após 14 de agosto, os trabalhadores não poderão mais solicitar o saque para o evento de chuvas intensas registrado em 2025. A Caixa destaca que o processo digital agiliza a liberação, com o valor disponível em até cinco dias úteis após a aprovação.
A medida é parte de um esforço mais amplo do governo federal para apoiar regiões afetadas por desastres naturais. Em 2024, por exemplo, o Rio Grande do Sul teve o intervalo de 12 meses entre saques suspenso devido à gravidade das enchentes, beneficiando milhares de trabalhadores. Em Pompéu, a liberação atual reflete o compromisso com o suporte a comunidades impactadas.

