Fausto Silva, o Faustão, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, desde 21 de maio de 2025. A internação foi motivada por uma infecção bacteriana aguda que evoluiu para sepse, uma condição grave que pode comprometer múltiplos órgãos. Nos dias 6 e 7 de agosto, o apresentador passou por dois procedimentos complexos: um transplante de fígado e um retransplante renal, ambos planejados há cerca de um ano e realizados com órgãos de um único doador, conforme protocolo da Central de Transplantes do Estado de São Paulo.
A extubação, realizada no sábado, 9 de agosto, marcou um avanço significativo. Segundo a pneumologista Michele Andreata, a retirada do tubo de ventilação mecânica indica que Faustão recuperou força suficiente nos músculos respiratórios para respirar sozinho. No entanto, a médica destaca que o procedimento não elimina a necessidade de cuidados intensivos, já que o paciente ainda enfrenta riscos relacionados à infecção inicial e aos transplantes.
- Extubação ocorreu no dia 9 de agosto, após avaliação médica detalhada.
- Faustão passou por transplante de fígado no dia 6 e retransplante renal no dia 7.
- Ele está internado desde maio, com tratamento para sepse e reabilitação clínica.
- A equipe médica monitora possíveis complicações, como rejeição de órgãos.
Histórico médico recente
Faustão acumula um histórico de desafios médicos nos últimos anos. Em agosto de 2023, ele foi submetido a um transplante de coração devido a um quadro de insuficiência cardíaca. O órgão veio de Fábio Cordeiro da Silva, jogador de futebol de várzea que sofreu um acidente vascular cerebral. Em fevereiro de 2024, o apresentador passou por um transplante de rim, mas enfrentou rejeição, o que exigiu hemodiálise e culminou no retransplante renal realizado agora em agosto de 2025. Com os procedimentos recentes, Faustão soma quatro transplantes em dois anos: coração, rim, fígado e um novo rim.
Os transplantes foram realizados sob a supervisão de médicos renomados, como Fernando Bacal (cardiologista), Álvaro Pacheco e Silva Filho (nefrologista), Marcelo Bruno de Rezende (cirurgião de transplante hepático) e Eliezer Silva (diretor executivo de sistemas de saúde). A compatibilidade dos órgãos foi confirmada pela Central de Transplantes, garantindo que os procedimentos seguissem o protocolo do Sistema Único de Saúde (SUS).
Processo de recuperação após extubação
A extubação é um marco importante, mas não significa o fim do tratamento. De acordo com especialistas, o processo exige cuidados contínuos para evitar complicações. Após a retirada do tubo, pacientes podem apresentar sintomas como fraqueza muscular, fadiga, tosse, rouquidão e irritação nas vias aéreas. A fisioterapia respiratória desempenha um papel crucial nessa fase, ajudando na expansão pulmonar e na remoção de secreções.
- Fisioterapia respiratória auxilia na readaptação à respiração espontânea.
- Monitoramento intensivo previne riscos como fadiga respiratória ou infecções secundárias.
- Sintomas como tosse e rouquidão são comuns após a extubação.
- A equipe médica avalia diariamente a estabilidade cardiovascular e pulmonar.
Apesar da melhora, a possibilidade de reintubação existe caso haja piora clínica. A médica Michele Andreata reforça que a observação rigorosa é essencial, especialmente em pacientes com histórico de transplantes e infecções graves. Faustão permanece na UTI, onde recebe suporte clínico e nutricional para estabilizar seu quadro.
Repercussão e apoio familiar
A notícia da extubação trouxe alívio aos familiares e fãs do apresentador. No domingo, 10 de agosto, Dia dos Pais, Faustão recebeu a visita dos filhos Lara, João e Rodrigo, que compartilharam mensagens emocionadas nas redes sociais. João Silva, por exemplo, descreveu o pai como “herói” e destacou que ele assistiu à estreia de seu programa no SBT, mesmo internado. Luciana Cardoso, esposa de Faustão, não pôde comparecer devido a uma gripe, seguindo orientações médicas para proteger a saúde do apresentador, que está com a imunidade fragilizada.
A assessoria de Faustão confirmou as informações divulgadas pelo jornalista Flávio Ricco, amigo próximo da família, que destacou a confiança da equipe médica na recuperação do apresentador. Ricco também rebateu especulações pessimistas, como as do cardiologista Elisiário Júnior, que, sem envolvimento no caso, sugeriu chances “mínimas” de recuperação em um podcast. A família classificou tais comentários como “irresponsáveis”.

Trajetória de transplantes e desafios
Os procedimentos realizados em 2025 não são os primeiros desafios médicos enfrentados por Faustão. Desde 2023, ele lida com problemas de saúde que exigiram intervenções complexas. O transplante de coração, em 2023, foi motivado por insuficiência cardíaca, enquanto o de rim, em 2024, ocorreu devido a uma doença renal crônica que exigia hemodiálise. A rejeição do primeiro rim transplantado levou ao retransplante atual, planejado com antecedência para aproveitar a compatibilidade com o doador.
- Transplante de coração: realizado em agosto de 2023, após insuficiência cardíaca.
- Primeiro transplante de rim: em fevereiro de 2024, seguido de rejeição.
- Transplante de fígado: realizado em 6 de agosto de 2025.
- Retransplante renal: realizado em 7 de agosto de 2025.
- Internação atual: desde 21 de maio de 2025, por sepse.
A sepse, condição que motivou a internação atual, é uma resposta inflamatória sistêmica desencadeada por infecções, que pode levar a falhas orgânicas. O tratamento envolveu controle infeccioso intensivo, além de reabilitação clínica e nutricional para preparar o apresentador para os transplantes.
Cuidados pós-transplante
Após os transplantes, Faustão enfrenta um período delicado. Pacientes submetidos a esses procedimentos precisam de medicamentos imunossupressores para evitar rejeição, o que aumenta o risco de infecções. A equipe médica monitora indicadores como função hepática, renal e cardiovascular, além de possíveis sinais de rejeição ou complicações. A reabilitação física também é essencial, com foco em recuperar a força muscular e a capacidade respiratória.
A extubação, embora positiva, exige acompanhamento contínuo. A pneumologista Michele Andreata explica que a transição para a respiração espontânea pode ser desafiadora, especialmente em pacientes debilitados por internações prolongadas. A fisioterapia respiratória e motora será intensificada para apoiar a recuperação.
- Medicamentos imunossupressores são usados para prevenir rejeição dos órgãos.
- Monitoramento inclui exames de função hepática, renal e cardíaca.
- Fisioterapia motora ajuda a recuperar força após longos períodos internado.
- Riscos de infecções secundárias exigem cuidados redobrados.
Legado de Faustão na TV brasileira
Fausto Silva é uma figura icônica da televisão brasileira, com uma carreira que atravessa décadas. Nascido em 2 de maio de 1950, ele começou como repórter de rádio na década de 1960, destacando-se no jornalismo esportivo. Sua estreia como apresentador foi no programa “Balancê”, na Band, seguido pelo sucesso de “Perdidos na Noite”, exibido em várias emissoras. Em 1989, Faustão assumiu o “Domingão do Faustão” na Globo, onde permaneceu até 2021. Em 2022, retornou à Band com o “Faustão na Band”, que ficou no ar até 2023.
Mesmo afastado da TV desde maio de 2023, o apresentador mantém uma legião de fãs que acompanham sua trajetória e torcem por sua recuperação. Sua resiliência diante de desafios médicos tem sido destacada por familiares e amigos, que enfatizam sua força e otimismo.
Expectativas para a recuperação
A equipe médica do Hospital Albert Einstein não divulgou previsão de alta, mas a extubação e a estabilidade clínica são sinais encorajadores. A recuperação de Faustão depende de fatores como a adaptação aos novos órgãos, o controle de infecções e a resposta ao tratamento imunossupressor. A família permanece otimista, e as mensagens de apoio nas redes sociais reforçam a relevância do apresentador para o público brasileiro.
A luta de Faustão contra problemas de saúde, incluindo quatro transplantes em dois anos, destaca a importância do sistema de transplantes do SUS, que garante acesso equitativo a órgãos doados. A compatibilidade com um único doador para os procedimentos de fígado e rim foi um fator decisivo para o sucesso das cirurgias.
- Sistema de transplantes do SUS organiza filas para doações de órgãos.
- Compatibilidade com doador único foi confirmada pela Central de Transplantes.
- Monitoramento contínuo é essencial para avaliar adaptação aos órgãos transplantados.
- Apoio familiar tem sido crucial durante a internação.