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Fluminense brilha com gol contra e golaço e está a um passo das quartas da Sul-Americana

Fluminense
Fluminense - Foto: Instagram Fluminense - Foto: Instagram

O Fluminense deu um passo decisivo rumo às quartas de final da Copa Sul-Americana ao vencer o América de Cali por 2 a 1, na noite de 12 de agosto de 2025, no Estádio Olímpico Pascual Guerrero, em Cali, Colômbia. Com um início arrasador, o Tricolor marcou dois gols em apenas 15 minutos, graças a uma lambança do zagueiro Candelo, que fez contra, e um golaço de Canobbio. Apesar da pressão colombiana e um gol de Barrios nos acréscimos, o Flu segurou o resultado e agora joga por um empate no Maracanã, no dia 19, para avançar. A partida, marcada por intensidade e defesas cruciais de Fábio, reforçou a “alma copeira” do time carioca, que busca seu primeiro título na competição.

O jogo começou com o América de Cali desperdiçando uma chance clara logo no primeiro minuto, quando Navarro furou na pequena área. No entanto, o Fluminense não perdoou. Aos sete minutos, Samuel Xavier cruzou, e Candelo, ao tentar cortar, mandou contra o próprio gol. O Tricolor ampliou com um momento de genialidade de Canobbio, que aproveitou falha da zaga colombiana e acertou um chute preciso.

  • Momentos-chave do primeiro tempo:
    • Gol contra de Candelo após cruzamento de Samuel Xavier.
    • Golaço de Canobbio, que superou a defesa com toque de cabeça e chute colocado.
    • Chance perdida por Navarro, que falhou em finalização livre na área.

Ataque fulminante abre vantagem

O Fluminense surpreendeu com uma blitz ofensiva nos primeiros minutos. A pressão inicial do América de Cali, embalado por mais de 37 mil torcedores, foi neutralizada pela eficiência tricolor. O gol contra de Candelo, aos sete minutos, veio de um cruzamento rasteiro de Samuel Xavier, que encontrou Serna na área. O zagueiro colombiano, desorientado, tocou contra o próprio gol, com o goleiro Soto fora de posição. O segundo gol, aos 15 minutos, foi uma pintura: Canobbio, após erro de Mina e Pestaña, dominou com categoria e acertou o ângulo. O América tentou reagir, mas esbarrou na solidez defensiva do Flu, com Manoel e Fábio se destacando. A estratégia de Renato Gaúcho, que apostou em um meio-campo combativo com Martinelli e Hércules, deu resultado, apesar dos desfalques.

O primeiro tempo foi dominado pelo Fluminense, que soube explorar os erros adversários. A torcida colombiana, que lotou o Pascual Guerrero, ficou em silêncio diante da eficiência tricolor. No entanto, o América cresceu na etapa final, pressionando e criando chances perigosas, mas sem converter até os instantes finais.

Resistência tricolor sob pressão

Na segunda etapa, o América de Cali voltou com outra postura, encurralando o Fluminense. A equipe colombiana, comandada por Gabriel Raimondi, apostou em jogadas pelas laterais e chutes de média distância. Carrascal e Lucumí testaram Fábio, que fez defesas cruciais, incluindo uma em chute rasteiro do ponta colombiano. O Flu, por sua vez, teve chance de ampliar com Everaldo, que cabeceou rente à trave, e Canobbio, que acertou o travessão. A pressão colombiana culminou no gol de Barrios, aos 47 do segundo tempo, após passe preciso de Castillo, reacendendo a esperança dos donos da casa.

  • Destaques defensivos do Fluminense:
    • Fábio: Duas defesas difíceis, incluindo uma em chute rasteiro de Lucumí.
    • Manoel: Cortes providenciais na área, neutralizando bolas aéreas.
    • Renê: Combatividade na lateral, mesmo sob pressão constante.
    • Hércules: Interceptações importantes no meio-campo.

O América de Cali, apesar do domínio territorial na segunda etapa, pecou nas finalizações. A equipe colombiana teve 60% de posse de bola e finalizou 14 vezes, contra apenas sete do Fluminense, mas a falta de precisão custou caro.

Caminho para o Maracanã

Com a vitória por 2 a 1, o Fluminense retorna ao Rio de Janeiro com a vantagem de jogar por um empate no confronto de volta, marcado para 19 de agosto, às 21h30, no Maracanã. O América de Cali precisará vencer por dois gols de diferença para avançar diretamente ou por um gol para levar a decisão aos pênaltis. A solidez defensiva do Flu, aliada à experiência de jogadores como Fábio e Manoel, será crucial para segurar a pressão colombiana. O vencedor deste confronto enfrentará Central Córdoba ou Lanús nas quartas de final, em duelos previstos para as semanas de 10 e 17 de setembro.

Antes do jogo decisivo, o Fluminense tem um compromisso pelo Brasileirão. No sábado, 16 de agosto, o Tricolor recebe o Fortaleza, às 16h, no Maracanã, pela 20ª rodada. Renato Gaúcho deve poupar alguns titulares, já que a Sul-Americana é uma prioridade para o clube, que busca o título inédito após a derrota na final de 2009.

Alma copeira em alta

A vitória na Colômbia reforça a reputação do Fluminense como um time de “alma copeira”. Em 2025, o Tricolor já eliminou o Internacional nas oitavas da Copa do Brasil e foi semifinalista do Mundial de Clubes, único sul-americano a alcançar tal fase. A campanha na Sul-Americana, com 13 pontos na fase de grupos e liderança do Grupo F, rendeu R$ 11,1 milhões em premiações, valor que pode crescer com a classificação. O América de Cali, por outro lado, vive um momento de reconstrução após a saída de jogadores como Juan Fernando Quintero e Duván Vergara, mas demonstrou força ao eliminar o Bahia nos playoffs.

  • Números da campanha tricolor:
    • 13 pontos na fase de grupos, com quatro vitórias, um empate e uma derrota.
    • R$ 11,1 milhões em premiações até as oitavas.
    • Média de 2,7 gols por jogo nas últimas partidas.
    • Cinco jogos consecutivos com ambas as equipes marcando.

Expectativa para a volta

O confronto no Maracanã promete ser eletrizante. O Fluminense contará com o apoio de sua torcida, que deve lotar o estádio, e a experiência de Renato Gaúcho em mata-matas. O técnico, que já conquistou a Libertadores e a Recopa com o clube, aposta na versatilidade de jogadores como Serna e Canobbio para manter a vantagem. O América de Cali, por sua vez, deve manter a postura ofensiva, com destaque para Barrios e Castillo, que cresceram na reta final do jogo de ida.

O histórico recente do Fluminense em casa é favorável: o time venceu quatro dos últimos cinco jogos no Maracanã, incluindo partidas contra adversários diretos no Brasileirão. A torcida tricolor, que esgotou ingressos em jogos decisivos, será um trunfo.

  • Fatores para o jogo de volta:
    • Retorno de Cano, que entrou no segundo tempo em Cali, ao time titular.
    • Possível escalação de Ganso, poupado na ida, para reforçar a criação.
    • Pressão da torcida colombiana, que viajou em pequeno número ao Rio.
    • Necessidade de ajustes defensivos do América após falhas na zaga.

Bastidores e preparação

A delegação tricolor enfrentou um ambiente hostil em Cali, com mais de 37 mil torcedores colombianos criando um verdadeiro caldeirão. Mesmo assim, o time se organizou com escolta policial e conseguiu manter o foco. Os ingressos para a torcida visitante foram limitados, e faixas ou bandeiras do Fluminense não foram permitidas no Pascual Guerrero, por determinação das autoridades locais. No Rio, a expectativa é de um clima mais favorável, com o Maracanã recebendo cerca de 60 mil torcedores.

O Fluminense também lida com desfalques. Seis jogadores lesionados limitaram as opções de Renato Gaúcho, que improvisou Freytes na zaga e apostou em Hércules no meio. A volta de Cano ao time titular pode ser um diferencial, já que o argentino é o artilheiro do time na temporada, com 12 gols em 2025.

  • Curiosidades do confronto:
    • O Fluminense nunca venceu a Sul-Americana, mas chegou à final em 2009.
    • América de Cali não alcança as quartas de um torneio continental desde 2003.
    • Canobbio marcou em três dos últimos quatro jogos do Flu.
    • Fábio, aos 44 anos, é o jogador mais velho em campo na Sul-Americana 2025.

A vitória em Cali coloca o Fluminense em posição confortável, mas o jogo de volta exigirá concentração total. A combinação de talento individual, como o de Canobbio, e a experiência de Fábio e Manoel pode ser o diferencial para o Tricolor avançar.

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